top of page

Movimento Mulher Viva promove debate sobre prevenção e enfrentamento à violência contra a mulher

  • Foto do escritor: Jornal comunidade SC
    Jornal comunidade SC
  • há 2 dias
  • 3 min de leitura

Encontro realizado na Estácio, em São José, reuniu representantes de instituições parceiras e comunidade acadêmica durante a abertura do segundo semestre



A violência contra a mulher foi tema de debate na abertura do segundo semestre da Estácio, em São José, na segunda-feira (10). A programação reuniu representantes de instituições parceiras, estudantes e comunidade acadêmica para discutir prevenção, acolhimento, direitos e formas de enfrentamento ao ciclo de violência.

A atividade integrou as ações do Projeto Movimento Mulher Viva, iniciativa desenvolvida pela Prefeitura de São José, por meio da Fundação Educacional de São José (Fundesj), em parceria com a Guarda Municipal de São José, a Estácio, a Câmara de Vereadores e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

A guarda municipal de São José, Ângela Welter, conduziu uma das palestras e provocou os participantes com uma reflexão: por que uma mulher permanece em um relacionamento em que sofre violência? Medo, dependência financeira e emocional, vergonha, isolamento e falta de apoio estão entre os fatores que podem dificultar a ruptura do ciclo de violência.

Welter também abordou a naturalização de comportamentos violentos, como o ciúme e o controle, muitas vezes apresentados como demonstrações de amor. Reforçou ainda a importância da sororidade, da atenção às pequenas violências do cotidiano e da responsabilidade coletiva na prevenção.

Na abertura, o pró-reitor da Estácio, Jackson da Silva Gullo, destacou a importância de iniciar o semestre com essa temática atual e relevante para a formação dos estudantes. “É uma discussão que começou de forma coletiva no início do ano com diferentes instituições em torno dessa questão que precisa ser enfrentada por toda a sociedade”.

Para a superintendente da Fundação Educacional de São José (Fundesj), Maria Helena Krüger, o Movimento Mulher Viva demonstra a importância da união entre diferentes instituições para ampliar a prevenção e o enfrentamento à violência contra a mulher. 

“Quando unimos a educação, o poder público, as instituições jurídicas e a comunidade, conseguimos ampliar o diálogo e fortalecer a rede de proteção. O Movimento Mulher Viva nasce justamente com esse propósito, de promover informação, conscientização e ações que contribuam para uma sociedade mais segura e igualitária para as mulheres”, afirmou.



A professora de Ensino e Extensão da Estácio, Roberta Caetano, explicou que o Movimento Mulher Viva busca unir esforços para transformar a discussão em ações concretas, com atuação em três frentes: prevenção, acolhimento e orientação, e desenvolvimento da autonomia financeira das mulheres.

Segundo Roberta, a prevenção passa pela educação desde a infância, enquanto o acolhimento envolve saber ouvir, orientar e encaminhar as mulheres aos serviços adequados, incluindo a articulação entre a Clínica de Psicologia e o Núcleo de Práticas Jurídicas da Estácio. A autonomia financeira também é apontada como um elemento importante para romper situações de dependência e violência. “Precisamos dar esse passo para ter uma mudança efetiva. Que a gente não fique só assistindo, mas que sejamos mais ativos”, afirmou.

As atividades integram o Agosto Lilás, mês dedicado à conscientização e ao enfrentamento da violência contra a mulher, e levaram para o ambiente acadêmico discussões sobre informação, prevenção, acolhimento e proteção.


Proteção dos direitos das mulheres

A programação também contou com a participação de representantes da OAB – subseção São José, Dra. Tais Ramos Santarosa e Dra. Andreia Paula Roman, que abordaram o papel das instituições jurídicas na promoção e na proteção dos direitos das mulhers.

A palestra apresentou aspectos da Lei Maria da Penha, que completa 20 anos em 2026, e explicou as diferentes formas de violência previstas na legislação. “Além da violência física, há violência psicológica, sexual, patrimonial e moral. Neste ano, a lei também passou a reconhecer a violência vicária, que ocorre quando o agressor utiliza filhos ou outras pessoas próximas para atingir a mulher”, explicou Tais.

Outro ponto abordado foi a importância das medidas protetivas de urgência, que representam uma resposta jurídica para reduzir riscos e preservar a segurança da mulher. O acolhimento também foi apresentado como parte desse processo.

Para a estudante Júlia Gracino, de 21 anos, da terceira fase de Direito, o debate contribui para a formação dos futuros profissionais. “É um tema muito importante de ser falado na sociedade, mas eu também olhei para o meu curso. Penso que vamos lidar muito com isso na prática e é importante saber como acontece e, principalmente, como acolher essas mulheres”.



Comentários


Jornal impresso sobre o município de São José e região metropolitana Grande Florianópolis -
Santa Catarina - Brasil


Há 14 anos fazendo parte da história de São Jose  e Santa Catarina

Notícias sobre a cidade de São José, sobre a Câmara municipal de São José, sobre o esporte e lazer dos josefenses, sobre o estado de Santa Catarina e as últimas notícias sobre o Brasil.

logo jornal comunidade sc 2023 - branco.png

Rua Eliseu Di Bernardi, 576, Apto 909,
CEP 88101050

Criado por Jornal Comunidade SC

  • Instagram
  • Whatsapp
  • Facebook
bottom of page