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  • Florianópolis lança diretrizes para fortalecer leitura e escrita desde a educação infantil

    Foto: Divulgação - PMF - Agora Floripa. Florianópolis deu um novo passo na organização do ensino público ao apresentar um documento que orienta a transição entre a educação infantil e o ensino fundamental. A iniciativa reforça a importância de iniciar o contato com a leitura e a escrita ainda nos primeiros anos de vida escolar, incluindo o período da creche. O material, desenvolvido pela Secretaria Municipal de Educação, foi lançado em evento realizado na sede da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (FIESC), reunindo representantes da área educacional e também do Ministério da Educação. Continuidade no processo de aprendizagem O documento foi elaborado para apoiar o trabalho dos professores e garantir uma passagem mais fluida entre as etapas da educação básica. A proposta detalha como ocorre a continuidade das aprendizagens, com foco especial no desenvolvimento da linguagem oral e escrita, na imersão na cultura letrada e no processo de alfabetização. A orientação considera que a alfabetização não começa apenas no 1º ano do ensino fundamental, mas é construída gradualmente desde a educação infantil. Esse processo se intensifica entre os quatro e cinco anos de idade e segue até a consolidação, prevista até o final do 2º ano. Aprendizado desde os primeiros anos A proposta destaca que o contato com a leitura e a escrita deve acontecer desde cedo, respeitando as características da infância. O desenvolvimento passa por experiências de oralidade, interação e construção de repertório, fundamentais para a formação das bases do letramento. A diretriz também reforça que todas as etapas da educação compartilham a responsabilidade pelo avanço das crianças, garantindo que cada estudante tenha condições de evoluir conforme seu tempo e trajetória. Integração entre etapas da educação Outro ponto central é a necessidade de reduzir rupturas entre a educação infantil e o ensino fundamental. O alinhamento entre essas fases busca assegurar um percurso mais contínuo, evitando lacunas no desenvolvimento e ampliando as oportunidades de aprendizagem. A presença de representante do Ministério da Educação no lançamento reforça a importância do tema em nível nacional, especialmente no que diz respeito à construção de políticas públicas voltadas à primeira infância. Caminho para o desenvolvimento integral Com a nova orientação curricular, Florianópolis busca consolidar práticas pedagógicas que valorizem o acesso à cultura escrita desde os primeiros anos, promovendo experiências que integrem cuidado, aprendizagem e desenvolvimento.

  • Mortes por câncer colorretal devem aumentar quase 3 vezes até 2030

    Estudo estima que a doença deve causar 127 mil mortes em 5 anos Tânia Rêgo/Agência BrasilRêgo/Agência Brasil O número de mortes por câncer colorretal no Brasil deve aumentar quase três vezes no período de 2026 a 2030, em comparação com dados de 2001 a 2005. Pesquisadores de instituições brasileiras e do exterior estimam que cerca de 127 mil pessoas vão morrer por causa da doença ao longo desses cinco anos, contra 57,6 mil óbitos ocorridos no período de comparação.  Os dados foram publicados em artigo na revista The Lancet Regional Health Americas e mostram ainda que o aumento deve ser de 181% entre os homens e 165% entre as mulheres. Considerando todo o período, de 2001 a 2030, as mortes pela doença devem ultrapassar 635 mil.  A pesquisadora do Instituto Nacional do Câncer (Inca) Marianna Cancela explica que esse aumento da mortalidade acompanha a alta de casos da doença. >> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp O câncer colorretal é o segundo tipo de câncer mais incidente e o terceiro mais mortal no país . De acordo com Marianna Cancela, isso se deve ao envelhecimento da população, mas também a alguns hábitos nocivos.  A pesquisadora aponta o consumo excessivo de ultraprocessados e a falta de atividade física como fatores de risco importantes para a doença.. "E esse é um risco que tem iniciado cada vez mais cedo, já desde criança. Com isso, a gente vê não só o aumento dos casos de câncer colorretal, como também o aumento de casos em pacientes mais jovens".  Outro fator que contribui para a alta mortalidade por esse tipo de câncer, de acordo com Marianna Cancela, é que cerca de 65% dos casos só são diagnosticados em estágios avançados, o que dificulta o tratamento. Isso se deve a características da doença, que não costuma manifestar sintomas no início, mas também a dificuldades de receber assistência adequada, especialmente na regiões mais remotas e menos desenvolvidas do país.   Por isso, os pesquisadores defendem a redução dessas desigualdades e a adoção gradual de um programa de rastreamento, com a realização de exames preventivos que detectem a doença ou sinais de alerta antes do início dos sintomas. O grupo também ressalta a importância do diagnóstico precoce em casos sintomáticos e do tratamento adequado.  Custos sociais e econômicos A pesquisa também mediu alguns custos sociais e econômicos da mortalidade por câncer colorretal, considerando estimativas de quanto tempo a mais esses pacientes poderiam viver. Em média, as mulheres brasileiras que morreram por este tipo de câncer perderam 21 anos de vida e os homens, 18.  Entre 2001 e 2030, as mortes pela doença somam 12,6 milhões de anos potenciais de vida perdidos e Int$ 22,6 bilhões em perdas de produtividade. A unidade monetária Int$ se refere ao dólar internacional, medida usada para comparar valores entre países, levando em conta o custo de vida local. Marianna ressalta que os dados são importantes para mostrar qual a dimensão do câncer para a sociedade, além das vidas perdidas. "E também servem para embasar políticas públicas, porque a gente vê o quanto o país está perdendo por não conseguir avançar na prevenção, no rastreamento e no tratamento", explica.  O estudo encontrou ainda diferenças regionais significativas nesses indicadores. Por um lado, as regiões Sul e Sudeste, que são mais populosas e têm maior proporção de idosos, concentram cerca de três quartos das mortes, e por isso sofrem maior impacto econômico. No entanto, os maiores aumentos relativos na mortalidade e na perda de produtividade devem ocorrer nas regiões Norte e Nordeste.  Para os pesquisadores, a principal explicação está nos "indicadores socioeconômicos e de infraestrutura piores em comparação com as demais regiões do país". Mas eles também consideram que as populações dessas regiões progressivamente vêm adotando padrões de comportamento nocivos, já estabelecidos no Sul e Sudeste. O tabagismo é o único fator de risco cuja prevalência tem diminuído nas últimas décadas.  "O padrão alimentar no Brasil tem piorado nas últimas décadas, com redução do consumo de alimentos saudáveis e aumento do consumo de alimentos processados e ultraprocessados. Paralelamente, houve aumento da prevalência de consumo de álcool e de inatividade física", alertam. O estudo cita a promoção de estilos de vida saudáveis como política pública permanece um desafio, mas deve ser uma estratégia primária para prevenir e controlar o câncer colorretal, bem como outros cânceres e doenças crônicas não transmissíveis.

  • Governo do Estado anuncia R$ 9,3 milhões em recursos para apoiar projetos liderados por empreendedoras e pesquisadoras

    Editais de 2026 dos Programas Mulheres+Tec e Mulheres+Pesquisa foram lançados nesta quarta-feira, em ato com a vice-governadora Marilisa Boehm Foto: Richard Casas O apoio do Governo de Santa Catarina para ampliar a participação feminina nas áreas do empreendedorismo e da pesquisa foi reafirmado nesta quarta-feira, 18, com o anúncio de R$ 9,3 milhões em recursos para fomentar projetos liderados por mulheres. Durante ato solene, a vice-governadora Marilisa Boehm e a diretora de Ciência, Tecnologia e Inovação da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc), Valeska Tratsk, assinaram os editais dos Programas Mulheres+Tec e Mulheres+Pesquisa, que já estão disponíveis para consulta no site da Fapesc. O edital 14/2026, do Programa Mulheres+Tec, vai destinar até R$ 4,8 milhões para o desenvolvimento de projetos. Já o edital 13/2026, do Programa Mulheres+Pesquisa, irá fomentar com até R$ 4,5 milhões os projetos selecionados. A vice-governadora enfatiza a importância do apoio do Estado na participação feminina em projetos que envolvam ciência e inovação. “O governador Jorginho Mello e eu temos a convicção de que é preciso incentivar o empreendedorismo feminino. Por isso, novamente estamos lançando pela Fapesc os editais Mulheres+Tec e Mulheres+Pesquisa, que são programas voltados a empresas e a pesquisas científicas, tecnológicas e de inovação lideradas por mulheres”, afirma Marilisa. A diretora de CTI da Fapesc explica que os editais fazem parte das iniciativas do Programa Mulheres de Impacto: da ciência à inovação, realizado pela Fapesc, e que entre 2023 e 2026, os dois editais chegarão a aproximadamente R$ 30 milhões em recursos voltados para projetos liderados por mulheres. “Queremos agradecer ao nosso governador Jorginho Mello e à nossa vice-governadora, Marilisa Boehm por todo o apoio ao desenvolvimento destes Programas. Estamos dando oportunidades para que mulheres catarinenses empreendam, sejam elas o CNPJ ou sejam elas a pessoa física voltada à academia”, reforça Valeska. As interessadas em enviar propostas para os editais podem realizar a submissão de 19 de março até às 18 horas do dia 29 de abril. As propostas devem ser submetidas via SIGFapesc, pelo link:  https://sig.fapesc.sc.gov.br/ . A proponente e as (os) integrantes da equipe deverão estar previamente cadastrados no SIGFapesc. Mulheres+Tec Confira o edital: https://fapesc.sc.gov.br/edital-de-chamada-publica-fapesc-n-o-14-2026-programa-mulherestec-5a-edicao/ Em 2026, o Programa Mulheres+Tec chega a sua quinta edição com o lançamento do edital 14/2026 nesta quarta-feira. Com o objetivo de aumentar a representatividade feminina no empreendedorismo, o edital é voltado para apoiar empresas com quadro societário constituído exclusivamente por mulheres. Nesta edição, o Programa irá destinar até R$ 4,8 milhões para fomentar projetos de produtos, serviços ou processos inovadores de base tecnológica. Podem participar do Programa, empresas que tiveram faturamento de até R$1,2 milhão ao longo de 2025. Cada projeto selecionado poderá receber até R$ 120 mil e a empresa deverá dar uma contrapartida financeira de, no mínimo, 5% do valor de fomento recebido. Mulheres+Pesquisa Confira o edital: https://fapesc.sc.gov.br/edital-de-chamada-publica-fapesc-n-o-13-2026-mulherespesquisa-3a-edicao/ Para incentivar a participação das mulheres cientistas nos projetos de pesquisa científica, tecnológica e de inovação, a Fapesc lançou em 2024 o Programa Mulheres+Pesquisa. Desde então, o edital segue fomentando projetos coordenados exclusivamente por pesquisadoras vinculadas a Instituições de Ciência, Tecnologia e Inovação catarinenses, públicas ou privadas sem fins lucrativos. Em 2026, o Programa Mulheres+Pesquisa chega a sua terceira edição com o lançamento do edital 13/2026 nesta quarta-feira. Nesta edição, serão destinados até R$ 4,5 milhões para fomentar projetos de pesquisa liderados por mulheres. Cada projeto selecionado poderá receber até R$ 200 mil e as propostas selecionadas poderão ainda utilizar até 40% do valor recebido para o pagamento de bolsas nas modalidades Iniciação Científica ou Mestrado para mulheres comporem a equipe.

  • São José celebra 276 anos com programação especial no Centro Histórico hoje (19)

    Dia festivo terá missa, corte do bolo e atrações culturais ao longo do dia São José celebra seus 276 anos nesta quinta-feira (19) com uma programação especial voltada à comunidade, reunindo momentos de fé, tradição e atividades culturais ao longo de todo o dia, no Centro Histórico. As comemorações iniciam pela manhã, com a tradicional missa festiva às 8h, marcando o início das celebrações. Logo após, às 10h30, ocorre um dos momentos mais aguardados pela população: o corte do bolo de aniversário, simbolizando a união e a história do município. A programação segue com diversas atrações culturais e musicais. Às 10h, a Banda União Josefense se apresenta, levando música e tradição ao público. Na sequência, às 11h40, o cantor Ney Platt sobe ao palco. Durante a tarde, as atividades continuam com o Babinha Show, às 13h, seguido pela apresentação de dança do Sesc Estreito, às 14h. Às 16h, o público poderá prestigiar o grupo Time Mara, com um repertório repleto de flashbacks. Encerrando a programação musical, às 17h, o cantor Wilson Souza apresenta o show “Brasilidades”. Além das atrações no palco, a programação inclui ainda o lançamento do livro Carinho e Formosura, da autora Neusa Maria de Souza, que acontece das 8h às 18h, oferecendo mais uma opção cultural para os visitantes. A celebração dos 276 anos reforça o orgulho da história de São José e convida a população a participar desse momento especial, que reúne tradição, cultura e integração comunitária. Feira da Freguesia O aniversário de São José também terá uma edição especial da tradicional Feira da Freguesia no Centro Histórico, a partir das 9h. Durante todo o dia, a Feira da Freguesia movimenta a região com opções de artesanato, gastronomia e apresentações culturais. A programação inclui shows musicais, dança e atividades para toda a família. Outro destaque da programação é a Mostra de Cinema Josefense, que ocorre no Theatro Adolpho Mello a partir das 16h, com exibição de produções locais. Programação: 9h – Missa 9h- Feira da Freguesia 10h – Banda União Josefense 10h30 – Corte do bolo 11h40 – Ney Platt 13h – Babinha Show 14h – Dança Sesc Estreito 16h – Time Mara (flashback) 17h – Wilson Souza – Brasilidades Das 8h às 18h – Lançamento do livro Carinho e Formosura A partir das 16h – Mostra de Cinema Josefense (Theatro Adolpho Mello) Entrada gratuita Mostra de Cinema Josefense – programação: 16h – A Diáspora de Nancy 16h30 – Efeito Dominó 17h – Tesouro da Mamãe 17h30 – Dr. Luciano Rosa 18h – Reencontro com o Cine Rajá – Memórias do Cinema em São José 19h – Peça para Solidão Solo 20h45 – Luz da Meia-Noite 21h – Órbita 21h15 – Entendo Por Que Você Ficou 21h25 – Matéria do Coração

  • Habitasul entrega Parque de 150 mil m2 no coração de Jurerê Internacional no dia do aniversário de 353 anos de Florianópolis

    By editor.deolhonailha É um convite a toda cidade, que ganha o Parque Péricles de Freitas Druck, um inédito ponto de encontro de pessoas com a natureza. Abertura será às 10h30 de 23 de março, com apresentação da Orquestra Brasileira às 12h para celebrar o presente para Floripa Como vem acontecendo nos últimos quatro anos, a Habitasul comemora o aniversário da cidade em 2026 entregando um novo equipamento público. No dia 23 de março (segunda-feira), quando Florianópolis completa 353 anos de fundação, será inaugurado o Parque Péricles de Freitas Druck, um espaço de 150 mil metros quadrados (equivalente a 15 campos de futebol), que vai integrar pessoas, natureza, educação ambiental, contemplação, passeios, atividades físicas e lazer. O evento começa às 10h30 e tem como ponto alto da programação a apresentação da Orquestra Brasileira ao meio-dia, seguida de outras ações: caminhada na trilha do Parque, Yoga, brincadeiras para as crianças e fechando com a apresentação cultural, às 14h, do Boi de Mamão da Vargem Grande. O novo Parque fica no coração de Jurerê Internacional, entre a Avenida das Lagostas, Avenida dos Dourados, Avenida dos Salmões e a rodovia Francisco Arcanjo Grillo (SC-400), acesso à Praia da Daniela. O nome oficial, aprovado por unanimidade pela Câmara de Vereadores e oficializado pela Lei 11.423/2025, assinada pelo prefeito Topázio Neto, é uma homenagem ao fundador do Grupo Habitasul (1967) e idealizador de Jurerê Internacional (1980), o empresário, advogado e jornalista Péricles de Freitas Druck, que faleceu aos 83 anos em junho em 2024. Depois das praças do Forte São Luís, na Avenida Beira-Mar Norte, e São Francisco de Assis, no acesso a Jurerê Internacional, este ano a Habitasul entrega à cidade mais um lugar de convivência para florianopolitanos e turistas, com 4,5 quilômetros de passeios internos e ciclovias, iluminação, bancos e mesas para piqueniques, bebedouros, espreguiçadeiras, paraciclos, um lago e que ganhou recentemente o plantio de mais de 1,5 mil árvores de 64 espécies nativas e características da região norte da Ilha. “A entrega do Parque Péricles de Freitas Druck faz parte de um conceito de sustentabilidade e de uma política que nossa empresa desenvolve há décadas, que é a de retribuir a Florianópolis a oportunidade que nos ofereceu de fazer de Jurerê Internacional um lugar de referência não só no Brasil, mas também no exterior”, afirma José Mateus, CEO da Habitasul. Para ele, “o bairro está vivendo um ciclo virtuoso como um dos mais valorizados do país fora do eixo Rio-São Paulo e também como a melhor praia urbana do mundo ibero-americano – e muito disso se deve à integração comunitária representada pelo Movimento Jurerê Mais, que une de pescadores a empresários, associações comunitárias e moradores com a missão de buscar soluções conjuntas para os nossos desafios”. A empresária e conselheira da Habitasul, Andréa Druck, filha do fundador de Jurerê Internacional e que esteve por muitos anos à frente da gestão do empreendimento, informa que o parque “já fazia parte do projeto original do bairro”. Ela lembra que seu pai, Péricles de Freitas Druck, “participou do plano geral de desenvolvimento de Jurerê Internacional, que incluiu pensar esse parque. Evidentemente, ele trabalhou com urbanistas e arquitetos, mas a inspiração do tipo de lugar que se queria construir aqui veio dele”. “Meu pai tinha duas referências muito fortes. A primeira era a ideia de escolher um lugar onde a natureza já tivesse feito o essencial e, a partir disso, desenvolver o projeto interferindo o mínimo possível no que a natureza criou. A segunda era uma visão urbanística muito clara: ele dizia que o metro quadrado não construído valia mais do que o metro quadrado construído. Essa lógica explica várias decisões do projeto de Jurerê Internacional”, observa Andréa Druck. Já a gerente de Qualidade, Meio Ambiente e Sustentabilidade da Habitasul, Salete Pereira, afirma que “a entrega do Parque Péricles de Freitas Druck transcende o lazer. Trata-se de um marco de infraestrutura ecológica e exercício de cidadania. Este espaço preserva um remanescente vital de restinga arbórea, ecossistema que desempenha funções ecossistêmicas insubstituíveis, como o sequestro de carbono e a regulação do microclima urbano. A complexidade biológica do local, evidenciada pela presença de predadores de topo como o jacaré-de-papo-amarelo e a lontra, atesta a resiliência e a saúde deste bioma lacustre”. PÉRICLES DRUCK, O VISIONÁRIO “Deus tem que ter passado antes e feito alguma coisa que a gente não consegue fazer com dinheiro, para depois nós tentarmos, preservando ao máximo o que Deus fez, dar nosso conceito de qualidade e estilo, trabalhando com a organização de comunidades”. Certamente essa foi a frase cunhada pelo empresário, advogado e jornalista Péricles de Freitas Druck (1941/2024) – agora homenageado com o nome do Parque em Jurerê Internacional, criado por ele em 1980 – que mais marcou os empreendimentos de sua longa trajetória desde que fundou o Grupo Habitasul, em Porto Alegre, em 1967. A frase ficou mais notória ainda em 1980, quando ele apresentou o primeiro Masterplan de Jurerê Internacional e surpreendeu urbanistas, arquitetos e até o poder público com um projeto visionário, que antecipava em muito os conceitos de “sustentabilidade” que só surgiriam no planeta quase 10 anos depois. Na época, o Norte da Ilha ainda era um lugar rústico e o desafio de construir um espaço com casas sem muros, alamedas arborizadas, parques e bosques, sem uma “avenida atlântica” e sim com um “passeio dos namorados”, hotéis de alto padrão, um shopping a céu aberto, tudo isso parecia até impossível. Tanto que a própria Casan se disse impossibilitada de oferecer ao então distante novo bairro um serviço de água e esgoto. O que não foi obstáculo para o empreendedor: construiu ele mesmo o Sistema de Água e Esgoto (SAE) de Jurerê Internacional, reconhecido como referência em eficiência hídrica e saneamento privado no país. Mas Péricles de Freitas Druck também deixou sua marca visionária em outros empreendimentos. Na área imobiliária, desenvolveu projetos de habitação social no Rio Grande do Sul, especialmente na Região Metropolitana de Porto Alegre. Na área industrial, a Irani Papel e Embalagem, atualmente uma das principais produtoras desse setor no Brasil. E o icônico e histórico Hotel Laje de Pedra, em Canela, na Serra Gaúcha, que por quase duas décadas (1980/90) foi considerado o melhor do Brasil e palco de acontecimentos históricos como o nascimento do Mercosul. No dia 27 de março de 2007, Péricles de Freitas Druck recebeu da Assembleia Legislativa o Título de Cidadão Honorário de Santa Catarina, por unanimidade dos votos dos parlamentares ao projeto proposto pelo então deputado estadual Jorginho Mello, hoje governador do Estado. O empreendedor faleceu em 23 de junho de 2024, em Porto Alegre. Em 24 de julho de 2025 o prefeito Topázio Neto assinou a Lei 11.423 (aprovada também por unanimidade na Câmara de Vereadores), denominando “Péricles de Freitas Druck” o Parque que a Habitasul vai entregar à cidade no coração de Jurerê Internacional em 23 de março de 2026, aniversário de 353 anos de Florianópolis. SERVIÇO O quê: Inauguração do Parque Péricles de Freitas Druck/ Como parte da Programação Oficial do Aniversário de 353 Anos de Florianópolis Onde: Jurerê Internacional, entre a Avenida das Avenida das Lagostas, Avenida dos Dourados, Avenida dos Salmões Quando: 23 de março de 2026/ recepção convidados e imprensa às 10h30. …….. Sobre a Habitasul O Grupo Habitasul é uma organização sólida e reconhecida no mercado brasileiro – fundada em 1967 – com atuação em setores fundamentais para o desenvolvimento da economia do país: industrial (Irani Papel e Embalagem, fundada em 1941 em Vargem Bonita, meio oeste de SC), imobiliário, turismo e hotelaria, com destaque para Jurerê Internacional, em Florianópolis – SC. Criado na década de 1980 com planejamento arquitetônico, urbanístico e ambiental revolucionário, Jurerê Internacional transformou-se em referência de bairro planejado. Aliando alta qualidade de vida à sustentabilidade, Jurerê Internacional é reconhecido mundialmente pela sua praia com natureza exuberante. Com sede em Porto Alegre, o Grupo Habitasul possui ainda negócios no Rio Grande do Sul, São Paulo e Minas Gerais – gerando quase três mil empregos. Tem como foco a sustentabilidade, a inovação, o pioneirismo e a transparência em todas as frentes. By editor.deolhonailha By editor.deolhonailha

  • Rolagem infinita será proibida ao público infantil nas redes

    ANPD vai regular práticas manipulativas no ambiente digital O decreto que regulamenta a Lei do Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (ECA Digital), publicado nesta quarta-feira (18), proíbe algumas práticas consideradas manipulativas do público infantil embutidas no design de produtos e serviços de ambientes virtuais. Uma delas é a chamada rolagem infinita, recurso que carrega novos conteúdos automaticamente, sem solicitação, à medida que o usuário rola a página para baixo, eliminando a necessidade de clicar para ver postagens e publicações mais antigas. Esse tipo de recurso é comumente integrado ao uso de redes sociais como Instagram, Facebook, TikTok e serviços de vendas online, criando um fluxo contínuo e ininterrupto de informações, especialmente na navegação por meio de dispositivos móveis, como smartphones. A reprodução automática de vídeos, conhecida como autoplay, presente em aplicativos de vídeos, também é outro exemplo de recurso que deverá ser proibido a crianças e adolescentes que usam serviços digitais. Caberá à Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD), entidade central responsável por regulamentar e fiscalizar o cumprimento do ECA Digital, definir mais precisamente quais são esses novos requisitos técnicos e de segurança. O objetivo é justamente vetar práticas manipulativas.   "Os chamados design manipulativos são escolhas de arquitetura de produtos digitais de aplicativos que podem explorar vulnerabilidades de crianças e adolescentes, gerando, por exemplo, sensações de angústia, de urgência", explicou o secretário nacional de Direitos Digitais do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), Victor Fernandes. O secretário exemplifica que dentre essas práticas manipulativas, o decreto elenca recursos de rolagem infinita e notificações compulsórias, "que dão prazo e uma sensação de escassez e imediatismo nas notificações". Orientações Na sexta-feira (20), a ANPD deve disponibilizar um documento preliminar com orientações para a adoção de mecanismos confiáveis de aferição de idade. Esta é uma das exigências mais importantes do ECA Digital: a verificação etária para garantir que o usuário com idade menor que 18 anos não consiga acessar produtos, serviços e conteúdos inadequados para a idade. De acordo com a lei, a verificação de idade não deve violar a proteção de dados das pessoas que usam produtos e serviços virtuais. "A lei já define o que são mecanismos confiáveis [de aferição etária], o decreto avança em traduzir isso em requisitos e a ANPD vai dar maior concretude ao que se espera dos fornecedores de serviços e produtos digitais, que já devem estar se adequando, para cumprir, por exemplo, requisito de acurácia, privacidade, proporcionalidade e assim por diante", explica o integrante do Conselho Diretor da ANPD Iagê Miola. A entidade também vai promover consultas públicas ao longo dos próximos meses para consolidar modelos mais definitivos sobre os novos requisitos de segurança para o público infantojuvenil nos ambientes digitais. Regulamentação Ao todo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou três decretos que regulamentam o ECA Digital durante cerimônia no Palácio do Planalto, com presença de ministros, parlamentares e organizações da sociedade civil. Entre as novidades, está a criação do Centro Nacional de Proteção à Criança e ao Adolescente, ligado à Polícia Federal (PF), com a atribuição de centralizar denúncias e investigações de crimes digitais detectados e reportados pelas plataformas. Sancionado em setembro do ano passado, o ECA Digital entrou em vigor nesta semana, com diretrizes mais rigorosas sobre os direitos do público infantojuvenil, para garantir que a proteção prevista no mundo real ocorra também no ambiente virtual dos serviços e aplicativos de internet e jogos eletrônicos. Coordenadora do Instituto Alana, Maria Mello destacou que a regulamentação do ECA Digital representa um momento histórico e o resultado de uma construção coletiva envolvendo organizações da sociedade civil, além dos poderes Executivo e Legislativo. "Damos um passo firme em direção à implementação de uma lei histórica, inovadora e pioneira, que responde aos anseios da nossa sociedade e olha para as milhares de famílias que carregam todos os dias o peso e a angústia de tentar proteger seus filhos num ambiente desenhado para capturar a atenção, promover o vício, explorar vulnerabilidades e lucrar com a infância", afirmou durante o evento no Palácio do Planalto. Maria Mello também ressaltou que a nova legislação inaugurou um marco na proteção da infância no ambiente online. "Essa é uma lei que protege crianças e adolescentes na internet, e não da internet. Coloca em prática diversos elementos que estruturam a nossa Constituição Federal", acrescentou.

  • São José conquista 4º lugar em ranking nacional de sustentabilidade na limpeza urbana

    Município se destaca entre cidades com mais de 250 mil habitantes e figura entre os 7% com melhor desempenho no país São José alcançou a 4ª posição no ranking nacional do Índice de Sustentabilidade da Limpeza Urbana (ISLU), consolidando-se como uma das cidades com melhor desempenho na gestão de resíduos sólidos no Brasil. O resultado coloca o município em evidência entre cidades com mais de 250 mil habitantes e ganha ainda mais relevância ao considerar que apenas 7% dos municípios avaliados atingiram esse nível de excelência. O ISLU é um dos principais indicadores nacionais do setor e avalia critérios como cobertura da coleta, sustentabilidade financeira dos serviços, recuperação de resíduos e impacto ambiental. Além de retratar o cenário atual, o índice também funciona como ferramenta estratégica para acompanhamento da evolução dos municípios e planejamento de políticas públicas. Nesta edição, o levantamento passou a utilizar dados do Sistema Nacional de Informações em Saneamento (SINISA), criado em 2024 pelo Ministério das Cidades, substituindo o antigo SNIS. O novo sistema amplia a base de dados e incorpora métricas mais modernas, tornando a avaliação ainda mais precisa e abrangente. Criado em 2016, o ISLU mede o avanço das metas estabelecidas pela Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei 12.305/2010). Em 2025, o índice avaliou 4.773 municípios brasileiros, oferecendo um panorama detalhado da gestão de resíduos no país. O prefeito Orvino Coelho de Ávila enfatizou a importância da conquista para o município. “Esse resultado reforça o compromisso da nossa gestão com a sustentabilidade e com a excelência nos serviços públicos. Estar entre os melhores do Brasil é motivo de orgulho, mas também aumenta a nossa responsabilidade de continuar avançando, investindo e cuidando da nossa cidade e das pessoas”. Para o secretário de Infraestrutura, Júlio Cézar da Silva, o resultado é reflexo de um trabalho contínuo e comprometido com a qualidade dos serviços prestados à população. “Esse reconhecimento nacional mostra que São José está no caminho certo, investindo em gestão eficiente, responsabilidade ambiental e inovação. Seguimos trabalhando para avançar ainda mais, sempre com foco na sustentabilidade e na melhoria da qualidade de vida da nossa população”, destacou.

  • AGU dá parecer contrário à flexibilização do estupro de vulnerável

    Manifestação foi enviada ao Supremo Tribunal Federal © Rafa Neddermeyer/Agência Brasil A Advocacia-Geral da União (AGU) enviou nesta quarta-feira (18) ao Supremo Tribunal Federal (STF) parecer pela inconstitucionalidade de decisões judiciais que flexibilizaram o crime de estupro de vulnerável contra crianças e adolescentes. O parecer foi anexado a uma ação direita de inconstitucionalidade protocolada pelo PT. O partido pretende impedir a relativização do entendimento de que menores de 14 anos não possuem capacidade para consentir a prática de atos sexuais. Conforme o Artigo 217-A, do Código Penal, praticar ato libidinoso e ter conjunção carnal com menor de 14 anos é crime. Apesar do texto da lei, diversas decisões da Justiça entendem que relacionamento íntimo com menores pode ser considerado consensual, como ocorreu no  caso do desembargador que absolveu um homem acusado de estupro contra uma menina de 12 anos, em Minas Gerais. “As decisões judiciais introduzem não apenas instabilidade normativa, criando cenário de insegurança jurídica e tratamento desigual a situações semelhantes, mas também dificultam a atuação preventiva da política pública, fragilizam campanhas educativas e estratégias de conscientização”, afirmou o órgão. A ação é relatada pela ministra Cármen Lúcia. A data do julgamento ainda não foi definida. Caso de Minas Gerais No final de fevereiro, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) determinou o afastamento do desembargador Magid Nauef Láuar, da 9ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). A medida foi tomada após ele ser alvo de pedidos de investigação por ter proferido voto que levou à absolvição de um homem de 35 anos acusado de estupro de vulnerável contra uma adolescente de 12 anos e da mãe da menina, que teria sido conivente com o crime. O acusado e a menina viviam juntos como um casal na cidade de Indianópolis, no Triângulo Mineiro.  Após a repercussão do caso, o CNJ recebeu denúncias de que o magistrado teria praticado delitos sexuais durante o período em que atuou como juiz nas comarcas de Ouro Preto (MG) e Betim (MG). Dias antes de ser afastado pelo conselho, o desembargador proferiu uma decisão individual e restabeleceu a decisão de primeira instância que condenou o homem e a mãe da adolescente. Ele também determinou a prisão dos acusados.

  • Florianópolis se prepara para reunir milhares de fiéis na tradicional Procissão do Senhor dos Passos

    Foto: Divulgação - PMF - Agora Floripa. Florianópolis volta a ser palco de uma das maiores manifestações religiosas do Brasil nos dias 21 e 22 de março. A 260ª edição da Procissão do Senhor dos Passos deve reunir cerca de 80 mil fiéis no Centro da cidade, mantendo viva uma tradição que atravessa gerações há mais de dois séculos. Realizada sempre 15 dias antes da Páscoa, a celebração é reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial em níveis estadual e nacional, consolidando-se como um dos eventos mais importantes do calendário religioso catarinense. A força da devoção e a participação popular transformam o evento em um dos maiores encontros de fé do país. Tradição que começou no século XVIII A origem da procissão remonta ao ano de 1766, pouco depois da chegada da imagem do Senhor dos Passos à então vila de Nossa Senhora do Desterro. Esculpida em madeira por um artista baiano, a imagem tinha como destino o Rio Grande do Sul, mas acabou permanecendo em Florianópolis após uma série de tentativas frustradas de transporte marítimo. A permanência foi interpretada como um sinal divino, dando início a uma devoção que cresceu com o tempo e se transformou em uma das tradições mais marcantes da cidade. Programação reúne missas e cortejos pelas ruas do Centro A programação começa no sábado (21), com celebrações religiosas e a tradicional procissão que parte da Capela Menino Deus, localizada no Imperial Hospital de Caridade. O cortejo percorre ruas importantes da região central até chegar à Catedral Metropolitana, reunindo fiéis ao longo do trajeto. No domingo (22), a programação segue com missa pela manhã e, à tarde, o momento mais aguardado: a Procissão do Encontro. As imagens do Senhor dos Passos e de Nossa Senhora das Dores percorrem as ruas centrais até se encontrarem diante da Catedral Metropolitana, em um dos pontos mais simbólicos da celebração. Após o encontro, as imagens seguem juntas até a Capela Menino Deus. No encerramento, ocorre o tradicional giro de 360 graus da imagem, marcando o fim do evento e emocionando os participantes. Evento movimenta o Centro e reforça tradição cultural Além do significado religioso, a procissão também movimenta o Centro de Florianópolis, reunindo moradores, visitantes e turistas. O evento integra o calendário cultural da cidade e conta com a participação de diversas instituições, incluindo entidades religiosas, culturais e apoiadores locais. Ao longo dos anos, a celebração se consolidou como um símbolo da identidade cultural da capital catarinense, unindo fé, história e tradição em um dos momentos mais marcantes do ano. A reportagem do portal Agora Floripa acompanha os preparativos e a realização do evento, que deve mais uma vez transformar as ruas da cidade em um grande cenário de devoção e tradição.

  • Mega-Sena: aposta de Florianópolis leva prêmio e SC soma quatro bilhetes premiados

    Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil A sorte passou por Santa Catarina no concurso 2985 da Mega-Sena, realizado na noite de terça-feira (17), e Florianópolis está entre as cidades contempladas. Ao todo, quatro apostas feitas no estado acertaram cinco das seis dezenas sorteadas e garantiram prêmios individuais de R$ 34.815,62. Apesar de ninguém de Santa Catarina ter levado o prêmio principal, o resultado ainda trouxe bons ganhos para os apostadores. A bolada máxima, estimada em R$ 104,5 milhões, foi dividida entre três ganhadores em outras regiões do país, com cada um faturando cerca de R$ 34,8 milhões. As dezenas sorteadas foram: 6, 8, 21, 32, 41 e 60 . Cidades catarinenses premiadas Além da aposta registrada em Florianópolis, outras três cidades também tiveram bilhetes premiados na quina. Todos os jogos foram simples, com seis números marcados — o modelo mais tradicional da modalidade. Confira onde saíram os prêmios em Santa Catarina: Criciúma – aposta realizada em lotérica Florianópolis – aposta feita pela internet Itapema – aposta online Joaçaba – aposta registrada em lotérica Cada uma dessas apostas garantiu o mesmo valor: R$ 34.815,62. Próximo sorteio já tem data e prêmio estimado Para quem não ganhou desta vez, a próxima oportunidade já está marcada. O novo sorteio da Mega-Sena acontece na quinta-feira (19) e deve pagar cerca de R$ 3,5 milhões ao vencedor principal. A Mega-Sena segue como a loteria mais popular do país. As apostas simples custam R$ 6 e podem ser feitas tanto em casas lotéricas quanto pelos canais digitais da Caixa, incluindo site, aplicativo e internet banking. Chances e como funciona A probabilidade de acertar as seis dezenas com uma aposta simples é de uma em mais de 50 milhões, o que reforça o grau de dificuldade do prêmio máximo. Ainda assim, as faixas intermediárias, como a quina, continuam atraindo apostadores — especialmente quando valores acumulados entram em jogo. A movimentação registrada nos últimos concursos mostra que Santa Catarina tem marcado presença frequente entre os premiados, mesmo quando o prêmio principal não fica no estado.

  • São José realiza Dia B da Saúde Bucal em seis unidades educativas nesta sexta (20)

    Ação envolve promoção, prevenção e distribuição de kits de higiene bucal para estudantes da rede municipal de ensino Mais de 750 crianças da rede municipal de ensino de São José participarão, nesta sexta-feira (20), do Dia B da Saúde Bucal, uma mobilização nacional com foco na promoção de hábitos saudáveis e cuidados com a higiene bucal desde a infância. As atividades ocorrerão de forma simultânea em seis unidades educativas: Centro de Educação Infantil (CEI) Eloí Nietsche, CEI Manoel Cunha, CEI Jardim Zanellato, Centro de Educação Municipal (CEM) Santa Terezinha, CEM Araucária e CEM Renascer. As ações serão realizadas nos períodos da manhã, das 7h30 às 11h30, e da tarde, das 13h30 às 16h. A iniciativa integra o Programa Saúde na Escola (PSE), resultado da parceria entre as Secretarias Municipais de Saúde e de Educação. O objetivo é ampliar o acesso ao cuidado, prevenir doenças e reforçar a importância da higiene bucal desde criança. De acordo com a gerente de saúde bucal da Secretaria Municipal de Saúde, Muryel Fontoura Souto, “o trabalho nas escolas contribui para a formação de hábitos que impactam diretamente na qualidade de vida das crianças”. Durante o Dia B, as equipes de saúde bucal farão orientações em sala de aula, abordando temas como escovação correta, uso do fio dental e alimentação saudável. Na sequência, as crianças participam de escovação supervisionada nos banheiros das unidades e recebem kits de higiene bucal, compostos por escova dental, creme dental e fio dental. Além disso, os profissionais realizarão avaliação individual em todas as crianças com intuito de identificar possíveis necessidades de tratamento, com encaminhamento para as Unidades Básicas de Saúde (UBSs), garantindo a continuidade do cuidado. A ação contará com a participação de 13 cirurgiões-dentistas e quatro técnicas em saúde bucal da rede municipal, além de oito residentes da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e seis estudantes do Centro Universitário Estácio de Sá. “O levantamento realizado durante as atividades também contribui para o mapeamento de regiões com maior demanda, que podem receber atendimentos da Unidade Odontológica Móvel (UOM), estratégia adotada pelo município desde 2024 para ampliar o acesso aos serviços”, detalhou Muryel Fontoura Souto. Atualmente, São José conta com duas Unidades Odontológicas Móveis. Trabalho contínuo O trabalho de promoção da saúde bucal nas unidades educativas é contínuo. No momento, as ações alcançam 77 unidades educativas de São José, sendo 41 CEIs, 24 CEMs, além de oito instituições filantrópicas e quatro escolas estaduais. No ano passado, foram realizadas 341 ações de promoção e prevenção em saúde bucal, beneficiando 8.610 crianças.

  • Entenda o que muda no Centro de Florianópolis redesenhado por escritório dinamarquês referência mundial em urbanismo

    Projeto desenvolvido em parceria com CDL, ACIF e Laboratório de Urbanismo e Arquitetura foi entregue nesta quarta e traz 70 propostas para qualificar espaços públicos da região Florianópolis recebeu nesta quarta-feira, 18, a entrega do projeto “Floripa Centro: Repensando os Espaços Públicos para as Pessoas”, desenvolvido pelo escritório dinamarquês Gehl Architects, que apresenta mais de 70 propostas para transformar a região central da capital. O estudo aponta mudanças como a criação de uma nova praça no entorno do Mercado Público, a implantação de uma zona escolar na Rua Esteves Júnior e a requalificação das conexões entre o Centro e a orla. O projeto também dialoga com o novo plano de mobilidade urbana contratado pelo município – o atual é de 2014 – que deve ter seus primeiros produtos apresentados ainda este ano, reforçando a integração entre planejamento urbano e mobilidade. Encomendado e financiado pela CDL Florianópolis e pela ACIF, todo o trabalho do escritório dinamarquês teve investimento de R$ 1,2 milhão custeado integralmente pelas entidades e sem uso de recursos públicos, com articulação técnica do Laboratório de Urbanismo e Arquitetura (LUA). O material foi apresentado no Teatro Álvaro de Carvalho pelos arquitetos Esben Neander Kristensen e Rute Nieto Ferreira, da Gehl Architects, e entregue ao prefeito Topázio Neto. A partir de agora, caberá ao município avaliar as diretrizes, desenvolver os projetos executivos e buscar recursos para viabilizar a implementação. O trabalho foi iniciado em setembro de 2025 e se baseia em princípios de mobilidade sustentável, caminhabilidade, valorização da vida urbana e criação de espaços públicos mais seguros, verdes e inclusivos. A proposta adota o conceito de cidade na escala humana, com foco em crianças, idosos e pedestres, promovendo ambientes mais acessíveis, seguros e voltados à convivência. Ao longo do processo, que envolveu mais de 100 pessoas, foram realizadas análises urbanas, levantamentos técnicos e encontros com diferentes grupos locais, incluindo representantes do poder público, entidades, escolas, comerciantes e moradores do Centro. O objetivo foi compreender padrões de circulação, permanência e uso dos espaços públicos na área central. O estudo também propõe um modelo de implementação gradativa, combinando intervenções estruturais com ações de curto prazo baseadas em urbanismo tático, com soluções de baixo custo e rápida execução, que permitem testar propostas e adaptar o projeto ao longo do tempo. Praça-jardim no Centro Histórico Um dos principais eixos do projeto é a transformação da área da Rua Francisco Tolentino e do entorno do Mercado Público em uma nova praça-jardim no Centro Histórico de Florianópolis. Com cerca de 8 mil metros quadrados, o espaço foi concebido como um ambiente urbano multifuncional voltado à permanência de pessoas, à convivência e ao fortalecimento do comércio local. A proposta prevê que a Rua Francisco Tolentino passe a integrar o espaço da praça, com pavimentos nivelados às calçadas e prioridade para pedestres. O projeto inclui vegetação nativa, superfícies permeáveis e jardins de chuva voltados à gestão das águas pluviais, além de estruturas de sombra, assentos públicos diversificados e iluminação projetada na escala do pedestre. A escolha por espécies nativas dialoga com iniciativas já em curso na cidade, como o programa Viva a Cidade Arborizada, desenvolvido pela CDL, que busca ampliar a presença de áreas verdes e qualificar o ambiente urbano no Centro. O desenho urbano também prevê espaços flexíveis para diferentes usos ao longo do dia e da semana, incluindo áreas para feiras, eventos culturais e convivência cotidiana. Entre os elementos propostos estão pavilhões gastronômicos, quiosques, fonte interativa de água no solo, áreas de brincar e espaços ampliados para mesas e cadeiras de bares e restaurantes. Outro ponto sugerido é a reorganização dos pequenos comércios da região, incluindo estruturas hoje ocupadas pelo Camelódromo e por quiosques. A proposta indica a realocação dessas atividades para novas estruturas comerciais qualificadas dentro da própria praça, integrando os negócios ao novo desenho urbano. A ideia é ampliar a permanência de pessoas no local, reduzir ilhas de calor e integrar melhor o Mercado à região do TICEN e aos fluxos de pedestres do Centro. Beira-mar como sala de estar da cidade Outro eixo estratégico do projeto é a reconexão entre o Centro e o mar. A proposta sugere transformar a Avenida Beira-Mar Norte em um espaço mais voltado às pessoas, estruturando a orla completa – do Parque Náutico até o CIC – como uma área contínua de convivência e lazer, uma espécie de sala de estar urbana para moradores e visitantes. O documento apresenta diretrizes para qualificar as travessias, ampliar a segurança viária e fortalecer as conexões entre o Centro e a orla, além de propor novos usos e destinos ao longo da frente urbana. A ideia é valorizar a relação histórica da cidade com o mar e ampliar o uso desses espaços ao longo do dia, integrando mobilidade, lazer e convivência. Zona escolar com prioridade para crianças O terceiro eixo do projeto é a requalificação da Rua Esteves Júnior, a partir do conceito de rua para pessoas, com prioridade para crianças, pedestres e a vida cotidiana. A proposta prevê a criação de uma zona escolar em uma das áreas com maior concentração de escolas no Centro de Florianópolis, por onde circulam diariamente mais de 4,5 mil crianças e jovens. O projeto inclui medidas de acalmamento do tráfego, áreas organizadas de embarque e desembarque escolar, baia específica para ônibus, bicicletário coberto e melhoria da visibilidade nos pontos de parada. Ao longo da rua, o desenho urbano incorpora arborização para sombreamento, pavimentos mais permeáveis e marcações lúdicas no chão, além de pequenos espaços de convivência com bancos, arquibancadas, mesas de jogos e áreas para atividades culturais e recreativas. A proposta também busca estimular o uso da rua ao longo do dia, criando ambientes que convidem à permanência após o horário escolar, com pequenos quiosques, espaços flexíveis para eventos e áreas de encontro entre estudantes, famílias e moradores. A ideia é transformar a via em um espaço urbano mais seguro e ativo, funcionando não apenas como corredor de circulação, mas como uma rua de bairro com vida cotidiana. Protagonismo e potencial econômico A entrega do projeto à Prefeitura ocorre em meio a uma semana inteira de reuniões institucionais entre os arquitetos da Gehl e representantes do poder público, escolas da região central, entidades empresariais e grupos da sociedade civil, além de um workshop dedicado ao debate de diretrizes urbanas para a orla da Beira-Mar Norte. “Nós não começamos pelo desenho, mas pelas pessoas. Observamos como a cidade é vivida e ouvimos diferentes grupos para entender que tipo de experiências elas querem ter no dia a dia e como enxergam Florianópolis daqui há algumas décadas. A partir disso, conseguimos transformar dados e percepções em um projeto urbano mais humano, conectado com a realidade e com o futuro da cidade, que tem um potencial gigantesco”, afirma Rute Nieto Ferreira, da Gehl Architects. Segundo Tatiana Filomeno, diretora executiva do Laboratório de Urbanismo e Arquitetura (LUA), o laboratório teve papel central nessa articulação técnica local do projeto, conectando o conhecimento internacional do escritório dinamarquês com a realidade urbana de Florianópolis. “O LUA atuou ajudando a traduzir a metodologia da Gehl para o contexto da cidade e promovendo o diálogo com diferentes atores, como poder público, entidades, escolas, comerciantes e moradores do Centro. Esse trabalho permitiu integrar dados, escuta e conhecimento local ao método de análise da vida pública, resultando em diretrizes que dialogam com a identidade da cidade e com a forma como as pessoas realmente usam esses espaços.” Para o presidente da CDL Florianópolis, Eduardo Koerich, investir em planejamento urbano também é uma forma de fortalecer a vitalidade econômica da cidade. “O Centro tem um potencial extraordinário e precisa ser tratado como prioridade. Qualificar os espaços públicos, incentivar a caminhabilidade e reconectar a cidade com a água e com a natureza é o que sustenta uma vida urbana mais ativa e uma economia mais dinâmica. Esse é o papel das entidades representativas: provocar, estruturar e viabilizar projetos que ajudem a cidade a avançar. Quando o setor produtivo assume essa responsabilidade, conseguimos sair do discurso e entregar soluções concretas para a sociedade”, afirma. A mesma visão é compartilhada pela ACIF. Segundo o presidente da entidade, Célio Bernardi, “as cidades que conseguem se desenvolver de forma equilibrada são aquelas que planejam o espaço urbano olhando para as pessoas, para a mobilidade e para a convivência. Nós, como entidades, temos a responsabilidade de provocar esse tipo de reflexão. O papel das instituições é olhar para a cidade de forma coletiva, identificar onde estão os desafios e ajudar a construir caminhos possíveis. Quando reunimos dados, especialistas e a experiência de quem vive o centro todos os dias, conseguimos transformar debate em proposta concreta. O estudo conduzido pelo escritório Gehl traz justamente esse olhar técnico e estruturado sobre como o centro pode evoluir, respeitando sua história e, ao mesmo tempo, respondendo às demandas atuais da população.” Durante o evento de entrega do projeto, o prefeito Topázio Neto, afirmou que a iniciativa representa uma oportunidade de repensar o Centro com olhar voltado para o futuro. “São projetos de curto, médio e longo prazo que trazem um plano de desenvolvimento urbanístico para Florianópolis. Nossa preocupação é como a cidade se organiza para crescer e como nós queremos vê-la quando completar 400 anos. Se você melhora os espaços públicos, você dá mais condições de saúde, lazer e boa convivência para a população”, enfatizou. O prefeito ainda reforçou que o projeto inicialmente foi pensado para a região central, mas que a longo prazo pode ser replicado em outras áreas da cidade.

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