Dia do Policial Penal: Santa Catarina tem 4.641 profissionais em 54 unidades prisionais


O sistema prisional de Santa Catarina conta com 4.641 policiais penais, distribuídos em uma estrutura que reúne 54 unidades prisionais e abriga mais de 33 mil pessoas privadas de liberdade. Neste 26 de outubro, Dia do Policial Penal em Santa Catarina, a data destaca as diferentes funções desempenhadas pelos profissionais responsáveis pela segurança, pela vigilância e pela movimentação de pessoas custodiadas no estado.
O trabalho vai muito além do controle de acesso e da rotina dentro das unidades. A atuação inclui fiscalização das atividades diárias, prevenção à entrada de materiais ilícitos, escoltas para atendimentos médicos e audiências judiciais, além do acompanhamento de pessoas privadas de liberdade em atividades educacionais e de trabalho.
É uma rotina que exige atenção constante, preparo técnico e capacidade de agir diante de situações distintas. Enquanto parte dos profissionais atua diretamente nas unidades prisionais, outros integram equipes especializadas em escoltas, intervenções táticas, operações com cães e localização de pessoas foragidas.
A Polícia Penal de Santa Catarina passou por mudanças importantes nos últimos anos. O reconhecimento constitucional da Polícia Penal como órgão de segurança pública ocorreu em 2019, abrindo uma nova etapa para a consolidação institucional da carreira. Desde então, a corporação vem ampliando sua estrutura, qualificando equipes e incorporando recursos para as atividades operacionais.
Nas unidades prisionais, os policiais penais são responsáveis por manter a ordem e a disciplina, acompanhar a movimentação dos custodiados e executar procedimentos de segurança. Também realizam deslocamentos necessários para consultas de saúde, audiências judiciais e outras atividades previstas na execução penal.
O trabalho relacionado à educação e à atividade profissional também faz parte desse contexto. Atualmente, mais de 11 mil pessoas privadas de liberdade trabalham em Santa Catarina, em atividades realizadas dentro e fora das unidades, conforme os convênios e as condições estabelecidas. Para viabilizar essas atividades, os policiais penais participam da organização, da fiscalização e do acompanhamento dos deslocamentos e das rotinas envolvidas.
Além das equipes que atuam nas unidades, a corporação mantém grupos especializados para situações que exigem procedimentos específicos. O Serviço de Operações e Escoltas (SOE), por exemplo, realiza o transporte seguro de pessoas privadas de liberdade, inclusive em transferências entre estados.
Já o Grupo Tático de Intervenção (GTI) atua em ocorrências críticas que exigem intervenção especializada. A Divisão de Operações com Cães (DOC) utiliza animais treinados no apoio às atividades de segurança e na localização de materiais ilícitos.
Outra frente é o Núcleo de Busca e Recaptura (RECAP), responsável por ações voltadas à localização e à recaptura de pessoas foragidas. O trabalho envolve levantamento de informações, planejamento operacional e atuação integrada com outras forças de segurança.
A estrutura da Polícia Penal também inclui investimentos em viaturas, armamentos, equipamentos e capacitação profissional. A ampliação dos recursos acompanha o crescimento do efetivo e a necessidade de atender às demandas de um sistema prisional que reúne dezenas de unidades em diferentes regiões catarinenses.
A secretária de Estado da Justiça e Reintegração Social, Danielle Amorim Silva, que tem 24 anos de carreira na Polícia Penal, acompanha essa evolução institucional. A gestão destaca a continuidade dos investimentos na qualificação dos profissionais e no fortalecimento da estrutura operacional.
Neste 26 de outubro, o Dia do Policial Penal coloca em evidência uma atividade que envolve diferentes frentes de trabalho, desde os procedimentos cotidianos dentro das unidades até as operações especializadas realizadas fora delas. Em Santa Catarina, os 4.641 profissionais integram a estrutura responsável pela segurança e pelo funcionamento do sistema prisional estadual.





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