Servidores da UFSC podem ter mudança no plano de saúde; edital prevê disputa em novembro


Cerca de 13 mil pessoas entre servidores, dependentes e pensionistas da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) acompanham uma definição que poderá afetar diretamente o atendimento à saúde nos próximos meses. A universidade publicou o edital de licitação para contratar uma nova operadora de plano de saúde, em um processo que poderá manter a atual prestadora ou resultar na entrada de outra empresa.
O edital foi publicado no Diário Oficial da União (DOU) nesta sexta-feira (6). O pregão eletrônico está marcado para 23 de novembro, e o resultado será decisivo para definir como ficará a assistência médica dos beneficiários a partir de dezembro.
Atualmente, o plano é operado pela Unimed Grande Florianópolis, por meio de um contrato emergencial firmado em 2 de dezembro de 2025. Esse acordo foi necessário depois que uma licitação não recebeu propostas e outra tentativa de contratação terminou sem sucesso.
O contrato atual tem encerramento previsto para 2 de dezembro de 2026 e não poderá ser prorrogado. Por isso, a universidade precisa concluir o novo processo de contratação para evitar que os beneficiários fiquem sem cobertura assistencial.
Licitação poderá manter a Unimed ou trazer uma nova operadora
A disputa envolve três possibilidades consideradas pela administração da UFSC.
A primeira é a vitória da própria Unimed Grande Florianópolis, que já atende os beneficiários. Nesse cenário, a transição tende a provocar menos alterações na rotina dos usuários, já que a operadora permaneceria responsável pelo serviço.
A segunda possibilidade é a contratação de outra empresa. Caso isso aconteça, a universidade prevê organizar uma transição planejada para reduzir os impactos sobre servidores, dependentes e pensionistas, especialmente em relação à continuidade dos atendimentos.
Existe ainda um terceiro cenário: a licitação não ter uma empresa vencedora. Para essa situação, a UFSC afirma já ter autorizado alternativas por meio de convênios com a Fundação Assefaz e a GEAP, entidades que poderão receber novas adesões.
A preocupação central é evitar que os aproximadamente 13 mil beneficiários enfrentem uma interrupção na assistência médica durante a mudança de contrato.
UFSC já prepara alternativas caso a licitação não tenha vencedora
A universidade informou que conseguiu garantias da Fundação Assefaz e da GEAP para permitir novas adesões entre 3 de novembro e 2 de dezembro de 2026, sem exigência de cumprimento de carência.
Isso significa que, caso o processo de licitação não termine com a contratação de uma operadora, os beneficiários poderão recorrer a essas alternativas para manter a assistência.
As duas entidades já trabalham na inclusão de novos usuários durante esse período.
Além disso, a administração da UFSC está negociando a possibilidade de estender essa condição também para dezembro. A intenção é ampliar a margem de segurança caso o pregão não seja concluído com sucesso ou a contratação não esteja finalizada a tempo.
A universidade deverá divulgar orientações específicas à comunidade universitária conforme o andamento do processo e o cenário que se confirmar.
Por que a nova licitação demorou mais do que o previsto?
O processo de contratação exigiu uma reorganização dos estudos e documentos necessários para abrir a concorrência.
Segundo a universidade, nos últimos dois anos os trabalhos preparatórios avançaram pouco. Quando a comissão responsável retomou a organização do processo, praticamente nenhuma das etapas anteriores pôde ser aproveitada. Até mesmo a formalização da demanda e os estudos técnicos necessários ainda precisavam ser concluídos.
O trabalho foi iniciado em agosto de 2026, quando a comissão estabeleceu um cronograma para organizar a nova licitação.
Em 27 de agosto, a previsão divulgada era publicar o edital até o fim de setembro. Entretanto, a elaboração do Termo de Referência exigiu mais tempo e detalhamento do que o inicialmente estimado.
Esse documento é uma das partes mais importantes de uma licitação, pois estabelece as condições da contratação e as exigências que deverão ser cumpridas pela empresa vencedora.
A preocupação da comissão foi evitar falhas que pudessem provocar questionamentos ou até mesmo a suspensão do processo. Como o contrato atual já é emergencial e não admite prorrogação, uma nova paralisação poderia colocar em risco a continuidade do atendimento.
Por esse motivo, a publicação ocorreu aproximadamente 30 dias depois da previsão inicial.
Quando será definido o futuro do plano de saúde da UFSC?
O próximo compromisso do processo está marcado para 23 de novembro, data em que será realizado o pregão eletrônico.
A partir da disputa, será possível identificar se a atual operadora continuará responsável pelo atendimento ou se outra empresa assumirá o serviço.
A universidade também deverá comunicar os próximos passos aos servidores, dependentes e pensionistas, inclusive com orientações sobre eventuais mudanças na cobertura e nos procedimentos de adesão.
Para quem utiliza o plano de saúde na Grande Florianópolis, a definição é especialmente importante porque envolve a continuidade de consultas, exames, tratamentos e demais atendimentos médicos vinculados à assistência oferecida aos servidores da universidade.
Até a conclusão da licitação, a Unimed Grande Florianópolis permanece vinculada ao contrato atual, cujo encerramento está previsto para 2 de dezembro de 2026. As alternativas com a Assefaz e a GEAP também já estão sendo preparadas para o caso de a contratação não ser concluída com uma empresa vencedora.
O resultado do pregão de 23 de novembro será, portanto, determinante para definir qual caminho será adotado pela UFSC para manter a assistência médica dos cerca de 13 mil beneficiários.





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