Florianópolis avança em proposta que pode mudar pagamento dos médicos


Uma proposta que pode alterar a forma de pagamento dos médicos que atuam na rede municipal de saúde de Florianópolis entrou em uma nova etapa de discussão. A implantação de um sistema de pagamento por produtividade foi tema de uma reunião realizada na manhã desta terça-feira, 8 de setembro, na Secretaria Municipal da Saúde.
O encontro reuniu representantes de diferentes entidades médicas de Santa Catarina, além de integrantes da Prefeitura de Florianópolis e do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais.
À frente da participação das entidades médicas esteve o presidente da Associação Catarinense de Medicina (ACM-SC), Dr. André Sobierajski dos Santos. A reunião também contou com a presença do prefeito Topázio Neto e do secretário municipal da Saúde, Dr. Almir Adir Gentil.
A discussão ocorre em meio aos estudos que vêm sendo realizados pela Prefeitura para avaliar a implantação do modelo de produtividade entre os profissionais médicos vinculados à rede municipal.
ACM-SC participa das discussões sobre o novo modelo
A ACM-SC tem participado das conversas por meio de sua presidência. O objetivo das entidades envolvidas é acompanhar os próximos passos da proposta e discutir como o eventual modelo de produtividade poderá ser estruturado para os médicos que trabalham na rede pública da Capital.
Além da Associação Catarinense de Medicina, participaram da reunião representantes do Conselho Superior das Entidades Médicas de Santa Catarina (COSEMESC), do Conselho Regional de Medicina de Santa Catarina (CRM-SC) e do Sindicato dos Médicos de Santa Catarina (SIMESC).
O CRM-SC esteve representado pelo vice-presidente, Dr. Juliano Pereima Pinto. Já o SIMESC participou por meio da diretora de Patrimônio, Dra. Zulma Carpes.
A presença conjunta das entidades colocou na mesma mesa diferentes representações da categoria médica para acompanhar a evolução da proposta em Florianópolis.
Prefeitura já realizou estudos sobre a produtividade
De acordo com as informações apresentadas no encontro, a Prefeitura de Florianópolis já realizou estudos relacionados à possibilidade de implantação do pagamento por produtividade.
Esses levantamentos fazem parte das etapas que antecedem uma eventual implementação do modelo na rede municipal.
A proposta está sendo discutida dentro do contexto da organização do trabalho dos médicos que atendem pelo município. Entre os pontos tratados pelas entidades está a necessidade de acompanhar como o sistema poderá ser aplicado na prática e quais serão os próximos passos até uma possível implantação.
Ainda não foi apresentada, nas informações divulgadas sobre a reunião, uma data definitiva para o início do pagamento por produtividade.
Discussão envolve entidades médicas e servidores municipais
A reunião também contou com representantes do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais, ampliando a discussão para além das entidades especificamente ligadas à categoria médica.
A participação ocorre porque qualquer mudança na organização e na remuneração dos profissionais da rede municipal envolve diretamente a estrutura do serviço público de saúde da Capital.
Para os moradores de Florianópolis, o tema está relacionado ao funcionamento cotidiano das unidades municipais, onde médicos atendem pacientes de diferentes regiões da cidade e também absorvem parte da demanda que chega à rede pública.
Próximos passos ainda estão em discussão
O pagamento por produtividade ainda depende do avanço das discussões e dos estudos realizados pela administração municipal.
As entidades médicas seguem acompanhando o processo e participando das conversas sobre a proposta. O COSEMESC vem atuando na articulação em torno do tema, enquanto a ACM-SC participa das discussões por meio de seu presidente.
Neste momento, o que está definido é que a Prefeitura já avançou na realização de estudos e que novas etapas de negociação e análise ainda deverão ocorrer antes de uma eventual implantação.
A proposta, portanto, segue em construção, com participação da administração municipal, entidades médicas e representantes dos servidores.
Em Florianópolis, a discussão acompanha uma questão diretamente ligada à rotina da saúde pública: como organizar o trabalho dos profissionais e estruturar um modelo de produtividade dentro da rede municipal. Os próximos encaminhamentos deverão indicar como a proposta poderá sair dos estudos e avançar para uma possível aplicação.





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