Quinta-feira, 27 de agosto de 2026

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- Câmara de Biguaçu lança campanha solidária para arrecadação de cobertores e roupas de cama
Entre os dias 4 de maio e 19 de junho, a Câmara de Vereadores, em parceria com a Prefeitura, promove a campanha “Aquecer é um ato de cuidado”, voltada à arrecadação de cobertores, mantas e roupas de cama. A iniciativa tem como objetivo beneficiar pessoas em situação de vulnerabilidade social durante o período de frio. A ação é coordenada pela Escola do Legislativo da Câmara e conta com o apoio da Secretaria Municipal de Educação. Para participar, a comunidade deve separar peças em bom estado de conservação e entregá-las na sede do Legislativo ou em escolas do município, que funcionam como pontos de coleta. De acordo com a secretária de Atendimento ao Cidadão da Câmara, Leandra Roz, todo o material arrecadado será destinado a famílias em situação de vulnerabilidade, por meio de ações organizadas em conjunto com o poder público. “Essa mobilização é fundamental para garantir mais conforto e dignidade às pessoas que enfrentam dificuldades, especialmente durante o inverno”, destacou. O presidente da Câmara, João Luiz Luz, também enfatizou a importância do engajamento coletivo. “A campanha reforça o papel social das instituições e evidencia a força da solidariedade. Um gesto simples pode representar um grande alívio para quem mais precisa”, afirmou. Postos de coleta CEIM Algodão Doce – Centro CEIM Ambiental Rural Zulmira da Silva Delanlho – Sorocaba do Sul, CEIM Cândido João de Aquino – Vendaval CEIM Cecília Alaide de Carvalho Rosa – Bom Viver CEIM Dona Dorvalina – Bom Viver CEIM Dona Lili – Guaporanga CEIM Dona Paulina – Universitários CEIM Dona Virgínia – Prado CEIM Jardim Janaína – Jardim Janaína CEIM Lar Feliz – Bom Viver CEIM Profª Jandira Faria de Amorim – Saudade CEIM Profª Lindóia Maria Souza de Faria – Praia João Rosa CEIM Profª Maria de Lourdes Galliani – Areias de Cima CEIM Profª Páscoa Regis Mendes – Rio Caveiras CEIM Profª Onésia Luiz Freitas – Rio Caveiras CEIM Recanto Feliz – Fundos CEIM São Tomaz de Aquino – Santa Catarina EEB Prefeito Avelino Müller – Vendaval EBM Profª Olga de Andrade Borgonovo – Bom Viver EBM Profª Ruth Faria dos Reis – Morro da Bina EBM Profº Donato Alípio de Campos – Prado EEB Profº José Brasilício – Centro EBM Profº Manoel Roldão das Neves – Três Riachos Colégio Educar – Centro Colégio Incentivo – Centro Câmara de Vereadores – Centro
- 20º Festival “O Pulo do Gato” movimenta Biguaçu com programação gratuita de Capoeira
Evento reúne apresentações e competições de acrobacias entre os dias 14 e 16 de maio O Festival “O Pulo do Gato” volta a movimentar Biguaçu entre os dias 14 e 16 de maio, com uma programação que une cultura, esporte e expressão corporal por meio das acrobacias da Capoeira. A entrada para assistir às apresentações e competições da 20ª edição é gratuita e livre para todos os públicos. O evento é promovido pela Associação Cultural Capoeira na Escola em parceria com a Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, Lazer e Turismo, com o objetivo de estimular o aperfeiçoamento técnico e artístico dos praticantes, bem como proporcionar integração e entretenimento de qualidade para a comunidade. No dia 14, às 20h, a categoria adulto inaugura o festival no Centro de Convivência do Idoso (CCI), anexo ao Sindicato dos Trabalhadores Rurais, na Rua Libório Francisco Goedert, nº 312, bairro Vendaval. Já no dia 16, será a vez das demais categorias, que se apresentam a partir das 13h30 no Ginásio do SESC Biguaçu, na Rua Quintino Bocaiúva, s/nº, bairro Universitário. Os capoeiristas participam das modalidades movimento criativo, sequência de acrobacias básicas, equilíbrio e saltos, todas organizadas por gênero, graduação e faixa etária. Além de incentivar a prática esportiva e destacar a herança afro-brasileira, a programação também homenageia três importantes datas: o Dia das Mães, neste ano celebrado em 10 de maio; o marco histórico da Abolição da Escravidão no Brasil, proclamada em 13 de maio de 1888; e o aniversário de Biguaçu, comemorado no dia 17 de maio.
- Legado de Hercílio Luz e importância da ponte que leva seu nome são destacados em sessão especial da Alesc
FOTO: Bruno Collaço/Agência Alesc A Alesc realizou na noite desta terça-feira (12) uma sessão especial em comemoração aos 100 anos da Ponte Hercílio Luz, primeira ligação rodoviária entre o continente e a Ilha de Santa Catarina. O evento, proposto pelo deputado Marcos Vieira (PSDB), foi prestigiado por ex-governadores, autoridades estaduais, profissionais que trabalharam na manutenção e restauração da ponte, além de familiares de Hercílio Luz, governador responsável pelo empreendimento, considerado o maior símbolo de Santa Catarina. Inaugurada em 13 de maio de 1926, a Hercílio Luz é considerada a maior ponte suspensa do Brasil, com 821 metros de extensão, sendo a maior ponte pênsil sustentada por um sistema de barras de olhal ainda existente no mundo. Além de ser a primeira ligação entre a ilha-capital e o território catarinense, transformou-se num símbolo de Florianópolis e de Santa Catarina, reconhecida nacionalmente. “Hercílio Luz compreendeu algo essencial: não existe desenvolvimento sem integração. E dessa compreensão nasceu a maior obra simbólica de Santa Catarina”, afirmou o deputado Marcos Vieira (PSDB). Para ele, a ponte possibilitou também que Santa Catarina se transformasse, hoje, num dos estados mais desenvolvidos do país. “O impacto da ponte foi muito maior do que ligar a ilha ao continente: ela impediu a mudança da capital, consolidou Florianópolis como capital, integrou de vez o estado. Hercílio Luz não construiu a ponte para o presente, construiu para o futuro”, completou. Coragem As obras de construção da ponte foram iniciadas em novembro de 1922. Para isso, Hercílio Luz contratou um empréstimo cujo valor era cinco vezes maior que o orçamento estadual da época. Ao destacar a coragem de Luz, o prefeito de Florianópolis, Topázio Neto, disse que, além da importância histórica para o estado, a ponte tem um papel de destaque na mobilidade urbana da capital. “Homenagear a ponte é homenagear e cidade que surgiu ao redor dela”, disse. “Florianópolis deve muito à ponte e àqueles homens e mulheres que deram seu suor para construi-la.” Percalços Problemas estruturais na ponte forçaram o seu fechamento em duas ocasiões: em 1982 e em 1991. O ex-governador Raimundo Colombo, responsável pela contratação da empresa que a restaurou, lembrou das dificuldades para o empreendimento. Para tomar a decisão, reuniu todos os poderes e órgãos, além de entidades da sociedade civil. “Foi um desafio de engenheira, financeira. O mais fácil era dizer que não dava para restaurar. Mas nós acreditamos que ia dar certo, e deu”, afirmou. “Hoje, passo pela ponte e dá um orgulho, ela é muito bonita, não é só uma obra ela tem uma simbologia de superação de união.” O ex-governador Carlos Moisés da Silva entregou as obras de restauração e reabriu a ponte ao tráfego, em dezembro de 2019. “Trabalhamos muito para entregar essa obra aos catarinenses. Tenho muito orgulho de ter participado desse momento”, disse. “Ela tem um valor histórico, de lembranças. E hoje eu a utilizo todos os dias, de carro ou de bicicleta. Vivemos intensamente a ponte.” Manifestações Ivo Pelegrini, que representou na sessão os operários que trabalharam em sua manutenção, considera a Hercílio Luz parte da família. “É uma satisfação muito grande receber essa homenagem. Considero a ponte como parte da minha família.” Danila Luz Varella, sobrinha-neta de Hercílio Luz, afirmou que a ponte é motivo “de muito orgulho para a família Luz. Ela é muito linda, é o esteio da cidade.” O senador Esperidião Amin (PP-SC), que não pode comparecer à sessão por compromissos em Brasília, encaminhou uma mensagem, na qual considera a ponte uma “instituição catarinense, muito mais do que uma obra.” A senadora Ivete da Silveira (MDB-SC) ressaltou que a ponte, mais que um símbolo de Santa Catarina, representa “ousadia, conexão, a capacidade de um povo de olhar para a frente e construir caminhos.” O secretário de Estado da Casa Civil, Henrique Junqueira, que representou o governador Jorginho Mello na solenidade, também destacou que a Hercílio Luz, “um dos maiores símbolos da identidade catarinense, não é apenas uma obra de engenharia, é um marco de coragem, visão de futuro e ligação entre gerações.” Também participaram da sessão especial o desembargador André Dacol, que representou o Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC); o conselheiro Aderson Flores, representante do Tribunal de Contas do Estado (TCE-SC); e a subprocuradora de Assuntos Institucionais, Helen Corrêa Sanches, que representou o Ministério Público Estadual (MPSC). Homenageados: Hercílio Luz, ex-governador (in memoriam) Governador Jorginho Mello Carlos Moisés da Silva, ex-governador Raimundo Colombo, ex-governador Senador Esperidião Amin Jorge Bornhausen, ex-governador Vilson Kleinübing, ex-governador Paulo Afonso Vieira, ex-governador Antônio Vicente Bulcão Viana, ex-governador (in memoriam) Luiz Henrique da Silveira, ex-governador (in memoriam) João Guimarães Pinho, ex-deputado estadual (in memoriam), pela atuação na autorização para o empréstimo que viabilizou a obra José Acácio Soares Moreira, ex-deputado estadual (in memoriam), autor do projeto que deu o nome de Hercílio Luz à ponte Cesar Souza, ex-deputado estadual, pela solicitação do tombamento da ponte Jalila El Achkar, ex-vereadora de Florianópolis, pela solicitação do tombamento da ponte Adolar Ferreira Filho, engenheiro civil Carla do Amaral, representando todas as mulheres que contribuíram para a manutenção da ponte Cleones Carneiro Bastos (in memoriam), ex-diretor do Departamento de Estradas de Rodagem Ivo Pelegrini, representando os operários que contribuíram para a preservação da ponte Mário Villella, engenheiro Wenceslau Jerônimo Diotallevy, engenheiro civil
- Caso cão Orelha: entenda por que o Ministério Público pediu o arquivamento da investigação
Foto: Divulgação - Agora Floripa A morte do cão comunitário Orelha, que mobilizou moradores da Praia Brava, em Florianópolis, gerou comoção nacional, protestos por justiça e até repercussão internacional. Quatro meses após o início das investigações, porém, o caso tomou um rumo inesperado: o Ministério Público de Santa Catarina pediu o arquivamento das investigações por falta de provas. O parecer, encaminhado à juíza Vanessa Bonetti Haupenthal, da Vara da Infância e Juventude da Capital, aponta que as provas reunidas ao longo da investigação não foram suficientes para comprovar que os adolescentes investigados participaram da morte do animal. Segundo o MPSC, análises técnicas, depoimentos, perícias e imagens revisadas indicaram inconsistências na linha investigativa inicialmente apresentada pela Polícia Civil. O documento de 170 páginas sustenta ainda que não há comprovação de agressão direta contra Orelha e que a morte do cão pode estar relacionada a uma condição grave de saúde preexistente. O entendimento contrasta com a forte repercussão do caso nos primeiros meses do ano, quando autoridades chegaram a falar em cenas “de embrulhar o estômago” e moradores lotaram a Praia Brava em homenagens ao animal, que vivia havia cerca de dez anos na região. Agora, caberá ao Judiciário decidir se aceita ou não o pedido de arquivamento. Enquanto isso, o caso segue cercado de dúvidas, controvérsias e questionamentos sobre a condução das investigações, os laudos periciais, as provas apresentadas e os caminhos que transformaram um dos episódios mais comentados do ano em um processo sem responsabilização criminal até o momento. O que levou o Ministério Público de Santa Catarina a pedir o arquivamento do caso do cão Orelha? Quatro meses depois de uma das investigações mais comentadas de Santa Catarina em 2026, o Ministério Público de Santa Catarina concluiu que não encontrou provas suficientes para sustentar a responsabilização dos adolescentes investigados pela morte do cão comunitário Orelha, encontrado em estado grave na Praia Brava, em Florianópolis, no início de janeiro. O pedido de arquivamento foi encaminhado na última sexta-feira (8) à juíza Vanessa Bonetti Haupenthal, da Vara da Infância e Juventude da Capital, responsável pelo caso que tramita sob sigilo. A decisão do MPSC foi tomada após uma ampla reavaliação do inquérito conduzido pela Polícia Civil. O órgão analisou quase dois mil arquivos digitais, incluindo vídeos de câmeras de segurança, fotografias, dados extraídos de celulares apreendidos, depoimentos e novos elementos produzidos durante diligências complementares solicitadas ao longo dos últimos meses. O parecer elaborado pelas Promotorias de Justiça possui cerca de 170 páginas e detalha uma série de inconsistências encontradas na investigação inicial. Segundo o Ministério Público, um dos principais fatores que levaram ao pedido de arquivamento foi a ausência de provas materiais que confirmassem a agressão contra o animal e a participação direta dos adolescentes apontados pela Polícia Civil. No documento, o MPSC afirma que as novas análises periciais mostraram que o adolescente apontado como principal suspeito e o cão Orelha não estavam no mesmo local da Praia Brava no período em que a suposta agressão teria ocorrido. As análises indicaram que, enquanto o jovem aparecia nas proximidades do deck da praia, o animal estava a aproximadamente 600 metros de distância. Para os promotores, essa constatação enfraqueceu diretamente a principal linha investigativa apresentada pela polícia. Outro ponto considerado decisivo foi o resultado das perícias realizadas no corpo do animal. Após solicitação do próprio Ministério Público, o corpo de Orelha chegou a ser exumado para produção de um novo laudo pela Polícia Científica. O exame, no entanto, não identificou fraturas no esqueleto do cão nem conseguiu apontar de forma conclusiva a causa da morte. Embora o laudo tenha ressaltado que a ausência de lesões ósseas não descarta completamente a possibilidade de trauma craniano ou agressões em outras partes do corpo, o Ministério Público avaliou que os elementos técnicos produzidos não foram suficientes para comprovar que Orelha morreu em decorrência de espancamento. As novas diligências também levantaram a hipótese de que o cão apresentava uma condição clínica grave e preexistente. Segundo o parecer, as evidências técnicas e testemunhais passaram a indicar que o agravamento do estado de saúde do animal pode ter relação com problemas anteriores, e não necessariamente com violência física praticada por terceiros. Desde o início da investigação, o caso foi marcado por forte repercussão social e por declarações contundentes de autoridades. Em janeiro, o governador Jorginho Mello chegou a mencionar a existência de “provas de embrulhar o estômago” ao comentar o episódio. Na época, a Polícia Civil afirmou que trabalhava com a hipótese de agressão por objeto contundente e chegou a indiciar um adolescente por ato infracional análogo a maus-tratos contra animais. Apesar disso, ao longo da investigação nunca foram divulgadas imagens que mostrassem o momento da suposta agressão. Também não surgiram testemunhas que afirmassem ter visto diretamente o ataque ao cão comunitário, conhecido por viver havia cerca de dez anos na região da Praia Brava e ser alimentado por moradores e comerciantes locais. O caso ainda desencadeou outras investigações paralelas. Familiares de adolescentes investigados chegaram a ser alvo de apurações por suposta coação de testemunhas, enquanto o então delegado-geral da Polícia Civil, Ulisses Gabriel, também passou a ser investigado nas esferas cível e administrativa por possíveis falhas na condução do caso. Em abril, o próprio Ministério Público entrou com ação civil pública por improbidade administrativa relacionada à investigação. Agora, após meses de diligências complementares e reavaliação das provas, o Ministério Público entendeu que não existem elementos suficientes para sustentar medidas judiciais contra os adolescentes investigados. Com isso, o órgão pediu oficialmente o arquivamento do caso. A decisão final caberá à juíza Vanessa Bonetti Haupenthal. A apuração do portal Agora Floripa segue acompanhando os desdobramentos do caso que mobilizou moradores da Grande Florianópolis, provocou homenagens na Praia Brava e se tornou símbolo nacional do debate sobre maus-tratos a animais. Quais foram as principais contradições encontradas pelo MPSC ao longo da investigação? Ao longo dos meses de investigação sobre a morte do cão comunitário Orelha, o Ministério Público de Santa Catarina identificou uma sequência de inconsistências que mudaram completamente o rumo do caso. O material analisado pelas Promotorias de Justiça revelou divergências entre depoimentos, falhas na cronologia apresentada inicialmente, ausência de provas diretas e contradições envolvendo imagens, testemunhos e até a localização dos adolescentes investigados na Praia Brava, em Florianópolis. As inconsistências começaram a ganhar força justamente após o aprofundamento das diligências complementares solicitadas pelo próprio Ministério Público. Em fevereiro, o órgão requisitou dezenas de novas medidas investigativas depois de identificar lacunas consideradas relevantes no inquérito conduzido pela Polícia Civil. A partir dali, vídeos foram reavaliados, celulares passaram por novas análises e testemunhas voltaram a ser ouvidas. Um dos pontos que mais chamou atenção no parecer encaminhado à juíza Vanessa Bonetti Haupenthal foi a divergência sobre o encontro entre o adolescente apontado como principal suspeito e o cão Orelha. A linha investigativa inicial sustentava que ambos teriam permanecido próximos por cerca de 40 minutos nas imediações do deck da Praia Brava. No entanto, segundo o Ministério Público, a reconstituição técnica dos deslocamentos mostrou outra realidade. As análises indicaram que, enquanto o adolescente aparecia em uma área próxima ao deck, Orelha estava a aproximadamente 600 metros de distância. Para os promotores, isso enfraqueceu diretamente a principal narrativa construída durante o inquérito policial, já que não foi possível comprovar o contato entre eles no horário apontado como momento da suposta agressão. Outro ponto contraditório envolveu os próprios vídeos usados durante a investigação. Algumas imagens divulgadas inicialmente passaram a ter interpretações diferentes ao longo do processo. Um dos registros mostrava uma adolescente ao lado do suspeito em determinado horário considerado relevante para a investigação. Em um primeiro momento, a presença dela foi tratada como peça importante da dinâmica do caso. Depois, a informação foi relativizada, e a jovem deixou de ser considerada testemunha direta da suposta agressão. Também surgiram divergências sobre os horários em que Orelha apareceu circulando pela região. Um vídeo obtido durante as diligências mostrou o cão caminhando pelo bairro por volta das 7h da manhã, já aparentando estar debilitado. A imagem abriu uma nova linha de dúvida porque o horário não coincidia integralmente com parte da dinâmica apresentada inicialmente pela investigação policial. As contradições também atingiram a própria materialidade do caso. Desde janeiro, a Polícia Civil trabalhava com a hipótese de que Orelha teria sido atingido na cabeça por um objeto contundente. O então delegado-geral Ulisses Gabriel chegou a mencionar publicamente a existência de elementos extremamente fortes sobre o caso, enquanto o governador Jorginho Mello falou em provas “de embrulhar o estômago”. Apesar da repercussão e das declarações contundentes, nenhuma imagem da suposta agressão foi apresentada ao longo da investigação. O Ministério Público também destacou que não surgiram testemunhas presenciais que confirmassem o momento exato em que o animal teria sido atacado. As divergências ficaram ainda mais evidentes após a exumação do corpo do cão comunitário. O novo laudo produzido pela Polícia Científica não encontrou fraturas no esqueleto do animal e tampouco conseguiu determinar de maneira conclusiva a causa da morte. Embora os peritos tenham ressaltado que a ausência de lesões ósseas não elimina completamente a possibilidade de trauma craniano, o exame acabou não confirmando a versão inicialmente sustentada de espancamento. Outra inconsistência analisada pelo MPSC envolveu o caso do cão Caramelo, que inicialmente chegou a ser citado dentro da mesma linha investigativa envolvendo supostos maus-tratos praticados por adolescentes na Praia Brava. Em determinado momento, autoridades mencionaram uma possível tentativa de afogamento do animal. Com o avanço das investigações, porém, os episódios passaram a ser tratados separadamente, sem comprovação de ligação direta entre eles. As próprias suspeitas envolvendo familiares dos adolescentes investigados também sofreram mudanças ao longo do processo. Pais e um tio chegaram a ser investigados por suposta coação de testemunhas após uma operação policial cumprir mandados de busca. Posteriormente, o Ministério Público rejeitou essa linha investigativa por ausência de elementos suficientes. O relatório final produzido pelas Promotorias de Justiça foi baseado justamente nesse conjunto de divergências técnicas, cronológicas e testemunhais. A conclusão do órgão foi de que as inconsistências encontradas ao longo da investigação impediram a formação de uma base probatória sólida para responsabilizar os adolescentes investigados pela morte de Orelha. A apuração do portal Agora Floripa acompanha que o caso segue sob sigilo judicial e aguarda decisão da Vara da Infância e Juventude da Capital sobre o pedido de arquivamento apresentado pelo Ministério Público de Santa Catarina. Por que as provas apresentadas pela Polícia Civil não foram consideradas suficientes para responsabilizar os adolescentes investigados? A investigação sobre a morte do cão comunitário Orelha chegou a apontar um adolescente como autor de ato infracional análogo a maus-tratos contra animais. A Polícia Civil sustentava que havia um conjunto de indícios suficientes para responsabilizá-lo, incluindo imagens de câmeras de segurança, horários de deslocamento, depoimentos e comportamentos considerados suspeitos ao longo da apuração. Com o avanço das análises feitas pelo Ministério Público de Santa Catarina, porém, as provas passaram a ser consideradas frágeis, contraditórias e insuficientes para sustentar uma responsabilização judicial. O principal problema identificado pelo MPSC foi justamente a ausência de provas diretas que comprovassem a agressão contra Orelha e a participação dos adolescentes no episódio. Apesar da enorme repercussão do caso e das declarações contundentes feitas por autoridades nos primeiros dias da investigação, nunca foram apresentadas imagens mostrando o momento exato em que o cão teria sido atacado na Praia Brava, no Norte da Ilha. As imagens analisadas pela Polícia Civil mostravam adolescentes circulando pela região durante a madrugada em que Orelha desapareceu, mas nenhuma gravação registrou agressões. Segundo o Ministério Público, as provas reunidas eram essencialmente circunstanciais, baseadas em interpretações de deslocamentos, aproximações e horários. Um dos pontos centrais da investigação acabou se tornando justamente uma das principais fragilidades apontadas pelos promotores. A Polícia Civil sustentava que o adolescente investigado e o cão permaneceram próximos por aproximadamente 40 minutos nas imediações do deck da Praia Brava. No entanto, após novas análises técnicas realizadas durante as diligências complementares, o Ministério Público concluiu que os dois não estavam no mesmo local naquele período. De acordo com o parecer entregue à juíza Vanessa Bonetti Haupenthal, análises periciais indicaram que, enquanto o adolescente aparecia próximo ao deck, Orelha estava a cerca de 600 metros de distância. A divergência foi considerada decisiva porque enfraqueceu diretamente a linha cronológica apresentada no inquérito policial. Outro fator relevante foi a ausência de testemunhas presenciais. Ao longo da investigação, nenhuma pessoa afirmou ter visto o momento em que o cão teria sido agredido. O Ministério Público também avaliou que vários depoimentos apresentavam inconsistências e mudanças de versão, dificultando a consolidação de uma narrativa única sobre o que realmente aconteceu naquela madrugada. As perícias técnicas produzidas durante o caso também não confirmaram a dinâmica inicialmente apresentada pela Polícia Civil. Desde janeiro, investigadores trabalhavam com a hipótese de que Orelha teria sofrido um forte golpe na cabeça com objeto contundente. A suspeita ganhou força após o cão ser encontrado debilitado, com ferimentos e sem reflexos neurológicos. Mesmo assim, o novo laudo produzido após a exumação do corpo do animal não encontrou fraturas no esqueleto do cão comunitário. A perícia realizada pela Polícia Científica também não conseguiu determinar de forma conclusiva a causa da morte. Embora os especialistas tenham ressaltado que a ausência de lesões ósseas não elimina totalmente a possibilidade de trauma craniano, o exame não confirmou tecnicamente que o animal morreu em decorrência de espancamento. Outro elemento analisado pelo Ministério Público foi a hipótese de que Orelha já apresentava uma condição clínica grave antes do episódio registrado em janeiro. Segundo o parecer, as evidências técnicas e veterinárias passaram a indicar que o estado de saúde do animal poderia ter relação com doenças ou problemas preexistentes, e não necessariamente com agressões físicas. A investigação ainda enfrentou dúvidas envolvendo vídeos divulgados ao longo do caso. Algumas imagens apresentadas inicialmente como relevantes perderam força após reavaliações técnicas. Um vídeo que mostrava uma adolescente ao lado do suspeito, por exemplo, foi posteriormente tratado apenas como ilustrativo. Em outro registro, Orelha aparece caminhando pela região já aparentemente debilitado em horário que não coincidia integralmente com parte da dinâmica investigada pela polícia. As suspeitas envolvendo familiares dos adolescentes também acabaram enfraquecidas ao longo das diligências. Pais e um tio chegaram a ser investigados por suposta coação de testemunhas após operações policiais e apreensões de celulares. Posteriormente, o Ministério Público concluiu que não havia elementos suficientes para sustentar essa linha investigativa. Ao final da reanálise conduzida pelas Promotorias de Justiça e pelo grupo técnico criado para acompanhar o caso, o entendimento foi de que o conjunto probatório reunido não atingiu o nível necessário para responsabilização dos adolescentes investigados. Para o Ministério Público, embora existissem suspeitas e forte repercussão social, as provas produzidas ao longo da investigação não permitiam afirmar, de forma segura e conclusiva, que eles participaram da morte do cão comunitário da Praia Brava. A apuração do portal Agora Floripa segue acompanhando os desdobramentos do caso, que agora aguarda decisão da Justiça sobre o pedido de arquivamento encaminhado pelo Ministério Público de Santa Catarina. O que revelaram as novas perícias e diligências solicitadas pelo Ministério Público após a conclusão do inquérito? As novas perícias e diligências solicitadas pelo Ministério Público de Santa Catarina mudaram significativamente o rumo da investigação sobre a morte do cão comunitário Orelha, na Praia Brava, em Florianópolis. Depois que a Polícia Civil concluiu o inquérito apontando a participação de um adolescente no caso, o MPSC decidiu aprofundar a apuração diante de lacunas, inconsistências e dúvidas encontradas no material produzido até então. Em fevereiro, as Promotorias de Justiça responsáveis pelo caso requisitaram 35 novas diligências. O objetivo era revisar informações consideradas frágeis e esclarecer pontos que permaneciam sem resposta desde os primeiros dias da investigação. A partir daí, vídeos passaram por nova análise técnica, testemunhas foram novamente ouvidas e dados extraídos de celulares apreendidos começaram a ser reavaliados por um grupo técnico criado especialmente para acompanhar o caso. Uma das medidas mais impactantes foi a exumação do corpo de Orelha, autorizada pela Justiça após pedido do próprio Ministério Público. O cão comunitário havia sido encontrado em estado gravíssimo no dia 5 de janeiro e morreu após ser submetido à eutanásia em uma clínica veterinária. Desde o início, a principal hipótese investigada era de agressão violenta. O novo laudo produzido pela Polícia Científica, porém, trouxe conclusões diferentes das suspeitas que haviam dominado a investigação nos primeiros meses. A perícia não encontrou fraturas no esqueleto do animal, nem sinais conclusivos que confirmassem espancamento. O exame também não conseguiu determinar oficialmente a causa da morte de Orelha. Os peritos destacaram que a ausência de lesões ósseas não elimina completamente a possibilidade de trauma craniano ou agressões em tecidos moles, mas o resultado acabou enfraquecendo a principal tese sustentada pela investigação policial: a de que o cão teria sido violentamente atacado com objeto contundente. As diligências complementares também aprofundaram a análise da cronologia dos fatos. Técnicos revisaram imagens de câmeras de segurança e fizeram um novo cruzamento dos horários registrados ao longo da madrugada em que Orelha desapareceu. Segundo o Ministério Público, os novos estudos indicaram que o adolescente apontado como principal suspeito e o cão não estavam no mesmo local no período considerado decisivo para o caso. De acordo com o parecer enviado à juíza Vanessa Bonetti Haupenthal, enquanto o adolescente aparecia próximo ao deck da Praia Brava, Orelha estava cerca de 600 metros distante daquele ponto. A informação passou a ser considerada uma das principais fragilidades da linha investigativa apresentada pela Polícia Civil. Outra revelação importante surgiu da análise de vídeos considerados relevantes no início da investigação. Algumas imagens utilizadas para sustentar a dinâmica do caso passaram a ser interpretadas de forma diferente após a revisão técnica feita pelo grupo de trabalho do Ministério Público. Um dos registros mostrava uma adolescente ao lado do jovem investigado em determinado momento da madrugada. Inicialmente, o vídeo foi tratado como peça importante da apuração. Depois, as novas análises concluíram que a gravação não comprovava participação direta na suposta agressão e perdeu força dentro da investigação. As novas diligências também apontaram divergências sobre os horários em que Orelha foi visto caminhando pela região da Praia Brava. Um vídeo mostrou o cão circulando pelo bairro por volta das 7h da manhã, já aparentemente debilitado. A imagem passou a levantar dúvidas sobre o momento exato em que o animal teria sofrido qualquer possível agressão. Além das perícias e das imagens, o Ministério Público reavaliou depoimentos prestados ao longo do caso. Algumas versões apresentavam diferenças em relação às primeiras declarações dadas ainda em janeiro, especialmente sobre horários, deslocamentos e encontros entre os adolescentes investigados. Os celulares apreendidos durante a investigação também foram submetidos a novas análises técnicas. Apesar da expectativa em torno do material, o Ministério Público informou que os dados extraídos não produziram provas conclusivas capazes de ligar diretamente os adolescentes à morte do cão comunitário. Outro ponto que ganhou força após as diligências foi a hipótese de que Orelha apresentava uma condição de saúde grave e preexistente. Segundo o parecer do MPSC, as evidências técnicas e testemunhais passaram a indicar que o estado clínico do animal pode ter contribuído para o agravamento do quadro que levou à morte, hipótese que não havia sido aprofundada no início da investigação. Ao final da revisão conduzida pelas Promotorias de Justiça, o entendimento foi de que as novas provas produzidas não confirmaram a dinâmica inicialmente apresentada pela Polícia Civil. Pelo contrário: parte das diligências acabou revelando inconsistências, fragilidades técnicas e ausência de elementos concretos que sustentassem responsabilizações. A apuração do portal Agora Floripa acompanha que o relatório final elaborado pelo Ministério Público possui cerca de 170 páginas e reúne análises de quase dois mil arquivos digitais, entre vídeos, fotografias, documentos e dados extraídos de dispositivos eletrônicos. Agora, caberá à Justiça decidir se aceita ou não o pedido de arquivamento das investigações relacionadas à morte do cão Orelha. Como os laudos periciais enfraqueceram a hipótese de agressão contra o cão Orelha? Os laudos periciais produzidos ao longo da investigação passaram a ocupar papel central no pedido de arquivamento do caso do cão comunitário Orelha. As análises técnicas realizadas após a morte do animal acabaram desmontando parte da principal linha investigativa sustentada nos primeiros meses do caso: a de que o cão teria sido brutalmente espancado na Praia Brava, em Florianópolis. Quando Orelha foi encontrado em estado grave no dia 5 de janeiro, a cena causou forte comoção entre moradores da região. O cão, conhecido por circular havia cerca de dez anos pelas ruas e pela faixa de areia da Praia Brava, apresentava ferimentos, sinais de desorientação, ausência de reflexos neurológicos e dificuldades severas de locomoção. Poucas horas depois, diante da gravidade do quadro clínico, ele foi submetido à eutanásia em uma clínica veterinária. Naquele momento, a principal suspeita levantada pela investigação era de agressão violenta. A Polícia Civil passou a trabalhar com a hipótese de que o animal teria sido atingido na cabeça por um objeto contundente. A repercussão cresceu rapidamente, mobilizando moradores da Grande Florianópolis, turistas, ativistas da causa animal e autoridades públicas. Com o avanço da investigação, porém, os exames periciais começaram a revelar um cenário mais complexo do que o inicialmente apresentado. O ponto decisivo aconteceu após o Ministério Público de Santa Catarina solicitar a exumação do corpo do animal para realização de novas análises pela Polícia Científica. O novo laudo produzido após a exumação não encontrou fraturas no esqueleto de Orelha. A perícia também não identificou lesões ósseas compatíveis com espancamento severo, algo que era esperado diante da hipótese inicial de agressão brutal. Além disso, os exames não conseguiram determinar de forma conclusiva a causa da morte do cão comunitário. Os peritos destacaram no documento que a ausência de fraturas não elimina completamente a possibilidade de trauma craniano ou lesões em tecidos moles. Ainda assim, tecnicamente, o material produzido não confirmou que Orelha morreu em decorrência direta de agressões físicas. Esse ponto passou a ser considerado um dos principais fatores para o enfraquecimento da tese sustentada no início da investigação. O Ministério Público avaliou que os laudos não produziram elementos técnicos suficientemente robustos para comprovar a dinâmica apresentada pela Polícia Civil. Outro aspecto importante levantado pelas novas perícias foi a possibilidade de que Orelha apresentasse uma condição de saúde grave e preexistente. Segundo o parecer encaminhado à juíza Vanessa Bonetti Haupenthal, as análises veterinárias e os elementos reunidos durante as diligências passaram a indicar que o animal poderia já estar debilitado antes do episódio registrado em janeiro. A hipótese ganhou força após a revisão de documentos veterinários, imagens e depoimentos obtidos ao longo da investigação. O entendimento do Ministério Público foi de que o agravamento do estado clínico do cão pode não estar necessariamente ligado a um ataque violento, mas também a problemas de saúde anteriores. As perícias também entraram em choque com parte da narrativa pública construída nos primeiros dias do caso. Em janeiro, autoridades chegaram a mencionar a existência de indícios extremamente fortes de maus-tratos. O governador Jorginho Mello falou em provas “de embrulhar o estômago”, enquanto a Polícia Civil afirmava trabalhar com a hipótese de agressão por objeto contundente. Apesar disso, nenhuma imagem da suposta agressão foi localizada ao longo da investigação. Os laudos técnicos também não conseguiram vincular diretamente os ferimentos observados no animal a um espancamento específico praticado por terceiros. Outro detalhe importante apontado nas análises foi a ausência de marcas ósseas compatíveis com violência intensa. Em casos de agressão severa, especialmente envolvendo golpes contundentes na região craniana, normalmente são esperados sinais físicos mais evidentes nos exames periciais. No caso de Orelha, esses vestígios não foram encontrados de forma conclusiva. As novas análises produzidas pela Polícia Científica acabaram influenciando diretamente o posicionamento do Ministério Público. O entendimento final foi de que, embora existissem suspeitas iniciais e forte repercussão social, os laudos não permitiam afirmar tecnicamente que o cão foi vítima de espancamento. A apuração do portal Agora Floripa acompanha que o relatório final elaborado pelas Promotorias de Justiça reúne cerca de 170 páginas e detalha as conclusões obtidas após meses de perícias, diligências complementares e revisão de quase dois mil arquivos digitais relacionados ao caso. Agora, a decisão sobre o pedido de arquivamento das investigações relacionadas à morte do cão Orelha ficará sob responsabilidade da Vara da Infância e Juventude da Capital. De que forma as imagens de câmeras de segurança passaram a gerar dúvidas sobre a dinâmica do caso? As imagens de câmeras de segurança foram tratadas desde o início como uma das principais peças da investigação sobre a morte do cão comunitário Orelha, na Praia Brava, em Florianópolis. Foi justamente a partir da análise desses registros que a Polícia Civil construiu a linha investigativa que apontava a participação de adolescentes no caso. Com o avanço das diligências solicitadas pelo Ministério Público de Santa Catarina, porém, os próprios vídeos passaram a levantar dúvidas importantes sobre a dinâmica apresentada inicialmente. Ao longo dos meses, os registros foram revisados diversas vezes por equipes técnicas, promotores e peritos. As novas análises acabaram revelando divergências de horários, inconsistências de deslocamentos e situações que não confirmavam de forma objetiva a versão sustentada no inquérito policial. Um dos pontos centrais da investigação dizia respeito ao suposto encontro entre o adolescente apontado como principal suspeito e o cão Orelha durante a madrugada em que o animal desapareceu. A Polícia Civil sustentava que ambos teriam permanecido próximos por cerca de 40 minutos nas imediações do deck da Praia Brava, em uma área considerada decisiva para o caso. Com o aprofundamento das análises técnicas, o Ministério Público concluiu que as imagens não comprovavam essa proximidade da forma inicialmente apresentada. Segundo o parecer encaminhado à juíza Vanessa Bonetti Haupenthal, as reconstituições feitas a partir das câmeras mostraram que, enquanto o adolescente aparecia próximo ao deck, Orelha estava a aproximadamente 600 metros de distância. A constatação passou a ser considerada uma das principais fragilidades da investigação. Para o MPSC, as imagens não confirmaram que o adolescente e o cão estiveram juntos no mesmo ponto da praia no horário apontado como momento da suposta agressão. Outra situação que gerou dúvidas envolveu um vídeo que mostrava uma adolescente ao lado do jovem investigado durante parte da madrugada. Inicialmente, o registro foi tratado como peça relevante para entender a movimentação do grupo. Em determinado momento da investigação, a jovem chegou a ser considerada uma possível testemunha importante da dinâmica do caso. Com o avanço das diligências, no entanto, o entendimento mudou. As novas análises concluíram que o vídeo não comprovava participação direta na suposta agressão e passou a ser tratado apenas como um registro ilustrativo da circulação dos adolescentes pela região da Praia Brava naquela noite. As imagens também começaram a levantar questionamentos sobre os horários considerados pela investigação. Um dos registros mais importantes analisados durante as diligências mostrou Orelha caminhando pelo bairro por volta das 7h da manhã do dia em que foi encontrado debilitado. O cão aparecia aparentemente desorientado e já com sinais físicos compatíveis com algum tipo de comprometimento. O detalhe chamou atenção porque o horário registrado no vídeo não coincidia integralmente com parte da cronologia construída inicialmente pela Polícia Civil. A gravação passou a sugerir que o animal poderia já estar ferido ou debilitado em um momento diferente daquele apontado na principal linha investigativa. Outro fator que enfraqueceu a força dos vídeos foi justamente a ausência de imagens do momento exato da suposta agressão. Apesar da intensa repercussão do caso e da grande quantidade de câmeras analisadas na região da Praia Brava, nenhuma gravação mostrou Orelha sendo atacado. As imagens utilizadas ao longo da investigação mostravam deslocamentos, circulação de pessoas e movimentações na praia e nas ruas próximas, mas não registravam qualquer ato direto de violência contra o cão comunitário. As novas análises também identificaram divergências entre os horários das câmeras e alguns depoimentos prestados ao longo da investigação. Em determinados momentos, testemunhos apontavam encontros ou movimentações que não eram confirmados pelos registros audiovisuais revisados posteriormente. O Ministério Público ainda avaliou que parte da interpretação inicial das imagens foi baseada em suposições sobre comportamento e proximidade física, sem que houvesse confirmação objetiva do que efetivamente aconteceu naquela madrugada de janeiro. As dúvidas geradas pelas câmeras de segurança acabaram tendo peso decisivo na reavaliação do caso. As imagens, que inicialmente serviram como base para sustentar a hipótese de agressão praticada por adolescentes, passaram a ser consideradas insuficientes para comprovar a dinâmica apresentada no inquérito policial. A apuração do portal Agora Floripa acompanha que a revisão técnica dos vídeos integrou o relatório final de aproximadamente 170 páginas produzido pelas Promotorias de Justiça, documento que embasou o pedido de arquivamento das investigações relacionadas à morte do cão Orelha. Agora, caberá à Vara da Infância e Juventude da Capital decidir se aceita ou não o arquivamento do caso que mobilizou moradores da Grande Florianópolis, provocou homenagens na Praia Brava e ganhou repercussão nacional ao longo dos últimos meses. Qual foi o impacto da repercussão nacional e internacional na condução das investigações? A morte do cão comunitário Orelha rapidamente deixou de ser apenas um caso local da Praia Brava, em Florianópolis, e passou a mobilizar pessoas em diferentes regiões do Brasil e até fora do país. A repercussão nacional e internacional transformou a investigação em um dos episódios mais acompanhados de Santa Catarina em 2026, aumentando a pressão sobre autoridades, ampliando a cobrança por respostas rápidas e influenciando diretamente o andamento das apurações. Nos dias seguintes ao aparecimento de Orelha em estado grave, moradores da Praia Brava começaram a compartilhar imagens, homenagens e pedidos de justiça nas redes sociais. O cão era conhecido havia cerca de dez anos na região e fazia parte da rotina de comerciantes, surfistas, moradores e turistas que circulavam pelo bairro no Norte da Ilha. A comoção cresceu de forma intensa após a confirmação da morte do animal. Em pouco tempo, o caso ultrapassou Florianópolis. Publicações sobre Orelha passaram a alcançar milhões de visualizações, enquanto manifestações de indignação tomavam conta das redes sociais. A mobilização fez com que autoridades estaduais se pronunciassem publicamente ainda nos primeiros dias da investigação. O governador Jorginho Mello comentou o caso e afirmou que existiam provas “de embrulhar o estômago”, declaração que aumentou ainda mais a repercussão do episódio. Paralelamente, a Polícia Civil passou a tratar o caso como prioridade, intensificando diligências, análises de câmeras de segurança e apreensões de celulares de adolescentes investigados. A exposição pública também ampliou a pressão sobre a atuação da Polícia Civil e do Ministério Público de Santa Catarina. Conforme o caso ganhava espaço nacional, crescia a expectativa popular por uma resposta rápida e pela responsabilização dos envolvidos. A repercussão internacional ocorreu principalmente em veículos voltados ao público hispanofalante, que destacaram a comoção provocada pela morte do cão comunitário e o debate sobre maus-tratos a animais no Brasil. A Praia Brava passou a receber visitantes que procuravam o local onde Orelha vivia e homenagens começaram a surgir espontaneamente na região. Moradores improvisaram memoriais, flores, placas e mensagens em homenagem ao cão. O espaço acabou se tornando símbolo da mobilização popular que acompanhou o caso ao longo dos meses. Turistas de diferentes estados passaram a visitar o ponto movidos pela repercussão nas redes sociais e pela identificação emocional com a história do animal comunitário. A dimensão do caso também impactou diretamente a condução institucional da investigação. Diante da pressão pública e da grande repercussão, o Ministério Público decidiu aprofundar a análise do inquérito policial antes de tomar qualquer decisão definitiva. Em fevereiro, as Promotorias de Justiça solicitaram 35 novas diligências à Polícia Civil após identificarem inconsistências e lacunas nas provas apresentadas. O órgão também criou um grupo técnico específico para acompanhar o caso, revisar imagens, analisar celulares apreendidos e reavaliar depoimentos colhidos durante a investigação. As diligências complementares incluíram medidas incomuns para casos semelhantes, como a exumação do corpo do animal para produção de um novo laudo pericial pela Polícia Científica. A decisão demonstrou o nível de atenção institucional gerado pela repercussão do caso. Ao mesmo tempo, a exposição intensa passou a aumentar o debate sobre a condução das investigações. Com o avanço das análises técnicas, começaram a surgir divergências entre a narrativa inicial apresentada pela Polícia Civil e os novos elementos levantados pelo Ministério Público. O então delegado-geral da Polícia Civil, Ulisses Gabriel, também passou a ser alvo de questionamentos relacionados à condução do caso. Posteriormente, o Ministério Público abriu procedimentos para apurar possíveis falhas administrativas e entrou com ação civil pública por improbidade administrativa envolvendo aspectos da investigação. A repercussão do caso ainda provocou impactos fora da esfera criminal. Em março, o governo federal anunciou o chamado decreto Cão Orelha, criado em homenagem ao animal. A medida estabeleceu multas que podem variar de R$ 1.500 a R$ 50 mil para casos de maus-tratos contra animais, podendo chegar a R$ 1 milhão em situações agravadas. Enquanto as investigações avançavam, a mobilização popular seguiu forte na Grande Florianópolis. Orelha se transformou em símbolo da causa animal e passou a representar debates sobre proteção, abandono e violência contra animais comunitários. Mesmo com toda a repercussão nacional e internacional, o Ministério Público concluiu, meses depois, que não encontrou provas suficientes para sustentar responsabilizações contra os adolescentes investigados. O pedido de arquivamento encaminhado à juíza Vanessa Bonetti Haupenthal encerrou uma investigação marcada por forte pressão social, intensa exposição pública e grande mobilização popular. A apuração do portal Agora Floripa segue acompanhando os desdobramentos do caso que transformou a Praia Brava em um dos principais símbolos da discussão sobre maus-tratos a animais em Santa Catarina nos últimos anos. Como a investigação passou de “provas de embrulhar o estômago” para a ausência de elementos conclusivos? Nos primeiros dias após a morte do cão comunitário Orelha, na Praia Brava, em Florianópolis, o caso ganhou contornos de um crime brutal. As imagens do animal debilitado, a forte mobilização popular e as declarações públicas de autoridades criaram a percepção de que existiam provas contundentes sobre uma violenta agressão contra o cão que havia se tornado símbolo da região Norte da Ilha. Foi nesse cenário que o governador Jorginho Mello afirmou publicamente que existiam provas “de embrulhar o estômago” relacionadas ao caso. A declaração rapidamente repercutiu nas redes sociais, fortaleceu a indignação popular e aumentou ainda mais a pressão por respostas rápidas das autoridades responsáveis pela investigação. Naquele momento, a Polícia Civil trabalhava com a hipótese de que Orelha havia sido espancado com um objeto contundente durante a madrugada do dia 4 de janeiro. A investigação avançou com análise de câmeras de segurança, coleta de depoimentos, apreensão de celulares e identificação de adolescentes que estariam na Praia Brava no período investigado. Com o passar das semanas, porém, a própria estrutura da investigação começou a apresentar fragilidades. Embora as autoridades falassem em fortes indícios de violência, nenhuma imagem da suposta agressão foi localizada. As gravações obtidas mostravam adolescentes circulando pela região e movimentações durante a madrugada, mas não registravam qualquer ato direto de violência contra o cão comunitário. Mesmo assim, a Polícia Civil concluiu o inquérito apontando um adolescente como responsável por ato infracional análogo a maus-tratos contra animais. O entendimento policial se baseava principalmente em indícios, horários, trajetos percorridos e interpretações das imagens analisadas. Foi a partir desse momento que o Ministério Público de Santa Catarina decidiu aprofundar a análise do caso. Em vez de apresentar imediatamente uma medida socioeducativa contra o adolescente investigado, as Promotorias de Justiça passaram a revisar toda a investigação em busca de elementos técnicos mais sólidos. Em fevereiro, o MPSC solicitou 35 novas diligências à Polícia Civil após identificar inconsistências, lacunas e dúvidas importantes no inquérito. Um grupo técnico foi criado especialmente para reavaliar vídeos, dados extraídos de celulares, depoimentos e laudos periciais. Conforme as novas análises avançavam, a narrativa construída nos primeiros meses começou a perder sustentação técnica. Um dos pontos que mais enfraqueceu a versão inicial foi a revisão das imagens de câmeras de segurança. Segundo o parecer final encaminhado à juíza Vanessa Bonetti Haupenthal, as novas análises mostraram que o adolescente apontado como principal suspeito e Orelha não estavam no mesmo ponto da Praia Brava no período considerado crucial para a investigação. Enquanto o jovem aparecia próximo ao deck da praia, o cão estaria cerca de 600 metros distante daquele local. A conclusão passou a colocar em dúvida a principal dinâmica sustentada pela investigação policial: a de que o adolescente teria permanecido com o animal durante aproximadamente 40 minutos antes da suposta agressão. Outro fator decisivo foi o resultado das perícias realizadas no corpo do cão comunitário. Após solicitação do próprio Ministério Público, o corpo de Orelha foi exumado para um novo exame da Polícia Científica. O laudo produzido após a exumação não encontrou fraturas no esqueleto do animal e não conseguiu determinar oficialmente a causa da morte. Embora os peritos tenham ressaltado que a ausência de lesões ósseas não elimina completamente a possibilidade de trauma craniano, os exames não confirmaram tecnicamente a hipótese de espancamento brutal que dominava o caso desde janeiro. As novas diligências também revelaram divergências em depoimentos, inconsistências de horários e mudanças na interpretação de vídeos considerados importantes no início da investigação. Algumas imagens utilizadas como peças relevantes perderam força após reavaliações técnicas feitas pelo grupo de trabalho do Ministério Público. Além disso, os dados extraídos dos celulares apreendidos não produziram provas conclusivas capazes de ligar diretamente os adolescentes investigados à morte do animal. Outro ponto que passou a ser considerado pelas Promotorias de Justiça foi a possibilidade de que Orelha apresentasse uma condição grave de saúde preexistente. Segundo o parecer, as evidências técnicas e veterinárias levantaram a hipótese de que o agravamento do quadro clínico do cão poderia ter relação com problemas anteriores, e não necessariamente com agressões violentas praticadas por terceiros. Com o avanço das revisões técnicas, o cenário que inicialmente parecia apontar para um crime esclarecido passou a ser tratado como uma investigação sem provas conclusivas suficientes para responsabilização criminal ou infracional. A forte repercussão nacional e internacional do caso também contribuiu para ampliar a cobrança sobre as instituições envolvidas. Ao mesmo tempo em que aumentou a pressão popular por justiça, a exposição pública passou a exigir uma análise ainda mais rigorosa sobre a consistência das provas apresentadas. Ao final de meses de diligências complementares, perícias e reavaliações, o Ministério Público concluiu que os elementos reunidos não atingiam o nível probatório necessário para sustentar acusações contra os adolescentes investigados. Foi com base nesse entendimento que o órgão pediu oficialmente o arquivamento das investigações relacionadas à morte do cão Orelha. A apuração do portal Agora Floripa acompanha que o relatório final elaborado pelas Promotorias de Justiça reúne cerca de 170 páginas e detalha como uma investigação inicialmente apresentada como extremamente contundente terminou marcada por dúvidas, inconsistências técnicas e ausência de provas materiais conclusivas. O que aconteceu com as investigações paralelas envolvendo familiares dos adolescentes e suposta coação de testemunhas? Enquanto a investigação sobre a morte do cão comunitário Orelha avançava na Praia Brava, em Florianópolis, outro núcleo paralelo passou a chamar atenção das autoridades e da opinião pública: as suspeitas envolvendo familiares dos adolescentes investigados e uma possível tentativa de interferência no andamento do caso. As apurações surgiram ainda nos primeiros meses da investigação, em meio à enorme repercussão nacional do episódio. Naquele momento, a Polícia Civil trabalhava com a hipótese de que familiares dos adolescentes poderiam estar atuando para influenciar testemunhas e dificultar a coleta de informações consideradas relevantes para o inquérito. As suspeitas se concentraram principalmente em pais de adolescentes investigados e em um tio de um dos jovens envolvidos no caso. A linha investigativa ganhou força após relatos relacionados a um porteiro que teria sido pressionado durante o andamento das apurações. Com base nesses elementos, a Polícia Civil deflagrou uma operação que cumpriu mandados de busca e apreensão relacionados aos familiares. Celulares foram recolhidos e passaram por perícia, enquanto investigadores buscavam identificar possíveis mensagens, contatos ou qualquer elemento que pudesse indicar tentativa de coação de testemunhas. Na época, o caso aumentou ainda mais a tensão em torno da investigação sobre a morte de Orelha. A repercussão foi imediata na Grande Florianópolis, especialmente porque as suspeitas passaram a ampliar o alcance da investigação para além dos adolescentes inicialmente apontados como envolvidos. As diligências conduzidas pela Polícia Civil incluíram análise de aparelhos eletrônicos, revisão de conversas e reavaliação de depoimentos já prestados durante o inquérito principal. A suspeita era de que testemunhas poderiam ter sofrido algum tipo de influência ou intimidação relacionada aos relatos sobre a madrugada em que o cão desapareceu na Praia Brava. Ao longo dos meses seguintes, porém, essa linha investigativa começou a perder força dentro do próprio Ministério Público de Santa Catarina. Durante a revisão aprofundada do caso, as Promotorias de Justiça passaram a reavaliar os elementos reunidos também nesse núcleo paralelo da investigação. Segundo o parecer final encaminhado à juíza Vanessa Bonetti Haupenthal, os elementos produzidos ao longo das diligências não foram considerados suficientes para comprovar a prática de coação de testemunhas por parte dos familiares investigados. O Ministério Público avaliou que as provas reunidas não sustentavam a continuidade dessa frente investigativa em âmbito criminal. Com isso, a linha relacionada à suposta interferência nas investigações acabou sendo rejeitada pelas Promotorias de Justiça. As análises realizadas nos celulares apreendidos também não produziram provas conclusivas capazes de demonstrar articulação direta para alterar depoimentos ou intimidar testemunhas. O material passou por perícias técnicas durante meses, mas não resultou em elementos considerados robustos para responsabilização. Outro ponto que enfraqueceu essa frente investigativa foi justamente a dificuldade de consolidar uma narrativa objetiva sobre os supostos episódios de pressão relatados durante o andamento do caso. Parte das informações levantadas inicialmente não encontrou confirmação suficiente ao longo das diligências complementares conduzidas posteriormente. Enquanto isso, o caso principal seguia sendo reavaliado pelo grupo técnico criado pelo Ministério Público para revisar as provas relacionadas à morte de Orelha. O aprofundamento das análises acabou revelando inconsistências também na linha investigativa envolvendo os familiares dos adolescentes. A repercussão nacional do caso contribuiu para que essas suspeitas ganhassem enorme visibilidade pública ainda nos primeiros meses do ano. A possibilidade de interferência nas investigações passou a alimentar debates nas redes sociais e aumentou a pressão sobre as autoridades responsáveis pelo caso. Paralelamente, o então delegado-geral da Polícia Civil, Ulisses Gabriel, também passou a ser alvo de questionamentos relacionados à condução da investigação. O Ministério Público chegou a instaurar procedimentos para apurar possíveis falhas administrativas e posteriormente ingressou com ação civil pública por improbidade administrativa envolvendo aspectos da condução do caso Orelha. Com o avanço das revisões técnicas e a reanálise completa do material produzido ao longo da investigação, o entendimento final do Ministério Público foi de que não havia provas suficientes para sustentar acusações relacionadas à suposta coação de testemunhas. A apuração do portal Agora Floripa acompanha que o relatório final produzido pelas Promotorias de Justiça reúne aproximadamente 170 páginas e detalha não apenas as fragilidades identificadas na investigação principal sobre a morte do cão comunitário, mas também as inconsistências encontradas nas linhas paralelas que surgiram ao longo do caso. Agora, todas as conclusões apresentadas pelo Ministério Público, incluindo o pedido de arquivamento das investigações principais e paralelas, aguardam decisão da Vara da Infância e Juventude da Capital. O que muda agora após o pedido de arquivamento e quais são os próximos passos da Justiça no caso do cão Orelha? O pedido de arquivamento apresentado pelo Ministério Público de Santa Catarina representa uma mudança decisiva no caso que mobilizou a Praia Brava, em Florianópolis, e ganhou repercussão nacional nos últimos meses. Depois de uma investigação marcada por forte comoção popular, operações policiais, perícias, análise de celulares e reavaliação de imagens de segurança, o processo entra agora em uma nova etapa: a análise do Judiciário sobre o futuro definitivo do caso Orelha. O parecer elaborado pelas Promotorias de Justiça foi encaminhado à juíza Vanessa Bonetti Haupenthal, da Vara da Infância e Juventude da Capital, responsável pelos procedimentos que tramitam sob sigilo devido ao envolvimento de adolescentes. O documento possui cerca de 170 páginas e detalha as razões técnicas e jurídicas que levaram o Ministério Público a concluir que não existem provas suficientes para responsabilizar os investigados. Na prática, o pedido de arquivamento significa que o Ministério Público entendeu não haver elementos probatórios capazes de sustentar a apresentação de medida socioeducativa contra os adolescentes investigados nem o prosseguimento das linhas paralelas apuradas ao longo do caso. Agora, a decisão final passa a depender exclusivamente da Justiça. A juíza poderá concordar com o entendimento do Ministério Público e determinar o arquivamento das investigações ou, caso considere necessário, solicitar novas diligências e aprofundamentos antes de decidir pelo encerramento definitivo do procedimento. Como o caso envolve adolescentes, o processo tramita em sigilo judicial, o que limita a divulgação pública de detalhes mais sensíveis das análises produzidas ao longo da investigação. Mesmo assim, parte das conclusões do Ministério Público foi tornada pública diante da enorme repercussão social que o caso alcançou desde janeiro. Com o pedido de arquivamento, também perde força a possibilidade de responsabilizações relacionadas às investigações paralelas envolvendo familiares dos adolescentes e suspeitas de coação de testemunhas. Segundo o entendimento das Promotorias de Justiça, os elementos reunidos nessas frentes investigativas também não foram considerados suficientes para sustentar medidas judiciais. Outro ponto importante é que o arquivamento solicitado pelo Ministério Público não altera a repercussão social e simbólica que o caso Orelha provocou em Florianópolis e em outras regiões do país. O cão comunitário, conhecido havia cerca de dez anos na Praia Brava, se transformou em símbolo nacional da causa animal após a forte mobilização popular gerada pela investigação. Mesmo após meses do episódio, o local onde Orelha costumava circular segue recebendo homenagens de moradores e turistas. A repercussão do caso também gerou impactos fora da esfera criminal. Em março, o governo federal anunciou o chamado decreto Cão Orelha, que ampliou penalidades administrativas relacionadas a maus-tratos contra animais, prevendo multas que podem chegar a R$ 1 milhão em situações agravadas. Enquanto a Justiça analisa o pedido de arquivamento, a investigação conduzida pela Polícia Civil permanece formalmente sem uma conclusão judicial definitiva. Isso significa que o caso ainda não está encerrado oficialmente até que a decisão seja homologada pela Vara da Infância e Juventude da Capital. As conclusões do Ministério Público foram construídas após meses de diligências complementares, revisão de quase dois mil arquivos digitais, análise de imagens de câmeras de segurança, extração de dados de celulares apreendidos, novos depoimentos e exames periciais, incluindo a exumação do corpo do animal. Entre os principais fatores considerados pelo órgão estão a ausência de provas materiais diretas da agressão, a inexistência de imagens mostrando o ataque ao cão, inconsistências na cronologia apresentada inicialmente pela investigação policial e laudos periciais que não confirmaram de forma conclusiva a hipótese de espancamento. O entendimento do Ministério Público também levou em consideração a possibilidade de que Orelha apresentasse uma condição clínica grave e preexistente, hipótese reforçada pelas novas perícias realizadas durante a reavaliação do caso. A apuração do portal Agora Floripa acompanha que, mesmo diante do pedido de arquivamento, o caso ainda continua despertando atenção na Grande Florianópolis por tudo o que representou ao longo dos últimos meses: a mobilização popular, a repercussão internacional, os debates sobre proteção animal e os questionamentos sobre a condução das investigações. Agora, todas as atenções se voltam para a decisão da juíza Vanessa Bonetti Haupenthal, que deverá analisar o relatório final do Ministério Público e definir os próximos passos jurídicos do caso que marcou a Praia Brava e se tornou um dos episódios mais comentados de Santa Catarina em 2026.
- Justiça determina retomada das câmeras corporais na Polícia Militar de Santa Catarina
Foto: Divulgação - Agora Floripa. Uma decisão da Justiça de Santa Catarina colocou novamente as câmeras corporais da Polícia Militar no centro do debate sobre segurança pública e transparência no estado. Em sentença divulgada nesta terça-feira (12), a 2ª Vara da Fazenda Pública da comarca da Capital determinou que o Governo de Santa Catarina volte a operar com câmeras acopladas às fardas dos policiais militares. A medida estabelece a reimplantação obrigatória do programa na Polícia Militar de Santa Catarina (PMSC) após o encerramento administrativo do uso dos equipamentos em setembro de 2024. Na decisão, a Justiça entendeu que o fim do programa sem a criação de uma alternativa substitutiva representou um retrocesso na proteção de direitos fundamentais relacionados à segurança pública, à transparência das ações policiais e à preservação de provas em investigações. O processo foi movido pela Defensoria Pública do Estado por meio de ação civil pública e ainda pode ser alvo de recurso ao Tribunal de Justiça de Santa Catarina. A sentença destaca que problemas apontados anteriormente pelo Estado, como desgaste tecnológico dos equipamentos, falhas relacionadas ao armazenamento das imagens e questões técnicas de operação, não seriam suficientes para justificar a extinção definitiva da política pública. O entendimento judicial aponta que as dificuldades exigiriam modernização e atualização do sistema, e não o encerramento das atividades. Com isso, a Justiça determinou que Santa Catarina implante um novo programa de câmeras corporais utilizando equipamentos modernos e sistemas atualizados, compatíveis com a legislação nacional e normas técnicas da Secretaria Nacional de Segurança Pública. O governo estadual terá prazo de 90 dias para apresentar um plano detalhado de reimplantação. O documento deverá incluir cronograma, metas, custos, fontes de financiamento e definição das etapas de ampliação do sistema até atingir todas as unidades operacionais da Polícia Militar. A decisão também estabelece prioridades para utilização obrigatória das câmeras, principalmente em ocorrências consideradas mais sensíveis, como atendimentos de violência doméstica, ações envolvendo mulheres vítimas de violência, operações de controle de distúrbios e entradas domiciliares sem mandado judicial. Outro ponto importante da sentença impede o descarte ou inutilização dos equipamentos já existentes, salvo nos casos em que haja comprovação técnica de impossibilidade de recuperação. Além disso, as gravações armazenadas deverão ser preservadas e disponibilizadas ao Ministério Público ou à Defensoria Pública quando houver solicitação oficial. A Justiça também concedeu tutela de urgência para cumprimento imediato das medidas, antes mesmo do encerramento definitivo do processo. Dentro da decisão, ainda foi determinada a criação de um Comitê Intersetorial Permanente voltado ao acompanhamento e fiscalização do novo programa de câmeras corporais. O grupo deverá reunir representantes do Executivo, Polícia Militar, Judiciário, Ministério Público, Defensoria Pública, Ordem dos Advogados do Brasil e entidades ligadas à segurança pública e aos direitos humanos. O Estado também precisará apresentar relatórios periódicos sobre a implementação do sistema, incluindo quantidade de câmeras em operação, registros sem gravação, dados sobre uso da força policial, mortes decorrentes de intervenções e recursos financeiros utilizados no programa. Outro item previsto na sentença determina que Santa Catarina desenvolva um plano específico de redução da letalidade policial no prazo de até 180 dias. Em caso de descumprimento das determinações relacionadas à reimplantação das câmeras corporais, a Justiça fixou multa diária de R$ 50 mil. Para outras obrigações previstas na sentença, a penalidade diária será de R$ 20 mil. A decisão repercute diretamente no debate sobre tecnologia, segurança pública e fiscalização das ações policiais em Santa Catarina, especialmente na Grande Florianópolis, onde o tema vem sendo acompanhado de perto por instituições públicas e pela sociedade civil.
- Fim da "taxa das blusinhas" preocupa indústria; plataformas apoiam
Setor defende isonomia e plataformas falam em volta do poder de compra © CNI/José Paulo Lacerd A decisão do governo federal de zerar o imposto de importação sobre compras internacionais de até US$ 50, conhecida como “taxa das blusinhas”, provocou reação imediata de entidades da indústria e do varejo e das plataformas de comércio internacional. A medida foi anunciada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e passa a valer a partir desta quarta-feira (13), mantendo apenas a cobrança de 20% do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), tributo estadual, sobre as encomendas. Em nota, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) afirmou que a medida cria uma vantagem para fabricantes estrangeiros em detrimento da produção nacional. Em nota, a entidade declarou que a decisão representa “uma vantagem concedida a indústrias estrangeiras em detrimento do setor produtivo nacional”. A CNI avalia que o impacto será maior sobre micro e pequenas empresas e poderá provocar perda de empregos. A Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) classificou a revogação da cobrança como “extremamente equivocada”. Segundo a entidade, a medida amplia a desigualdade tributária entre empresas brasileiras e plataformas internacionais. “É inadmissível que empresas brasileiras arquem com elevada carga tributária, juros reais altíssimos e custos regulatórios enquanto concorrentes estrangeiros recebem vantagens ainda maiores para acessar o mercado nacional”, afirmou a Abit. A associação também argumentou que a decisão pode afetar a arrecadação pública. Dados da Receita Federal apontam que, entre janeiro e abril de 2026, o imposto arrecadou R$ 1,78 bilhão, alta de 25% em relação ao mesmo período do ano passado. A Associação Brasileira do Varejo Têxtil (Abvtex) disse “repudiar com veemência” o fim da tributação. Para a entidade, a medida representa “um grave retrocesso econômico e um ataque direto à indústria, ao varejo nacional e aos 18 milhões de empregos gerados no Brasil” e pode "penalizar as empresas brasileiras, especialmente as micros e pequenas, que produzem, empregam e sustentam a arrecadação do país”. A entidade defendeu a criação de medidas compensatórias para evitar fechamento de empresas e perda de postos de trabalho. A Frente Parlamentar Mista em Defesa da Propriedade Intelectual e Combate à Pirataria também criticou a decisão. “Não existe competitividade quando o empresário brasileiro paga impostos altos e o produto importado entra sem tributação. Isso prejudica empregos, produção nacional e o comércio formal”, declarou o presidente da frente, deputado Júlio Lopes (PP-RJ). Apoio das plataformas Na direção oposta, a Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia (Amobitec) comemorou o fim da cobrança. A entidade, que reúne empresas como Amazon, Alibaba, Shein e 99, afirmou que a tributação era “extremamente regressiva” e reduzia o poder de compra das classes C, D e E. Segundo a Amobitec, a chamada “taxa das blusinhas” aprofundava a desigualdade social no acesso ao consumo e não cumpriu a promessa de fortalecer a competitividade da indústria nacional. Fim da cobrança A cobrança de 20% havia sido criada em 2024 no âmbito do programa Remessa Conforme, voltado a regulamentar compras internacionais em plataformas como Shein, Shopee e AliExpress. Para compras acima de US$ 50, segue mantida a tributação de 60%. No ato de assinatura da MP que acaba com o imposto, o secretário executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, explicou que foi possível zerar o imposto após três anos de combate ao contrabando e maior regularização do setor.
- Rodovia de acesso a Governador Celso Ramos será repavimentada com R$ 13 milhões
O governador Jorginho Mello assinou, nesta segunda-feira (11), a ordem de serviço para a continuidade das obras de pavimentação do Lote 2 da Rodovia Francisco Wollinger, em Governador Celso Ramos. O investimento é de R$ 13 milhões, sendo R$ 11,5 milhões do Governo do Estado, por meio do programa Santa Catarina Levada a Sério. A intervenção contempla cerca de 9 quilômetros de extensão, com serviços de terraplanagem, drenagem, reforço estrutural do pavimento e sinalização completa. A Rodovia Francisco Wollinger é considerada estratégica para a região por conectar a BR-101 aos principais bairros e praias de Governador Celso Ramos. O trecho beneficiado atende diretamente localidades como Palmas, Ganchos, Canto dos Ganchos, João de Campo e Calheiros, fortalecendo a integração entre as comunidades e melhorando a mobilidade no município. “Estamos investindo em obras que melhoram de verdade a vida das pessoas. Essa rodovia é fundamental para moradores e turistas, e vamos garantir mais segurança e qualidade no deslocamento. Governador Celso Ramos está crescendo e nós somos parceiros para ajudar nesse desenvolvimento. Além disso, essa melhoria impacta diretamente o turismo, que é essencial para a economia local”, destacou o governador Jorginho Mello. O prefeito de Governador Celso Ramos, Marcos Henrique da Silva, ressaltou que a obra é aguardada há décadas e destacou a atuação do Governo do Estado junto aos municípios catarinenses. “Essa é uma obra muito esperada pela nossa população, porque melhora o deslocamento, dá mais segurança e fortalece o desenvolvimento do município. Foram mais de 40 anos só no tapa-buraco, mas agora estamos em outra realidade porque o governador Jorginho Mello é um governador municipalista, que entrega e gosta de estar junto das pessoas. Isso faz toda a diferença na gestão. Nós só temos a agradecer, porque o povo de Governador Celso Ramos e de Santa Catarina vai reconhecer esse trabalho”, afirmou o prefeito.
- Anvisa libera registro de remédios para tratar psoríase e asma
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou hoje (11) o registro de dois medicamentos: um para tratamento de doenças inflamatórias crônicas e autoimunes, e outro para asma e rinossinusite crônica com pólipos nasais grave. O primeiro medicamento indicado é Yesintek (Ustequinumabe), apresentado como solução injetável pronta para administração subcutânea e para infusão intravenosa. O remédio é indicado para tratar psoríase, artrite psoriásica, doença de Crohn e colite ulcerativa. Segundo ao Anvisa, o produto foi avaliado pela via de desenvolvimento por comparabilidade, tendo sido comparado ao medicamento Stelara. “Yesintek é biossimilar, ou seja, demonstra semelhança em termos de qualidade, segurança e eficácia em relação a um produto biológico de referência previamente registrado na Anvisa”, disse a agência reguladora. A agência disse ainda que o medicamento aprovado é uma nova alternativa terapêutica para pacientes adultos e crianças acima de 6 anos com psoríase em placa de grau moderado a grave. “O tratamento é direcionado especificamente para casos em que as terapias convencionais — como o uso de ciclosporina, metotrexato ou sessões de fototerapia (PUVA) — não apresentaram resultados satisfatórios, foram contraindicadas ou causaram intolerância.” Ainda de acordo com a agência reguladora, no caso de pacientes adultos com artrite psoriásica ativa, o medicamento pode ser usado, de forma isolada ou em combinação com metotrexato, quando a resposta ao tratamento com drogas antirreumáticas modificadoras da doença (DMARD) foi inadequada. O Yesintek é indicado ainda para crianças com mais de 6 anos com a doença ativa. No caso da doença de Crohn, o remédio é indicado para pacientes adultos com quadro ativo de moderado a grave, que tiveram resposta inadequada ou perda de resposta a outros tratamentos, além de pessoas intolerantes à terapia convencional ou ao anti-TNF-alfa (medicamentos imunobiológicos que bloqueiam uma proteína específica, reduzindo inflamações crônicas) ou que tenham contraindicações médicas para essas terapias. Asma e rinossinusite crônica Também nesta segunda-feira, a Anvisa publicou o registro de um novo medicamento para tratar asma e rinossinusite crônica com pólipos nasais grave, o Densurko® (depemoquimabe). A medicação é apresentada como solução injetável 100 mg/mL, em seringa preenchida ou caneta aplicadora, prontas para uso e indicada como tratamento complementar da asma em pacientes adultos e pediátricos com idade igual ou acima de 12 anos com inflamação do tipo 2 (alérgica) caracterizada pelo excesso de eosinófilos (glóbulos brancos envolvidos na inflamação das vias aéreas) no sangue. Segundo o órgão, estudos clínicos demonstraram redução significativa na taxa de exacerbações clinicamente quando comparado ao placebo, ambos associados ao tratamento padrão. No caso da rinossinusite crônica com pólipos nasais, o medicamento é indicado somente para pacientes adultos nos quais a terapia convencional (com corticosteroides sistêmicos) e/ou cirurgia não proporciona controle adequado do quadro. Nos dois casos, o tratamento indicado é de uma dose a cada seis meses.
- Univali desenvolve ações reais na área penal e contribui para revisão de penas
Clínica de Execução Penal envolve estudantes em casos concretos e resulta na produção de nove peças processuais em um único módulo, em parceria com a Defensoria Pública Acadêmicos do curso de Direito da Universidade do Vale do Itajaí (Univali) vêm se destacando pela atuação prática em casos reais do sistema prisional catarinense. Por meio da Clínica de Execução Penal, desenvolvida na Escola de Ciências Jurídicas no campusKobrasol, em São José, alunos participaram da análise de processos de apenados do Presídio de São Pedro de Alcântara, em parceria com a Defensoria Pública de Santa Catarina. Durante um módulo realizado no primeiro semestre de 2026, entre março e abril, 15 estudantes, sob orientação docente, analisaram quatro casos reais encaminhados pela Defensoria. A partir desse trabalho, foram elaboradas nove peças processuais: 7 revisões criminaispara o Tribunal de Justiça do Estado e 2 habeas corpus direcionados ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). As peças produzidas serão protocoladas pela Defensoria Pública e podem impactar diretamente o tempo de cumprimento de pena dos envolvidos, considerando que os pedidos se baseiam em entendimentos já consolidados nos tribunais superiores. Segundo o professor Rodrigo Mioto dos Santos, responsável pelo Núcleo de Práticas Jurídicas do curso de Direito do campus Kobrasol, os resultados demonstram a efetividade do modelo adotado. Trata-se de uma produção significativa, especialmente por ter sido realizada em um módulo curto, com apenas nove encontros. Os estudantes atuam diretamente em casos reais, o que reforça tanto a formação prática quanto a contribuição social do curso,destaca. A Clínica de Execução Penal é coordenada pelo professor Thiago Yukio Guenka Campos, que acompanha diretamente o trabalho desenvolvido pelos acadêmicos. “A proposta é proporcionar uma experiência concreta de atuação jurídica, aproximando o estudante da realidade profissional e, ao mesmo tempo, contribuindo para o acesso à Justiça por meio da análise qualificada de processos”, afirma. A iniciativa integra um modelo diferenciado de ensino adotado pela Univali, que complementa o tradicional Escritório Modelo com clínicas jurídicas voltadas à atuação estratégica em casos reais, em parceria com instituições públicas. Além do desenvolvimento técnico, a prática reforça o compromisso da universidade com a formação cidadã e com a promoção de direitos fundamentais, ao possibilitar que acadêmicos contribuam para a revisão de situações jurídica no sistema prisional. Fonte: Informe Floripa
- São José amplia acolhimento à população em situação de rua durante onda de frio intenso
Município reforça vagas de pernoite e abre abrigo emergencial no Centro POP diante da previsão de temperaturas próximas de 5°C A Prefeitura de São José, por meio da Secretaria de Assistência Social, intensificou as ações de acolhimento à população em situação de rua devido à forte queda nas temperaturas registrada na região. Durante o último fim de semana, não houve necessidade de abertura do abrigo emergencial no Centro POP, mas o município ampliou temporariamente as vagas do serviço de pernoite, que funciona diariamente. A medida foi adotada entre sexta-feira (8) e domingo (10) para garantir atendimento reforçado durante os dias mais frios. Ao todo, 52 pessoas foram acolhidas no período. Segundo a Secretaria de Assistência Social, as vagas suplementares serão mantidas também nesta segunda-feira (11) e terça-feira (12), em razão da continuidade da massa de ar frio em Santa Catarina. Nesta segunda-feira (11), o frio ganha força em todo o estado, com temperaturas mínimas próximas de 0°C em diversas regiões catarinenses. No Litoral, os termômetros variam entre 4°C e 12°C. Já na terça-feira (12), o tempo segue firme, mas ainda sob influência do ar frio e seco, mantendo o amanhecer gelado em todas as regiões. Em São José, as mínimas previstas ficam entre 5°C e 9°C, cenário que eleva o risco de desconforto térmico, agravamento de doenças respiratórias e cardiovasculares, além de hipotermia. Diante da previsão, a Prefeitura decidiu abrir, na noite desta segunda-feira, o abrigo emergencial no Centro POP, localizado na Rua Tomé de Souza Oliveira, 104, no bairro Roçado. O espaço funcionará das 19h às 7h, oferecendo pernoite, alimentação, produtos de higiene e apoio técnico especializado às pessoas em situação de vulnerabilidade social. De acordo com Ângela Vieira, assessora administrativa da Diretoria de Proteção Social de Alta Complexidade, o abrigo é ativado sempre que os boletins da Defesa Civil apontam previsão de temperaturas abaixo dos 10°C. Nesses casos, a capacidade de atendimento é ampliada para assegurar que ninguém fique desassistido. Além das 46 vagas regulares já disponíveis diariamente, o município disponibilizará nesta noite outras 10 vagas extras para atender a demanda espontânea. “Nosso compromisso é garantir que ninguém fique desassistido diante do frio intenso. As equipes estão preparadas e a rede de acolhimento está mobilizada para atender com dignidade e segurança quem mais precisa”, destacou a secretária de Assistência Social, Rita de Cássia Faversani. A Prefeitura também reforça à população a importância de ampliar os cuidados com crianças, idosos e animais de estimação durante os próximos dias. A orientação é evitar exposição prolongada ao frio, manter a hidratação e buscar ambientes protegidos e aquecidos, especialmente durante as madrugadas.
- Asfalto novo em São José: Morro do Avaí ganha nova cara e mais segurança viária
Revitalização da Rua Docilício Luz melhora mobilidade no São Luiz e reforça parceria entre Prefeitura de São José e Casan Quem sobe o tradicional Morro do Avaí já percebe a diferença logo nas primeiras curvas. O cenário de máquinas, obras e intervenções deu lugar ao asfalto renovado, sinalização nova e mais segurança para quem vive e circula pelo bairro São Luiz. A Prefeitura de São José, por meio da Secretaria de Infraestrutura, concluiu nesta sexta-feira (8) a revitalização asfáltica da Rua Docilício Luz, no trecho entre a BR-101 até a Rua Manoel Porto Filho. A obra foi realizada em parceria com a Casan (Companhia Catarinense de Águas e Saneamento), responsável pela ampliação da rede de abastecimento de água na região. Como a instalação da nova tubulação exigiu a abertura da pavimentação existente, o Município articulou um convênio para garantir a recuperação completa da via e melhorar as condições de mobilidade da comunidade. Ao todo, cerca de 1,3 quilômetro da rua recebeu nova pavimentação asfáltica, além de sinalização horizontal revitalizada e implantação de travessia elevada em frente ao CEM São Luiz, trazendo mais segurança para estudantes, pais e motoristas. O secretário de Infraestrutura, Nardi Arruda, destacou que a revitalização integra o cronograma contínuo de melhorias viárias executadas pela Prefeitura em diferentes regiões da cidade. “Essa é uma obra importante para a comunidade do São Luiz, uma via de grande circulação que precisava dessa recuperação após as intervenções da rede de água. Aproveitamos a parceria com a Casan para devolver uma rua totalmente revitalizada, com mais segurança e qualidade para os moradores”, ressaltou o secretário. Paralelamente à conclusão deste trecho, a Secretaria de Infraestrutura iniciou nesta segunda-feira (11) uma operação tapa-buracos no trecho final da Rua Docilício Luz, com aproximadamente 870 metros de extensão. Durante os trabalhos, motoristas devem redobrar a atenção à sinalização e ao sistema de pare e siga coordenado pelas equipes que atuam no local.
- Prefeitura finaliza licitação para pavimentação da Estrada Geral Fazenda de Dentro
A Prefeitura de Biguaçu finalizou o processo de licitação para obras de drenagem e pavimentação de trecho da Estrada Geral Fazenda de Dentro (Rua Manoel Mendes), na Fazenda de Fora e, nos próximos dias, o prefeito Alexandre Martins de Souza assinará a ordem de serviço. O pedaço de rodovia a ser pavimentado contempla o entroncamento da Rua Manoel Mendes com a Avenida Sorocaba até o asfalto do viaduto e, do outro lado do Contorno Viário, da saída do viaduto até o entroncamento com a Estrada Geral Fazenda de Dentro. O valor investido será de aproximadamente R$ 1,325 milhão. A escolha da empresa que construirá o asfalto foi na modalidade Concorrência Pública. A vencedora do certame foi a Construções Schoroeder, que ofertou o menor preço global (o valor inicial previsto era de R$ 1,790 milhão). O prazo da execução dos serviços será de quatro meses, a contar da data de assinatura da ordem de serviço. O edital prevê que a construtora deve iniciar a obra em um prazo máximo de 10 dias após a assinatura do contrato. A pavimentação da Estrada Geral Fazenda de Dentro é justificada pela necessidade de melhoria nas condições de tráfego, considerando atualmente tratar-se de via não totalmente pavimentada. A integração de sistemas de drenagem eficazes evitará o acumulo de água na superfície, minimizando o risco de aquaplanagem e contribuindo para a durabilidade do pavimento. “Esse é mais um avanço na garantia de maior segurança, qualidade de vida e desenvolvimento no campo. A nossa administração vem, desde o ano de 2021, investindo em pavimentação de ruas e estradas para melhorar a trafegabilidade e a qualidade de vida da população”, comentou o prefeito municipal. Mais pavimentações no interior A Prefeitura de Biguaçu também está colocando em prática esforços para pavimentação de outros trechos de rodovia e ruas no interior do município. Neste mês de março finalizou a licitação para colocar asfalto de concreto em duas ruas no Loteamento Iparacaí, no bairro Guaporanga, com investimento de R$ 1,5 milhão. No mês de abril finalizou a licitação para pavimentação de mais um trecho da Estrada Geral Fazenda de Fora (Rodovia Prefeito João Brasil de Azevedo/ Avenida Sorocaba), na Fazenda de Fora. O investimento será de R$ 2,1 milhões. A ordem de serviço já foi assinada. Pacote de obras A administração municipal lançou, em março, o programa Biguaçu Cidade que Avança, que contempla R$ 104 milhões em obras em vários setores da cidade. Os recursos oriundos do Município, do Estado e da União devem ser usados em infraestrutura, com pavimentação de ruas e construção de drenagem, e também para construir e reformar prédios públicos para melhor atender a população em áreas como a saúde, educação e assistência social.











