Florianópolis é alvo da Operação Mariposa II contra crimes digitais


Uma nova etapa da Operação Mariposa foi realizada nesta quinta-feira (8) em Florianópolis, com o cumprimento de um mandado de busca e apreensão relacionado a uma investigação sobre armazenamento de arquivos digitais contendo cenas de abuso sexual infantojuvenil.
A ação foi deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO), por meio do CyberGAECO, em apoio à investigação conduzida pela 19ª Promotoria de Justiça da Comarca da Capital.
De acordo com as informações divulgadas pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), um homem é investigado por supostamente ter realizado o download e armazenado arquivos desse tipo.
A partir dos elementos reunidos durante a apuração, a 19ª Promotoria de Justiça instaurou um Procedimento Investigatório Criminal e solicitou à Justiça a expedição do mandado. A medida foi cumprida na manhã desta quinta-feira, em Florianópolis.
O objetivo da busca é reunir novos elementos que possam contribuir para o esclarecimento dos fatos e para a identificação da autoria dos crimes investigados.
Os dispositivos apreendidos durante a operação serão encaminhados à Polícia Científica, onde passarão pelos exames periciais necessários. A investigação tramita sob sigilo e, por isso, detalhes sobre o investigado, o local da diligência e os materiais eventualmente encontrados não foram divulgados.
Operação Mariposa chega a uma nova fase em Santa Catarina
A ação realizada em Florianópolis dá continuidade à primeira fase da Operação Mariposa, deflagrada em 21 de setembro de 2026, em São José, na Grande Florianópolis.
Na ocasião, uma investigação conduzida pela 1ª Promotoria de Justiça de São José resultou no cumprimento de um mandado de busca e apreensão e na prisão em flagrante de um investigado por armazenamento de material de abuso sexual infantojuvenil.
A nova fase amplia as investigações relacionadas ao uso do ambiente digital para a prática e a circulação de conteúdos envolvendo violência sexual contra crianças e adolescentes.
A Operação Mariposa integra uma iniciativa internacional voltada ao enfrentamento da exploração sexual infantojuvenil no ambiente digital em países da América Latina.
A ação é coordenada pela Child Rescue Coalition, organização que desenvolve tecnologias utilizadas para auxiliar autoridades na identificação de suspeitos e na investigação de crimes praticados contra crianças e adolescentes.
O trabalho também conta com apoio de instituições internacionais, entre elas a Interpol, a HSI Brasília (Homeland Security Investigations) e o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), além de outras organizações envolvidas no enfrentamento da exploração sexual infantojuvenil e do crime organizado transnacional.
A Tim Tebow Foundation, organização sem fins lucrativos voltada à proteção e ao atendimento de pessoas em situação de vulnerabilidade, também apoia a iniciativa.
O nome Mariposa, que significa “borboleta” em espanhol, foi adotado internacionalmente para identificar a iniciativa de proteção de crianças e adolescentes e de combate aos crimes de abuso e exploração sexual praticados por meio da internet.
Atuação do CyberGAECO
O CyberGAECO é uma força-tarefa especializada dentro da estrutura do GAECO e atua na identificação, prevenção e repressão de crimes praticados em ambientes virtuais.
O GAECO do Ministério Público de Santa Catarina reúne integrantes da Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Penal, Corpo de Bombeiros Militar e Receita Estadual, com atuação voltada principalmente ao enfrentamento de organizações criminosas.
No caso da Operação Mariposa II, os equipamentos recolhidos em Florianópolis serão submetidos a perícia. Os resultados poderão contribuir para esclarecer a origem, o armazenamento e outros elementos relacionados aos arquivos investigados.
Por se tratar de uma investigação que tramita sob sigilo, novas informações deverão ser divulgadas somente quando houver autorização para a publicidade dos autos.





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