Florianópolis Entre as 20 Cidades Lixo Zero do Mundo
- Jornal comunidade SC

- há 5 dias
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Florianópolis foi reconhecida nesta sexta-feira, 27, como uma das 20 cidades Lixo Zero do mundo pela iniciativa vinculada à ONU-Habitat — sendo a única cidade brasileira, a única da América Latina e dividindo o continente americano apenas com San Francisco. A premiação será celebrada oficialmente na segunda-feira, 30, data do Dia Internacional Lixo Zero instituído pela ONU.

Por que Florianópolis Chegou ao Topo do Lixo Zero
Florianópolis não chegou a esse reconhecimento do dia para a noite. A trajetória começou em 1986 com o Programa Beija-Flor, que levou a coleta seletiva a bairros populares e escolas quando o tema ainda era raridade no Brasil. Em 1991, a coleta seletiva foi expandida para toda a cidade, com Pontos de Entrega Voluntária em praças, supermercados, ruas e praias — hoje são 322 PEVs distribuídos pelo território municipal.
A Prefeitura, por meio da Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, formalizou o compromisso na Lei nº 10.501/2019, que torna obrigatório o tratamento de resíduos orgânicos para entidades públicas e privadas. As metas até 2030 são reciclar 60% dos resíduos secos e tratar 90% dos orgânicos. Atualmente, Florianópolis já apresenta a maior taxa de reciclagem entre as capitais brasileiras.

Compostagem, Vidro e Renda para 200 Famílias
A coleta de resíduos orgânicos, expandida desde 2020, abastece o Centro de Valorização de Resíduos (CVR) do Itacorubi, onde o material vira adubo para mais de 150 hortas comunitárias do programa Cultiva Floripa. A compostagem de resíduos alimentares saltou de 1.175 toneladas em 2020 para 6.002 toneladas em 2025. O sistema exclusivo de coleta de vidro se aproxima de 436 toneladas reaproveitadas por mês.
Tudo isso também gera renda: cerca de 200 famílias vivem da triagem de recicláveis na cidade. Desde 2023, cooperativas e associações de catadores são remuneradas pelos serviços de triagem. Em 2025, a recuperação total de resíduos chegou a 15,5%.
Educação Ambiental que Começa nas Escolas
O projeto Escola Lixo Zero implantou compostagem em 32 unidades de ensino e elaborou planos de gerenciamento nas 124 escolas municipais. Fora das salas de aula, o Museu do Lixo — ativo desde 2003 — reúne mais de 40 mil itens ressignificados. O projeto Minhoca na Cabeça distribuiu mais de 2.800 kits de compostagem doméstica, desviando cerca de 1.100 toneladas de resíduos orgânicos por ano, com economia estimada em R$ 950 mil.
"Quando investimos em educação ambiental, conseguimos resultados concretos e consistentes", afirma Daiana Bastezini, gerente da Divisão de Planejamento e Educação Ambiental da Prefeitura.






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