Com oxigênio 24 horas por dia, moradora de Florianópolis faz vaquinha para realizar transplante


A espera por um transplante de pulmão passou a fazer parte da rotina de Carolina Estevão, moradora do bairro Sambaqui, em Florianópolis. Aos 32 anos, ela convive com doenças raras que afetam sua respiração e sua mobilidade, depende de oxigênio 24 horas por dia e precisa da ajuda de outras pessoas para realizar atividades básicas dentro de casa. Agora, além de aguardar a ligação que poderá mudar sua vida, Carolina enfrenta outro desafio: organizar os custos de uma mudança para Porto Alegre, onde deverá realizar o transplante e permanecer durante a recuperação.
Para ajudar a viabilizar essa nova etapa, ela mantém uma vaquinha destinada às despesas relacionadas ao tratamento e à preparação para o período fora de Santa Catarina. A necessidade de apoio financeiro ganhou ainda mais importância depois que Carolina recebeu a aprovação para o transplante pulmonar e entrou oficialmente na fila de espera.
A história da moradora de Florianópolis foi apresentada pelo portal Agora Floripa em 22 de setembro de 2025. Desde aquela publicação, seu quadro de saúde e sua rotina passaram por novas mudanças. Se antes ela já enfrentava limitações importantes, agora precisa lidar com dificuldades crescentes, novas preocupações médicas e a preparação para uma etapa que exigirá sua permanência longe de casa.
Mesmo diante desse cenário, Carolina continua compartilhando sua experiência nas redes sociais, levando informações sobre doenças raras, transplantes e doação de órgãos a milhares de pessoas.

Vaquinha busca ajudar Carolina durante a preparação para o transplante
A aprovação para o transplante pulmonar representa uma nova fase na trajetória de Carolina. No entanto, o procedimento envolve uma mudança temporária para Porto Alegre, onde ela precisará permanecer durante o período necessário para a cirurgia, a recuperação e o acompanhamento médico.
Segundo o relato da moradora, a espera pelo transplante pode durar de seis meses a dois anos. Durante esse período, ela precisa manter o organismo estável e seguir os cuidados necessários enquanto aguarda o chamado da equipe responsável.
A mudança para outro estado exige planejamento financeiro e uma estrutura para permanecer longe da rede de apoio que tem em Florianópolis. É nesse contexto que Carolina mantém uma campanha de arrecadação para ajudar com os custos dessa nova etapa.
Com as limitações físicas cada vez maiores, organizar as despesas e preparar a mudança tornou-se uma preocupação adicional em meio ao tratamento. A vaquinha busca contribuir para que ela consiga enfrentar esse período com melhores condições de permanência e acompanhamento.
Quem deseja ajudar pode contribuir por meio do Pix informado pela família:
Chave Pix: 79890580900
Titular: Maria Lúcia Santini, mãe de Carolina
Instituição: Nubank
Finalidade: ajudar com os custos relacionados ao tratamento e à nova etapa de preparação para o transplante pulmonar.
A família também mantém uma campanha de arrecadação. Para quem pretende contribuir, é importante confirmar os dados diretamente com Carolina ou com seus canais oficiais antes de realizar a transferência.
Três doenças raras e uma nova preocupação com a saúde
Carolina convive atualmente com três condições: esclerose sistêmica, fibrose pulmonar e fenômeno de Raynaud. Mais recentemente, também passou a enfrentar apneia grave durante o sono, situação que exige o uso de um aparelho CPAP, utilizado para manter as vias respiratórias abertas durante o descanso.
A esclerose sistêmica é uma doença autoimune que pode afetar diferentes partes do organismo. Entre suas manifestações estão alterações na pele, nos vasos sanguíneos e em órgãos internos. No caso de Carolina, a fibrose pulmonar tornou-se uma das consequências mais graves, comprometendo significativamente sua capacidade respiratória.
O fenômeno de Raynaud, por sua vez, provoca alterações na circulação sanguínea, especialmente nos dedos das mãos e dos pés, que podem ficar esbranquiçados, azulados ou arroxeados diante do frio ou de outras situações desencadeantes.
Além de acompanhar essas condições, Carolina precisa lidar com as dificuldades respiratórias e com a necessidade de manter seu estado de saúde adequado para o transplante. A inclusão da apneia grave entre suas preocupações tornou o acompanhamento médico ainda mais importante.
Atualmente, ela utiliza oxigênio durante as 24 horas do dia. As limitações também afetam sua autonomia: tarefas domésticas e atividades básicas podem exigir ajuda, e há dias em que até ir ao banheiro se torna difícil. Carolina relata ainda que está sem fazer fisioterapia neste momento.
Diagnóstico veio depois de anos de sintomas
Os primeiros sinais da doença apareceram quando Carolina tinha entre 15 e 16 anos. Na adolescência, ela sentia dores intensas no estômago, tinha arrotos frequentes e percebia mudanças na coloração dos dedos quando expostos ao frio.
Na época, os sintomas digestivos foram associados a uma hérnia de hiato, e ela recebeu orientação para utilizar omeprazol. As alterações nos dedos não levaram à identificação da doença que mais tarde afetaria sua saúde.
Aos 19 anos, quando mantinha uma rotina ativa, jogava vôlei pela Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul) e frequentava a academia, Carolina começou a perceber que já não tinha o mesmo fôlego. A dificuldade para respirar interferiu progressivamente em suas atividades, mas o quadro foi tratado como asma durante cerca de cinco anos.
O diagnóstico correto só chegou aos 27 anos, depois que a piora dos sintomas levou a novos encaminhamentos médicos. Após uma avaliação com pneumologista, ela foi direcionada a um reumatologista, que identificou a esclerose sistêmica.
A confirmação trouxe respostas para sintomas que a acompanhavam havia anos, mas também revelou a dimensão do desafio que teria pela frente.
Tratamentos difíceis mudaram a rotina da moradora de Florianópolis
Depois do diagnóstico, Carolina passou por diferentes tratamentos para tentar controlar a doença. Uma das primeiras medicações utilizadas não apresentou o resultado esperado. Em seguida, ela passou aproximadamente um ano em tratamento com ciclofosfamida, medicamento que pode ser utilizado em determinadas doenças autoimunes graves.
Durante esse período, enfrentou efeitos colaterais intensos, com episódios de vômito e dificuldade até para beber água. A pele também ficou mais rígida, os movimentos dos braços foram limitados e atividades como se agachar se tornaram difíceis.
Posteriormente, um novo imunossupressor ajudou a recuperar grande parte da flexibilidade da pele. Ainda assim, o tratamento não foi suficiente para impedir a progressão de todos os problemas associados à doença.
Carolina segue com uma combinação de medicamentos, incluindo imunobiológicos, enquanto enfrenta as consequências da fibrose pulmonar e aguarda o transplante.
Segundo o relato que compartilhou anteriormente com o Agora Floripa, a doença chegou a comprometer aproximadamente 70% da capacidade pulmonar, e sua respiração passou a depender de suporte de oxigênio contínuo.
Da vida ativa à necessidade de ajuda para tarefas básicas
Antes do agravamento dos sintomas, Carolina estudava Direito, trabalhava, viajava sozinha, praticava esportes e aproveitava os encontros com amigos em Florianópolis. A perda gradual da capacidade respiratória alterou profundamente essa rotina.
Atividades que antes faziam parte do cotidiano passaram a exigir planejamento e esforço. Caminhar pequenas distâncias tornou-se difícil, e deslocamentos maiores passaram a exigir o uso de cadeira de rodas.
As mudanças também afetaram sua saúde emocional. Carolina já enfrentou um período de depressão profunda durante o processo de adaptação às limitações impostas pela doença.
Hoje, a preparação para o transplante se soma aos cuidados diários, à necessidade de ajuda em casa e à preocupação com os custos de permanecer em outra cidade durante o tratamento.
A possibilidade de receber novos pulmões representa uma etapa importante em sua trajetória, mas a espera exige cuidados contínuos e organização para uma mudança que envolverá tanto a recuperação física quanto a adaptação a uma nova rotina.
Redes sociais levam informação sobre doenças raras e doação de órgãos
Mesmo com as dificuldades, Carolina continua utilizando as redes sociais para compartilhar informações sobre sua condição e mostrar como é a vida de quem espera por um transplante.
Seus perfis reúnem cerca de 24 mil seguidores no Instagram e 55 mil no TikTok. Nas publicações, ela aborda a esclerose sistêmica, a fibrose pulmonar, o fenômeno de Raynaud, os desafios do tratamento e a importância da doação de órgãos.
Carolina também pretende continuar mostrando as diferentes etapas do processo de transplante, desde a espera até a recuperação, caso o procedimento seja realizado. A intenção é ampliar o acesso à informação e apresentar a realidade enfrentada por quem depende de um órgão para ter a possibilidade de uma nova fase de vida.
Os perfis informados por ela são:
Instagram: @esclerosesistemica.sc
TikTok: @esclerosesistemica.sc
TikTok secundário: @esclerosefloripa
A continuidade das publicações também permite que outras pessoas conheçam doenças pouco divulgadas e compreendam parte dos desafios enfrentados por pacientes que convivem com condições crônicas e aguardam transplantes.
Como ajudar Carolina Estevão
Para Carolina, o momento atual envolve duas necessidades que caminham juntas: manter os cuidados com a saúde enquanto aguarda o transplante e organizar as condições financeiras para permanecer em Porto Alegre durante o tratamento e a recuperação.
A vaquinha busca ajudar a custear essa nova etapa. As contribuições podem ser realizadas pelo Pix informado pela família, em nome de sua mãe, Maria Lúcia Santini, no Nubank.
Dados para contribuição:
Pix: 79890580900
Beneficiária informada: Maria Lúcia Santini
Banco: Nubank
Antes de transferir qualquer valor, confirme a chave e a finalidade da arrecadação nos canais oficiais de Carolina.
Moradora do Sambaqui, em Florianópolis, ela segue aguardando o chamado para o transplante pulmonar enquanto compartilha sua rotina com milhares de seguidores. A preparação para deixar Santa Catarina durante o tratamento acrescenta uma nova etapa à sua história, marcada por acompanhamento médico contínuo, limitações físicas e a busca por condições para enfrentar a cirurgia e a recuperação.
Enquanto espera, Carolina mantém o objetivo de informar sobre doenças raras e conscientizar sobre a doação de órgãos, ao mesmo tempo que busca apoio para tornar possível a estrutura necessária para o tratamento.





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