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  • Finanças apresenta parecer preliminar e calendário de tramitação da LDO 2027

    A Comissão de Finanças é presidida pelo deputado Marcos Vieira.Foto: Bruno Collaço / Agência Alesc Reunida em Araranguá, no âmbito do Programa Alesc Itinerante, a Comissão de Finanças e Tributação apresentou, na manhã desta quarta-feira (27), o parecer preliminar e o calendário de tramitação do Projeto de Lei (PL) 257/2026, que dispõe sobre a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para o exercício financeiro de 2027. No projeto, constam as ações que o governo quer desenvolver no ano seguinte, desde as obras previstas até os gastos necessários para a manutenção da máquina pública, como saúde, educação e segurança. Também estão previstos os percentuais de repasse para o Legislativo, Judiciário, Tribunal de Contas, Ministério Público e Udesc. Para o próximo ano, o governo projeta um orçamento de quase R$ 64 bilhões, R$ 6 bilhões a mais que o projetado na proposta da LDO 2026. Na condição de relator, o deputado Marcos Vieira (PSDB) apresentou o cronograma de tramitação da matéria:28 a 12/06 – vista coletiva para a Mesa Diretora da Alesc, Tribunal de Justiça de SC, Ministério Público de SC e Tribunal de Contas do Estado;}28 a 29/06 – prazo para apresentação de emendas pelos parlamentares;23/06 – apresentação do parecer conclusivo e abertura de vista coletiva aos integrantes da Comissão de Finanças;1º/07 – discussão e votação do parecer conclusivo;08/07 – remessa para votação em Plenário. Apoio a vítimas de violência doméstica Outro destaque da reunião foi a aprovação do PL 696/2025, de autoria do deputado Mário Motta (PSD), que institui um conjunto de medidas de apoio e incentivo para a reinserção social e econômica de pessoas vítimas de violência doméstica. Conforme o autor, o objetivo do projeto é oferecer ferramentas para que as mulheres possam romper o ciclo de violência e a dependência financeira do agressor. A principal iniciativa é a criação do Selo “Empresa Parceira no Enfrentamento à Violência Doméstica”. O selo será concedido a empresas que adotarem políticas de inclusão e contratarem mulheres nessa situação, comprovada por medida protetiva judicial ou declaração de órgão competente. Em contrapartida, o Estado poderá criar políticas de incentivo, incluindo benefícios de natureza tributária, para estimular essas contratações. Além do foco no mercado de trabalho, o projeto determina que o Estado deve assegurar o acesso a atendimento psicológico e psicossocial para a recuperação emocional e o fortalecimento da autoestima das vítimas. A justificativa do PL destaca a urgência da medida, citando que, somente até julho de 2025, Santa Catarina já havia registrado 26 casos de feminicídio e 18.584 requerimentos de medidas protetivas. Durante a votação, prevaleceu o entendimento apresentado pelo relator, o deputado Marcos da Rosa (PL), de que o projeto não acarreta impactos financeiros ao Estado, tendo em vista que propõe a utilização de estruturas públicas já existentes. A proposta segue em análise nas comissões de Trabalho, Administração e Serviço Público; de Economia, Ciência, Tecnologia e Inovação; e de de Direitos Humanos e Família. Fiscalização de bicicletas elétricas e ciclomotores Também por unanimidade, foi aprovado o PL 818/2025, do deputado Junior Cardoso (PL), que cria o Programa Estadual de Segurança e Educação para o Trânsito de Ciclomotores, Bicicletas Elétricas e Equipamentos de Mobilidade Individual Autopropelidos em Santa Catarina. A proposta tem como foco ampliar a fiscalização e promover ações educativas voltadas ao uso seguro desses veículos. Conforme o texto, o programa prevê a intensificação da fiscalização do cumprimento das normas previstas no Código de Trânsito Brasileiro e nas resoluções do Conselho Nacional de Trânsito (Contran). Entre os pontos a serem verificados estão a exigência de habilitação adequada, registro e licenciamento dos veículos quando obrigatórios, além do uso de equipamentos de segurança, como capacete certificado. A proposta também determina a realização de campanhas educativas permanentes destinadas a condutores, ciclistas e pedestres. As ações deverão abordar os requisitos legais para condução de cada tipo de veículo, a importância dos equipamentos de segurança, as regras de circulação e os riscos da condução por pessoas inabilitadas ou sob efeito de álcool e drogas. Outro ponto previsto é a integração entre os órgãos estaduais e municipais de trânsito para reforçar as ações de fiscalização e educação. O projeto ainda estabelece a coleta e análise de dados sobre acidentes envolvendo ciclomotores, bicicletas elétricas e equipamentos autopropelidos, com o objetivo de subsidiar políticas públicas de prevenção. Em seu parecer, o relator, deputado Sargento Lima (PL), argumentou pela inexistência de óbices financeiros e orçamentários no projeto, segue Desta forma, o projeto segue para as comissões de Trabalho; de Educação e Cultura; e de Transportes, Desenvolvimento Urbano e Infraestrutura. Prevenção à pesca fantasma Já na condição de autor, o deputado Sargento Lima contou com a aprovação do PL 566/2025, que dispõe sobre a prevenção e controle da pesca fantasma, estabelece medidas de manejo sustentável de equipamentos de pesca e proteção aos ecossistemas marinhos e costeiros no estado. De acordo com Lima, a iniciativa busca promover a biodiversidade marinha e o uso sustentável dos recursos pesqueiros com o controle dos impactos decorrentes dos equipamentos de pesca abandonados, perdidos ou descartados que continuam a capturar espécies e degradar os habitats naturais. Dentre as medidas previstas estão a proibição do descarte intencional de equipamentos de pesca em corpos hídricos e a pesca industrial sem sistema de rastreamento dos instrumentos em áreas críticas mapeadas pelo Instituto de Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA), nos termos do regulamento. No parecer aprovado, o relator, deputado Jessé Lopes (PL), argumentou que o projeto “suplementa atos normativos federais que mostram-se insuficientes para o controle objetivado na presente, sendo meritório, cabível e juridicamente viável”. Desta forma, o projeto segue para as comissões de Economia, Ciência, Tecnologia e Inovação; de Pesca e Aquicultura; e de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável. Lei Cão Orelha Foi aprovado o PL 13/2026, de autoria do deputado Rodrigo Minotto (PDT), que visa instituir o Programa Estadual “Educar para Proteger – Lei Cão Orelha”. A iniciativa foca na educação sobre os direitos dos animais e na prevenção à crueldade, sendo voltada para alunos das redes pública e privada de ensino em todo o estado. O nome do programa homenageia o “Cão Orelha”, um caso de violência contra um animal que causou grande comoção em Santa Catarina pela sua brutalidade. Conforme o autor, o objetivo central da proposta é promover a consciência sobre a senciência animal — a capacidade biológica de os animais sentirem dor, medo e emoções — e difundir conhecimentos sobre a legislação vigente e as consequências jurídicas para quem pratica maus-tratos. O programa será desenvolvido de forma transversal e interdisciplinar nas escolas, buscando fomentar a empatia e a cultura de paz. O texto também prevê o incentivo à guarda responsável e a criação de parcerias com organizações da sociedade civil para o desenvolvimento de projetos educacionais. O projeto foi aprovado seguindo o voto do deputado Antídio Lunelli (MDB), que destacou que a iniciativa trata de regulamentações, sem atribuir despesas ao Poder Público. Ele também acatou uma emenda da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) para incluir conceitos complementares no texto e integrá-lo às normativas estaduais em vigor que tratam da prevenção de maus-tratos e proteção animal, como a Lei 18.057/2021. A proposta segue para as comissões de Proteção, de Defesa e Bem-Estar Animal; de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente; e de Educação e Cultura. Programa Rotas Rurais A Comissão de Finanças votou pela aprovação do PL 829/2025, que visa instituir o Programa Estadual Rotas Rurais e o Endereçamento Rural Digital (ERD-SC). A iniciativa, de autoria do deputado suplente Adilson Girardi (MDB), busca mapear e integrar digitalmente as vias e propriedades do campo, criando um código geográfico alfanumérico que identifique com precisão o ponto de acesso de cada imóvel rural. O objetivo é facilitar a chegada de serviços essenciais, como ambulâncias, viaturas de segurança e equipes da Defesa Civil, além de otimizar a logística para o escoamento da produção agropecuária. O projeto autoriza a criação de uma plataforma digital pública para consulta e emissão do código ERD-SC, com total observância às normas da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). A adesão dos municípios será voluntária, por meio de termos de cooperação para mapeamento e padronização de rotas. Durante a votação, os integrantes do colegiado seguiram o parecer favorável apresentado pelo relator, deputado José Milton Scheffer (PP). Ele disse que a iniciativa já vem sendo implementada com sucesso no estado de São Paulo e que não demanda um nível elevado de recursos para a aplicação. Com a decisão, o projeto segue para as comissões de Transportes, Desenvolvimento Urbano e Infraestrutura; de Economia, Ciência, Tecnologia e Inovação; de Agricultura e Desenvolvimento Rural. Outros projetos aprovados PL 319/2025, de autoria do deputado suplente Thiago Morastoni (MDB), que institui a Semana Estadual de Inovação e Empreendedorismo Jovem, a ser celebrada anualmente na terceira semana do mês de outubro. O objetivo é estimular e disseminar a cultura empreendedora e de inovação entre os jovens catarinenses, por meio de atividades como feiras, workshops, palestras e competições de ideias. PL 29/2026, de autoria do deputado Altair Silva (PP), que visa incluir o município de Ponte Serrada na Rota das Oliveiras, instituída pela Lei 19.720/2026, como uma política pública voltada à valorização do turismo rural, do desenvolvimento agroindustrial, da gastronomia regional e do fortalecimento das cadeias produtivas vinculadas à olivicultura. PL 830/2025, do deputado Dr. Vicente Caropreso (União), que institui o “Dia R – Educar para Não Repetir, Lembrar para Não Errar” no calendário escolar, com foco no combate ao racismo e na valorização das identidades negras e indígenas.

  • Projetos sobre violência contra a mulher e sustentabilidade ganham destaque na Comissão de Educação

    Projetos apresentados durante a Alesc Itinerante destacaram ações voltadas ao enfrentamento da violência contra a mulher e à sustentabilidade ambiental em escolas do Sul catarinense. Foto: ana Quinto/Agência Alesc Projetos em destaque Dois projetos desenvolvidos por escolas estaduais do Sul catarinense, voltados ao enfrentamento da violência contra a mulher e à sustentabilidade ambiental, marcaram os debates da Comissão de Educação e Cultura da Assembleia Legislativa na manhã desta quarta-feira (27), durante a 10ª edição do programa Alesc Itinerante, em Araranguá. Confira o vídeo completo da reunião A presidente da comissão, a deputada Luciane Carminatti (PT), destacou que as experiências apresentadas refletem o trabalho de excelência realizado pelos professores da rede pública estadual. “São experiências que demonstram o compromisso da escola pública com a transformação social, com o desenvolvimento de uma nova consciência e com uma educação que faz sentido para a vida das pessoas” Presidente da Comissão de Educação e CulturaLuciane Carminatti Enfrentamento à violência A primeira experiência apresentada foi o projeto de enfrentamento à violência contra as mulheres, desenvolvido na Escola de Educação Básica Araranguá, sob coordenação da professora Geruza Prestes da Silva Longaray e apresentado pela professora Karen Scheffer, que atua há 24 anos em sala de aula. Veja também: Relatório sobre violência contra a mulher é lançado com participação da Alesc e do OVM-SC O projeto começou a ganhar forma em 2023, mas nasceu de uma experiência pessoal vivida pela professora Geruza no ano anterior, quando foi vítima de violência doméstica. A dor vivida por Geruza acabou se transformando em instrumento de acolhimento e conscientização dentro da escola. “Depois de alguns meses, ela sentiu que precisava transformar aquela dor em alguma coisa. Ela queria conversar com outras mulheres e encorajá-las. E quando ela relatou sua experiência na escola, descobriu que não estava sozinha”, disse Karen. A primeira palestra ocorreu em 8 de março de 2023, data que marca o Dia Internacional da Mulher, com estudantes da unidade escolar. Após o encontro, diversos alunos procuraram as professoras para relatar situações de violência vividas dentro de casa. “Meninas e meninos vieram conversar conosco sobre a violência que sofriam. Foi quando percebemos a necessidade de ampliar esse debate”, destacou Karen Scheffer. Protagonismo feminino A partir daí, o projeto ganhou dimensão coletiva. A escola passou a promover trilhas de aprofundamento, palestras e ações educativas com apoio de profissionais da saúde, representantes da OAB e da Rede Catarina. Também foram realizadas saídas de campo, como a visita a Laguna para estudar a trajetória de Anita Garibaldi e discutir o protagonismo feminino na história. Em 2024, o trabalho recebeu premiação em um concurso de curtas-metragens e, em 2025, promoveu uma passeata de conscientização envolvendo a comunidade escolar. Um levantamento realizado com 540 estudantes apontou que 66 deles relataram já ter sofrido algum tipo de violência. Durante o debate, a deputada Luciane Carminatti criticou a legislação estadual que restringe discussões sobre gênero nas escolas sem autorização dos pais e reforçou a importância do ambiente escolar como espaço de diálogo e reflexão. “A escola precisa ser um espaço de reflexão, diálogo e proteção da vida. Infelizmente, muitos meninos e meninas sofrem violência e precisam encontrar acolhimento dentro da escola”, afirmou. Karen Scheffer também defendeu o papel da educação no combate à violência. “Preservar a vida começa na escola. Não é só a mulher que sofre violência. Precisamos ensinar respeito e cuidado desde cedo.” Sustentabilidade ambiental A segunda experiência apresentada foi o projeto “Cooperar para o Amanhã”, desenvolvido pela Escola de Educação Básica Abel Esteves de Aguiar, no município de Praia Grande. O trabalho foi apresentado pelo professor Everton Farias do Nascimento e tem como foco sustentabilidade ambiental e reciclagem de resíduos. Localizada na área rural e com mais de 70 anos de história, a escola desenvolve ações para enfrentar um problema recorrente da região: a ausência de coleta seletiva e os altos custos com transporte e descarte de resíduos. “Resíduo não é lixo. É um recurso estagnado”, destacou o professor Everton. Com o envolvimento de toda comunidade escolar, foi criada uma gincana mensal de arrecadação de materiais recicláveis. A iniciativa já recolheu quase duas mil toneladas de resíduos e tem como meta ultrapassar seis mil quilos. Os recursos arrecadados com a reciclagem são revertidos para a própria escola. O projeto também busca consolidar a unidade escolar como referência regional em sustentabilidade, fortalecendo a integração entre escola e comunidade. “São projetos construídos a muitas mãos, unindo escola e comunidade em torno de um objetivo comum”, ressaltou o professor. Ao final da reunião, a deputada Luciane Carminatti agradeceu aos educadores e destacou o impacto social das iniciativas. “Quando a educação tem significado, ela transforma realidades. Esses projetos mostram exatamente isso”, concluiu.

  • Estudantes de Biguaçu são premiados em concurso sobre Combate à Violência Contra a Mulher

    Cerimônia reconheceu redações e desenhos que incentivam reflexão, respeito e conscientização sobre os 20 anos da Lei Maria da Penha A Educação como ferramenta de transformação social ganhou destaque nesta terça-feira (26), durante a cerimônia de premiação do concurso de redação e desenho com o tema “Combate à Violência contra a Mulher”, promovido pela Prefeitura de Biguaçu, por meio da Secretaria Municipal de Educação (SEMED). O evento foi realizado no auditório da Prefeitura e reuniu estudantes, educadores, familiares e autoridades em um momento de reconhecimento ao talento, à criatividade e ao protagonismo estudantil. A iniciativa mobilizou estudantes das redes municipal, estadual e privada em torno de uma pauta urgente e necessária: o enfrentamento à violência contra a mulher e a construção de uma cultura baseada no respeito, na equidade e na proteção. Inspirado pelos 20 anos da Lei Maria da Penha, o concurso estimulou reflexões por meio da escrita e da expressão artística, incentivando crianças, adolescentes e jovens a se posicionarem como agentes de conscientização e transformação social. Durante o evento, foram homenageados os estudantes classificados nas diferentes categorias, divididas por faixas etárias. Os trabalhos abordaram, de maneira sensível e criativa, a importância do diálogo, da denúncia e do rompimento dos ciclos de violência e silêncio. No concurso de redação, foram reconhecidos os três melhores textos de cada categoria: Categoria 1 – Fundamental 1 – Categoria 4º e 5º ano 1º lugar – Nicolas Benny L. Santos (4º ano – GEM Profª Celina Dias da Cunha) 2º lugar – Sofhia Ferreira de Lima (5º ano – GEM Profª Celina Dias da Cunha) 3º lugar – Danielle F. Contreira (5º ano – EBM Profª Olga de Andrade Borgonovo) Categoria 2 – Fundamental 2 – Categoria 6º e 7º ano 1º lugar – Julia Vitória de Lima da Silva (6º ano – EBM Profº Fernando B. Viegas Amorim) 2º lugar – Sofia Lino Vicente (7º ano – EBM Profº Manoel Roldão das Neves) 3º lugar – Sophia de Liz Porto Telles (6º ano – EBM Profº Manoel Roldão das Neves) Categoria 3 – Fundamental 2 – Categoria 8º e 9º ano 1º lugar – Milena Mariza Ismael Pereira (9º ano – EBM Profº Manoel Roldão das Neves) 2º lugar – Renato Cunha Marcos (8º ano – EBM Profº Donato Alípio de Campos) 3º lugar – Érika Sacchetto (8º ano – EBM Profº Donato Alípio de Campos) Categoria 4 – Ensino Médio 1º lugar – Marianne Porto (1º ano – Colégio Super Incentivo) 2º lugar – Isabela Rodrigues (2º ano – Colégio Super Incentivo) 3º lugar – Luiz Miguel Piazzoli da Silva (3º ano – Colégio Super Incentivo) Categoria 5 – Educação de Jovens e Adultos (EJA) 1º lugar – Camili Alessandra de Borba Peixes (8º e 9º ano – EBM Profº Donato Alípio de Campos) 2º lugar – Raíssa Almeida Rocha (8º e 9º ano – EBM Profº Donato Alípio de Campos) 3º lugar – Michely S. Claudino (8º e 9º ano – EBM Profº Donato Alípio de Campos) Já no concurso de desenho, receberam premiação os alunos classificados nas seguintes categorias: Categoria 1 – Grupo 4 da Educação Infantil 1º lugar – Gabriel Verber Antunes (CEIM Dona Lili) 2º lugar – Lucas Goedert Alves (CEIM Dona Lili) 3º lugar – Kemilly Mariah Alves (CEIM Dona Lili) Categoria 2 – Grupo 5 da Educação Infantil 1º lugar – José Vicente Papenborg (Oficina da Criança) 2º lugar – Helena Zimmmermann da Silva (Oficina da Criança) 3º lugar – Lauana Orsi Htner (Oficina da Criança) Categoria 3 – 1º ano do Ensino Fundamental 1º lugar – Luiza Helenna Cruz Costa (EBM Fernando B. Viegas de Amorim) 2º lugar – Sophia Pires de Souza (EBM Fernando B. Viegas de Amorim) 3º lugar – Lucas Filipe De Oliveira Damasio (EBM Fernando B. Viegas de Amorim) Categoria 4 – 2º ano do Ensino Fundamental1º lugar – Rafaela Sirotenco de Oliveira (EBM Fernando B. Viegas de Amorim)2º lugar – Katherine Isadora de Oliveira Machado (EBM Fernando B. Viegas de Amorim)3º lugar – Kauê Candido de Mora (EBM Fernando B. Viegas de Amorim) Categoria 5 – 3º ano do Ensino Fundamental 1º lugar – Ana Laura Alves dos Santos (EBM Profº Donato Alípio de Campos) 2º lugar – Emanuelly da Silva Paula (EBM Profº Donato Alípio de Campos) 3º lugar – Sofia Manfé de Souza (EBM ProfºDonato Alípio de Campos) Categoria 6 – EJA (turma de alfabetização) 1º lugar – Olandina de Liz (EBM Profº Donato Alípio de Campos) 2º lugar – Benta Manoel de Pinho (EBM Profº Donato Alípio de Campos) 3º lugar – Adriana Dolores Pereira (EBM Profº Donato Alípio de Campos) Todos os autores das redações e desenhos selecionados receberam medalhas e as alunas Olandina de Liz e Milena Mariza Ismael Pereira também foram homenageadas com troféus pelos trabalhos destaques desta edição do concurso. Além da premiação, o ato reforçou o compromisso do município com ações educativas permanentes voltadas à conscientização e à prevenção da violência contra a mulher. As produções selecionadas no concurso de desenho também serão expostas no hall do Tribunal de Justiça de Santa Catarina, ampliando a visibilidade das mensagens construídas pelos estudantes de Biguaçu. A cerimônia contou com a presença do prefeito Alexandre Martins de Souza, do secretário de Educação, Gustavo Silva Sagas, demais secretários municipais, vereadores, membros da Academia de Letras de Biguaçu e de Santo Amaro da Imperatriz, profissionais da Educação, bem como da ex-vereadora Salete Orlandina Cardoso, autora da lei que instituiu o concurso. Veja todas as fotos no link: https://drive.google.com/drive/folders/1oFeheSRmeiKEXSjhQy3uaitshMMsLej3.

  • Florianópolis está entre os dez destinos de trabalho remoto que mais crescem no mundo, aponta estudo da Nomads.com

    A capital catarinense aparece na 7ª posição do ranking global de 2026 da plataforma, com alta de 96% nos check-ins de nômades digitais. É a única cidade do Sul do país na lista, ao lado de São Paulo e Rio de Janeiro. Florianópolis figura entre os destinos que mais ganham tração no mundo do trabalho remoto. É o que mostra o levantamento Fastest Growing Digital Nomad Hotspots of 2026, publicado pela Nomads.com — plataforma que monitora a movimentação de nômades digitais pelo planeta. No ranking, a capital catarinense aparece em 7º lugar, à frente de cidades como Cancún (México), Lima (Peru), Medellín (Colômbia), Bangkok (Tailândia) e Lisboa (Portugal). Os números da Ilha Segundo o estudo, Florianópolis registrou crescimento de 96% em check-ins de nômades digitais em 2026 — número que, é importante frisar, foi calculado com base nos cinco primeiros meses do ano e ainda deve se ajustar até dezembro. No acumulado dos últimos cinco anos (2021 a 2026), a cidade soma alta de 79%. O histórico recente é de oscilação seguida de aceleração: +23% em 2023, queda de 6% em 2024, retomada de 12% em 2025 e o salto verificado neste ano. Na classificação geral de popularidade da plataforma — que mede o tamanho absoluto da comunidade, e não o crescimento —, Florianópolis ocupa a 57ª posição entre todos os destinos monitorados. Como o ranking é calculado O levantamento da Nomads.com não se baseia em pesquisa de opinião, mas em dados de uso. A plataforma analisou 416.519 viagens registradas por dezenas de milhares de membros, distribuídas por mais de 20 mil destinos, e ordenou as cidades pela taxa de crescimento dos check-ins — ou seja, pela velocidade com que cada lugar vem atraindo trabalhadores remotos. Para evitar distorções, a metodologia exclui de boa parte dos cálculos os anos de 2020, 2021 e 2022, período afetado pela pandemia de covid-19. Os dados também são normalizados pelo volume total de viagens registradas a cada ano, de modo que variações no uso da própria plataforma não interfiram nas tendências. Três cidades brasileiras no top 50 O Brasil tem presença expressiva na lista de 2026. Além de Florianópolis, aparecem São Paulo, em 3º lugar (alta de 103%), e o Rio de Janeiro, em 20º (69%). Florianópolis é a única representante do Sul do país no ranking deste ano. A capital catarinense também desponta em uma segunda classificação do estudo, a de “destinos já consolidados que mais crescem nos últimos cinco anos” — voltada a lugares que combinam alta de procura com uma base já robusta de trabalhadores remotos. Nessa tabela, Florianópolis aparece em 4º lugar mundial, atrás apenas de Da Nang (Vietnã), Rio de Janeiro e Osaka (Japão). É um indicativo de que o movimento não se resume a um pico passageiro, mas a uma tendência sustentada ao longo dos anos. Santa Catarina também no radar dos investidores O estudo dedica ainda uma seção aos destinos com imóveis acessíveis e abertos a compradores estrangeiros, apontados como potenciais oportunidades de investimento. Nessa lista, o Estado aparece novamente: Itajaí (SC) ocupa a 13ª colocação, com crescimento de 66% em 2026 e 62% no acumulado de cinco anos. A presença de duas cidades catarinenses em diferentes recortes do mesmo levantamento reforça o protagonismo recente do litoral do Estado nos fluxos globais de trabalho remoto. Ressalvas Como toda leitura de tendência, o ranking pede contexto. O percentual de 2026 reflete uma janela parcial de dados, e a própria Nomads.com sinaliza que os números do ano ainda estão em formação. O levantamento também mede a movimentação dentro da base de usuários da plataforma — um recorte específico do universo de nômades digitais, e não um censo da população que trabalha remotamente em cada cidade. Ainda assim, a consistência da posição de Florianópolis entre os diferentes recortes do estudo a coloca, de forma sólida, no mapa global do trabalho remoto. Dados e ranking: estudo “Fastest Growing Digital Nomad Hotspots of 2026”, da Nomads.com. Levantamento baseado em 416.519 viagens registradas por membros da plataforma.

  • Detran/SC passa a exigir exame toxicológico para primeira CNH a partir de 1º de junho

    O Departamento Estadual de Trânsito de Santa Catarina – Detran/SC – passará a exigir, a partir de 1º de junho de 2026, a apresentação de exame toxicológico para candidatos que iniciarem processos de primeira habilitação nas categorias A e B. A medida segue determinação da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) e será aplicada aos novos processos abertos a partir desta data. Os processos iniciados até o dia 31 de maio continuarão seguindo o modelo atual, sem a obrigatoriedade do exame toxicológico. Segundo o órgão, a definição da data de início da cobrança ocorreu em razão da necessidade de adequações operacionais e sistêmicas para implantação da nova exigência. Com a mudança, candidatos à primeira habilitação para motocicletas e automóveis deverão realizar o exame toxicológico ao longo do processo de formação. Apesar disso, o candidato poderá frequentar aulas e realizar exames teóricos e práticos normalmente antes da apresentação do resultado. A obrigatoriedade passa a valer, efetivamente, antes da emissão da Permissão para Dirigir (PPD). O sistema fará a validação automática e impedirá a emissão da carteira caso o resultado negativo do exame não esteja registrado na base de dados. O procedimento seguirá o mesmo modelo já utilizado para condutores das categorias C, D e E. O resultado do exame será inserido diretamente no sistema pelos laboratórios credenciados na Base Condutores Amostra (BCA), sem necessidade de apresentação física do laudo nas unidades do Detran/SC para evitar burocracia adicional aos candidatos e reduzir atendimentos presenciais para validação documental.

  • Edital da IV Feira de Empreendedorismo: Educação Financeira é lançado

    Iniciativa terá como tema "Tecnologias para o Empreendedorismo Social" A Prefeitura de Palhoça por meio da Secretaria de Educação realizou o lançamento oficial do edital da IV Feira de Empreendedorismo: Educação Financeira. Com o tema “Tecnologias para o Empreendedorismo Social”, o evento aconteceu no dia 19 de maio e reuniu reunindo diretores, supervisores, professores e parceiros. Durante o mês de agosto, as unidades escolares desenvolverão projetos que incentivam criatividade, inovação, sustentabilidade, educação financeira e protagonismo estudantil. Os projetos vencedores participarão da grande etapa final em outubro, no Atrium Pedra Branca, reunindo as melhores experiências empreendedoras da nossa rede.Mais do que ideias, a feira promove autonomia, responsabilidade social, trabalho em equipe e transformação por meio da educação.

  • Florianópolis abriga sistema inédito no Brasil que monitora tempestades e envia alertas em tempo real

    Florianópolis se tornou peça-chave no monitoramento climático de Santa Catarina com uma estrutura tecnológica considerada única entre as defesas civis estaduais do país. Instalada na sede do Centro Integrado de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cigerd), na Capital catarinense, uma antena especial permite à Defesa Civil receber imagens de satélite em tempo real diretamente do espaço, sem depender de internet ou servidores intermediários. A tecnologia coloca Santa Catarina em posição de destaque no monitoramento meteorológico nacional e fortalece a emissão de alertas para temporais, chuvas intensas, vendavais e outros eventos climáticos que frequentemente atingem cidades da Grande Florianópolis e diferentes regiões do estado. A antena foi instalada em Florianópolis em maio de 2018 e foi a primeira do tipo no Brasil. Desde 2025, o sistema passou a operar conectado ao GOES-19, o satélite meteorológico mais moderno da série utilizada nas Américas. Na prática, os meteorologistas da Defesa Civil catarinense conseguem acompanhar em tempo real a formação de nuvens, frentes frias, tempestades severas e até fenômenos atmosféricos complexos antes mesmo de eles serem identificados pelos radares meteorológicos. O equipamento recebe sinais diretamente do satélite, que orbita a cerca de 35,8 mil quilômetros de altitude. As imagens chegam instantaneamente ao Cigerd, em Florianópolis, permitindo análises rápidas e detalhadas das condições climáticas em Santa Catarina. O diferencial da tecnologia está na capacidade de captar 16 diferentes faixas de luz, incluindo espectros visíveis e infravermelhos. Isso permite identificar temperatura das nuvens, concentração de umidade na atmosfera, movimentação de massas de ar e até diferenciar neve de nuvens nas áreas mais frias do Planalto Catarinense. As imagens também ajudam a identificar os chamados “rios atmosféricos”, corredores de umidade responsáveis por episódios de chuva intensa em períodos de El Niño, fenômeno que costuma provocar grandes volumes de precipitação em Santa Catarina. Outro ponto importante é o monitoramento da atividade elétrica atmosférica. O sistema consegue detectar descargas elétricas em tempo real, ampliando a capacidade de antecipação dos alertas emitidos à população. Toda essa estrutura tecnológica instalada em Florianópolis trabalha integrada com a rede estadual de monitoramento da Defesa Civil. Atualmente, Santa Catarina conta com quatro radares meteorológicos posicionados estrategicamente em Lontras, Chapecó, Araranguá e Joinville. Além disso, o estado possui 172 estações hidrológicas e meteorológicas espalhadas por todas as regiões catarinenses. Esses equipamentos acompanham em tempo real o nível dos rios, volume de chuva, temperatura, umidade do ar, velocidade do vento e pressão atmosférica. Os dados são atualizados a cada 15 segundos e enviados para o sistema integrado da Defesa Civil, fortalecendo a precisão das previsões meteorológicas e dos alertas enviados para os celulares da população. O avanço tecnológico também impactou diretamente o sistema de alertas em Santa Catarina. Atualmente, os avisos podem ser recebidos de duas formas. A primeira é pelo sistema de SMS. Para se cadastrar, basta enviar gratuitamente o CEP da localidade para o número 40199. Depois disso, os alertas passam a chegar automaticamente ao celular sempre que houver risco meteorológico na região cadastrada. A segunda modalidade utiliza o sistema Defesa Civil Alerta, baseado em tecnologia Cell Broadcast. Nesse formato, não é necessário cadastro, aplicativo ou internet. As mensagens são enviadas automaticamente para celulares conectados às redes 4G e 5G localizadas em áreas de risco iminente. Com a estrutura instalada em Florianópolis e o cruzamento de dados de satélites, radares e estações meteorológicas, a Defesa Civil de Santa Catarina ampliou a capacidade de antecipação dos eventos climáticos, permitindo respostas mais rápidas diante de situações de risco em diferentes regiões do estado.

  • Hospital Infantil registra aumento de 56% nos casos respiratórios e acende alerta para vacinação

    O avanço das doenças respiratórias em crianças tem provocado um cenário de forte pressão na rede pediátrica de Florianópolis. O Hospital Infantil Joana de Gusmão (HIJG), referência em atendimento infantil em Santa Catarina, registrou um aumento de 56% nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) atendidos na emergência apenas nos últimos meses. Os números mostram o crescimento acelerado da demanda. Em fevereiro, a unidade contabilizou cerca de 4,8 mil atendimentos relacionados a problemas respiratórios. Já em abril, esse volume saltou para 7,5 mil casos, refletindo o avanço da circulação de vírus respiratórios em todo o estado. Entre janeiro e abril deste ano, o hospital registrou 507 internações por SRAG. Os exames laboratoriais apontaram o rinovírus como principal responsável pelos casos mais graves, com 202 confirmações. Também foram identificados pacientes infectados por influenza, vírus sincicial respiratório (VSR), adenovírus, Covid-19 e metapneumovírus. Os bebês com menos de um ano aparecem como o grupo mais vulnerável neste cenário. Somente nos quatro primeiros meses do ano, 96 crianças dessa faixa etária precisaram ser internadas no Hospital Infantil, e 59 delas necessitaram de atendimento em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) pediátrica. O impacto da alta demanda já é percebido diretamente na ocupação hospitalar. Atualmente, os leitos de UTI pediátrica da unidade operam com ocupação total, enquanto a UTI neonatal registra cerca de 90% de ocupação. Grande parte das internações está ligada justamente às complicações respiratórias em crianças pequenas. Apesar do aumento expressivo de casos e internações, não houve registro de mortes por SRAG no hospital até o momento. A Secretaria de Estado da Saúde reforça que a vacinação contra a gripe segue disponível gratuitamente nas unidades de saúde de toda Santa Catarina. A imunização é considerada uma das principais estratégias para reduzir casos graves e internações, principalmente entre crianças pequenas. Outro ponto de atenção envolve a baixa adesão à campanha de vacinação infantil. Dados estaduais mostram que apenas 25% das crianças entre 6 meses e 6 anos, público prioritário da campanha, receberam a vacina contra a gripe até agora. Além da imunização contra influenza, as gestantes também contam com a vacina contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), principal causador de bronquiolite em bebês. A dose está disponível gratuitamente na rede pública para mulheres a partir da 28ª semana de gestação. A estratégia busca proteger os recém-nascidos ainda durante a gravidez, já que os anticorpos produzidos pela mãe são transferidos ao bebê antes do nascimento, ajudando a reduzir complicações respiratórias nos primeiros meses de vida. Em todo o estado, Santa Catarina já contabilizou 2,2 mil casos de SRAG em crianças de 0 a 9 anos em 2026. Desses, 406 pacientes precisaram de internação em UTI e 17 mortes foram registradas. Além da vacinação, as autoridades de saúde orientam cuidados básicos para reduzir a transmissão dos vírus respiratórios, como higienizar frequentemente as mãos, evitar contato próximo em caso de sintomas gripais e reforçar os cuidados com crianças pequenas, especialmente durante os dias mais frios na Grande Florianópolis e em outras regiões catarinenses.

  • Fim da escala 6x1: relator propõe que um dia de folga seja no domingo

    Texto prevê redução da jornada de 44 para 40 horas semanais © Lula Marques/Agência Brasil. O relator da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/19 que acaba com a escala 6x1, deputado federal Léo Prates (Republicanos-BA), propõe que um dos dias de repouso semanal remunerado seja, preferencialmente, no domingo. O deputado apresentou nesta segunda-feira (25) o relatório à comissão especial da Câmara dos Deputados sobre o tema, que analisa a proposta ainda nesta segunda-feira. O texto prevê a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, com dois dias de descanso e sem redução salarial. Pela proposta, o fim da escala 6x1, com garantia de ao menos duas folgas semanais, preferencialmente aos domingos, entrará em vigor 60 dias após a promulgação do texto. O relator ainda modifica Artigo 7º da Constituição Federal, determinando que a duração do trabalho não deverá ser superior a oito horas diárias e 40 horas semanais, “facultada a compensação de horários e a redução da jornada, mediante acordo ou convenção coletiva de trabalho.” Transição A proposta do relator traz um período de transição para a redução da jornada de trabalho. Em 60 dias após a promulgação da Emenda Constitucional, a jornada passaria de 44 horas para 42 horas semanais. Um ano após a entrada em vigor da mudança, reduziria mais duas horas, para 40 horas semanais, com o máximo de 8 horas diárias. Após o prazo de 60 dias e dentro do período de redução da jornada, o texto prevê a possibilidade de ampliar a duração diária do trabalho normal para “viabilizar a distribuição da duração semanal do trabalho”. Essa ampliação deverá ser feita por negociação em convenção ou acordo coletivo de trabalho. Prates reconhece que a redução da jornada representa uma intervenção relevante no mercado de trabalho, “cujas consequências econômicas de curto prazo devem ser consideradas”, porém que a queda gradual reduz eventuais riscos. “Com a implementação progressiva, estamos permitindo que empresas e setores planejem investimentos em tecnologia e na reorganização operacional, em vez de recorrerem imediatamente a eventuais cortes de empregos ou repasse de custos a consumidores”, defendeu. O parecer diz ainda que lei ordinária poderá dispor sobre a jornada e descanso de regimes diferenciados, a exemplo dos trabalhadores com jornada de seis horas em turnos ininterruptos de revezamento. “Excepcionalmente, convenção ou acordo coletivo de trabalho poderão, inclusive para os trabalhadores sujeitos a regimes diferenciados de trabalho estabelecidos em lei ou norma regulamentadora, estabelecer regime compensatório que assegure, na média, dois dias de repouso semanal remunerado dentro do mês-calendário, garantido o gozo de pelo menos um dos dias dentro do período máximo de uma semana de trabalho”, diz o texto. As novas regras não se aplicam aos trabalhadores com carga de trabalho igual ou inferior a 40 horas semanais. Uma lei complementar poderá estabelecer medidas transitórias para os microempreendedores individuais, as microempresas e as empresas de pequeno porte. "A vinculação das medidas de mitigação à manutenção dos níveis de emprego reflete a premissa de que o tratamento diferenciado conferido a esse segmento deve servir à preservação dos postos de trabalho existentes", afirmou. O que prevê o relatório: 60 dias após a promulgação da emenda constitucional: escala de 5 dias de trabalho com 2 dias de descanso após ; jornada reduzida de 44 horas semanais para 42 horas. Em 14 meses: jornada de 42 horas para 40 horas semanais, mantida a escala 5X2. Pejotização Outro ponto do texto diz que a redução da jornada diária não se aplicará aos empregados com diploma de nível superior, remuneração mensal igual ou superior a duas vezes e meia o limite máximo dos benefícios do INSS, atualmente em R$ 8.475,55. Nesses casos, a redução da jornada só ocorrerá por liberalidade do empregador (quando é concedido sem obrigação legal) ou se estiver prevista em acordo ou convenção coletiva de trabalho. O texto, contudo, determina a realização da escala 5x2. Segundo o relator, a medida se aplica aos trabalhadores, classificados como “hipersuficientes”, que têm “significativa capacidade de negociação e autonomia na definição das condições em que desempenham suas atividades”. Para Prates, a medida enfrenta o fenômeno da “pejotização”, no qual trabalhadores são contratados como pessoas jurídicas. “Em muitos casos, o motivo pelo qual esses trabalhadores optam pela formalização como pessoa jurídica não é somente para escapar ao controle de jornada, mas sim porque o regime atualmente existente não oferece a flexibilidade compatível com a natureza de suas atividades”, disse. “Essa medida é importante para modernizar as relações laborais de profissionais hipersuficientes, combatendo diretamente o fenômeno da ‘pejotização’, que prejudica substancialmente o financiamento da Previdência Social”, acrescentou. A exceção não se aplica aos empregados públicos da administração direta e indireta da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. Contratos com a administração pública Nos casos de contratos da administração pública direta e indireta, a redução da duração do trabalho será aplicada “após aditamento contratual para manutenção do equilíbrio econômico-financeiro, conforme o regime jurídico aplicável, a ser formalizado no prazo máximo de 12 meses contado da publicação desta Emenda Constitucional.” A medida vale para os contratos regidos pela legislação de licitações e contratos administrativos, de concessões e permissões de serviços e obras públicas, de parcerias público-privadas e de outros instrumentos de colaboração com a iniciativa privada. Nesses casos, os empregados contratados passam a ser abrangidos pela nova jornada na data da formalização do aditamento ou ao final do prazo de 12 meses previsto para a realização do aditamento. “Os contratos aditados no prazo de 60 dias da data de publicação desta Emenda Constitucional deverão observar as disposições sobre redução da duração do trabalho normal e incremento do repouso semanal remunerado a partir do respectivo início das vigências instituídas nesta Emenda Constitucional”, diz o texto.

  • Brasil tem menor taxa de homicídios da série histórica em 2024

    Pesquisa contabilizou 42.590 assassinatos, 6,9% menos que em 2023 © Paulo Pinto/Agência Brasil A taxa de homicídios no Brasil chegou, em 2024, ao menor patamar desde o início da série histórica do Atlas da Violência, iniciada em 2014. A pesquisa é realizada anualmente pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) e foi divulgada nesta terça-feira (26). O país registrou 20,1 assassinatos para cada 100 mil habitantes, uma taxa 7,4% menor que a de 2023. Em números absolutos, foram 42.590 homicídios em 2024, o que representa uma queda de 6,9%. O estudo foi produzido a partir de dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) e do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), do Ministério da Saúde (MS). A análise do período 2014-2024 revela que a taxa nacional de homicídios apresentou queda de 33,4%, com o número de homicídios diminuindo 29,6%. Nesses 10 anos, o Amapá foi a única unidade da Federação que apresentou aumento expressivo tanto da taxa (+30,2%) quanto do número de homicídios (+41,8%). O estudo aponta para um aumento significativo da subnotificação desses crimes. Da mesma maneira, a percepção de insegurança da população segue em alta. Na avaliação do coordenador do Atlas da Violência, Daniel Cerqueira, técnico de Planejamento e Pesquisa do Ipea, o Brasil está passando por uma transição forte. Ao mesmo tempo em que vive a redução de homicídios, o país registra aumento da insegurança e manutenção ou crescimento das desigualdades que afetam populações minoritárias. Em entrevista à Agência Brasil, Daniel Cerqueira disse que a taxa de homicídios, além de ser a menor da série histórica da pesquisa, também é a mais baixa desde 1998. Apesar disso, ele destacou que a piora da qualidade dos dados em 2024 surpreendeu os pesquisadores. “Esperávamos que houvesse menos ou, pelo menos, o mesmo número de mortes violentas por causa indeterminada. Isso não ocorreu. Pelo contrário, o número aumentou muito em 2024 e fez sombra a essa queda histórica”. O pesquisador do Ipea Daniel Cerqueira, durante apresentação dos livros Pensamento Estratégico, Planejamento Governamental e Desenvolvimento no Brasil - Marcelo Camargo/Agência Brasil Desigualdades regionais O Atlas da Violência 2026 mostra que a melhora da taxa de homicídios em 2024 foi relativamente disseminada em todo o país. Entre as taxas estaduais, apenas Maranhão e Ceará apresentaram aumentos relevantes entre 2023 e 2024, de 7,6% e 5,2%, respectivamente, enquanto São Paulo permaneceu estável. As quedas mais intensas ocorreram no Amapá (-30,0%), Tocantins (-26,7%), Sergipe (-24,8%), Roraima (-22,8%) e Acre (-20,5%). Quando se observa o número absoluto de homicídios, as maiores diminuições foram no Rio de Janeiro (-772 casos), na Bahia (-555), no Rio Grande do Sul (-280), em Goiás (-229) e no Amazonas (-229). A publicação confirma a manutenção da tendência de redução da violência letal no país, embora de forma heterogênea entre os estados. Em 2024, as menores taxas oficiais de homicídios foram registradas em São Paulo (6,6 por 100 mil habitantes), Santa Catarina (8,1), Distrito Federal (10,3), Minas Gerais (12,8) e Rio Grande do Sul (15,2). Já as maiores taxas ocorreram no Amapá (45,7), Bahia (40,9), Pernambuco (37,3), Alagoas (35,9) e Ceará (34,3). Entre os municípios com mais de 100 mil habitantes, 17 dos 20 mais violentos estão localizados no Nordeste, enquanto as 20 cidades menos violentas estão concentradas exclusivamente nas regiões Sul e Sudeste. Diferenças históricas de desenvolvimento econômico, capacidade institucional, dinâmica demográfica e presença do crime organizado explicariam essas desigualdades de territórios, segundo o Atlas. Homicídios ocultos Os casos em que o Estado não consegue identificar a causa básica do óbito como decorrente de acidentes, suicídios ou assassinatos são classificados como Mortes Violentas por Causa Indeterminada (MVCI). Essas mortes somaram 3.311 casos em 2024, com expansão de 23,8%, em relação a 2023. O Atlas sinaliza que 17.207 pessoas morreram de morte violenta, em 2024, sem que a motivação básica do óbito tivesse sido identificada. De acordo com o Ipea, quase metade (41%) desses casos sem causa definida corresponde, na verdade, a homicídios subnotificados. Os pesquisadores consideram que o avanço dessas Mortes Violentas por Causa Indeterminada, que ficam de fora das estatísticas oficiais de segurança pública, dificulta o combate à violência. Para se debruçar sobre esse problema, os pesquisadores desenvolveram metodologia capaz de identificar, dentre as MVCI, quais têm maior probabilidade de corresponder a assassinatos. Esses casos passaram a ser chamados de homicídios ocultos aos números oficiais, e a soma deles com os números oficiais foram classificados como homicídios estimados. Daniel Cerqueira informou que, a partir dessa metodologia, verificou-se que das 17.207 mortes violentas ocorridas em 2024 sem causa determinada, 7.083 foram homicídios não classificados como tal, ou que são chamados de homicídios ocultos. “O modelo acha, probabilisticamente, padrões de letalidade (homicídio ou não homicídio), olhando as características das vítimas e das situações em que aconteceram os fatos”. Entre as possíveis razões para essa subnotificação, ele aponta a falta de compartilhamento de informação entre a saúde e a polícia. O Atlas da Violência 2026 mostra que, entre 2023 e 2024, os homicídios ocultos cresceram 88,6%, passando de 3.755 para 7.083, com a taxa evoluindo de 1,8 para 3,3 a cada 100 mil habitantes ─ uma expansão de 83,3%. Em consequência, os homicídios ocultos responderam por 14,3% dos homicídios estimados em 2024, contra 7,6% em 2023. Familiares das vítimas da Chacina de Acari e advogados que os representam fazem a leitura pública da sentença de condenação do Estado brasileiro no caso, divulgada pela Corte Interamericana de Direitos Humanos. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil No acumulado entre 2014 e 2024, o Brasil registrou em torno de 55.212 homicídios ocultos, com uma média anual de 5.019,3 casos. Já o total de homicídios estimados alcançou 638.805 no período. Os homicídios estimados tiveram distribuição territorial desigual em 2024, com as maiores taxas observadas no Amapá (47,1), Ceará (43,7), Bahia (42,6), Alagoas (39,8) e Pernambuco (38,6). Já os menores níveis ocorreram em Santa Catarina (8,8), que segue na posição de estado com menor letalidade no país. Em seguida, estão Distrito Federal (10,9), São Paulo (12,8), Rio Grande do Sul (15,9) e Minas Gerais (18,5). Ao todo, 16 UFs apresentaram taxa estimada acima da taxa nacional. No período de 2014 a 2024, a taxa estimada nacional caiu 26,9%, indicando melhora relevante em relação ao início da série. Apesar disso, o Atlas indica que permanecem casos de agravamento ou de melhora insuficiente. O Amapá foi o estado com maior aumento da taxa estimada no período (+24,3%), seguido por Pernambuco (+0,8%). No sentido inverso, as maiores reduções ocorreram no Distrito Federal (-64,8%), em Goiás (-56,9%), em Sergipe (-53,4%), no Rio Grande do Norte (-46,7%) e em Alagoas (-39,6%).

  • Obras de macrodrenagem em Campinas alteram trânsito na Avenida Presidente Kennedy

    Para dar continuidade às obras de macrodrenagem no bairro Campinas, a Prefeitura de São José vai interditar um trecho de aproximadamente 320 m na Avenida Presidente Kennedy. O fechamento entre as Ruas Altamiro di Bernardi e Vereador Walter Borges começa neste sábado (30), às 8h, e permanece por um período de 20 dias. Durante a interdição, o trânsito será desviado por rotas alternativas. Os veículos de passeio deverão seguir o desvio pelas vias internas de Campinas, seguindo pela Rua Altamiro di Bernardi, depois pela Rua Margarida de Abreu e retornando na Rua Vereador Walter Borges. Já o transporte coletivo que vem no sentido Florianópolis – São José passará a operar em sentido contrário em um trecho da Avenida Beira-Mar de São José, onde será implantada uma faixa exclusiva para ônibus. O desvio para os ônibus inicia na servidão Osmar Benjamim Rosa e segue até a Rua Augusto Salles Koerich. A medida busca garantir a continuidade do atendimento aos usuários e reduzir impactos no sistema de transporte público. A Secretaria de Segurança, Defesa Social e Trânsito realizou uma reunião prévia com representantes das empresas de transporte coletivo para alinhar as mudanças. O secretário de Infraestrutura, Nardi Arruda, explica que a interdição desse trecho é necessária para garantir segurança, agilidade e viabilidade técnica da obra, considerada estratégica para minimizar os impactos das chuvas na região. “Estamos falando de uma obra extremamente complexa, com escavações profundas, instalação de galerias gigantes de concreto e interferências em redes subterrâneas sensíveis, como gás, água e energia elétrica”, destacou. A Prefeitura orienta os motoristas a redobrarem a atenção à sinalização provisória e, sempre que possível, utilizarem rotas alternativas no período das obras. A Guarda Municipal de São José acompanhará a operação do trânsito. Obras avançam em Campinas As obras de macrodrenagem em Campinas fazem parte de um conjunto de intervenções estruturantes executadas pela Prefeitura de São José para ampliar a capacidade de escoamento das águas da chuva, reduzir pontos críticos de alagamento e melhorar a infraestrutura urbana da região.

  • Dia Nacional de Combate ao Glaucoma: A “doença silenciosa” que lidera casos de cegueira irreversível

    O Dia Nacional de Combate ao Glaucoma, celebrado no dia 26 de maio, vem para conscientizar as pessoas Dr. Ernani Garcia - Foto: Malu Sousa | Scarduelli Comunicação Conhecido como uma “doença silenciosa”, o glaucoma é a principal causa de cegueira irreversível no mundo, afetando cerca de 80 milhões de pessoas, segundo a OMS. No Brasil, o cenário é alarmante: dados do DATASUS revelam um aumento de 45,9% nas internações hospitalares pela doença entre 2018 e 2024, totalizando mais de 50 mil registros. O Dia Nacional de Combate ao Glaucoma, celebrado no dia 26 de maio, vem para conscientizar as pessoas sobre a importância do diagnóstico precoce, visto que a patologia não apresenta sintomas em suas fases iniciais. No Brasil, estima-se que mais de 1,5 milhão de pessoas convivam com a doença e a grande maioria não sabe. O Perigo Silencioso O glaucoma ocorre, geralmente, devido ao aumento da pressão intraocular, que danifica o nervo óptico. A perda visual começa pela periferia e é quase imperceptível para o paciente. “O grande desafio é que o paciente não sente dor. Quando nota alterações no campo de visão, o comprometimento já pode ser significativo e irreversível”, explica o Dr. Ernani Garcia, diretor técnico do Hospital de Olhos de Florianópolis (HOF). Grupos de Risco e Prevenção Embora possa atingir qualquer indivíduo, a atenção deve ser redobrada para: – Pessoas acima de 40 anos; – Indivíduos com histórico familiar da doença; – Pacientes com alta miopia; e – Pessoas negras (maior predisposição genética). Tratamento e Diagnóstico O diagnóstico só é possível através de exames oftalmológicos completos. Uma vez detectado, o tratamento — que inclui o uso contínuo de colírios, laser e intervenções cirúrgicas — visa controlar a pressão ocular e estagnar a progressão da doença. A recomendação médica é clara: consultas regulares são a única forma de garantir a preservação da visão e a qualidade de vida a longo prazo.

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