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Operação Caminho sem Volta: 12 são denunciados por suspeita de ligação com facção em Palhoça

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    Jornal comunidade SC
  • há 2 dias
  • 3 min de leitura

Uma investigação que começou com a análise de provas apreendidas em Palhoça chegou a uma estrutura que, segundo o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), teria ligação com uma organização criminosa e atuação em diferentes municípios da Grande Florianópolis.

O caso resultou na denúncia de 12 investigados no âmbito da Operação Caminho sem Volta, conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO).

O principal foco da investigação foi o bairro Caminho Novo, em Palhoça, apontado como a base de uma suposta célula criminosa investigada por envolvimento principalmente com tráfico de drogas, além de comércio ilegal de armas e outros delitos.

A denúncia foi apresentada pela 5ª Promotoria de Justiça da Comarca de Palhoça e pelo Grupo Estadual de Apoio ao Combate às Facções Criminosas (GEFAC), do MPSC.


Sete são apontados como integrantes da organização

Conforme a acusação apresentada pelo Ministério Público, sete dos 12 denunciados seriam integrantes do núcleo da organização criminosa.

Segundo o MPSC, esses sete teriam promovido, integrado ou financiado o grupo entre 2024 e agosto de 2026, participando de atividades relacionadas ao tráfico de drogas e à manutenção da estrutura investigada.

Eles foram denunciados pelos crimes de organização criminosa e tráfico de drogas.

Os outros cinco denunciados são acusados de tráfico de drogas. Entre eles, um também foi denunciado por posse irregular de arma de fogo, em razão de uma arma e munições apreendidas durante a operação.

As acusações ainda serão submetidas ao andamento do processo judicial, conforme as regras legais aplicáveis.


Investigação começou meses antes da operação

O caminho percorrido pelos investigadores até chegar aos 12 denunciados começou em janeiro deste ano.

Na ocasião, um mandado de busca e apreensão foi cumprido contra um dos investigados. A partir da análise do material recolhido, as equipes conseguiram identificar outros possíveis integrantes e avançar na apuração.

Com novas informações reunidas durante a investigação, o GAECO deflagrou a Operação Caminho sem Volta em 6 de agosto, cumprindo mandados de busca e apreensão.

A ação teve como alvo endereços ligados aos investigados e buscou reunir novos elementos sobre o funcionamento da suposta estrutura criminosa.


Apreensão chamou atenção pela quantidade de drogas

Durante o cumprimento das ordens judiciais, 11 dos investigados foram presos em flagrante por porte de drogas, conforme as informações do Ministério Público.

As equipes apreenderam aproximadamente:

  • 19,5 quilos de maconha;

  • 641 gramas de cocaína;

  • 274 gramas de crack;

  • 101 gramas de haxixe;

  • 6,4 quilos de dry;

  • 65 gramas de skunk;

  • 129 comprimidos de ecstasy.

Além dos entorpecentes, foram encontrados uma arma de fogo calibre .22, sete munições, 12 aparelhos celulares, três balanças de precisão, um radiocomunicador e mais de R$ 5 mil em dinheiro.

O material apreendido passou a integrar a investigação e também fundamenta parte das acusações apresentadas pelo Ministério Público.


Atuação teria ultrapassado os limites de Palhoça

Embora o bairro Caminho Novo, em Palhoça, seja apontado como principal foco da investigação, a apuração indica que a suposta estrutura teria atuação em outros municípios da Grande Florianópolis.

Segundo o MPSC, a investigação identificou uma organização com divisão de funções entre seus integrantes e atividades direcionadas principalmente ao tráfico de drogas.

A denúncia descreve uma estrutura que, conforme a acusação, contaria com diferentes pessoas desempenhando funções distintas para manter as atividades do grupo.

O avanço da investigação permitiu, segundo o Ministério Público, chegar a outros envolvidos a partir das informações obtidas na primeira apreensão realizada em janeiro.


Por que a operação recebeu o nome Caminho sem Volta?

O nome da operação faz referência direta ao bairro Caminho Novo, em Palhoça, onde a investigação teve seu principal foco.

Segundo a explicação apresentada pelo MPSC, a denominação também foi escolhida para representar a continuidade das ações de enfrentamento às organizações criminosas e a atuação das instituições na investigação e responsabilização de integrantes desses grupos.

A Operação Caminho sem Volta, portanto, reúne duas etapas importantes: a investigação iniciada em janeiro, a partir da análise de provas, e a operação deflagrada em agosto, que levou à apreensão de drogas, dinheiro, celulares, equipamentos e uma arma.

Agora, com a denúncia de 12 investigados, o caso segue para a tramitação na Justiça.

O processo deverá analisar as acusações apresentadas pelo Ministério Público, os elementos reunidos durante a investigação e a situação individual de cada um dos denunciados.

Na Grande Florianópolis, o caso coloca novamente Palhoça e, especificamente, o bairro Caminho Novo, no centro de uma investigação de grande porte envolvendo suspeita de organização criminosa e tráfico de drogas.



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