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Farra do Boi na região da Costa da Lagoa, em Florianópolis, vira alvo de megaoperação policial

  • Foto do escritor: Jornal comunidade SC
    Jornal comunidade SC
  • 22 de mai.
  • 2 min de leitura

Atualizado: 24 de mai.

Foto: Divulgação – PCSC
Foto: Divulgação – PCSC

A manhã desta sexta-feira (22) começou com intensa movimentação policial em diferentes pontos de Florianópolis durante a deflagração da operação “Acabou a Farra”, coordenada pela Polícia Civil de Santa Catarina. A ação teve como foco principal investigar crimes ligados à prática ilegal de Farra do Boi na região da Costa da Lagoa, caso que vinha sendo acompanhado pelas forças de segurança desde o fim de abril.

A operação foi conduzida pela Delegacia de Proteção Animal do Departamento de Investigação Criminal da Capital (DPA/DIC) e mobilizou dezenas de agentes em uma ofensiva simultânea na Costa da Lagoa, Lagoa da Conceição e Ingleses do Rio Vermelho. Ao todo, foram cumpridos 28 mandados de busca e apreensão.



Segundo a investigação, o caso começou após um episódio que causou grande repercussão na comunidade. Conforme a apuração, um boi foi levado de barco até a Costa da Lagoa, onde teria sido submetido a agressões, incluindo cortes nos chifres e açoites. A situação passou a ser investigada não apenas pelos maus-tratos ao animal, mas também por possíveis crimes envolvendo associação criminosa, lesão corporal e coação no curso do processo.

Durante o avanço das investigações, relatos apontaram que moradores da região que não concordavam com a prática teriam sofrido intimidações e até agressões físicas. Em alguns casos, famílias precisaram deixar temporariamente suas casas por medo e questões de segurança. A reportagem do portal Agora Floripa segue acompanhando os desdobramentos do caso.

Com a identificação dos investigados, as equipes saíram às ruas ainda nas primeiras horas do dia. Durante as buscas, os policiais apreenderam aparelhos celulares e equipamentos de armazenamento de imagens, conhecidos como DVRs, que agora serão analisados por perícia técnica para aprofundar as investigações e identificar a possível participação de outros envolvidos.


Foto: Divulgação – PCSC
Foto: Divulgação – PCSC

A operação mobilizou 42 policiais civis, entre agentes da CORE e equipes de diversas unidades da Grande Florianópolis, além de 16 policiais militares. Pela característica geográfica da Costa da Lagoa, o trabalho também contou com apoio da Polícia Militar Ambiental, que disponibilizou embarcações e motos aquáticas para garantir o acesso das equipes aos pontos de busca.

De acordo com a legislação brasileira, a prática da Farra do Boi é considerada crime de maus-tratos contra animais. Além disso, quando há atuação em grupo organizada, os envolvidos também podem responder por associação criminosa. Somadas, as penas podem chegar a quatro anos de prisão, além de multa.

No âmbito administrativo, a legislação estadual prevê multa de R$ 10 mil para participantes e de R$ 20 mil para organizadores da prática ilegal.

A operação desta sexta-feira reforçou a presença das forças de segurança em regiões da Ilha onde o caso gerou forte repercussão nas últimas semanas.




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