Popularidade do STF enfrenta queda nas pesquisas
- Jornal comunidade SC

- 6 de abr.
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A popularidade do Supremo Tribunal Federal entrou no centro do debate público após pesquisas divulgadas entre março de 2026. Levantamentos do Instituto Paraná Pesquisas e da Atlas, em parceria com o Estadão, avaliaram a percepção de brasileiros em todo o país sobre a atuação da corte. As consultas ouviram milhares de eleitores em dezenas de municípios para medir confiança, avaliação institucional e percepção sobre decisões judiciais. Os dados revelam um cenário de desgaste institucional e questionamentos sobre credibilidade.

Popularidade do STF revela cenário de desgaste público
A popularidade do STF aparece pressionada quando os números do levantamento nacional do Paraná Pesquisas são observados. Entre os entrevistados, 42,3% classificaram o trabalho da corte como ruim ou péssimo. Outros 27,9% indicaram avaliação regular, enquanto 24,4% consideraram a atuação ótima ou boa.
A pesquisa foi realizada entre 25 e 28 de março com 2.080 eleitores distribuídos por 26 estados e pelo Distrito Federal. O estudo alcançou 158 municípios e indicou grau de confiança de 95%, com margem de erro estimada em 2,2 pontos percentuais.
A leitura dos números sugere um ambiente de questionamento sobre decisões e postura institucional do tribunal. Parte da opinião pública demonstra preocupação com o papel do Supremo em temas políticos sensíveis e disputas entre poderes.
Confiança institucional e impacto de crises recentes
Outro levantamento, conduzido pela Atlas em parceria com o Estadão, amplia o retrato da popularidade da corte ao apontar recorde histórico de desconfiança. Segundo o estudo, 60% dos brasileiros disseram não confiar no trabalho e nos ministros do Supremo. O índice de confiança ficou em 34%, enquanto 6% afirmaram não saber avaliar.
A série histórica ajuda a entender a mudança de percepção social. Em janeiro de 2023, confiança e desconfiança apareciam em níveis semelhantes, com 45% e 44%. Em março de 2026, a distância cresceu e revelou ruptura na avaliação pública.
Questionamentos sobre imparcialidade surgem com força nos dados da pesquisa. Cerca de 59,5% dos entrevistados disseram não acreditar que a maioria dos ministros demonstra competência e neutralidade nos julgamentos.
O debate ganhou intensidade após a repercussão do caso Banco Master. Para 53% dos entrevistados da pesquisa Atlas, o processo de liquidação do banco não deveria ser julgado no STF.
O levantamento mostrou ainda forte percepção de influência externa nas decisões. Para 76,9% dos participantes, existe muita interferência no julgamento relacionado ao caso.
Entre os ministros, o único com avaliação positiva superior à negativa foi André Mendonça. Ele registrou 44% de imagem positiva e 37% de negativa, segundo o estudo.
42,3% avaliam atuação do STF como ruim ou péssima
27,9% classificam trabalho da corte como regular
24,4% consideram atuação ótima ou boa
60% dizem não confiar no Supremo segundo pesquisa Atlas
34% afirmam confiar no tribunal
Pesquisa Paraná Pesquisas ouviu 2.080 eleitores em 158 municípios
Grau de confiança do estudo foi de 95% com margem de erro de 2,2 pontos
Caso Banco Master ampliou debate sobre credibilidade institucional




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