Florianópolis: UFSC toma medidas após exposição da moradia estudantil nas redes sociais
- Jornal comunidade SC
- há 2 dias
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A moradia estudantil da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em Florianópolis, voltou ao centro das discussões após a circulação de imagens do espaço nas redes sociais. Diante da repercussão, a Administração Central da universidade divulgou um posicionamento reforçando que o local é a residência permanente de dezenas de estudantes e que, por isso, deve ter preservadas a privacidade, a segurança e a tranquilidade de quem vive ali.
Segundo a universidade, o acesso à Casa do Estudante Universitário (CEU) é restrito aos moradores e a visitantes previamente identificados e autorizados, conforme as normas institucionais. A instituição também informou que está adotando medidas para garantir o cumprimento dessas regras, apurar possíveis irregularidades relacionadas à exposição do espaço e preservar um ambiente adequado para os estudantes.
Leia a nota oficial da UFSC:
A Administração Central da Universidade Federal de Santa Catarina, em decorrência da exposição da Moradia Estudantil em redes sociais, esclarece que a Moradia Estudantil é um espaço de residência e convivência, constituindo o lar de dezenas de estudantes regularmente matriculados na UFSC. Por essa razão, devem ser preservadas a privacidade, a segurança e a tranquilidade de seus moradores. Informamos, ainda, que o acesso ao local é restrito aos residentes e a visitantes devidamente identificados e autorizados, conforme as normas vigentes.A Universidade está adotando as providências para assegurar o cumprimento das normas vigentes, apurar possíveis irregularidades e adotar as medidas administrativas necessárias para preservar o ambiente saudável e a infraestrutura adequada. Ressalta-se que, nesse momento, a moradia está recebendo obras de manutenção para que tenha a qualidade necessária para cumprir o seu papel. Por fim, a UFSC reafirma seu compromisso com a proteção dos direitos dos moradores e com a observância das normas institucionais. Administração Central da UFSC

A manifestação acontece em um momento em que a moradia passa por um processo de manutenção e melhorias estruturais. A reportagem do portal Agora Floripa acompanha o tema desde que estudantes denunciaram problemas de infraestrutura, especialmente relacionados ao abastecimento de água, esgoto e às condições gerais do prédio.
Em 2025, moradores da CEU relataram uma série de dificuldades enfrentadas no dia a dia. Entre os principais problemas estavam a falta de água quente, interrupções frequentes no abastecimento, vazamentos, infiltrações e falhas na rede de esgoto. Alguns estudantes chegaram a publicar vídeos mostrando a realidade da moradia, imagens que rapidamente ganharam repercussão nas redes sociais.
Na época, uma das situações mais críticas levou a universidade a instalar, em caráter emergencial, um contêiner com chuveiros aquecidos do lado de fora do prédio. A medida buscava amenizar os impactos da falta de água nos banheiros da residência estudantil. Mesmo assim, moradores relataram dificuldades, como baixa vazão de água e a necessidade de atravessar áreas descobertas durante dias de chuva para utilizar a estrutura.
As denúncias também chegaram ao Ministério da Educação. Durante uma visita do ministro Camilo Santana à UFSC, em dezembro de 2025, representantes estudantis entregaram um documento relatando as condições da moradia e solicitando investimentos para melhorar a assistência estudantil.
Poucos meses depois, foi anunciada a liberação de aproximadamente R$ 1,8 milhão, destinados à reforma da Casa do Estudante Universitário. As obras contemplam intervenções consideradas essenciais para recuperar a infraestrutura do prédio.
Entre os serviços previstos estão a reforma completa do sistema de aquecimento de água, a reestruturação da rede de esgotamento sanitário, a revitalização das áreas internas e externas dos edifícios e a substituição de portas e esquadrias danificadas.
Segundo a Administração Central, as obras já estão em andamento e têm como objetivo garantir melhores condições para que a moradia cumpra sua função de oferecer um ambiente seguro e adequado aos estudantes que dependem da assistência estudantil para permanecer em Florianópolis durante a graduação.
A CEU atende alunos que comprovam vulnerabilidade socioeconômica e que não possuem condições de custear moradia na Capital ou contar com apoio familiar na Grande Florianópolis. Atualmente, a estrutura tem capacidade para aproximadamente 156 estudantes, número considerado insuficiente diante da demanda existente.
A universidade reconhece que a reforma representa apenas uma etapa das melhorias necessárias. Paralelamente às obras, a instituição já encaminhou ao Novo PAC um pedido de recursos para construir uma nova moradia estudantil no campus, ampliando a oferta de vagas para estudantes em situação de vulnerabilidade.
Outro tema que segue em estudo é a instalação de elevadores. Conforme informado anteriormente pela universidade, essa intervenção não integra o pacote atual de reformas e dependerá de um processo específico de planejamento e futura licitação.
Enquanto as obras avançam, a Administração Central reforça que continuará adotando medidas administrativas para preservar a infraestrutura da moradia, garantir o cumprimento das normas internas e assegurar os direitos dos estudantes residentes.

