Grande Florianópolis pode ganhar transporte aquaviário piloto com saídas de Palhoça e Biguaçu


Moradores da Grande Florianópolis poderão ter uma nova alternativa para se deslocar entre o continente e a ilha de Santa Catarina. O Governo do Estado está articulando com as prefeituras da região a implantação de um projeto-piloto de transporte aquaviário intermunicipal, com rotas inicialmente previstas a partir de Palhoça e Biguaçu, passando ou não por São José, até o Centro de Florianópolis.
A proposta está em fase de estruturação e ainda depende de definições sobre os trajetos, os locais dos terminais de passageiros, as embarcações e o modelo de operação. A iniciativa é conduzida pela Secretaria de Portos, Aeroportos e Ferrovias de Santa Catarina (SPAF), que vem apresentando o planejamento aos municípios e recolhendo sugestões para desenvolver o projeto.
Até o momento, foram realizadas reuniões com os prefeitos de Biguaçu, Palhoça e Florianópolis. São José é o município que ainda falta receber a agenda prevista pelo Estado.
A participação das prefeituras deve contribuir para identificar os pontos mais adequados para embarque e desembarque, além de reunir informações sobre as necessidades de deslocamento da população e as condições locais para a implantação do serviço.

Projeto prevê rotas pelo mar a partir de Palhoça e Biguaçu
O planejamento inicial considera dois trajetos principais para o transporte aquaviário na Grande Florianópolis.
Na ligação pelo Sul, a proposta é partir de Palhoça, com possibilidade de parada em São José, antes de chegar ao Centro de Florianópolis.
Pelo Norte, a ideia é iniciar a viagem em Biguaçu, também com possibilidade de parada em São José, tendo o Centro da Capital como destino final.
A inclusão de uma parada em São José ainda não está definida. Os trajetos apresentados são preliminares e poderão ser ajustados durante a elaboração do projeto, conforme as contribuições dos municípios e os estudos necessários.
A proposta busca criar uma alternativa de deslocamento para quem precisa chegar à ilha de Santa Catarina, ampliando as opções de transporte disponíveis na região metropolitana.

Transporte aquaviário deve atender pedestres e ciclistas
Nesta primeira fase, o projeto-piloto será voltado ao transporte de passageiros a pé e de ciclistas. A proposta não prevê, neste momento, o transporte de automóveis.
O Governo do Estado também pretende subsidiar a operação para que as tarifas sejam acessíveis à população. O valor das passagens, porém, ainda não foi divulgado.
Depois da definição das rotas e dos terrenos destinados aos terminais, o planejamento deverá avançar para a escolha das embarcações, dos sistemas necessários à operação e do modelo de contratação da empresa responsável pelo serviço.
A etapa de estruturação também envolve o levantamento de necessidades relacionadas a projetos, licenças e demais procedimentos para viabilizar a construção e o funcionamento dos terminais.
Além de ampliar as possibilidades de deslocamento, o Estado pretende utilizar a experiência do projeto-piloto para coletar dados que possam orientar futuras concessões do transporte aquaviário. O plano também inclui o incentivo à cultura náutica e ao turismo em Santa Catarina.
Governo busca participação dos municípios
A articulação com as prefeituras é uma das etapas previstas para desenvolver o transporte aquaviário na Grande Florianópolis. As administrações municipais poderão contribuir com informações locais, sugestões de trajetos, indicação de áreas para terminais e compartilhamento de dados necessários ao planejamento.
Além da SPAF, participam das reuniões representantes da Procuradoria-Geral do Estado (PGE) e da Superintendência de Desenvolvimento das Regiões Metropolitanas de Santa Catarina (Sudesc).
A secretaria também instituiu um grupo de trabalho com integrantes das áreas estaduais de Infraestrutura, Fazenda, Meio Ambiente e Planejamento, além da Casa Civil, da Agência de Regulação de Serviços Públicos de Santa Catarina (Aresc), da PGE e da Sudesc.
O grupo reúne diferentes setores envolvidos nas etapas de planejamento e viabilização do serviço, incluindo questões administrativas, regulatórias, ambientais e de infraestrutura.
O Estado também está buscando referências de operações de transporte aquaviário já implantadas em outras regiões do Brasil para avaliar experiências e identificar modelos que possam contribuir para a proposta catarinense.
Por enquanto, não há definição sobre a data de início das viagens, os horários de funcionamento, a frequência das embarcações ou os preços das passagens.
A implantação do transporte aquaviário piloto na Grande Florianópolis ainda depende do avanço dos estudos, da definição dos trajetos e terminais e das etapas necessárias para colocar o serviço em operação. A proposta inicial, no entanto, já aponta duas possíveis ligações: Palhoça e Biguaçu com o Centro de Florianópolis, com eventual parada em São José.





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