Custo de vida em Floripa acelera em agosto e tomate dispara 30%
- Jornal comunidade SC

- há 11 horas
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Quem fez compras em Florianópolis ao longo de agosto encontrou alguns preços bem diferentes dos registrados no mês anterior. O custo de vida em Floripa subiu 0,35% em agosto, segundo o Índice de Custo de Vida (ICV) calculado pela Udesc Esag.
O resultado mostra uma aceleração em relação a julho, quando o índice havia registrado alta de 0,10%. Também ficou acima do resultado de agosto de 2025, que havia sido de 0,11%.
Com a nova alta, a inflação acumulada em Florianópolis chegou a 4,40% nos oito primeiros meses de 2026. Considerando os últimos 12 meses, a variação acumulada é de 5,18%.
O que ficou mais caro em Floripa
Entre os diferentes produtos e serviços acompanhados pela pesquisa, Alimentação e Bebidas foi o grupo que mais contribuiu para a alta de agosto, com aumento médio de 0,60%.
E alguns produtos chamaram bastante atenção.
O tomate teve uma das maiores altas do mês, com aumento de 30,32%. A maçã também ficou significativamente mais cara, com variação de 21,07%.
Por outro lado, alguns alimentos tiveram queda e ajudaram a aliviar parte da pressão sobre os preços.
A batata inglesa ficou 12,06% mais barata, enquanto o preço do mamão caiu 16,07% e o do morango recuou 14,12%.
Também houve redução nos preços dos ovos de galinha vermelhos, com queda de 4,33%, e do achocolatado em pó, que ficou 5,37% mais barato.
Energia elétrica também pesou
Outro grupo que apresentou aumento expressivo foi Habitação, com alta de 0,95% em agosto.
Dentro desse grupo, um dos principais impactos veio da energia elétrica residencial, que teve aumento de 9,26% em razão do reajuste anual da tarifa.
Os artigos de limpeza também ficaram mais caros, com alta de 4,74%.
Para quem acompanha as despesas mensais de casa, esses movimentos ajudam a explicar por que o custo de vida não depende apenas dos preços dos alimentos. Gastos com energia e produtos utilizados no dia a dia também entram nessa conta.
Despesas pessoais tiveram uma das maiores altas
O levantamento também identificou aumento no grupo Despesas Pessoais, que avançou 1,75% em agosto.
Entre os itens que contribuíram para esse resultado estão o fumo, com alta de 11,97%, e os serviços de fotografia e filmagem, que tiveram aumento de 10,92%.
O grupo Recreação também registrou alta, de 1,67%.
Quase 300 itens entram na conta
Para chegar ao resultado mensal, a pesquisa acompanha uma ampla variedade de produtos e serviços consumidos pelas famílias que vivem em Florianópolis.
Em agosto, foram analisados 297 itens, com coleta de preços realizada entre os dias 1º e 31.
Do total pesquisado, 124 itens tiveram aumento de preço, enquanto 96 permaneceram estáveis e 77 apresentaram queda.
O levantamento considera famílias com renda entre um e 40 salários mínimos, buscando acompanhar como as mudanças de preços afetam diferentes despesas do cotidiano na capital catarinense.
Como está a inflação em Florianópolis
Com a alta de 0,35% registrada em agosto, o acumulado do ICV em Florianópolis chegou a 4,40% em 2026. Nos últimos 12 meses, a inflação acumulada alcançou 5,18%.
O Índice de Custo de Vida é calculado pela Udesc Esag desde 1968 e acompanha mensalmente a variação dos preços de bens e serviços consumidos pelas famílias da capital.
Na prática, os números mostram como diferentes despesas do cotidiano — do tomate e da maçã à conta de luz e aos produtos de limpeza — entram na composição do custo de vida de quem mora em Florianópolis.




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