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Audiência pública debate segurança, preservação ambiental e uso das trilhas da Praia da Galheta

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    Jornal comunidade SC
  • há 3 dias
  • 3 min de leitura

A Câmara Municipal de Florianópolis realizou, nesta semana, uma audiência pública para debater a ocorrência de atos ilícitos nas trilhas de acesso à Praia da Galheta. O encontro foi promovido pela Comissão de Defesa do Consumidor, Direitos Humanos e Segurança Pública e pela Comissão de Meio Ambiente, reunindo vereadores, representantes das forças de segurança, da Fundação Municipal do Meio Ambiente (Floram), da Secretaria Municipal de Segurança e Ordem Pública, entidades ligadas ao naturismo e moradores da Capital.

Participaram da audiência os vereadores Rafinha, Ricardo Pastrana, Camasão, Carla Ayres e Manu Vieira, além de integrantes da Associação Amigos da Galheta (Agal), representante da Federação Brasileira de Naturismo e membros da comunidade.

O primeiro a utilizar a tribuna foi Anselmo Machado, representante da Agal e da Federação Brasileira de Naturismo. Durante sua manifestação, ele ressaltou que a prática do naturismo na Galheta antecede a regulamentação municipal ocorrida na década de 1990 e afirmou que o movimento naturista tem histórico de colaboração com o poder público na defesa da área.



Segundo Machado, os praticantes do naturismo são contrários às ocorrências de importunação sexual, consumo e comércio de drogas, furtos e atos sexuais em áreas públicas. Ele lembrou que, há mais de duas décadas, a associação vem cobrando maior presença do Estado na região. “Há 24 anos a gente vem pedindo segurança, presença do Estado, cuidados com a degradação do meio ambiente, medidas para combater a importunação sexual, a prática ilícita de sexo nas trilhas, furtos e vendas de drogas”, afirmou.

O representante também apresentou a proposta de uma gestão compartilhada para a área, com instalação de equipamentos de segurança e câmeras de monitoramento. “A gente gostaria muito que saísse dessa audiência pública com alguma solução”, declarou.

Outro tema abordado foi a situação jurídica da prática do naturismo na praia. Machado citou decisão judicial relacionada a um habeas corpus impetrado pela Agal, segundo a qual pessoas que praticam naturismo na faixa de areia e no mar não podem ser presas apenas por estarem nuas. Ele destacou, entretanto, que qualquer outra prática ilícita continua sujeita à atuação das autoridades policiais.

Durante os debates, a vereadora Carla Ayres chamou atenção para a necessidade de aprofundar a investigação sobre possíveis canais que promovam a Galheta como destino para turismo sexual. Segundo ela, eventuais atividades desse tipo podem gerar lucro para terceiros, ao mesmo tempo em que prejudicam a preservação ambiental e a imagem da região.



A parlamentar também observou que relatos de condutas inadequadas não se restringem à Galheta, citando ocorrências registradas em outros espaços públicos da cidade. Carla defendeu que a discussão seja ampliada para além da praia e envolva estratégias permanentes de fiscalização, educação e ordenamento urbano.

Ao longo da audiência, representantes das forças de segurança pública, da Floram e da Secretaria Municipal de Segurança apresentaram informações sobre a atuação dos órgãos na região e ouviram demandas da comunidade.

Entre os principais encaminhamentos debatidos estiveram o fortalecimento da fiscalização, a melhoria da infraestrutura das trilhas, a ampliação do monitoramento e a busca por soluções que conciliem segurança, preservação ambiental e o respeito aos diferentes usos do espaço público.

“No curto prazo, a gente tem um encaminhamento das forças de segurança, novas rodadas de fiscalização com utilização de inteligência artificial, drones térmicos para prender os malfeitores. A gente precisa de exemplos presos para mostrar que aqui não é lugar pra fazer turismo sexual”, afirmou o Vereador Rafinha.

Os vereadores que participaram da audiência destacaram a importância do diálogo entre moradores, entidades, órgãos públicos e frequentadores da Galheta para a construção de medidas efetivas. As contribuições apresentadas durante o encontro deverão subsidiar futuras ações e encaminhamentos junto aos órgãos competentes.



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