Florianópolis: obra milionária na Avenida da Saudade começa nesta semana: veja como evitar os transtornos no trânsito
- Jornal comunidade SC

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Atualizado: há 1 dia

A partir desta segunda-feira (22), motoristas que circulam por uma das regiões mais movimentadas de Florianópolis devem redobrar a atenção. Começa a preparação do canteiro de obras para a ampliação da Avenida da Saudade e a implantação de um novo elevado na região do Centro Integrado de Cultura (CIC), uma intervenção que promete melhorar o fluxo viário no médio e longo prazo, mas que deve provocar mudanças e possíveis transtornos no trânsito ao longo dos próximos meses.
A obra, realizada pela Prefeitura de Florianópolis em parceria com o Governo do Estado de Santa Catarina, tem investimento superior a R$ 33 milhões e prazo estimado de execução de 18 meses.
O objetivo é reorganizar o tráfego em um dos principais corredores de acesso ao Norte da Ilha e à região do Itacorubi, eliminando pontos de conflito entre veículos que hoje disputam o mesmo espaço viário.
O que muda com a obra?
O projeto prevê a construção de um novo elevado na região do CIC, além da ampliação de faixas de rolamento em diferentes trechos do sistema viário.
Entre as principais intervenções estão:
Implantação de duas novas faixas de circulação com o novo elevado;
Separação dos fluxos entre veículos que seguem para o Itacorubi e os que acessam a SC-401;
Ampliação da Avenida da Saudade de quatro para cinco faixas;
Acréscimo de uma faixa na marginal da Beira-Mar Norte, a partir da Rua Carlos Corrêa;
Criação de uma quinta faixa em frente ao Teatro do CIC;
Alargamento de pontes sobre a área alagada do manguezal do Itacorubi;
Adequações viárias na Avenida Professor Henrique da Silva Fontes para melhorar o acesso vindo da Trindade.

Por que o trânsito pode ficar mais complicado no início?
Apesar de o objetivo final ser melhorar a fluidez, o início das obras costuma ser o período mais crítico para os motoristas.
A instalação do canteiro e as intervenções iniciais podem causar:
Redução de faixas em trechos estratégicos;
Lentidão nos horários de pico;
Mudanças temporárias de acesso;
Aumento de retenções na chegada ao CIC e na ligação com a Beira-Mar Norte.
A região já é conhecida por concentração de fluxo intenso, especialmente nos deslocamentos entre Centro, Trindade, Itacorubi e SC-401.
Rotas alternativas e recomendações para motoristas
Embora o projeto não detalhe desvios permanentes neste momento inicial, especialistas em mobilidade urbana e órgãos de trânsito costumam recomendar medidas simples para reduzir o impacto no dia a dia:
1. Evitar horários de pico
Sempre que possível, o ideal é antecipar ou postergar deslocamentos entre 7h–9h e 17h–19h, períodos de maior fluxo na região.
2. Planejar o trajeto com antecedência
Motoristas devem ficar atentos às mudanças temporárias de circulação e sinalização no entorno do CIC e Avenida da Saudade.
3. Usar rotas alternativas
Dependendo do destino, pode ser mais vantajoso utilizar vias paralelas da região do Itacorubi e Trindade para evitar o gargalo do CIC.
4. Acompanhar informações oficiais
A Prefeitura deve divulgar atualizações sobre bloqueios e mudanças no trânsito ao longo da execução da obra.

Uma intervenção para “desafogar” o gargalo histórico
Segundo a administração municipal e o Governo do Estado, a intervenção é considerada estratégica para resolver um dos principais pontos de retenção de Florianópolis.
O prefeito Topázio Neto afirma que a obra foi planejada para aumentar a segurança e a fluidez do trânsito em uma área onde há constante conflito de fluxos.
Já o governador Jorginho Mello destaca que o projeto complementa outras melhorias viárias em andamento, como a triplicação da SC-401, dentro de um conjunto de ações para a mobilidade da região.
Impacto a longo prazo
A expectativa é que, após a conclusão das obras, o novo elevado e as faixas adicionais reduzam significativamente os congestionamentos na região do CIC e da Avenida da Saudade, reorganizando o fluxo de veículos que seguem para o Norte da Ilha e para o Itacorubi.
Até lá, porém, os motoristas devem conviver com mudanças no trânsito e possíveis lentidões, especialmente nos primeiros meses de intervenção.
A recomendação geral é clara: planejamento e atenção redobrada serão fundamentais para enfrentar o período de obras e minimizar os impactos na rotina diária.





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