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Tomásia de Bitencourt, que vivia na Grande Florianópolis e era a pessoa mais velha de SC, morre aos 110 anos

  • Foto do escritor: Jornal comunidade SC
    Jornal comunidade SC
  • 1 de jul.
  • 2 min de leitura

Santa Catarina se despede de uma personagem marcante de sua história. Tomásia Machado de Bitencourt, conhecida carinhosamente como Dona Tomasinha, morreu na última segunda-feira (29), aos 110 anos. Reconhecida como a pessoa mais velha de Santa Catarina, ela passou os últimos anos vivendo em São José, na Grande Florianópolis, e deixou uma trajetória marcada pela longevidade, autonomia e qualidade de vida.

Nascida em Sombrio, no Sul catarinense, durante o período da Guerra do Contestado, Dona Tomasinha atravessou mais de um século de transformações no estado e no país. Em setembro de 2025, ao completar 110 anos, passou a ser reconhecida como a pessoa mais longeva de Santa Catarina, tornando-se referência quando o assunto era envelhecimento saudável.



Mesmo com a idade avançada, mantinha uma rotina que chamava a atenção. No residencial geriátrico onde vivia em São José, preservava a autonomia para caminhar, alimentar-se sozinha e realizar suas atividades diárias. O único acompanhamento contínuo era para o controle da pressão arterial, condição comum entre pessoas idosas.

A história de Dona Tomasinha também despertou interesse por um detalhe relacionado ao seu nascimento. Embora familiares afirmassem que ela nasceu em 1915, a documentação oficial registra a data de 28 de setembro de 1917. A diferença é atribuída a um costume bastante comum no início do século passado, quando muitas crianças eram registradas apenas anos depois do nascimento devido à dificuldade de acesso aos cartórios, especialmente em regiões do interior.

Em razão dessa divergência documental, o grupo internacional LongeviQuest classificava Tomásia como uma “semissupercentenária”, já que o reconhecimento da idade é baseado exclusivamente nos registros oficiais disponíveis.

Sua longevidade também despertou o interesse de pesquisadores que estudam os fatores relacionados ao envelhecimento. Embora não exista uma explicação única para pessoas que ultrapassam os 110 anos, especialistas apontam que fatores genéticos, hábitos de vida e aspectos ambientais podem contribuir para uma vida longa e com autonomia.

A despedida de Dona Tomasinha acontece nesta quarta-feira (1º), em sua cidade natal. O velório é realizado na Capela Mortuária Santa Catarina, em Sombrio, onde familiares e amigos prestam as últimas homenagens. O cerimonial está marcado para as 14h, seguido do sepultamento no Cemitério de Sombrio, encerrando a trajetória de uma catarinense que atravessou gerações e ficou conhecida como a pessoa mais velha do estado.

A história de Tomásia de Bitencourt permanece como um registro da memória catarinense. Ao longo de mais de um século de vida, acompanhou diferentes épocas, viu a sociedade se transformar e manteve uma rotina que chamou a atenção pela independência e pela preservação da qualidade de vida até os últimos anos.



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