Florianópolis sente alta nos preços e inflação chega a 0,74% em setembro


Florianópolis teve uma alta de 0,74% no Índice de Custo de Vida (ICV) em setembro, segundo levantamento realizado pelo Centro de Ciências da Administração e Socioeconômicas (Esag), da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc). O resultado mostra uma aceleração dos preços na cidade em relação a agosto, quando o índice havia ficado em 0,35%.
A diferença também aparece na comparação com setembro do ano passado. Em 2025, o ICV de Florianópolis havia registrado queda de 0,11%.
Na prática, os números ajudam a explicar uma sensação que aparece no cotidiano de quem mora na capital: alguns produtos e serviços ficaram mais caros ao longo do mês, principalmente os alimentos que fazem parte da rotina das famílias.
O levantamento acompanha os preços de bens e serviços consumidos por famílias de Florianópolis com rendimentos entre um e 40 salários mínimos. Em setembro, foram pesquisados 297 itens entre os dias 1º e 30. Desse total, 127 tiveram aumento de preço, 97 permaneceram estáveis e 73 ficaram mais baratos.
Com a alta de setembro, o custo de vida na capital acumula aumento de 5,17% desde o início de 2026. Considerando os últimos 12 meses, a alta acumulada chega a 6,08%.
Alimentos são destaque entre as maiores altas
Entre os grupos pesquisados, Alimentação e Bebidas foi o que apresentou a maior alta em setembro, com avanço de 1,89%.
E alguns dos aumentos mais expressivos apareceram justamente na feira e no supermercado.
O subgrupo formado por tubérculos, raízes e legumes teve alta de 40,49%. Dentro dele, o tomate chamou atenção: ficou 56,50% mais caro em setembro.
A batata inglesa também teve aumento significativo, de 38,85%, enquanto a cebola de cabeça subiu 31,38%.
Para quem costuma fazer compras semanalmente, são produtos que podem aparecer com frequência na lista e, por isso, as variações acabam sendo percebidas diretamente no orçamento doméstico.
Outros grupos de alimentos também tiveram aumentos. As frutas subiram 3,59%, enquanto açúcares e derivados tiveram alta de 2,84%. Cereais, leguminosas e oleaginosas aumentaram 2,70%, hortaliças e verduras tiveram alta de 2,55% e as carnes ficaram 2,31% mais caras.
Até mesmo comer fora apresentou aumento, embora menor. A alimentação fora do domicílio subiu 0,28% em setembro.
Nesse segmento, o preço do chope aumentou 1,45%, o crepe teve alta de 0,76% e o almoço ou jantar ficou 0,41% mais caro.
Moradia também ficou mais cara
Outro grupo que registrou aumento em Florianópolis foi Habitação, com alta de 0,84% em setembro.
Os maiores movimentos dentro desse grupo ocorreram nos reparos, que subiram 3,99%. Artigos de limpeza tiveram aumento de 0,34%, enquanto aluguel e taxas apresentaram alta de 0,32%.
O resultado reúne diferentes despesas relacionadas à casa e ajuda a mostrar que a pressão sobre os preços não ficou concentrada apenas nos supermercados.
Transporte registra alta e passagens aéreas pesam
O grupo Transportes também apresentou alta em setembro, de 0,89%.
O transporte público subiu 1,71%, com destaque para as passagens aéreas, que tiveram aumento de 5,70%.
Os combustíveis para veículos ficaram 1,43% mais caros, enquanto o item veículo próprio apresentou variação positiva de 0,32%.
Para quem depende do carro no dia a dia ou precisa viajar de avião, essas alterações aparecem em despesas diferentes do orçamento, mas fazem parte do mesmo índice de custo de vida acompanhado em Florianópolis.
Veja o que subiu e o que caiu em Florianópolis
Além de alimentação, habitação e transportes, outros grupos também apresentaram mudanças em setembro.
Artigos de Residência tiveram alta de 0,63%, enquanto Despesas Pessoais subiram 0,22%. Educação apresentou aumento de 0,04%.
Na direção contrária, Vestuário registrou queda de 0,92% e Saúde e Cuidados Pessoais recuou 0,36%.
Comunicação não apresentou variação no mês.
O levantamento da Udesc mostra, assim, um cenário de mudanças diferentes entre os tipos de despesas. Enquanto alimentos, moradia e transporte tiveram alta, alguns segmentos apresentaram redução ou permaneceram estáveis.
No acumulado de 2026, porém, o Índice de Custo de Vida de Florianópolis já registra alta de 5,17%. Nos últimos 12 meses, a variação chega a 6,08%, refletindo a evolução dos preços de uma ampla cesta de produtos e serviços consumidos pelas famílias da capital catarinense.





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