Museu do Lixo de Florianópolis completa 23 anos com acervo curioso no Jardim Botânico


Objetos que um dia foram parar no lixo agora podem ser vistos de perto por quem passar pelo Jardim Botânico de Florianópolis, no Itacorubi. A exposição especial do Museu do Lixo reúne parte de um acervo formado por milhares de itens recuperados ao longo dos anos e marca os 23 anos de criação do espaço.
A mostra começou nesta terça-feira (22) e segue até domingo (27), das 7h às 18h, com entrada gratuita. A programação ocorre em meio às comemorações do aniversário do Museu do Lixo, que completa 23 anos na sexta-feira (25).
Entre os objetos que fazem parte do acervo estão instrumentos musicais, computadores, câmeras fotográficas, máquinas de costura, ferros de passar roupa, latas de refrigerante e aparelhos de telefone. São peças que, por diferentes motivos, foram descartadas durante a coleta de resíduos ou entregues voluntariamente e acabaram preservadas.
O acervo completo reúne mais de 40 mil itens. A ideia do Museu do Lixo é mostrar, na prática, que aquilo que é descartado pode ter diferentes destinos e que alguns materiais ainda podem ser reaproveitados ou reutilizados.
Criado em 25 de setembro de 2003 por iniciativa dos próprios trabalhadores da coleta de resíduos de Florianópolis, o espaço se tornou uma referência em educação ambiental em Santa Catarina.
O Museu funciona no Centro de Valorização de Resíduos, local onde os materiais recolhidos na Capital passam pelos processos adequados de destinação. Os recicláveis são separados durante a triagem, os resíduos orgânicos seguem para a compostagem e os rejeitos são encaminhados ao aterro sanitário.
É nesse ambiente que também são realizadas atividades voltadas à educação ambiental. O Museu recebe cerca de 7 mil visitantes por ano e promove monitorias e oficinas de reciclagem para escolas, grupos e visitantes.
As ações seguem o princípio dos 4Rs: Repensar, Reduzir, Reutilizar e Reciclar. A proposta é apresentar esses conceitos de maneira prática, utilizando os próprios objetos encontrados durante o trabalho de coleta e recuperação de resíduos.
Durante esta semana, porém, parte desse acervo saiu do espaço onde normalmente fica e chegou ao Jardim Botânico de Florianópolis. A mudança permite que mais moradores e visitantes tenham contato com objetos que ajudam a contar um pouco da história do consumo e do descarte na cidade.
Para quem estiver circulando pelo Itacorubi entre os dias 22 e 27 de setembro, a exposição pode ser visitada gratuitamente, das 7h às 18h.
Depois desse período, o Museu do Lixo volta a funcionar normalmente no Centro de Valorização de Resíduos, na Rodovia Admar Gonzaga, nº 72, no Itacorubi, das 7h às 16h.





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