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  • UPA 24 horas de Biguaçu passa a oferecer atendimento odontológico de emergência

    Serviço já está em funcionamento e atende crianças e adultos, todos os dias da semana, sem necessidade de encaminhamento A dor de dente não tem hora para aparecer e pode se tornar um problema se não tratada a tempo. Em Biguaçu, a população agora conta com atendimento odontológico de emergência 24 horas, todos os dias da semana, na Unidade de Pronto Atendimento (UPA). O serviço já está em funcionamento e oferece assistência gratuita e imediata para crianças e adultos, sem necessidade de encaminhamento prévio. A iniciativa amplia a cobertura da assistência odontológica no município, que passa a disponibilizar uma estrutura de forma ininterrupta para situações que não podem aguardar o expediente regular das Unidades Básicas de Saúde (UBS). Para a implantação, foram investidos R$ 704.734,24, sendo R$ 500 mil provenientes de emenda parlamentar e o restante de recursos próprios do Município. O atendimento segue o fluxo normal da unidade, com apresentação de documento com foto e classificação de risco na chegada. Após a avaliação clínica, a equipe odontológica definirá a conduta adequada para cada paciente. Entre os procedimentos que podem ser realizados estão controle da dor, manejo de processos infecciosos, drenagem de abscessos quando indicada, controle de sangramentos, atendimento inicial de traumas e outros procedimentos necessários para estabilização e resolução da situação de urgência. Nas UBS, o serviço odontológico segue sendo realizado conforme o horário de funcionamento de cada unidade, principalmente para procedimentos programados e acompanhamento dos usuários. Quando procurar o atendimento de emergência? A orientação é buscar atendimento diante de situações como dor intensa, inchaço importante no rosto ou na boca, presença de pus ou sinais de infecção, sangramento que não cessa, trauma ou fratura dentária, além de dificuldade para abrir a boca, engolir ou respirar. Os demais procedimentos, como tratamentos odontológicos de rotina, restaurações eletivas, limpeza, avaliação preventiva, confecção de próteses e tratamentos ortodônticos, devem continuar sendo realizados preferencialmente nas UBS ou nos serviços odontológicos de referência, como o Centro de Especialidades Odontológicas (CEO). Nos casos em que houver necessidade de continuidade do tratamento, o dentista da UPA poderá realizar encaminhamento, solicitar exames ou indicar o acompanhamento necessário. Conforme a situação, o paciente será direcionado para a UBS da sua região.

  • Biguaçu dá início à construção de complexo para atendimento e proteção animal

    Ordem de serviço assinada nesta sexta-feira (14) autorizou a execução das obras da Clínica Veterinária Municipal e da nova sede do DIBEA A construção da Clínica Veterinária Municipal e da nova sede do Departamento de Bem-Estar Animal (DIBEA) de Biguaçu está autorizada. Em cerimônia realizada nesta sexta-feira (14), na Prefeitura, foi assinada a ordem de serviço para início da obra, marcando a implantação da primeira estrutura pública exclusiva do município destinada ao cuidado e à proteção dos animais. O projeto integra os dois prédios em um mesmo complexo, localizado na na Servidão Maria Goreti Matias, no bairro Vendaval. O valor total investido é de R$ 2.356.827,22, pagos através de finaciamento com o Banco do Brasil. O prazo previsto para conclusão dos trabalhos é de 10 meses. A proposta é ampliar a capacidade de atendimento, qualificar o trabalho desenvolvido pela equipe técnica e dar mais eficiência às ações de proteção, cuidado e acompanhamento da população animal, tendo em vista que a procura pelos serviços da área vem crescendo junto com a expansão do município. Para o prefeito Alexandre Martins de Souza, o início da obra representa a consolidação de um investimento esperado pela cidade. “Estamos construindo uma estrutura que Biguaçu nunca teve. Essa obra fortalece o trabalho do DIBEA, aumenta nossa capacidade de atendimento e cria as condições para que a política de bem-estar animal continue crescendo com mais organização e eficiência”. A Clínica Veterinária Municipal e a nova sede do DIBEA fazem parte do programa Biguaçu Cidade que Avança, lançado em março de 2026. A iniciativa da Prefeitura contempla mais de R$ 104 milhões em investimentos em obras e ações voltadas ao fortalecimento da infraestrutura pública e dos serviços oferecidos à comunidade. O ato de assinatura contou ainda com a participação de representantes do órgãos responsáveis pelas políticas bem-estar animal no município, incluindo o superintendente do DIBEA, Lucas Vicente, e o presidente da Fundação Municipal de Meio Ambiente (FAMABI), Marcondes Rodrigues Borba, bem como de demais secretários municipais, vereadores, servidores e defensores da causa na região.

  • Operação Super El Niño mantém monitoramento e ações preventivas em Biguaçu

    Defesa Civil acompanhou rios, córregos e níveis de maré, realizou vistorias, enquanto Obras avançou com serviços de limpeza e manutenção em diferentes regiões A Operação Super El Niño segue com novas frentes de prevenção em Biguaçu. Nesta semana, de 10 a 14 de agosto, as equipes da Secretaria de Obras e Infraestrutura e da Defesa Civil Municipal mantiveram ações de limpeza, manutenção, monitoramento e atendimento às solicitações da população. Pela Secretaria de Obras e Infraestrutura, foram realizadas intervenções na vala do Catanhão, no bairro Bom Viver, e na região de Tijuquinhas, onde os serviços estão próximos da conclusão. As equipes também fizeram o recolhimento de lixo e entulhos nos bairros Praia João Rosa, Fundos, Bom Viver e Mar das Pedras. Outro ponto que entrou no planejamento das próximas ações foi a vala do Pradense, no bairro Prado, que passou por levantamento para futura intervenção de limpeza. As atividades integram as medidas preventivas da Operação Super El Niño, com foco na manutenção de locais que podem interferir no escoamento das águas em períodos de chuvas intensas. A Defesa Civil, por sua vez, manteve o acompanhamento das condições do território, com monitoramento de rios, córregos, valas e níveis de maré, além de vistorias técnicas e atendimento aos munícipes. Durante o período, as equipes acompanharam pontos dos rios Cachoeira e Caveiras e de córregos nos bairros Fundos (próximo à UPA 24 horas), Rio Caveiras, Centro, entre outros locais. O trabalho inclui registros fotográficos e verificação das condições dos cursos d’água, além da aferição dos níveis de maré por meio das réguas de monitoramento. A Defesa Civil também realizou deslocamentos para avaliar situações comunicadas pela população e adotou as providências necessárias em cada caso. Entre os atendimentos esteve a entrega emergencial de lonas para proteção imediata de estruturas afetadas. As ações fazem parte do trabalho contínuo de prevenção e gerenciamento de riscos desenvolvido pelo Município para ampliar a capacidade de resposta diante de possíveis eventos hidrometeorológicos. Preparação também chega às comunidades Como parte da estratégia de prevenção, Biguaçu também concluiu a Formação de Voluntários da Defesa Civil, vinculada à estruturação dos Núcleos Comunitários de Proteção e Defesa Civil (NUPDECs). Realizada entre junho e julho, a capacitação teve 40 horas e preparou os participantes para situações que podem exigir atuação rápida em campo. A programação abordou percepção e mitigação de riscos, primeiros socorros, resgate e transporte de vítimas, resgate vertical, avaliação de cenários, atuação em áreas de difícil acesso, apoio ao resgate aeromédico, riscos em taludes, solos e erosões e utilização de drones em atividades de busca e avaliação. A formação amplia a rede de prevenção do município ao preparar voluntários para reconhecer situações de risco, comunicar ocorrências e apoiar as ações de proteção e resposta nas comunidades. A iniciativa se soma ao monitoramento realizado pela Defesa Civil e às intervenções de limpeza e manutenção executadas pela Secretaria de Obras e Infraestrutura, que seguem intensificando os trabalhos em diferentes regiões de Biguaçu. O cronograma de ações permanece em andamento, com acompanhamento das condições dos cursos d’água, da maré e das áreas identificadas como mais suscetíveis a ocorrências relacionadas às chuvas.

  • Grupo de Salmir da Silva adesiva mais de 300 carros no 1º dia de campanha

    O candidato a deputado estadual Salmir da Silva (Republicanos) iniciou oficialmente a campanha eleitoral no domingo (16), com uma intensa movimentação em Biguaçu e em outras cidades de Santa Catarina onde conta com parceiros e lideranças mobilizados em apoio à candidatura. Somente no primeiro dia, mais de 300 veículos receberam adesivos da campanha de Salmir, em uma demonstração da mobilização dos apoiadores. A maior concentração ocorreu no comitê central, no Centro de Biguaçu, que recebeu durante todo o dia apoiadores interessados em adesivar seus carros e retirar materiais de campanha. A movimentação, no entanto, não ficou restrita a Biguaçu. Equipes e parceiros que trabalham pela candidatura também realizaram ações de adesivagem e distribuição de material em diferentes municípios onde Salmir vem construindo sua estrutura eleitoral. A estratégia é ampliar gradualmente a presença da campanha nas regiões onde o candidato já possui apoio político e eleitoral, formando uma rede de colaboradores responsável por levar o nome de Salmir aos eleitores. Em Biguaçu, o movimento no comitê central começou nas primeiras horas da campanha e se estendeu ao longo do dia. Além dos veículos adesivados, apoiadores participaram da mobilização e ajudaram na organização das equipes que atuarão nos próximos dias. A adesivagem dos carros é uma das primeiras ações visíveis da campanha e deverá ganhar força ao longo das próximas semanas, acompanhando a agenda de Salmir e a atuação dos grupos que trabalham pela candidatura nos municípios parceiros. Ex-prefeito de Biguaçu, Salmir deixou o cargo para disputar uma vaga na Assembleia Legislativa de Santa Catarina. Agora, a campanha busca transformar a estrutura construída em Biguaçu e nos municípios onde possui apoiadores em votos para a eleição de outubro.

  • São José vira a capital nacional do judô júnior ao sediar Campeonato Brasileiro

    Arena Multiuso recebe, de 26 a 30 de agosto, mais de 600 atletas de todo o país em competição que vale pontos para o ranking visando às Olimpíadas São José será, entre os dias 26 e 30 deste mês, a capital brasileira do judô Júnior. A Arena Multiuso será palco do Campeonato Brasileiro de Judô, competição organizada pela Confederação Brasileira de Judô (CBJ) que reunirá mais de 600 atletas, além de técnicos e dirigentes de todas as federações estaduais. A edição de 2026 ganha ainda mais importância por contribuir para a formação do ranking que servirá de base para o ciclo olímpico dos próximos anos. O evento reunirá atletas da nova geração do judô brasileiro, entre 15 e 20 anos, transformando São José em uma grande vitrine para futuros integrantes da Seleção Brasileira. Além da relevância esportiva, o campeonato também terá impacto direto na economia do município. O setor hoteleiro de São José já registra lotação completa para o período, com a presença de atletas, comissões técnicas, dirigentes e familiares. Para o coordenador e sensei da equipe catarinense, Fábio Maciel, a realização de uma competição nacional desse porte reforça a posição de São José como referência esportiva. Segundo ele, o município vem recebendo cada vez mais eventos estaduais e nacionais, resultado também do incentivo oferecido ao esporte. “São José é uma referência no esporte e tem promovido uma série de eventos estaduais e nacionais”, destacou Fábio. O treinador, responsável pela equipe de Santa Catarina, também atribui parte da evolução dos judocas ao apoio do Município, que proporciona melhores condições de preparação e participação em competições de alto rendimento. Destaque josefense A torcida de São José terá um representante para acompanhar de perto. O judoca Gustavo Nienchotter, de 19 anos, integra a equipe catarinense e será um dos destaques locais na competição. Gustavo iniciou no judô aos quatro anos e atualmente faz parte do Programa Bolsa Atleta do Município. O atleta acumula importantes resultados na carreira: é heptacampeão catarinense, campeão Sul-Brasileiro e tetracampeão regional. A presença do atleta em uma competição nacional realizada em sua cidade também reforça a importância das políticas públicas de incentivo ao esporte e do trabalho desenvolvido pelos clubes e equipes locais. Parceria pelo esporte O prefeito Orvino Coelho de Ávila destacou a importância da parceria entre o poder público e as entidades esportivas para fortalecer o esporte e aproximar a comunidade de grandes competições. “Receber o Campeonato Brasileiro de Judô em São José é motivo de orgulho para nossa cidade. Essa parceria permite que a população tenha acesso a eventos esportivos de alto nível, incentiva nossos jovens atletas e fortalece São José como referência na realização de grandes competições esportivas em Santa Catarina”. O secretário municipal de Esportes e Lazer, Claiton Ribeiro, ressaltou que a Arena Multiuso está preparada para receber os atletas e o público. “Estamos preparados para receber uma competição dessa importância. É uma oportunidade para os amantes do judô acompanharem de perto atletas que representam o futuro da modalidade no Brasil. O evento também reforça o compromisso do Município com o incentivo ao esporte e com a oferta de atrações de qualidade para a população”. Cinco dias de competição A programação começa no dia 26 de agosto, às 12h, com o credenciamento on-line dos competidores. No dia 27, a partir das 17h, será realizada a pesagem oficial. As disputas acontecem de 28 a 30 de agosto, das 9h às 18h, nos naipes masculino e feminino. A entrada é gratuita. A competição por equipes contará com até 12 judocas, sendo duas vagas por categoria de peso. Estão previstas as categorias -57 kg, -73 kg, -70 kg, -90 kg, +70 kg e +90 kg. O sistema de disputa será definido conforme o número de atletas inscritos. Com até dois competidores, será utilizado o sistema de melhor de duas vitórias. Entre três e cinco atletas, será adotado o formato Round Robin, conhecido como todos contra todos. Com seis ou mais competidores, haverá sistema eliminatório, com repescagem individual e repescagem das quartas de final, no modelo olímpico. As lutas serão transmitidas pelo SporTV e pela CBJ TV, permitindo que o público acompanhe a competição mesmo fora da Arena Multiuso.

  • Jiu-Jitsu Sem Limites leva inclusão e superação ao tatame e busca apoio para continuar em São José

    Projeto apresentado à Secretaria Municipal de Esporte e Lazer reúne atletas com deficiência e mostra como o esporte pode ampliar autonomia, confiança e oportunidades São José conheceu, na terça-feira (11), um projeto que transforma o jiu-jitsu em ferramenta de inclusão, desenvolvimento e superação. O professor Felippi Samá, idealizador do Jiu-Jitsu Sem Limites, esteve na Arena Multiuso acompanhado do atleta João Felippi Zazulak Vieira da Silva, de 14 anos, para apresentar a iniciativa à Secretaria de Esporte e Lazer e buscar alternativas que permitam a continuidade das atividades. Os dois foram recebidos pelo secretário adjunto de Esportes e Lazer, Luciano Heck. Durante o encontro, Felippi apresentou o trabalho desenvolvido pelo projeto, que oferece oportunidades para atletas com deficiência e utiliza o esporte para estimular autonomia, disciplina, convivência e competitividade. A visita ocorre em um momento de desafio para a iniciativa. Por dificuldades financeiras, o projeto precisou deixar o espaço onde realizava os treinamentos e atualmente busca alternativas para manter as atividades. A conversa com a Secretaria teve como objetivo apresentar o trabalho e abrir diálogo sobre possíveis formas de apoio, sem representar, neste momento, compromisso previamente firmado pelo Município. “Quando conhecemos uma história como essa, percebemos que o esporte vai muito além da competição. Ele cria oportunidades, fortalece vínculos e mostra para o atleta que ele pode ocupar espaços, enfrentar desafios e conquistar resultados. Nosso papel é ouvir, conhecer os projetos e buscar caminhos para que iniciativas que promovem inclusão possam continuar avançando”, destaca o secretário municipal de Esportes e Lazer, Claiton Ribeiro. Um atleta que encontrou no tatame um caminho Entre as histórias apresentadas está a de João Felippi, atleta autista que vem construindo uma trajetória de destaque no jiu-jitsu. Aos 14 anos, ele já acumula experiências em competições e recentemente conquistou um resultado importante no Sul-Americano de Jiu-Jitsu. A relação com as artes marciais começou como parte de sua rotina de atividades. Com o tempo, porém, o interesse pela modalidade se transformou em dedicação e treinamento. João passou a integrar uma turma convencional de jiu-jitsu e a vivenciar a rotina esportiva com disciplina e exigência. Para o professor e pai, Felippi Samá, um dos pontos fundamentais foi reconhecer João como atleta, sem reduzir expectativas ou desafios por causa da deficiência.“O João não entrou no jiu-jitsu apenas para fazer uma atividade. Ele queria treinar, queria aprender e queria competir. A gente percebeu que ele tinha potencial e passou a tratá-lo como atleta. O esporte deu a ele disciplina, confiança e autonomia, mas também mostrou para todos nós que inclusão não significa diminuir a exigência. Significa oferecer oportunidade para que cada pessoa possa mostrar do que é capaz”, afirma Felippi. O jovem atleta também falou sobre a importância do esporte em sua vida. “Eu gosto muito de treinar e de competir. Quando estou no tatame, quero dar o meu melhor. Cada campeonato é uma oportunidade de aprender e melhorar”, conta João. Inclusão também é competição Para Luciano Heck, conhecer de perto a trajetória do projeto reforça a importância de olhar para o esporte como uma ferramenta de transformação social. “Foi muito especial receber o Felippi e o João na Arena Multiuso. A história do João mostra que o esporte pode abrir portas e transformar vidas. Ele não está apenas praticando uma modalidade: está treinando, competindo e conquistando resultados. É uma história que merece ser conhecida e valorizada”, afirma o secretário adjunto. A proposta do Jiu-Jitsu Sem Limites é justamente romper com a ideia de que pessoas com deficiência devem ter acesso apenas a atividades adaptadas sem perspectiva competitiva. No projeto, os atletas são estimulados a desenvolver suas capacidades e, quando têm interesse e condições, também a participar de competições. “Quando falamos em inclusão pelo esporte, estamos falando em oportunidade. O atleta precisa ter espaço para desenvolver seu potencial, seja para praticar por qualidade de vida, seja para competir e buscar resultados. Histórias como a do João mostram que o investimento no esporte também é investimento em autonomia e cidadania”, reforça Claiton Ribeiro. Uma nova etapa para o projeto Além da apresentação do trabalho, o encontro também abriu espaço para discutir alternativas para que o Jiu-Jitsu Sem Limites possa encontrar um novo local e retomar sua rotina de treinamentos. A Secretaria Municipal de Esporte e Lazer recebeu as informações sobre a iniciativa e seus desafios e mantém o diálogo aberto para avaliar possibilidades dentro das condições e dos critérios do Município. Como símbolo da aproximação, Felippi entregou a Luciano Heck uma camiseta do projeto, com a identidade do Jiu-Jitsu Sem Limites, que tem como lema “Onde o tatame quebra barreiras”. A ideia é que a peça seja posteriormente sorteada nas redes sociais do Time São José, ajudando também a ampliar a divulgação do projeto e da história dos atletas. Para João, a caminhada continua. Entre treinos, campeonatos e novos desafios, o jovem atleta segue construindo sua trajetória dentro do tatame. Para o projeto, começa agora uma nova etapa na busca por condições que permitam manter esse trabalho. Em São José, a história apresentada na Arena Multiuso mostra que inclusão e esporte de rendimento podem caminhar juntos e que, muitas vezes, uma oportunidade pode ser o primeiro passo para que um atleta descubra até onde é capaz de chegar.

  • Vacinação contra a dengue: São José alerta para importância da segunda dose

    Apenas 48% dos adolescentes que iniciaram a imunização, desde a implantação da vacina contra a dengue, completaram o esquema vacinal, que prevê duas doses com intervalo de três meses A Prefeitura de São José, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, reforça o alerta aos pais e responsáveis para a necessidade de completar o esquema de vacinação contra a dengue entre crianças e adolescentes de 10 a 14 anos. Embora a adesão à primeira dose seja considerada significativa, os dados do município mostram que uma parcela importante do público-alvo ainda não retornou para receber a segunda dose. Atualmente, 70% do público-alvo, formado por 17.612 adolescentes de 10 a 14 anos, já recebeu a primeira dose da vacina contra a dengue. No entanto, apenas 48% finalizaram o esquema vacinal, que é composto por duas doses, com intervalo de três meses entre elas. A Secretaria Municipal de Saúde mantém ações de busca ativa para localizar os adolescentes que iniciaram a vacinação e ainda não retornaram para completar o esquema. A baixa adesão à segunda dose, porém, continua sendo um desafio para ampliar a proteção da população contra a doença. O gerente de Imunização da Secretaria Municipal de Saúde, Francisco Tristão, reforça que iniciar a vacinação é apenas a primeira etapa da proteção. “Nós temos uma adesão importante à primeira dose, mas precisamos avançar na segunda. A vacina contra a dengue exige duas doses, com intervalo de três meses, e é fundamental que os pais e responsáveis levem os adolescentes para completar o esquema. A nossa equipe também está fazendo busca ativa para identificar quem ainda precisa retornar”, explica. A secretária municipal de Saúde, Sinara Simioni, destaca que a participação das famílias é essencial para que o município consiga ampliar a proteção entre os adolescentes. “A vacinação é uma estratégia fundamental de prevenção e precisamos que as famílias estejam atentas não apenas ao início do esquema, mas também à sua conclusão. Temos adolescentes que já receberam a primeira dose e ainda não retornaram. Nosso pedido é para que os responsáveis procurem uma unidade de saúde e verifiquem se a segunda dose já está no prazo”, afirma. Segundo a diretora da Vigilância Epidemiológica, Katheri Zamprogna, o trabalho das equipes inclui o acompanhamento dos adolescentes que receberam a primeira dose. “Estamos realizando busca ativa por meio da equipe da Vigilância Epidemiológica para identificar aqueles que precisam completar o esquema. É importante que os pais e responsáveis não considerem a vacinação concluída após a primeira dose. São necessárias duas doses, respeitando o intervalo de três meses, para completar o esquema previsto”, ressalta. Duas doses são necessáriasA vacina contra a dengue disponível na rede pública de São José para o público de 10 a 14 anos é a QDENGA®, produzida pelo laboratório Takeda. O esquema vacinal é composto por duas doses, com intervalo de três meses entre elas. A Secretaria Municipal de Saúde orienta os pais e responsáveis a conferir a carteira de vacinação dos adolescentes. Quem já recebeu a primeira dose deve verificar a data da aplicação e procurar uma unidade de saúde quando estiver no período indicado para a segunda. A vacinação integra as estratégias de prevenção e controle da dengue, mas não substitui os cuidados para eliminar os criadouros do mosquito Aedes aegypti. A população também deve manter caixas d’água fechadas, limpar calhas e eliminar recipientes que possam acumular água parada.

  • São José define unidades estratégicas para o Dia D da Multivacinação

    Oito unidades estratégicas, de diferentes regiões estarão abertas no sábado (22), das 8h às 17h, para facilitar o acesso das famílias à vacinação A Prefeitura de São José, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, definiu de forma estratégica as unidades que estarão abertas no Dia D da Campanha Nacional de Multivacinação, no sábado (22). A escolha dos pontos de atendimento considerou a distribuição das unidades pelo município, buscando contemplar diferentes regiões e facilitar o acesso das famílias à vacinação. Das 8h às 17h, estarão abertas as unidades de Areias, Bela Vista, Forquilhinha, Vila Formosa, Campinas, Serraria, Luar e Roçado. A estratégia integra a Campanha Nacional de Multivacinação, que segue até 1º de setembro e tem como objetivo atualizar a caderneta de vacinação de crianças e adolescentes menores de 15 anos. No primeiro dia da mobilização, realizada em 3 de agosto, São José aplicou 956 doses. O gerente de Imunização, Francisco Tristão, explica que a definição dos locais foi planejada para que o atendimento do Dia D esteja distribuído de maneira estratégica pelo município. “A escolha dessas unidades foi pensada estrategicamente, considerando a distribuição dos serviços no território e a possibilidade de atender diferentes regiões de São José. Nosso objetivo é facilitar o acesso das famílias e oferecer a oportunidade para que pais e responsáveis aproveitem o sábado para conferir a caderneta dos filhos e colocar a vacinação em dia.” A diretora da Vigilância Epidemiológica, Katheri Zamprogna, reforça que a definição dos pontos de atendimento faz parte do planejamento da mobilização. “Estamos trabalhando para que o Dia D seja uma mobilização organizada e acessível. A definição dessas unidades levou em consideração diferentes regiões do município, permitindo que as famílias tenham opções de atendimento mais próximas. É importante aproveitar essa oportunidade para levar a caderneta e verificar se existe alguma dose pendente.” A secretária municipal de Saúde, Sinara Simioni, destaca o planejamento das equipes para a ação.“Cada detalhe dessa mobilização está sendo planejado para que possamos atender a população da melhor forma possível. A escolha estratégica das unidades permite que o Dia D esteja presente em diferentes regiões de São José e facilita o acesso das famílias. Nosso convite é para que pais e responsáveis aproveitem o sábado e levem seus filhos para conferir a vacinação.” Durante a campanha, estão disponíveis os imunizantes previstos no Calendário Nacional de Vacinação, conforme a faixa etária e a situação vacinal de cada criança ou adolescente. As equipes também estarão preparadas para avaliar a caderneta e identificar eventuais doses em atraso. Entre os imunizantes estão vacinas contra BCG, hepatite B, poliomielite, rotavírus, pneumocócicas, meningocócicas, febre amarela, tríplice viral, DTP, hepatite A, varicela e HPV, entre outras. A vacinação contra a dengue também está disponível para o público de 10 a 14 anos, conforme as indicações e o histórico vacinal. Para receber as vacinas, pais ou responsáveis devem apresentar documento de identificação da criança ou adolescente e, sempre que possível, a caderneta ou comprovante de vacinação.

  • Cai diferença entre homens e mulheres no acesso ao emprego formal

    Rais mostra ampliação da presença feminina no mercado de trabalho © Ingrid Anne/Prefeitura de Manaus Do total de 62,8 milhões de empregos formais ativos no Brasil, incluindo trabalhadores com carteira assinada e agentes públicos, as mulheres ainda não representam a maioria, mas a diferença em relação aos homens caiu nos últimos anos. É o que mostram dados da Rais Mensal de junho, divulgados nesta quinta-feira (13) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). A Relação Anual de Informações Sociais (Rais) reúne estatísticas sobre o mercado de trabalho a partir de informações coletadas de empresas e órgãos públicos. Ao todo, as mulheres ocupam 46,4% dos postos de trabalho, somando 29.182.235 de vínculos trabalhistas. Os homens estão registrados em 33.708.974 vagas, 53,6% dos postos de trabalho. Essa distância era maior em janeiro de 2023, quando 55,7% das vagas eram ocupadas por pessoas do sexo masculino, contra 44,2% do sexo feminino. O mercado de trabalho brasileiro acumulou saldo positivo de 10,1 milhões de vínculos de emprego formal, entre janeiro de 2023 e junho de 2026, segundo o balanço apresentado pelo MTE. Desse montante, 5,8 milhões das vagas formais foram ocupadas por mulheres, enquanto 4,3 milhões foram ocupadas por homens. A Rais Mensal também trouxe informações atualizadas sobre a diversidade racial no mercado de trabalho brasileiro. Dos 62,8 milhões de vínculos formais, tanto no setor público quanto privado, 27,3 milhões são de pessoas autodeclaradas pardas, enquanto outras 26,8 milhões são pessoas autodeclaradas brancas. Os trabalhadores que se autodeclaram pretos correspondem a 4,6 milhões. Amarelos, 600 mil, e indígenas, 239 mil. Outros 3,1 milhões de vínculos trabalhistas não tiveram a informação racial registrada, um número que era de mais de 17,2 milhões há pouco mais de três anos e meio. "Nós temos hoje mais gente preta ou parda em relação à população branca, mas essa é uma informação não demandada, tanto que o não informado diminuiu de 17 milhões para 3 milhões, porque a gente fez uma campanha forte com as empresas para que elas voltassem a informar", explicou a subsecretária de Estatística do MTE, Paula Montagner, durante apresentação dos dados. A escolaridade dos trabalhadores também evoluiu no mercado de trabalho nos últimos anos. Mais da metade dos trabalhadores (54%), o que representa 33,7 milhões de pessoas com vínculos formais, têm ensino médio, e 15,2 milhões ensino superior ou pós-graduação. A expansão dos empregos também foi maior entre os trabalhadores mais experientes, sendo que 74% têm pelo menos 30 anos de idade. O rendimento médio dos trabalhadores em emprego formal no Brasil ficou em R$ 4.389,49. O setor de serviços segue como o maior gerador de empregos formais no país, respondendo atualmente por 38,2 milhões de vagas, seguido pelo comércio (10,5 milhões), indústria (9,1 milhões), construção (3 milhões) e agropecuária (1,8 milhões).

  • CREA-SC prepara equipe para atuar em desastres e eventos climáticos

    Em um Estado acostumado a lidar com chuvas intensas, alagamentos, deslizamentos e outros eventos climáticos extremos, a preparação para os momentos de emergência também passa pelo conhecimento técnico. É nesse cenário que o CREA-SC realiza, nesta quarta-feira (12), em Florianópolis, uma capacitação para os profissionais que integram o Comitê de Gestão de Crise. O treinamento ocorre das 8h às 18h, na sede do conselho, e foi estruturado para preparar os participantes para atuar de maneira integrada em situações de desastres e emergências, oferecendo suporte técnico aos órgãos públicos responsáveis pela resposta. Profissionais serão preparados para atuar em áreas atingidas A capacitação aborda procedimentos que podem ser necessários quando uma região é atingida por um evento climático de grande intensidade. Entre os conteúdos estão a avaliação de riscos, elaboração de laudos técnicos emergenciais e análise das condições de estruturas e terrenos. A programação também inclui orientações sobre como os profissionais devem atuar em campo e se integrar às equipes responsáveis pelo atendimento à população. A ideia é estabelecer procedimentos comuns para que diferentes áreas da Engenharia e da Agronomia possam trabalhar de maneira coordenada durante uma emergência. Formação reúne diferentes áreas técnicas O treinamento reúne profissionais de diferentes modalidades da Engenharia e da Agronomia. A programação inclui temas como geotecnia aplicada a desastres, meteorologia, grandes estruturas e avaliação estrutural. Também estão previstas atividades relacionadas à ética e à atuação voluntária em situações de crise. Outro momento da capacitação será dedicado à elaboração de laudos técnicos emergenciais, documentos que podem auxiliar na avaliação das condições de imóveis, estruturas e áreas afetadas após um desastre. Estudos de casos reais fazem parte da programação Além do conteúdo teórico, os participantes terão uma oficina prática baseada em estudos de casos reais. A formação também conta com apresentações da Defesa Civil Estadual e do Corpo de Bombeiros Militar, aproximando os profissionais das equipes que atuam diretamente na resposta a ocorrências. Essa integração permite abordar, durante o treinamento, questões que aparecem na prática durante uma situação de emergência. Entre os assuntos trabalhados estão a identificação de riscos, a interpretação de alertas meteorológicos e a comunicação entre as equipes envolvidas. Comunicação também é parte da preparação Em uma ocorrência de grande proporção, informações desencontradas podem dificultar a atuação das equipes. Por isso, a capacitação inclui orientações sobre comunicação institucional e atuação integrada com os órgãos responsáveis pela resposta às emergências. A proposta é que os integrantes do Comitê de Gestão de Crise tenham procedimentos alinhados e consigam transmitir informações técnicas de maneira clara durante uma situação de risco. O treinamento também busca preparar os profissionais para que sua atuação seja identificada nos locais atingidos e para que possam servir como referência técnica durante as avaliações. Comitê reúne conhecimento técnico para momentos de crise A formação faz parte da preparação do Comitê de Gestão de Crise para situações em que o conhecimento especializado de profissionais de Engenharia e Agronomia pode ser necessário. Em eventos como chuvas extremas, deslizamentos ou danos estruturais, a avaliação técnica pode ajudar a identificar riscos e orientar decisões dos órgãos públicos responsáveis pelo atendimento. A capacitação realizada em Florianópolis reúne justamente diferentes especialidades em torno dessa atuação conjunta. O que está sendo trabalhado no treinamento Avaliação de riscos; Geotecnia aplicada a desastres; Meteorologia; Grandes estruturas; Avaliação estrutural; Elaboração de laudos técnicos emergenciais; Ética e atuação voluntária; Identificação de riscos; Interpretação de alertas meteorológicos; Comunicação institucional; Integração com órgãos de resposta; Estudos de casos reais. Preparação ocorre em meio aos desafios climáticos de Santa Catarina A capacitação acontece em um Estado que, nos últimos anos, tem registrado diferentes ocorrências relacionadas a eventos climáticos extremos. Nesse contexto, o treinamento busca organizar a participação de profissionais especializados em situações nas quais uma resposta técnica precisa ocorrer de forma rápida e coordenada. O Comitê de Gestão de Crise reúne profissionais de diferentes áreas justamente para oferecer esse suporte quando houver necessidade. A atividade realizada nesta quarta-feira em Florianópolis faz parte dessa preparação, aproximando o conhecimento técnico das estruturas públicas que atuam diretamente durante emergências em Santa Catarina.

  • IFSC entra na reta final para iniciar atividades em Biguaçu

    Visita técnica reuniu representantes do MEC, IFSC e municípios da comarca no espaço que receberá inicialmente o Centro de Referência O espaço que receberá os primeiros estudantes do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC) em Biguaçu foi apresentado nessa terça-feira (11) às equipes envolvidas no processo de implantação da unidade. A visita técnica marcou mais uma etapa de preparação para o início das atividades do Centro de Referência, previsto para começar a funcionar em setembro, anexo ao Centro Administrativo Municipal, polo Jardim Carandaí, no bairro Rio Caveiras. Entre os participantes esteve Hercules Araujo, analista de Infraestrutura da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica do Ministério da Educação (SETEC/MEC), que acompanhou a programação e conheceu as instalações destinadas ao funcionamento inicial da unidade. Também participaram integrantes da comissão de implantação e gestores do IFSC. Representando Biguaçu, estiveram presentes o secretário municipal de Educação, Gustavo Silva Sagas, acompanhado pelo secretário adjunto, Gabriel Mees, e por representantes das Secretarias de Planejamento e de Captação de Recursos. O secretário de Educação de Governador Celso Ramos, Adilson Costa, também participou da agenda, reforçando o caráter regional da implantação do instituto, que atenderá os municípios da comarca. A programação começou na Prefeitura de Biguaçu, com uma apresentação sobre os levantamentos e argumentos que fundamentaram a implantação do IFSC no município, considerando aspectos educacionais, econômicos e de desenvolvimento regional. Os estudos foram viabilizados por meio da Empresa Júnior de Engenharia de Produção (EJEP) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Na sequência, representantes do projeto de um futuro polo logístico e empresarial apresentaram a proposta de ocupação da área e a possibilidade de integração entre educação, inovação e atividades produtivas. A perspectiva integra o planejamento de longo prazo para a região e ainda está em fase de desenvolvimento. Já a instalação do Centro de Referência está definida e entra agora na etapa de preparação da estrutura que receberá as primeiras turmas. Depois das apresentações, o grupo seguiu para o espaço onde o IFSC iniciará suas atividades. A estrutura, que já abriga equipamentos e serviços públicos municipais, está passando por adequações para receber a instituição e conta com salas destinadas aos cursos, laboratório de informática, auditório, área administrativa, sala de professores, acessibilidade e estruturas de segurança. A escolha do local permite que a formação comece em uma estrutura já existente, enquanto o projeto de uma sede definitiva do IFSC em Biguaçu segue em desenvolvimento. A proposta apresentada anteriormente prevê que o Município disponibilize uma área para a futura construção da sede própria da instituição. Primeiras oportunidades de formação A previsão é de que o Centro de Referência entre em funcionamento a partir de setembro. Os editais para inscrição nos primeiros cursos devem ser publicados no final de agosto. Nesta primeira oferta, estão previstas as formações em Empreendedorismo e Gestão de Pequenos Negócios, Informática – Ferramentas para Escritório, Introdução ao Desenvolvimento Front-End de Sites e Sistemas e em Planejamento e Controle de Estoque. A unidade será voltada à população de Biguaçu e também aos moradores de Antônio Carlos e Governador Celso Ramos. A chegada do IFSC à região é resultado de um processo de articulação iniciado em 2024, quando os municípios apresentaram à instituição estudos sobre a demanda por formação profissional e os desafios enfrentados pelos estudantes para acessar unidades localizadas em outras cidades. Em maio deste ano, o Governo Federal confirmou a instalação do campus avançado em Biguaçu. Em julho, a implantação avançou para uma etapa de participação popular, com audiência pública e consulta à comunidade dos três municípios para contribuir com a definição da oferta educacional. Agora, a preparação da estrutura aproxima o projeto de seu primeiro momento concreto de funcionamento: a chegada dos cursos e dos primeiros estudantes ao município.

  • Consumidores poderão escolher fornecedores de energia a partir de 2027

    Decreto assinado hoje regulamenta o mercado livre de energia elétrica © Tânia Rêgo/Agência Brasil O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou nesta quarta-feira (12) o decreto que regulamenta o funcionamento do mercado livre de energia, que permite a venda direta a pequenos e médios consumidores de energia elétrica. Na prática, a medida permitirá aos consumidores escolher de quem comprará sua energia, de forma semelhante à que ocorre com a telefonia. A medida vale para clientes atendidos em baixa tensão (inferior a 2,3 kV). Para consumidores industriais e comerciais, a regra começa a partir de novembro de 2027. Para os demais clientes, incluindo os residenciais, a escolha poderá ser feita a partir de novembro de 2028. As regras não alteram a produção e transmissão de energia, que têm outras regulamentações. O decreto também estabelece as regras para a migração ao Ambiente de Contratação Livre (ACL) e prevê ainda o Supridor de Última Instância (SUI), que será responsável por garantir o fornecimento de energia caso o fornecedor escolhido pelo consumidor deixe de prestar o serviço. Essa função ficará com as distribuidoras de energia até o final de 2030, quando poderá ser exercida por outros agentes, abrindo ainda mais o mercado. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneell) fará essa regulamentação e é quem terá a responsabilidade de organizar a transição entre os ambientes regulado (atual) e livre. A ela caberá estabelecer as regras sobre informação e proteção ao consumidor. Energia Sustentável Outros três decretos foram assinados no mesmo evento, que regulamentam políticas voltadas ao combustível sustentável de aviação, ao hidrogênio de baixa emissão de carbono e à captura e armazenamento de carbono. Para a aviação foi criado o Programa Nacional de Combustível Sustentável de Aviação (ProBioQAV), com regras para a produção, certificação, comercialização, rastreabilidade e o cumprimento das metas de redução de emissões pelo setor aéreo. A medida estabeleceu um prazo de dez anos, entre 2027 e 2037, para que o setor reduza suas emissões em 10%. Foram definidas, ainda, as regras para certificação de combustível sustentável de aviação, tanto para importação quanto para produção nacional. Foram criados também o Programa Nacional do Hidrogênio (PNH2) e o Programa de Desenvolvimento do Hidrogênio de Baixa Emissão de Carbono (PHBC), além do Sistema Brasileiro de Certificação de Hidrogênio (SBCH2). Na prática foram estabelecidas responsabilidades sobre certificação, determinação de regras e estabelecimento de critérios para avaliar o hidrogênio frente a outros combustíveis sustentáveis, permitindo a entrada do Brasil de maneira definitiva neste mercado. Quanto à regulamentação da captura e armazenamento de carbono, foi estabelecido o marco regulatório para a atividade, decisiva para o avanço da descarbonização da indústria nacional. Também determina que o Ministério das Minas e Energia (MME) lidere a construção de um plano nacional de infraestrutura para orientar a implantação de áreas de captura, transporte e armazenamento geológico de carbono, com revisão a cada dois anos.

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