Jardim Botânico inaugura Jardim Japonês em Florianópolis


Ao completar dez anos de funcionamento, o Jardim Botânico inaugura Jardim Japonês nesta quinta-feira (24), no Itacorubi, em Florianópolis. A primeira etapa entregue pela Prefeitura inclui ponte, deck de contemplação e oito novas cerejeiras, em uma área criada para aproximar natureza, convivência e referências da cultura japonesa.
Jardim Botânico inaugura Jardim Japonês nos 10 anos
A cerimônia reuniu o prefeito Topázio Neto, a vice-prefeita Maryanne Mattos, o ex-prefeito César Souza Junior, representantes da comunidade japonesa, servidores e moradores. A programação teve café, bolo comemorativo, plantio das cerejeiras conhecidas como sakuras e apresentação da Orquestra da Udesc.
A data carrega um significado histórico para o parque: o Jardim Botânico foi aberto ao público em 24 de setembro de 2016. Uma década depois, ocupa 19 hectares e mantém conexão com aproximadamente 200 hectares do Manguezal do Itacorubi.
O novo jardim acrescenta uma proposta de contemplação ao conjunto de funções ambientais, educativas e de lazer existentes no espaço. A ponte e o deck permitem uma relação mais próxima do visitante com a paisagem projetada para a área.

Projeto japonês terá novas etapas
A concepção começou a avançar após o lançamento da pedra fundamental, em julho de 2025. Desenvolvida pela Associação Nipo-Catarinense, a proposta foi estruturada a partir de três ideias centrais: sentir, permanecer e vivenciar.
O planejamento prevê a instalação de outro portal japonês, chamado torii, e de um pavilhão para exposições, atividades culturais e práticas como yoga. Em uma etapa futura, está prevista a construção de um lago de carpas.
Durante a entrega, o gerente do Jardim Botânico, Roberto Amaro, ressaltou o caráter comunitário da nova estrutura. “Quem está recebendo o presente é a comunidade, não é só o Jardim Botânico”, declarou.

Cerejeiras reforçam referências da cultura japonesa
O plantio de oito cerejeiras integra a primeira fase e acrescenta ao ambiente uma espécie fortemente associada à cultura japonesa. Conhecidas como sakuras, essas árvores passam a compor um projeto pensado não apenas como elemento paisagístico, mas como local de permanência e experiência cultural.
A participação da comunidade japonesa na elaboração da proposta ajuda a contextualizar os elementos incorporados ao parque. Essa construção pode favorecer uma leitura mais ampla do espaço, na qual paisagismo, cultura e educação ambiental dialogam dentro de uma área pública.
História do Jardim Botânico começou antes de 2016
Durante a comemoração, César Souza Junior recordou que a preservação do terreno começou a mobilizar diferentes setores ainda em 2007, quando exercia mandato de deputado estadual. Naquele período, uma proposta autorizando a venda de uma área no Itacorubi chegou à Assembleia Legislativa.
Segundo o ex-prefeito, após conhecer o terreno, ele identificou que a área integrava um projeto destinado à implantação do Jardim Botânico. A mobilização pela preservação teria reunido mais de 27 mil assinaturas em uma campanha virtual.
O projeto recebeu recursos provenientes de compensação ambiental para iniciar a estruturação do local. A abertura ao público ocorreria anos depois, iniciando a trajetória que chegou ao décimo aniversário com a implantação da primeira etapa do Jardim Japonês.






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