Onde morar em Florianópolis? Novas regiões entram no radar de quem busca imóveis

Novos serviços, infraestrutura, conexão com a natureza e projetos imobiliários ampliam as possibilidades de moradia para além das centralidades tradicionais da Capital.

Florianópolis está ampliando seu mapa de possibilidades para quem busca onde morar. Se durante muito tempo a escolha de um imóvel esteve concentrada em regiões já consolidadas, novos movimentos urbanos fazem com que outros territórios ganhem atenção. A combinação entre infraestrutura, serviços, natureza, mobilidade e novos empreendimentos cria diferentes experiências de cidade ao longo da Capital.
Esse movimento não significa o surgimento de um único novo centro, mas a formação de uma rede de regiões com vocações distintas. No Norte da Ilha, novos espaços de convivência e conveniência acompanham a transformação da região. Em João Paulo, a relação com a natureza e a menor ocupação são parte da atratividade. Em Jurerê, um mercado consolidado convive com uma oferta mais restrita de novos projetos. Já o Centro passa por um processo próprio de requalificação.
O planejamento municipal reconhece diferentes centralidades em Florianópolis e estabelece planos distritais que consideram características econômicas, culturais, ambientais, sociais e territoriais de cada região. O distrito de Canasvieiras, por exemplo, é caracterizado pela Prefeitura como uma área de centralidade local e uma das regiões mais importantes do Norte da Ilha.
O movimento ocorre em um mercado que segue valorizado. Segundo o Índice FipeZAP, Florianópolis registrou preço médio residencial de R$ 13.011 por metro quadrado em fevereiro de 2026, com alta de 8,8% em 12 meses.
Para a CBA Corp, entender essas diferenças é parte do processo de desenvolvimento de novos projetos. A companhia considera que cada território possui características próprias e que o empreendimento precisa dialogar com a dinâmica existente e com as transformações em curso.
Ponta das Canas e as novas possibilidades no Norte da Ilha
No Norte da Ilha, a transformação acontece a partir de uma dinâmica própria. O distrito de Canasvieiras é reconhecido pelo município como uma centralidade local e reúne importância histórica, cultural e turística, além de desempenhar papel relevante na região norte de Florianópolis.
É nesse contexto regional que bairros como Ponta das Canas passam a integrar um território com novas possibilidades de uso e ocupação. Historicamente associado à praia e à ocupação residencial, o entorno começa a receber projetos que combinam moradia, conveniência, gastronomia e espaços de convivência.
É nessa lógica que se insere o Natus, da CBA Empreendimentos. O projeto prevê um mall integrado e aberto à cidade, com gastronomia e conveniência, além da Alameda Natus, caminho de acesso ao mar implantado em uma área de preservação permanente e destinado à comunidade.
A proposta reúne moradia, conveniência, convivência e acesso à natureza dentro de um mesmo território.
“Quando uma região começa a receber novos espaços de convivência e infraestrutura, ela passa a desempenhar novas funções dentro da cidade. Para nós, é importante entender esse movimento antes de definir um projeto, porque o empreendimento também precisa dialogar com a vocação do lugar”, afirma Cintia Pereira, presidente da CBACorp.
João Paulo: valorização associada à natureza e à menor ocupação
Nem toda região que ganha relevância precisa se transformar em uma nova centralidade. Em alguns territórios, o diferencial está justamente em combinar proximidade com áreas urbanizadas e uma relação mais preservada com a natureza.
É o caso do João Paulo, região próxima a importantes eixos de conexão da Capital e marcada pela presença de áreas verdes e pelas vistas para a Baía Norte.
O Meraki Sunset, da CBA Empreendimentos, segue essa proposta com 33 unidades, preservação de vegetação nativa e valorização das vistas para a Baía Norte.
A escolha do local mostra outra dimensão do novo mapa imobiliário: a valorização de determinadas regiões não depende necessariamente da criação de grandes polos comerciais. Em alguns territórios, localização, paisagem, natureza e características de ocupação podem ser elementos centrais para a escolha do imóvel.
Jurerê: um mercado consolidado em busca de novas ofertas
Jurerê apresenta uma dinâmica diferente. Em vez de representar uma centralidade em formação, o bairro já possui uma identidade consolidada, com infraestrutura, turismo, serviços e forte demanda imobiliária.
A região é objeto de um Plano Específico de Urbanização (PEU) desenvolvido pelo município, que detalha regras de uso e ocupação do solo considerando as características locais, ambientais, sociais, culturais e econômicas. No caso de Jurerê, a área do plano possui 217 hectares, dos quais 70% são destinados à preservação e 30% à ocupação urbana.
O planejamento municipal busca conciliar sustentabilidade ambiental, desenvolvimento econômico e as características do território, em uma região que já possui uma dinâmica imobiliária estabelecida.
É nesse cenário que se insere o Puerto Madero, da CBA Empreendimentos, próximo à praia e com Open Mall de gastronomia, conveniência e experiências.
Em um mercado consolidado, a oferta de novos imóveis passa a ser um componente relevante da escolha. O projeto também incorpora serviços de padrão elevado ao condomínio, administrados pela CBRE, empresa de atuação internacional, acompanhando uma tendência de mercado em que serviços e conveniência passam a fazer parte da experiência de morar.
Centro: uma transformação diferente
Enquanto novas regiões ganham atenção, o Centro passa por um movimento de outra natureza.
Reconhecido oficialmente pelo município como a principal centralidade de Florianópolis, em escala municipal e metropolitana, o distrito Sede concentra uma ocupação histórica e funções urbanas consolidadas.
Por isso, seu processo atual não representa a criação de uma nova centralidade, mas a qualificação de uma área que já exerce esse papel.
Em 2026, o município apresentou o projeto Floripa Centro, desenvolvido pelo escritório internacional Gehl Architects, com propostas voltadas à qualificação dos espaços públicos e à experiência das pessoas na região.
Também avançou a implantação do Parque Urbano e Marina Beira-Mar. Em fevereiro de 2026, o projeto recebeu licença ambiental definitiva e autorização para construção, com previsão de 600 vagas para embarcações e áreas destinadas a lazer e atividades comerciais.
É nesse ambiente que se posiciona o Physis Place, da CBA Empreendimentos, com proposta baseada em wellness e biofilia, jardins suspensos e integração entre arquitetura e natureza.
O projeto representa uma outra frente do mercado: a transformação de uma área já consolidada a partir de novos conceitos de moradia e qualidade urbana.
Um novo mapa, diferentes vocações
Os movimentos mostram que Florianópolis não está simplesmente deslocando sua centralidade. O que se desenha é um mapa mais diversificado, formado por regiões que oferecem diferentes experiências de moradia.
No Norte da Ilha, novos espaços de convivência e possibilidades de uso acompanham a evolução de uma região que já possui uma centralidade local reconhecida pelo município. Em João Paulo, a natureza e as características de ocupação são parte da atratividade. Jurerê representa um território consolidado, no qual novos projetos precisam dialogar com regras específicas de ocupação e preservação. E o Centro segue em um processo próprio de requalificação.
Para a CBA Corp, essa diversidade é justamente um dos elementos que tornam o desenvolvimento imobiliário na Capital particular.
“É importante olhar para o imóvel dentro do território onde ele está inserido. Uma região que recebe infraestrutura, novas conexões e espaços de convivência passa a ter outra dinâmica, mas cada lugar tem uma vocação própria. O papel do mercado é entender essas características e acompanhar a transformação sem descaracterizar aquilo que torna cada região única”, avalia Cintia.
Mais do que uma mudança de endereço, o novo mapa imobiliário revela uma transformação na própria forma de viver Florianópolis. A escolha de um imóvel passa a considerar não apenas suas características, mas também o que existe ao redor, quais facilidades estão disponíveis, como a região se conecta com a cidade e quais transformações estão acontecendo no território.
Nesse cenário, novas centralidades não necessariamente substituem as antigas: elas ampliam as possibilidades de viver a cidade.
Sobre a CBA Corp
A CBA Corp atua na Grande Florianópolis na estruturação e no desenvolvimento de empreendimentos com foco em gestão, governança e visão de longo prazo. O grupo reúne duas marcas com atuações complementares: a CBA Empreendimentos, voltada ao desenvolvimento de projetos de alto padrão, e a Viva Corp, que atua por meio do programa Minha Casa, Minha Vida, da Caixa Econômica Federal, com foco nas faixas 3 e 4. Duas marcas, uma mesma visão: desenvolver empreendimentos alinhados às transformações da sociedade e contribuir para o desenvolvimento das cidades.





Comentários