Suspeita de doença em gatos gera preocupação em São José por risco de transmissão a humanos

Relatos de possível esporotricose na Serraria levam Fundação de Meio Ambiente a solicitar plano de ação

Relatos de possíveis casos de esporotricose no bairro Serraria, têm gerado preocupação entre moradores. A doença é causada por fungos, pode atingir animais e seres humanos e motivou um pedido de ajuda nas redes sociais para o resgate de um gato com suspeita da infecção.
Na publicação, uma moradora afirma estar grávida, ter três filhos e sete animais. Ela relata que o felino aparece no pátio de sua casa e demonstra preocupação com a possibilidade de transmissão. Segundo a mulher, a Diretoria de Bem-Estar Animal (DIBEA), a Vigilância e outros órgãos já foram comunicados, mas ela ainda aguardava atendimento. O material apresentado não contém confirmação de diagnóstico veterinário.
Em nota enviada pela Fundação Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de São José (FMADS), o órgão informou que solicitou à DIBEA e à Vigilância Sanitária a elaboração de um plano de ação. O objetivo é estabelecer estratégias e procedimentos para atender os casos suspeitos, considerando os riscos à saúde animal e humana e a necessidade de atuação integrada.
Segundo a Fundação, as medidas ainda estão em discussão, e as orientações à população serão divulgadas após a definição das ações e dos procedimentos de atendimento. A nota não informa quantos casos foram relatados, se há diagnósticos confirmados ou prazo para início das medidas.
O que é a esporotricose e como ocorre a transmissão
A esporotricose é uma infecção causada por fungos do gênero Sporothrix. É considerada uma zoonose porque pode ser transmitida de animais infectados para pessoas. Nos gatos, a grande quantidade do fungo presente nas lesões favorece a transmissão para outros animais e também para humanos.
A transmissão pode ocorrer por arranhões, mordidas ou contato com feridas e secreções de animais infectados. Também é possível adquirir a infecção em acidentes com espinhos, madeira e materiais vegetais contaminados pelo fungo. Em pessoas, os sinais podem incluir nódulos e feridas na pele, frequentemente nas mãos, nos braços ou no rosto.
A doença tem tratamento, disponível no SUS para humanos. Animais com suspeita precisam de avaliação veterinária para diagnóstico e orientação adequada; a aparência das feridas, por si só, não confirma a esporotricose.





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