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Hospital Infantil registra aumento de 56% nos casos respiratórios e acende alerta para vacinação

  • Foto do escritor: Jornal comunidade SC
    Jornal comunidade SC
  • 27 de mai.
  • 2 min de leitura

O avanço das doenças respiratórias em crianças tem provocado um cenário de forte pressão na rede pediátrica de Florianópolis. O Hospital Infantil Joana de Gusmão (HIJG), referência em atendimento infantil em Santa Catarina, registrou um aumento de 56% nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) atendidos na emergência apenas nos últimos meses.

Os números mostram o crescimento acelerado da demanda. Em fevereiro, a unidade contabilizou cerca de 4,8 mil atendimentos relacionados a problemas respiratórios. Já em abril, esse volume saltou para 7,5 mil casos, refletindo o avanço da circulação de vírus respiratórios em todo o estado.

Entre janeiro e abril deste ano, o hospital registrou 507 internações por SRAG. Os exames laboratoriais apontaram o rinovírus como principal responsável pelos casos mais graves, com 202 confirmações. Também foram identificados pacientes infectados por influenza, vírus sincicial respiratório (VSR), adenovírus, Covid-19 e metapneumovírus.



Os bebês com menos de um ano aparecem como o grupo mais vulnerável neste cenário. Somente nos quatro primeiros meses do ano, 96 crianças dessa faixa etária precisaram ser internadas no Hospital Infantil, e 59 delas necessitaram de atendimento em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) pediátrica.

O impacto da alta demanda já é percebido diretamente na ocupação hospitalar. Atualmente, os leitos de UTI pediátrica da unidade operam com ocupação total, enquanto a UTI neonatal registra cerca de 90% de ocupação. Grande parte das internações está ligada justamente às complicações respiratórias em crianças pequenas.

Apesar do aumento expressivo de casos e internações, não houve registro de mortes por SRAG no hospital até o momento.

A Secretaria de Estado da Saúde reforça que a vacinação contra a gripe segue disponível gratuitamente nas unidades de saúde de toda Santa Catarina. A imunização é considerada uma das principais estratégias para reduzir casos graves e internações, principalmente entre crianças pequenas.

Outro ponto de atenção envolve a baixa adesão à campanha de vacinação infantil. Dados estaduais mostram que apenas 25% das crianças entre 6 meses e 6 anos, público prioritário da campanha, receberam a vacina contra a gripe até agora.



Além da imunização contra influenza, as gestantes também contam com a vacina contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), principal causador de bronquiolite em bebês. A dose está disponível gratuitamente na rede pública para mulheres a partir da 28ª semana de gestação.

A estratégia busca proteger os recém-nascidos ainda durante a gravidez, já que os anticorpos produzidos pela mãe são transferidos ao bebê antes do nascimento, ajudando a reduzir complicações respiratórias nos primeiros meses de vida.

Em todo o estado, Santa Catarina já contabilizou 2,2 mil casos de SRAG em crianças de 0 a 9 anos em 2026. Desses, 406 pacientes precisaram de internação em UTI e 17 mortes foram registradas.

Além da vacinação, as autoridades de saúde orientam cuidados básicos para reduzir a transmissão dos vírus respiratórios, como higienizar frequentemente as mãos, evitar contato próximo em caso de sintomas gripais e reforçar os cuidados com crianças pequenas, especialmente durante os dias mais frios na Grande Florianópolis e em outras regiões catarinenses.



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