Dinheiro esquecido do PIS/Pasep começa a ser pago pela Caixa. Veja se você tem direito


Um dinheiro que ficou parado por décadas pode estar disponível para trabalhadores que tiveram carteira assinada ou foram servidores públicos entre 1971 e 1988. A Caixa Econômica Federal começou nesta sexta-feira (25) a liberar mais um lote de ressarcimentos das antigas cotas do fundo PIS/Pasep.
O pagamento desta rodada é destinado a quem teve o pedido de ressarcimento deferido e fez a solicitação até 31 de agosto de 2026. O crédito está previsto para ocorrer nesta sexta-feira.
O valor não tem relação com o abono salarial do PIS/Pasep pago atualmente. Trata-se de recursos de um fundo antigo, formado por cotas vinculadas ao período anterior à mudança do sistema.
De acordo com a Caixa, o direito ao ressarcimento alcança quem trabalhou com carteira assinada ou como servidor público entre 1971 e 1988 e ainda não havia sacado os valores. Herdeiros e beneficiários legais também podem solicitar o dinheiro quando o titular já morreu.
Como saber se existe dinheiro para receber
A consulta pode ser feita sem precisar ir inicialmente a uma agência.
O trabalhador pode verificar a existência de valores pelo aplicativo FGTS ou pelo Repis Cidadão, sistema disponibilizado pelo Ministério da Fazenda para consultar as antigas cotas do PIS/Pasep.
No caso da consulta pelo Repis Cidadão, é necessário acessar o sistema utilizando uma conta Gov.br. O sistema informa se existe saldo a ser ressarcido e orienta sobre os procedimentos seguintes.
Também é possível procurar uma agência da Caixa para obter informações sobre o ressarcimento.
Passo a passo para consultar
Acesse o Repis Cidadão;
Entre utilizando sua conta Gov.br;
Informe os dados solicitados pelo sistema;
Consulte se existe saldo disponível;
Se houver valor, siga as orientações para solicitar o ressarcimento.
A consulta também pode ser feita pelo aplicativo FGTS.
Quem pode receber o dinheiro?
O ressarcimento é destinado principalmente a trabalhadores que tiveram vínculo formal ou foram servidores públicos entre 1971 e 1988 e que ainda possuem cotas não sacadas.
Também podem ter direito os beneficiários legais de trabalhadores que já morreram.
Nesse caso, é necessário apresentar documentação que comprove a condição de dependente ou sucessor. A Caixa informa que podem ser exigidos documentos como certidão de dependentes habilitados à pensão por morte, declaração de dependentes ou autorização judicial/escritura pública, conforme a situação.
Como pedir o pagamento
Depois de verificar que existe saldo, o pedido de ressarcimento pode ser realizado pelo aplicativo FGTS ou em uma agência da Caixa.
O titular precisa apresentar documento oficial de identificação.
No caso de beneficiário legal de uma pessoa falecida, é necessário apresentar também a documentação exigida para comprovar a condição de dependente ou sucessor.
Após a análise e o deferimento do pedido, o pagamento é realizado pela Caixa.
Quem possui conta corrente, poupança ou conta digital na instituição recebe o crédito diretamente. Para quem não possui conta, a Caixa informa que poderá ser aberta automaticamente uma Poupança Social Digital, que pode ser movimentada pelo aplicativo Caixa Tem.
Veja as próximas datas de pagamento
O calendário depende da data em que o pedido de ressarcimento foi realizado.
A Caixa estabelece que o crédito ocorre no mês seguinte ao da solicitação, depois do deferimento do pedido. Para 2026, as próximas datas são:
Pedido até 31 de agosto: pagamento em 25 de setembro de 2026;
Pedido até 30 de setembro: pagamento em 26 de outubro de 2026;
Pedido até 31 de outubro: pagamento em 25 de novembro de 2026;
Pedido até 30 de novembro: pagamento em 28 de dezembro de 2026;
Pedido até 31 de dezembro: pagamento em janeiro de 2027.
A Caixa ressalta que o pagamento depende da disponibilidade de recursos no orçamento federal. Caso não haja recursos suficientes no ano da solicitação, o pagamento poderá ocorrer no ano seguinte, com correção.
De onde vem esse dinheiro?
As antigas cotas do PIS/Pasep pertenciam a um sistema criado na década de 1970 e que reunia recursos destinados aos trabalhadores e servidores.
O modelo foi posteriormente substituído pelo sistema atual do abono salarial. Os valores que não haviam sido sacados foram transferidos para o Tesouro Nacional.
Por isso, o dinheiro liberado agora não é um novo benefício criado para os trabalhadores. Trata-se do ressarcimento de valores que já pertenciam aos titulares das antigas cotas e que permaneceram sem saque.
A própria Caixa destaca que esse ressarcimento é diferente do abono salarial do PIS/Pasep, que continua sendo pago anualmente aos trabalhadores que atendem aos requisitos previstos na legislação.
E se o titular já morreu?
Essa é uma das situações que pode beneficiar familiares.
Quando o titular das antigas cotas morreu, os beneficiários legais ou sucessores podem consultar a existência de valores e solicitar o ressarcimento.
Para isso, o interessado deve fazer a consulta utilizando os dados do titular falecido e, havendo saldo, apresentar a documentação exigida para comprovar sua condição.
O sistema Repis Cidadão permite inclusive que o próprio interessado faça a consulta relacionada ao familiar falecido.
Até quando é possível pedir o dinheiro?
O prazo para solicitar o ressarcimento não é indefinido.
Segundo as informações oficiais, os interessados têm até cinco anos, contados conforme as regras estabelecidas para o encerramento das contas, para pedir os valores à União.
Por isso, quem teve carteira assinada ou foi servidor público entre 1971 e 1988 pode consultar o sistema mesmo que nunca tenha ouvido falar anteriormente dessas antigas cotas.
A consulta é gratuita e pode ser feita pela internet.
Para quem vive na Grande Florianópolis ou em qualquer outra região de Santa Catarina, o primeiro passo é simples: acessar o Repis Cidadão ou o aplicativo FGTS e verificar se existe algum valor vinculado ao antigo PIS/Pasep.





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