Quarta-feira, 26 de agosto de 2026

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- São José intensifica limpeza urbana com duas operações simultâneas em preparação para o Verão
Mutirão itinerante nos bairros e Operação Calçada Limpa reforçam cuidados com vias públicas, saúde e qualidade de vida da população. Nesta semana que antecede o início do Verão, a Prefeitura de São José colocou em prática duas importantes frentes de limpeza urbana para reforçar a conservação dos espaços públicos e melhorar a qualidade de vida da população. Equipes uniformizadas, máquinas em operação e caminhões de apoio passaram a atuar de forma intensiva em diferentes regiões da cidade. A primeira ação é o mutirão itinerante de limpeza urbana, iniciado nesta segunda-feira (15) e que segue até sexta-feira (19), reunindo esforços das secretarias de Infraestrutura e da Fundação Municipal do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável. Nesta etapa, os trabalhos estão concentrados nos bairros Barreiros, Bela Vista, Jardim Cidade de Florianópolis, Rosário, Campinas, Kobrasol e Roçado. As equipes executam serviços de roçagem, capina, limpeza de vias e calçadas, além da retirada de materiais inservíveis, conforme o cronograma municipal e também atendendo às solicitações da população registradas pelo WhatsApp oficial da Infraestrutura, no número (48) 98827-4447. Somente nesta segunda-feira, os trabalhos ocorreram nas ruas Maria Júlio da Luz, das Orquídeas, Ratones, Cândido Amaro Damásio, Pedro Kunha e na Avenida Osvaldo José do Amaral, conhecida como Avenida das Torres. O secretário de Infraestrutura, Júlio Cézar da Silva, destaca que a iniciativa tem reflexos diretos no dia a dia da cidade. “Cada área limpa devolve qualidade de vida. É uma responsabilidade compartilhada, e quando o cidadão participa enviando pedidos e informações, conseguimos agir com rapidez e levar melhorias onde elas são mais necessárias”. Paralelamente ao mutirão, o município mantém o Ponto de Entrega Voluntária (PEV) para descarte gratuito de móveis e objetos inservíveis, localizado na Rua João José Martins, nº 3001, em Potecas. O local funciona de segunda a sábado, das 8h às 16h20. Apenas no primeiro semestre deste ano, São José ultrapassou a marca de 500 toneladas mensais de materiais recolhidos por meio do serviço. Operação Calçada Limpa A segunda frente de trabalho é a Operação Calçada Limpa, que entrou em uma nova fase. Desde semana passada, a limpeza e lavação das calçadas passaram a ser realizadas com equipe própria da Prefeitura, ampliando a capacidade de atendimento e reduzindo custos. A ação ocorre de segunda a sábado, das 4h às 10h, e já apresenta resultados expressivos: somente nas regiões do Kobrasol e Campinas, mais de três toneladas de resíduos foram recolhidas em uma única manhã. Criada em 2021, a operação tem foco na saúde pública, na segurança dos pedestres e na dignidade urbana. Agora, com estrutura municipal — incluindo caminhão hidrojato de grande porte, veículos de apoio e equipes de campo —, o serviço passa a ser contínuo ao longo de todo o ano. De acordo com o diretor operacional geral da Secretaria de Infraestrutura, Valdenir Israel da Cunha, conhecido como Lelo Guerreiro, o novo modelo garante mais eficiência e economia. “Esse trabalho não é apenas estética. É saúde, segurança e dignidade. As calçadas são locais de passagem, mas também de convívio, e precisam estar em boas condições para todos”, ressaltou. Além da remoção de resíduos e eliminação de odores, a ação também tem um impacto social relevante, com o recolhimento de restos de alimentos, roupas descartadas e até objetos perigosos, como facas, que oferecem risco à população. Antes terceirizada, a operação custava cerca de R$ 60 mil mensais ao município. Com a execução própria, a expectativa é ampliar o número de servidores envolvidos e expandir os atendimentos para pontos de ônibus e locais de grande circulação. FONTE: PMSJ
- Salário mínimo terá quarto aumento real seguido, depois de superar fase 'menor abandonado'
Valor previsto de R$ 1.621 para 2026 é resultado de fórmula adotada em 2007 e que havia sido abandonada dez anos depois. entre 2017 e 2022. Desde janeiro de 2023, aumento real acumulado (acima da inflação) será de 11,5%. Robert Em 2005, a II Marcha Nacional do Salário Mínimo fez parte do processo que resultou na fórmula de valorização permanente O salário mínimo no Brasil será de R$ 1.621 a partir de janeiro, segundo previsão anunciada pelo Ministério do Planejamento e Orçamento. Na comparação com o valor hoje vigente, um aumento real (acima da inflação acumulada em 2025) de aproximadamente 2,6%. Será o quarto aumento real desde 2023, primeiro ano do governo Lula, chegando assim a 11,5% acima do índice inflacionário acumulado. Esse aumento, como os três anteriores, obedecem a regra estabelecida em 2007, no primeiro mandato de Lula, após negociação entre as centrais sindicais brasileiras, o Executivo e o Congresso Nacional. A fórmula é: crescimento do PIB + inflação = aumento do salário mínimo. O PIB que conta para essa operação é aquele registrado dois anos antes. Ou seja, em 2026, o crescimento do PIB a ser considerado é o obtido em 2024, que foi de 3,4%. Já a inflação a ser incluída na fórmula é a de 2025, que, até novembro, índice mais recente, é de 4,46% em 12 meses. Pelo arcabouço fiscal, em vigor desde 2023, o repasse do crescimento do PIB é limitado a 2,5% - como acontece com parte dos investimentos do Governo, exceto aqueles que têm piso constitucional garantido, como Educação e Saúde, por exemplo. Os aumentos anuais do salário mínimo, com o retorno da fórmula de valorização permanente a partir de 2023, interrompem um período em que o piso salarial em vigor no Brasil ficou estagnado. Essa fase "menor abandonado", agora superada, havia tido início em 2017. Dos tempos do Getulio Vargas O salário mínimo vai completar 90 anos em 14 de janeiro do ano que vem. A data marca a assinatura do decreto, por Getulio Vargas, que instituiu o piso nacional. O pagamento efetivo do salário mínimo só aconteceria quatro anos depois, em maio de 1940. Nesse intervalo, comissões compostas por representantes do Executivo, do empresariado e dos sindicatos de trabalhadores debateram o conceito de salário mínimo e os valores monetários. À época, passaram a vigorar valores diferentes para cada unidade federativa. A unificação só viria em 1984. Diferentemente do que reza a lenda, o salário mínimo não foi uma concessão do então presidente. Vargas respondia a pressões internas e externas. Havia também uma intenção estratégica: ele sabia que o desenvolvimento industrial que seu governo pretendia estimular dependia de um mercado interno mais forte, e para isso era necessário fortalecer a capacidade de consumo via salários. Porém, a proposta de salário mínimo já era uma ideia estabelecida internacionalmente e objeto de intensa disputa política. Em 1928, a Organização Internacional do Trabalho (OIT), criada nove anos antes – agregando empregadores, trabalhadores e governos – como parte dos esforços para reconstruir as relações internacionais, desfiguradas pela Primeira Guerra Mundial, aprovou a Convenção 26, recomendando a todos os então 45 países-membros a adoção do salário mínimo como norma legal em seus territórios. Desde antes, os movimentos trabalhistas internacional e brasileiro já vinham realizando mobilizações e greves de forte impacto. Todas essas manifestações tinham o aumento dos salários como uma das reivindicações centrais. No Brasil, um dos principais exemplos foi a Greve Geral de 1917. O mundo se erguia dos escombros da grande guerra, de um lado, e, de outro, observava a Revolução Russa instaurando uma nova ordem geopolítica global. Aquela conjuntura, recheada de revoltas operárias em diversos países, combatidas com repressão e sangue, mas incansáveis, recomendava atenção aos direitos sociais. Nem por isso o salário mínimo foi aceito pacificamente por setores do empresariado brasileiro e por parte da imprensa nacional. Houve quem previsse o caos econômico e uma epidemia de falências. Oito anos sem aumento, até uma greve Em 1943, houve um segundo aumento do salário mínimo, em duas parcelas. Getúlio, que havia instituído o Estado Novo e governava sem Congresso, deixou o Palácio do Catete - então sede do Executivo - após intervenção militar, em 1945. Depois da deposição, um terceiro aumento do salário mínimo só seria decidido em 1951, no segundo mandato getulista, desta vez eleito pelas urnas. Em 1953, um novo aumento. E não foi sem pressão popular. O movimento sindical, ainda sob regras restritivas - pena de prisão para quem paralisasse atividades ou fizesse propaganda considerada subversiva, para citar dois riscos - ousou realizar greves amplas naquele ano. Na capital paulista, o movimento ficaria conhecido como a Greve dos 300 Mil, envolvendo movimentos populares em defesa da moradia, saúde e transporte públicos e contra a carestia. Os grandes protestos contra o alto custo de vida serviram de amálgama para que o salário mínimo fosse defendido de forma a cumprir sua função constitucional, ou seja, a de cobrir as necessidades básicas das pessoas. O próprio conceito do salário mínimo foi debatido: qual seria o valor necessário, e por que deveria considerar apenas a existência individual, e não a de uma família? Outro ponto fundamental daquela greve foi a crítica aos índices que mediam o custo de vida, coletados por instituições submissas aos poderes municipais e estaduais, e que flagrantemente eram manipulados - para baixo, sempre. Daquela efervescência surgiu a proposta, apresentada em assembleia sindical por um metalúrgico chamado Paul Singer, de criação de um instituto independente, patrocinado pelo movimento sindical. O Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese) seria criado dois anos depois. Getúlio promulgou o novo salário mínimo em 1954. Era o dobro: de 1.200 cruzeiros para 2.400 cruzeiros. No entanto, sua entrada em vigor, prevista para maio, só aconteceu em julho. O atraso se deveu a pressões dos empresários - federações do setor entraram com recurso junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) e setores da imprensa se opuseram com virulência. Jornais chegaram a prever demissões em massa e "debacle" da economia nacional. A pressão contra Getúlio vinha de diversas frentes. O presidente cometeu suicídio em agosto. Em manchete de 1954, O Globo previa catástrofe. (Arquivo O Globo) Naquele mesmo 1954, outra greve geral, em 2 de setembro, pressionou empresários recalcitrantes a efetivamente pagarem o novo salário mínimo e os demais reajustes conquistados em campanhas salariais. Demissões e prisões entraram na conta. Os períodos seguintes não foram mais fáceis. Na chamada era dourada de Juscelino Kubitschek, houve sólido reajuste do salário mínimo, em 1959. O aumento refletiu, em parte, a chamada Greve dos 400 mil, organizada no ano de 1957 em São Paulo, principal centro industrial. A greve se espraiou por outras praças. Porém, a tal era dourada apresentava ferrugens para os assalariados e trabalhadores em geral, expostas logo nos anos seguintes. Arrocho e recuperação No biênio 1960-61, houve outros dois reajustes do mínimo. Mas a inflação crescente vampirizava seu poder de compra. Esse período, que se estende até 1964, é classificado pelo Dieese como de "corrosão". O período seguinte, que vai de 1965 a 1975, é apontado como de "arrocho". Embora a ditadura civil-militar instalada no Brasil se jactasse do chamado "milagre econômico", quando a média de crescimento do PIB atingiu 11% entre 1968 e 1973, o salário mínimo ficou enfraquecido. Houve reação entre 1976 e 1982, nova corrosão no período 1983-94 e, após o controle inflacionário conquistado com o Plano Real, iniciou-se um período de recuperação a partir de 1995. Valorização permanente Eleito em 2002, Luiz Inácio Lula da Silva chegou à Presidência da República carregando sobre si imensas expectativas. Uma delas advinha da promessa de campanha de dobrar o valor do salário mínimo e fortalecer o seu poder de compra durante o futuro mandato. Em 2003, o mínimo teve reajuste de 20%, com o objetivo de resgatar perdas acumuladas. Em 2004, o aumento foi de 8,33%, superando a inflação. No final daquele ano de 2024, o movimento sindical decidiu desenhar uma nova estratégia. As centrais se uniram numa marcha nacional para pressionar por um novo aumento para 2005 e, mais do que isso, pela elaboração de uma política de valorização permanente do salário mínimo. Novamente, no final de 2005 e de 2006, essas centrais levaram milhares de trabalhadoras e trabalhadores, a imensa maioria de ônibus que partiam de diferentes pontos do Brasil, para realizar uma caminhada dos arredores de Brasília até a Esplanada dos Ministérios, reivindicando aumento real e uma política permanente de valorização do piso salarial brasileiro. A mobilização ficou conhecida como Marcha Nacional do Salário Mínimo. Com uma fórmula de aumento anual elaborada com a ajuda do Dieese, após diversas rodadas de negociação entre as centrais, e com o apoio do então ministro do Trabalho, o ex-presidente da CUT Luiz Marinho, e do próprio presidente Lula, surge a partir da 3ª Marcha, em 2007, a aplicação prática da fórmula PIB + inflação = novo salário mínimo, que se tornaria lei em 2011. Os aumentos passaram a ser antecipados em um mês, na comparação com os anos anteriores, até que se tornaram fixos a partir de 1º de janeiro, garantindo quatro meses com mais recursos para os trabalhadores do que o calendário tradicionalmente seguido desde 1940. "Menor abandonado" é adotado de novo A presidenta Dilma Rousseff seguiu aplicando a fórmula no primeiro e segundo mandatos. Após o impeachment, classificado como golpe por setores democráticos, o sucessor de Dilma foi obrigado a aplicar a fórmula em 2017, pois o aumento já estava dado antes que ele se sentasse à cadeira presidencial. No entanto, o processo foi abandonado nos anos seguintes e a revisão da política de valorização do salário mínimo, legalmente prevista para 2019, esquecida. Com o grupo instalado a partir de 2019 no Palácio do Planalto, o salário mínimo ficou estagnado. A volta de Lula à Presidência, em 2023, marcou a retomada da valorização do piso salarial nacional. Naquele primeiro ano do terceiro mandato, duas correções do valor, em janeiro e maio, garantiram aumento real. No ano seguinte, Lula retomou a fórmula adotada a partir de 2007. Chega-se, assim, ao retorno do "menor abandonado". Se o processo de valorização for, de fato, permanente, com respeito à lei, e com a ajuda de crescimento econômico e controle inflacionário, o salário mínimo pode experimentar, no longo prazo, o pleno cumprimento de seu preceito constitucional, de prover as necessidades de uma família. A combinação do salário mínimo com políticas sociais de redistribuição de renda - como a recém-aprovada isenção do imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil por mês e diminuição das alíquotas até R$ 7.350 - pode, no longo prazo, consolidar a queda da pobreza e da extrema pobreza e, quiçá, ampliar seguidamente a renda média dos trabalhadores e trabalhadoras. O salário mínimo é uma referência para os reajustes salariais de todas as categorias profissionais e ainda determina a correção dos pisos previdenciários. Há quem prefira apontar nessas combinações o "risco" de mais gasto público. Nenhum deles ganha salário mínimo. Foto: Roberto Parizotti/CUT FONTE: AGENCIAGOV
- Celesc encerra operação especial pós-ciclone com sucesso e destaca atuação integrada entre regionais
A Celesc concluiu com sucesso a operação especial de restabelecimento do fornecimento de energia após a passagem de um ciclone de características atípicas e severas, que atingiu Santa Catarina. A Celesc concluiu com sucesso a operação especial de restabelecimento do fornecimento de energia após a passagem de um ciclone de características atípicas e severas, que atingiu Santa Catarina e provocou danos complexos à rede elétrica em diferentes regiões do estado. Todas as regionais da companhia já saíram do estado de contingência, marcando o encerramento da fase crítica da operação e o retorno à normalidade do sistema. A natureza do evento climático, com fortes rajadas de vento, quedas de árvores e lançamento de objetos sobre a rede elétrica, exigiu uma atuação técnica cuidadosa, com trabalhos em locais de difícil acesso e atenção redobrada à segurança das equipes. Até 16h deste sábado, 13, a empresa registrava pouco mais de 470 unidades consumidoras sem energia, relacionadas a ocorrências pontuais do dia a dia, sem vínculo com o evento climático. Atualmente, mais de 70 equipes seguem atuando em campo, enquanto as equipes deslocadas de outras regionais retornam gradualmente às suas bases de origem. Durante o auge da operação, cerca de 280 equipes foram mobilizadas em todo o estado, em um trabalho integrado entre regionais que permitiu acelerar o atendimento nas áreas mais impactadas e garantir segurança às equipes e agilidade no restabelecimento do sistema. Segundo o diretor de Distribuição da Celesc, Cláudio Varella, a atuação coordenada e o planejamento foram determinantes para superar a complexidade do evento. “Foi uma operação desafiadora, pela extensão dos danos e pela natureza do ciclone. Encerramos esse trabalho com sucesso graças ao esforço conjunto das regionais e a um plano de contingência robusto, que é referência no setor elétrico. Essa estrutura nos permite responder de forma rápida e organizada a eventos extremos, sempre com foco na segurança das equipes e no atendimento à população”, destacou. A Celesc reforça que o planejamento prévio, a cooperação entre regionais e a capacidade de mobilização consolidam a companhia como referência nacional em gestão de contingência e resposta a eventos climáticos severos. Fotos: Divulgação /Celesc FONTE: GOVSC/SECOM
- Comissão de Segurança discute invasões e ações de fiscalização em São José
A Comissão de Segurança da Câmara Municipal de São José realizou, na tarde desta quarta-feira (10), uma reunião no plenário da Casa Legislativa para tratar das invasões recorrentes em diversos pontos do município. O encontro foi conduzido pelo presidente, vereador Adair Tessari, e contou com a participação dos vereadores Alexandre Cidade e Sanderson de Jesus, membros da comissão. A pauta central da reunião abordou o aumento das ocupações irregulares e a necessidade de fortalecer as ações de fiscalização e prevenção. Os parlamentares destacaram que o crescimento das invasões traz riscos ambientais, sociais e estruturais, exigindo atuação firme e coordenada entre os órgãos públicos. Como convidados, estiveram presentes o Vice-Prefeito de São José e Secretário de Urbanismo e Serviços Públicos, Michel Schlemper, e o Promotor de Justiça Raul Araújo Santos Neto, que atua na área ambiental no município. Ambos reforçaram a importância da integração entre Prefeitura, Ministério Público, Órgãos de Segurança, Câmara e demais entidades para conter o avanço das ocupações ilegais. O Vice-Prefeito ressaltou que a Prefeitura vem intensificando as fiscalizações, principalmente em áreas de preservação permanente e terrenos públicos, e afirmou que novas medidas já estão em planejamento para tornar as operações ainda mais eficientes. O Promotor Raul Araújo enfatizou que o combate às invasões é fundamental para garantir a proteção ambiental, evitar riscos à população e assegurar o desenvolvimento ordenado da cidade. Entre os encaminhamentos definidos, a Comissão e os órgãos presentes acordaram a necessidade de ações preventivas mais rígidas, ampliação das equipes de fiscalização e acompanhamento permanente das áreas mais vulneráveis. Como próximos passos, serão realizadas visitas in loco, com a participação das autoridades competentes, para verificar situações críticas e adotar providências imediatas. O presidente da Comissão, vereador Adair Tessari, destacou que o trabalho conjunto é essencial: “A Câmara está comprometida em acompanhar de perto esse tema e colaborar para que o poder público possa agir com agilidade e responsabilidade. As visitas técnicas vão nos permitir entender melhor cada área e propor as soluções necessárias. ” FONTE: CMSJ
- Prefeitura de São José e Senai realizam formatura de 90 alunos de cursos profissionalizantes nesta terça-feira (16)
Capacitações gratuitas fortalecem a qualificação profissional e ampliam oportunidades de emprego em São José A Prefeitura de São José, em parceria com o Senai, realiza nesta terça-feira (16), às 19h30, no auditório da instituição, a formatura de 90 alunos dos cursos profissionalizantes gratuitos de eletricista básico, logística e compras, marcenaria e pedreiro de alvenaria. As capacitações ocorreram no período noturno, das 19h às 22h, com material didático incluso e certificação concedida aos alunos que alcançaram frequência mínima de 75%. A iniciativa busca atender principalmente pessoas que desejam ingressar ou se recolocar no mercado de trabalho, oferecendo formação técnica alinhada às demandas atuais da economia. O programa foi lançado pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Inovação e tem como foco o fortalecimento das competências profissionais da população josefense. Para o secretário Silvinei Vasques, a qualificação é um dos principais caminhos para o desenvolvimento econômico. “O objetivo é ampliar as chances de emprego e renda em áreas estratégicas. Quanto mais cidadãos preparados, mais forte fica a economia local”. A cerimônia de formatura marca mais uma etapa do compromisso do município com a geração de oportunidades, a valorização da mão de obra local e o estímulo ao crescimento sustentável de São José. FONTE: PMSJ
- Final de semana de conquistas no esporte de São José
No Jasc, Ginástica Rítmica conquista primeira medalha para o município em Chapecó Em mais um final de semana de competições, o Time São José conquistou novos títulos para o município: a Ginástica Rítmica nos Jogos Abertos de Santa Catarina, que acontecem até o dia 29 de novembro, em Chapecó, e o Basquete na última etapa do Estadual, realizada em Itapema. Ginástica Artística A equipe comandada por Bruna Paz e composta pelas atletas Isabelle Guse, Lara Noto Coltro, Laura Las Casas Zermiani, Manuella Froés Ribeiro, Maria Clara Vasconcellos Ferreira Souza, Maria Clara Züge Januário e Sofia Avraham terminou a modalidade em 5º lugar geral e 3º lugar na categoria. Destaque para Lara, Laura, Maria Clara e Sofia, que subiram ao pódio e garantiram a medalha de bronze para São José na categoria trio de bola. A abertura oficial dos Jasc 2025 será realizada nesta quarta-feira, 19 de novembro, às 19h30, na Arena Condá. Basquete No basquete, o município garantiu dois pódios na última etapa do Estadual 3×3, que contou, ao longo do campeonato, com mais de 50 equipes. As equipes da Associação Dinâmica conquistaram o segundo e o terceiro lugar para São José, em jogos realizados na sexta-feira (14), em Itapema. A terceira equipe do Basquete São José também participou da etapa final, que reuniu os 12 melhores times do campeonato, e terminou em 4º lugar no Sub-18 feminino. Triathlon São José também marcou presença na elite do triathlon internacional no último domingo (16), com os atletas Sofia Gelati e Júlio Monteiro Martins competindo na World Triathlon Cup Florianópolis. Em uma disputa com atletas de alto nível mundial, Sofia ficou na 28ª colocação, enquanto Júlio finalizou em 57º lugar, reforçando a representatividade do município na competição. A etapa também teve excelente desempenho catarinense com Djenyfer Arnold — atleta formada em São José na transição da natação para o triathlon — que foi a melhor brasileira da prova feminina, conquistando um expressivo 6º lugar. No mesmo fim de semana, o Campeonato Brasileiro Infantil e Infanto-Juvenil reuniu cerca de 150 jovens atletas, entre eles quase 30 representantes da Escolinha de Triathlon ADTRISC/São José. O grande destaque josefense foi Luís Philippe Abreu, que sagrou-se campeão brasileiro na categoria 12–13 anos, reforçando o potencial da base do município. Já na terceira e última etapa do Campeonato Catarinense de Triathlon, o atleta Cauã Petry encerrou sua participação com o 4º lugar na prova, garantindo o 3º lugar no ranking geral da temporada. Entre resultados na elite e conquistas na formação esportiva, São José confirma seu protagonismo no triathlon catarinense e brasileiro. O secretário de Esporte e Lazer, Binho Goulart, parabenizou os resultados:“O Time São José, novamente, trazendo títulos importantes para nossa cidade. Parabéns aos atletas e técnicos.” O secretário de Esporte e Lazer, Binho Goulart, parabenizou os resultados: “O Time São José, novamente, trazendo títulos importantes para nossa cidade. Parabéns aos atletas e técnicos.” Fonte: PMSJ
- Confira as orientações para a prova discursiva do CPNU 2, que ocorre neste domingo
Prova discursiva será aplicada em 228 cidades; confira horários, documentos exigidos e regras de segurança. O Governo do Brasil apresenta as orientações necessárias para quem vai participar da prova discursiva do Concurso Público Nacional Unificado (CPNU 2), que será aplicada neste domingo, 7 de dezembro, em 228 cidades brasileiras. As recomendações ajudam a garantir tranquilidade no dia do exame e uma organização mais eficiente e segura em todas as etapas. O Cartão de Confirmação de Inscrição (CCI), com local de prova, horário e sala, já está disponível na página oficial da Fundação Getúlio Vargas (FGV) . É importante que cada participante acesse o documento com antecedência para confirmar as informações e planejar o deslocamento. O Cartão de Confirmação, embora não seja obrigatório, é recomendado para facilitar a identificação do local exato de realização da prova. Confira seu local de prova . HORÁRIO DAS PROVAS Nível superior: prova discursiva das 13h às 16h (horário de Brasília) Nível intermediário: prova discursiva das 13h às 15h (horário de Brasília) Os portões serão fechados às 12h30, meia hora antes do início da aplicação. Após esse horário, não será permitida a entrada. Pessoas candidatas devem se programar para chegar antecipadamente e verificar diferenças de fuso em relação ao horário de Brasília. DOCUMENTO OFICIAL — Para fazer a prova, é obrigatório apresentar documento oficial de identificação com foto, válido e em bom estado. Serão aceitos: RG, CNH, passaporte e documentos funcionais previstos em lei; Documentos digitais, como e-Título, CNH Digital e Identidade Digital, exibidos exclusivamente nos aplicativos oficiais. ATENÇÃO — Não serão aceitas fotos, prints, arquivos em galeria, cópias simples ou autenticadas, nem documentos danificados ou ilegíveis. Quem utiliza próteses, pinos, placas ou outros dispositivos médicos metálicos deve levar o respectivo comprovante. CANETA PRETA OU AZUL — Também é obrigatória a utilização de caneta esferográfica azul ou preta, de material transparente. ITENS PERMITIDOS E PROIBIDOS — As pessoas candidatas poderão levar: Água em garrafa transparente e sem rótulo Lanches leves em embalagens transparentes e que não façam barulho É proibido portar: Celulares, smartwatches, fones de ouvido, tablets, calculadoras e outros dispositivos eletrônicos Relógios de qualquer tipo Papéis soltos, anotações, livros ou materiais de consulta Bonés, chapéus ou acessórios de cabeça (exceto por motivos religiosos ou de saúde) Bolsas, mochilas e estojos — que deverão ser guardados conforme a orientação da equipe de fiscalização Os itens proibidos deverão ser lacrados no envelope de segurança e só podem ser abertos após a saída definitiva do local. Após o fechamento dos portões e início dos procedimentos internos, não será permitido usar celular, circular sem autorização ou permanecer em áreas externas. REGRAS DE APLICAÇÃO — As pessoas participantes passarão por procedimentos obrigatórios de identificação, como: Coleta de impressão digital Conferência da foto no documento Exame grafológico A permanência mínima na sala é de uma hora. O caderno de questões só poderá ser levado nos últimos 60 minutos de prova. As três últimas pessoas da sala só poderão sair juntas, após assinatura da ata e liberação da equipe responsável. ELIMINAÇÃO POR FRAUDE — O edital prevê eliminação em casos de tentativa de fraude, como utilizar meios ilícitos para realizar a prova, portar anotações ou materiais não permitidos, se comunicar com outros participantes durante a aplicação ou descumprir as orientações dos fiscais e da coordenação. CPNU 2 — A segunda edição do CPNU contempla 3.652 vagas em 32 órgãos e entidades. No total geral, 42.499 pessoas foram classificadas para as provas discursivas, sendo 24.275 homens e 18.217 mulheres, e mostra uma participação ampla e diversificada entre todas as regiões do país. REGIÕES — O Sudeste e o Nordeste representam os maiores contingentes entre todas as regiões. As Regiões Sul e Norte reúnem um conjunto expressivo de pessoas classificadas e distribuídas de forma relativamente equilibrada entre os estados. Já a Região Centro-Oeste se destaca especialmente pelo desempenho do Distrito Federal, que sozinho reúne 8.214 pessoas classificadas. Confira a lista de municípios onde serão aplicadas as provas . SEGURANÇA — A realização do CPNU 2 envolve, desde o início, uma operação integrada de segurança pública, articulada pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (SENASP) através da Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência (Diopi), do Ministério da Justiça e Segurança Pública, envolvendo as forças de segurança de todos os 26 estados e do Distrito Federal, além da Abin. A Força Nacional também está apoiando todas as etapas da aplicação do concurso. FONTE: AGENCIAGOV
- ProCred, linha criada pelo Governo para micros e pequenos, já financiou R$ 4 bilhões
Iniciativa do Ministério do Empreendedorismo já atendeu cerca de 130 mil MEI's, micros e pequenos negócios. Os juros são até 50% mais baratos do que os oferecidos pelo mercado. O Governo do Brasil atua como uma espécie de fiador, com fundo específico para esse fim, o que agiliza e barateia o crédito produtivo Os pequenos empreendedores contam, desde o ano passado, com uma linha de crédito exclusiva, com juros 50% menores do que os praticados atualmente pelo mercado. É o ProCred 360, programa criado para oferecer empréstimos para MEIs e empresas com faturamento anual de até R$ 360 mil, e que atingiu a marca de R$ 4 bilhões em financiamentos, beneficiando 127 mil pequenos negócios em todo o Brasil. O funcionamento do ProCred 360 é possível graças aos R$ 1,5 bilhão em garantias destinados pelo Governo Federal aos bancos, recursos remanescentes do FGO utilizado no Desenrola. Com essa garantia inicial, o governo viabiliza R$ 5 bilhões em crédito barato para quem empreende — e novos aportes devem ampliar ainda mais o alcance da linha. O programa foi lançado em julho de 2024. No ProCred 360, a taxa de juros é Selic + 5% ao ano, o que significa aproximadamente 1,5% ao mês, menos da metade das taxas normalmente cobradas pelos bancos para esse público. Historicamente, MEIs e microempresas enfrentam grandes dificuldades de acesso a crédito, justamente porque não possuem garantias para oferecer às instituições financeiras, que acabam aplicando juros muito mais altos do que os oferecidos a grandes empresas. Saiba mais sobre o ProCred 360 O ProCred 360 faz parte do Acredita, conjunto de ações lançado pelo Governo do Brasil para ampliar o acesso ao crédito produtivo e fortalecer quem movimenta a economia real. O programa é coordenado pelos ministérios da Fazenda; Empreendedorismo; e Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome. Para o ministro do Empreendedorismo, Márcio França, o ProCred 360 corrige uma desigualdade histórica no sistema financeiro brasileiro. “Com esse programa, criamos uma barreira de proteção para MEIs e microempresas. Antes, os pequenos competiam pelo mesmo crédito com os grandes. E os bancos geralmente preferem emprestar para os grandes, pois consideram um cliente de menor risco.” M inistro do Empreendedorismo, Márcio França. O ministro destaca que o crédito barato tem impacto direto na economia real: “Esse crédito é para aquele pequeno comércio que precisa contratar mais um funcionário, para a lanchonete que precisa de um equipamento novo, para o entregador que precisa trocar a moto. Enfim, é para a imensa maioria dos CNPJs do país.” FONTE: AGENCIAGOV
- Investimento em transparência é premiado na Câmara de São José
A Câmara Municipal de São José atingiu 96,89% no Índice de Transparência Pública 2025 e conquistou o Selo Diamante, o mais alto reconhecimento nacional no setor. A Câmara Municipal de São José atingiu 96,89% no Índice de Transparência Pública 2025 e conquistou o Selo Diamante, o mais alto reconhecimento nacional no setor, concedido pela Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon), através do Programa Nacional de Transparência Pública (PNTP) . O presidente da Casa, vereador Matson Cé, PSD, destacou que o resultado coroa um trabalho técnico e permanente de organização interna, revisão de processos e atualização rigorosa de informações. Segundo Matson, a busca inicial era pelo Selo Ouro, cuja concessão exige o cumprimento de critérios rígidos em áreas como Portal da Transparência, publicidade de contratos, despesas e atos administrativos. Porém, o desempenho superou as expectativas e garantiu à Câmara o nível máximo da certificação. O presidente faz questão de dividir o mérito com as equipes internas e com os demais vereadores, reforçando que o reconhecimento nacional demonstra o compromisso da instituição com a ética, o acesso à informação e a responsabilidade com o dinheiro público. “Essa conquista é de todos nós e prova que estamos construindo uma Câmara cada vez mais eficiente, aberta e responsável”, disse Matson, ao afirmar que a meta agora é seguir avançando e fortalecendo a confiança da população de São José. FONTE: CMSJ
- Prefeito Orvino sanciona duas novas leis em defesa dos animais em São José
Normas instituem o programa “Eu Freio para os Animais” e regulamentam a circulação de cães em espaços públicos. A proteção e o respeito aos animais ganharam mais reforço em São José. O prefeito Orvino Coelho de Ávila sancionou, nesta quarta-feira (3), duas novas leis que ampliam o cuidado, a segurança e a conscientização no município. As medidas tratam da promoção de campanhas educativas no trânsito e da regulamentação da circulação de cães em locais públicos. A Lei nº 6.519 institui o programa “Eu Freio para os Animais”, a ser realizado anualmente no mês de maio, com foco na redução de atropelamentos de animais domésticos e silvestres. A ação prevê campanhas educativas, palestras, oficinas e renovação de sinalização em áreas consideradas de risco, além do desenvolvimento de ações nas escolas, nas redes sociais e junto a motoristas e ciclistas. Entre os objetivos do programa estão sensibilizar pedestres e condutores, reduzir acidentes envolvendo animais, incentivar práticas responsáveis no trânsito e promover a preservação da vida animal. As ações poderão ocorrer em parceria com secretarias municipais, ONGs de proteção animal, instituições de ensino e órgãos estaduais e federais ligados ao meio ambiente e ao trânsito. A segunda legislação estabelece regras mais rígidas para a circulação de cães em espaços públicos do município. A partir da sanção, passa a ser obrigatório o uso de guia e coleira para todos os cães, enquanto os animais de grande porte ou de raças consideradas potencialmente agressivas também deverão utilizar focinheira. O descumprimento das normas prevê penalidades que vão desde advertência até multa de cinco URMs e impedimento temporário de circulação do animal, em caso de reincidência. A fiscalização será feita pela Guarda Municipal, pelo Departamento de Bem-Estar Animal (Dibea) e pela Fundação Municipal do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável. Com a sanção das duas leis, a Prefeitura reforça seu compromisso com a proteção animal e a promoção de um convívio mais seguro entre pessoas e animais nas ruas e espaços públicos de São José. FONTE: PMSJ
- Prefeito Orvino sanciona lei que substitui sirenes por sons suaves em escolas e obras em São José
Norma promove inclusão para pessoas com TEA e estabelece prazo de 180 dias para adequações O prefeito Orvino Coelho de Ávila sancionou a Lei nº 6.520, de 3 de dezembro, que determina a substituição de sirenes, alarmes e sinais sonoros convencionais por sons alternativos mais suaves em unidades escolares públicas e privadas, além de canteiros de obras no município. A iniciativa tem foco direto na inclusão e no bem-estar de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), especialmente aquelas com hipersensibilidade auditiva. Pela nova legislação, os ambientes contemplados deverão utilizar sons suaves, melodias instrumentais ou músicas educativas para sinalizar horários ou alertas operacionais, evitando ruídos agressivos e repentinos que possam desencadear crises sensoriais. A lei também estabelece que os sinais não poderão ultrapassar 60 decibéis, garantindo a acessibilidade sonora sem comprometer a segurança. Entre os critérios definidos, as unidades deverão adotar dispositivos com controle de volume e programação de horários, além de observar normas técnicas relacionadas à acessibilidade e emissões de ruído. O prazo para adequação é de 180 dias, podendo ser prorrogado, desde que haja justificativa técnica analisada pelo órgão fiscalizador. Em caso de descumprimento, a lei prevê sanções progressivas: advertência na primeira autuação, multa no caso de reincidência e dobramento do valor em caso de persistência. Os recursos arrecadados serão destinados a programas de apoio às pessoas com TEA no município. A fiscalização será realizada pela Secretaria de Urbanismo e Serviços Públicos (Susp), em parceria com a Secretaria de Educação e a Fundação Municipal do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável. Com a medida, São José se torna uma das primeiras cidades da região a implementar uma legislação voltada à redução de impactos sonoros em espaços de grande circulação, promovendo inclusão e respeito às necessidades sensoriais da população com TEA. FONTE: PMSJ
- Tecnologia impulsiona economia de SC e Governo do Estado lança programa para qualificar profissionais às vagas de trabalho no setor
Estado mantém crescimento acima da média nacional; demanda por talentos supera oferta e deve chegar a 100 mil vagas até 2027. Santa Catarina já se consolida como um dos principais polos de tecnologia do Brasil e o Governo do Estado segue trabalhando para qualificar mão de obra, enfrentando o déficit crescente de profissionais para acompanhar o ritmo de expansão do setor. Uma importante iniciativa será lançada na próxima segunda-feira, 8: é o programa SCTEC que vai ampliar o acesso à capacitação profissional em parceria com entidades do ecossistema de inovação. Segundo dados do Observatório ACATE, Santa Catarina abriga 29,4 mil empresas de tecnologia, com remuneração duas vezes maior do que setores tradicionais e vem mantendo um crescimento superior ao nacional na geração de empregos em tecnologia. Hoje, o segmento representa 7,75% do PIB catarinense, e a projeção do Governo do Estado é que essa participação alcance 10% até 2030, refletindo o avanço acelerado da economia digital. Apesar do desempenho expressivo, o ritmo de formação profissional não acompanha a velocidade com que novas oportunidades surgem. Embora o setor empregue atualmente 100,4 mil trabalhadores, a abertura de vagas cresce em volume superior ao da qualificação. Projeções da Associação Catarinense de Tecnologia (ACATE) indicam que, até 2027, Santa Catarina deve abrir quase 100 mil vagas na área tecnológica. Para o Estado, esse desafio exige ação imediata. “Santa Catarina alcançou um nível de desenvolvimento tecnológico que nos orgulha, mas que também nos coloca diante de um desafio: precisamos preparar as pessoas. O déficit de profissionais já é percebido por empresas e, se não enfrentarmos isso agora, corremos o risco de limitar o nosso próprio crescimento”, declara o secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação, Edgard Usuy. A necessidade de formação se intensifica diante da popularização da inteligência artificial. O Mapeamento de Demandas e Perfil de Talentos para o Setor de Tecnologia, feito pela ACATE, em parceria com o Sebrae Startups, estima que das 100 mil vagas que serão abertas até 2027, 5.903 serão destinadas a desenvolvedores com foco em IA. Os dados mostram, ainda, que os cargos de desenvolvedor (full stack, front end e back end) estão entre os mais requisitados, seguidos pela função de analista de serviços/suporte de TI e desenvolvedor com foco em IA, profissão que deve crescer exponencialmente nos próximos anos. Estão em alta também cargos de especialista em marketing digital, analista de dados, desenvolvedor mobile e product manager. “O setor de tecnologia de Santa Catarina se expande com velocidade. O estado pode crescer ainda mais com a qualificação profissional”, afirma o presidente da ACATE, Diego Brites Ramos. Para a instituição, ampliar o acesso à formação tecnológica é essencial para manter o protagonismo catarinense. “As empresas, em Santa Catarina, estão prontas para crescer, mas precisam de talentos para auxiliar no avanço. A qualificação é estratégica para garantir competitividade e preparar os catarinenses”, completa o vice-presidente de Talentos da ACATE, Moacir Antônio Marafon. Diante desse cenário, o Governo de Santa Catarina lança na próxima segunda-feira, 8, uma iniciativa voltada à formação em tecnologia e ao uso prático e responsável da inteligência artificial. O programa SCTEC deve ampliar o acesso da população a trilhas formativas e aproximar trabalhadores das demandas reais do mercado, em parceria com entidades do ecossistema de inovação. A expectativa é que a iniciativa contribua para reduzir o distanciamento entre a velocidade do crescimento econômico e a formação de talentos, condição essencial para que Santa Catarina siga avançando como referência nacional em inovação e desenvolvimento tecnológico. Foto: Roberto Zacarias/Secom GOVSC FONTE: GOVSC/SECOM











