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Com mercado aquecido e preço atraente, Serra Catarinense é oportunidade para quem quer investir em SC

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    Jornal comunidade SC
  • há 11 horas
  • 2 min de leitura

Levantamento do Sinduscon Grande Florianópolis mostra que região movimenta R$ 392 milhões em empreendimentos e reúne potencial de valorização diante da diferença de preços em relação ao litoral



A Serra Catarinense vive um novo momento no mercado imobiliário. Conhecida tradicionalmente pelo turismo de inverno, a região começa a consolidar um ciclo de investimentos em empreendimentos residenciais e de segunda moradia, mantendo, porém, um dos menores valores de metro quadrado entre as principais regiões catarinenses.

É o que revela o novo Painel Imobiliário da Região Serrana, elaborado pelo Sinduscon Grande Florianópolis em parceria com a Alphaplan.

O levantamento identificou 603 unidades disponíveis em 15 empreendimentos, distribuídos entre São Joaquim, Urubici, Rancho Queimado e Bom Jardim da Serra. Juntos, esses projetos representam um Valor Geral de Vendas (VGV) estimado em R$ 392 milhões. 

São Joaquim lidera o mercado regional, concentrando quase metade das unidades disponíveis (286) e aproximadamente 63% de todo o VGV da Serra, consolidando-se como principal polo imobiliário da região. 



O estudo chama atenção, no entanto, para outro indicador: enquanto o preço médio da Serra é de R$ 663 por metro quadrado, Florianópolis registra média superior a R$ 16 mil/m², São José ultrapassa R$ 11 mil/m² e municípios vizinhos também apresentam valores bem superiores. 

Na própria Serra, Urubici lidera o ranking, com média de R$ 930/m², seguida por São Joaquim, com R$ 889/m². 

Para o presidente do Sinduscon Grande Florianópolis, Carlos Leite, a diferença demonstra que o mercado serrano ainda se encontra em fase de amadurecimento.

“A Serra Catarinense deixou de ser apenas um destino turístico de inverno para se consolidar como uma alternativa de moradia, lazer e investimento. O mercado ainda é pequeno quando comparado ao litoral, mas os números mostram que existe espaço para crescimento consistente e valorização ao longo dos próximos anos.”

O levantamento também mostra diferenças entre os municípios quanto à dinâmica demográfica. Enquanto Rancho Queimado registrou crescimento populacional de 19% entre 2010 e 2022, São Joaquim cresceu 5%, Urubici 1% e Bom Jardim da Serra apresentou redução populacional no período. 

Segundo Carlos Leite, acompanhar esses indicadores é fundamental para orientar novos investimentos.

“O objetivo do painel é oferecer inteligência de mercado. Quando o setor conhece a oferta existente, os preços e o comportamento de cada município, consegue desenvolver empreendimentos mais alinhados à demanda e evitar distorções.”



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