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Inadimplência cresce em Florianópolis e dívida média dos consumidores passa de R$ 6,5 mil

  • Foto do escritor: Jornal comunidade SC
    Jornal comunidade SC
  • há 13 horas
  • 2 min de leitura

A inadimplência voltou a crescer em Florianópolis e acendeu um sinal de alerta para consumidores e empresários. Dados divulgados pelo SPC Brasil mostram que o número de moradores da Capital com o nome negativado aumentou 12,74% em maio de 2026, na comparação com o mesmo período do ano passado.

O crescimento registrado em Florianópolis ficou acima da média da Região Sul, que foi de 9,86%, e também superou o índice nacional, que chegou a 8,87%. Na comparação entre abril e maio deste ano, a alta foi de 0,37%, indicando que o avanço da inadimplência continua ocorrendo, ainda que em ritmo mais moderado.

Além do aumento no número de consumidores com restrições de crédito, o levantamento revela que o volume de dívidas também cresceu. Em maio, a quantidade de débitos em atraso dos moradores da Capital aumentou 16,49% em relação ao mesmo mês de 2025. O índice ficou ligeiramente abaixo da média da Região Sul, mas acima da média nacional.



Outro dado que chama atenção é o valor das pendências financeiras. Cada consumidor inadimplente em Florianópolis acumula, em média, R$ 6.503,65 em dívidas. Apesar disso, uma parcela significativa possui valores menores: 24,56% devem até R$ 500, enquanto 36,25% possuem débitos que não ultrapassam R$ 1 mil.

O estudo também traça o perfil dos consumidores negativados na cidade. A maior concentração está entre pessoas de 30 a 39 anos, que representam 26,51% do total. Em seguida aparecem os consumidores de 40 a 49 anos, com 22,90%, e os de 50 a 64 anos, que correspondem a 20,19%. A idade média dos inadimplentes é de 45,3 anos.

Na divisão por sexo, os números mostram um cenário bastante equilibrado. As mulheres representam 50,79% dos consumidores negativados, enquanto os homens correspondem a 49,21%.

Outro indicador importante é o tempo em que essas dívidas permanecem em aberto. Em Florianópolis, os consumidores inadimplentes estão com restrições há uma média de 29,8 meses, o equivalente a aproximadamente dois anos e meio. A maior parte dos registros está concentrada entre pessoas que acumulam atrasos de um a três anos, faixa que representa 32,85% dos casos.

Os bancos continuam sendo os principais credores dos consumidores da Capital. Segundo o levantamento, 66,58% de todas as dívidas em atraso estão concentradas nas instituições financeiras. Na sequência aparecem outros segmentos, com 13,27%, o comércio, responsável por 9,86%, contas de água e energia elétrica, com 5,94%, e serviços de comunicação, que representam 4,35%.

O relatório também aponta que cada consumidor inadimplente possui, em média, 2,63 dívidas em aberto, índice superior ao registrado na Região Sul, de 2,52, e também acima da média brasileira, de 2,34 dívidas por pessoa.

Os números mostram um cenário que exige atenção tanto dos consumidores quanto do setor empresarial. O acompanhamento da inadimplência torna-se um fator importante para decisões relacionadas à concessão de crédito, negociações financeiras e planejamento dos negócios. Para empresas da Grande Florianópolis, ferramentas de análise de crédito continuam sendo um importante apoio para reduzir riscos e tornar as relações comerciais mais seguras.



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