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  • Grande Florianópolis: nova estratégia acelera cirurgias de quadril e joelho e reduz filas históricas do SUS

    Pacientes da Grande Florianópolis que aguardam por cirurgias de revisão de quadril e joelho pelo Sistema Único de Saúde (SUS) começaram a sentir os efeitos de uma nova estratégia adotada pelo Governo de Santa Catarina para reduzir o tempo de espera por esses procedimentos de alta complexidade. A iniciativa ampliou a rede hospitalar responsável pelas cirurgias e já colocou 308 pacientes em processo de atendimento, passando por avaliação para a realização dos procedimentos. Segundo a Secretaria de Estado da Saúde (SES), todos os pacientes que aguardavam por cirurgia de revisão de joelho e aqueles que estavam na fila para revisão de quadril desde antes de 2024 já foram encaminhados para atendimento. A medida representa um avanço especialmente para moradores da Grande Florianópolis, onde estavam concentradas algumas das maiores filas do Estado, principalmente nos hospitais Celso Ramos, em Florianópolis, e Regional de São José. Nova estratégia amplia atendimento e reduz tempo de espera Para acelerar os procedimentos, o Governo do Estado criou um modelo de incentivo financeiro destinado aos hospitais habilitados em Alta Complexidade em Ortopedia e credenciados para transplante ósseo. O objetivo é ampliar a capacidade de atendimento e garantir que pacientes que aguardam há anos possam realizar as cirurgias. Pelo novo modelo de financiamento, as unidades hospitalares recebem um incentivo adicional de R$ 27 mil por cirurgia de revisão de quadril e R$ 8 mil por cirurgia de revisão de joelho. Os valores são pagos além da Tabela Catarinense de Procedimentos e da tabela nacional do SUS. O incentivo leva em consideração a elevada complexidade dessas cirurgias, que exigem próteses e materiais especiais de alto custo, tempo cirúrgico prolongado, equipes altamente especializadas e estrutura hospitalar adequada. Entenda quando a cirurgia é necessária As cirurgias de revisão de quadril e joelho são indicadas para pacientes que já passaram por artroplastias — procedimento em que uma prótese substitui a articulação — e precisam trocar total ou parcialmente esse implante. A substituição pode ser necessária devido ao desgaste natural da prótese ao longo dos anos ou em razão de outras condições clínicas que comprometem seu funcionamento. Com o envelhecimento da população e o aumento do número de cirurgias ortopédicas realizadas nos últimos anos, a procura por procedimentos de revisão também cresceu significativamente em Santa Catarina, aumentando a demanda por vagas no SUS. Hospitais especializados passam a integrar a estratégia Outro diferencial do novo modelo é a exigência de que os hospitais participantes estejam habilitados para transplante ósseo, já que muitos pacientes apresentam perda de massa óssea e necessitam de enxertos durante a cirurgia. Atualmente, três hospitais estão habilitados para realizar os procedimentos dentro da nova estratégia estadual: Hospital Santo Antônio, em Blumenau; Hospital Bethesda, em Joinville; Hospital e Maternidade Imigrantes, em Brusque. A inclusão dessas unidades amplia a capacidade de atendimento para pacientes encaminhados pela Central de Regulação do Estado. Medida busca enfrentar filas históricas A estratégia integra o conjunto de ações do Governo de Santa Catarina voltadas à redução das filas de cirurgias eletivas. Além do novo incentivo para procedimentos de alta complexidade, o Estado mantém o Programa de Valorização dos Hospitais, que oferece recursos financeiros para fortalecer a estrutura das unidades hospitalares e ampliar a oferta de atendimentos pelo SUS. Para moradores da Grande Florianópolis, a expectativa é que o novo modelo contribua para diminuir progressivamente o tempo de espera por cirurgias de revisão de quadril e joelho, especialmente para pacientes que aguardavam atendimento há vários anos e dependem desses procedimentos para recuperar a mobilidade e a qualidade de vida.

  • Futuros agentes da Guarda Municipal de São José conhecem estrutura operacional e de inteligência da corporação

    Grupo de 26 alunos em formação visitou a sede da Guarda Municipal, em Campinas, e a Central de Videomonitoramento Na manhã desta quinta-feira (2), 26 alunos em processo de formação para integrar a Guarda Municipal de São José realizaram uma visita técnica às principais instalações da corporação. O objetivo da atividade foi aproximar os futuros agentes com a rotina de trabalho e com a estrutura tecnológica utilizada na segurança pública do município. Durante a programação, o grupo conheceu dois importantes pontos estratégicos da corporação. O primeiro foi a sede da Guarda Municipal, localizada no bairro Campinas, onde são concentradas as atividades operacionais e serviços administrativos. Em seguida, os alunos visitaram a Central de Operações, instalada na Prefeitura, que abriga a Central de Videomonitoramento e o Núcleo Integrado de Inteligência (NUINT), setores fundamentais para o monitoramento preventivo da cidade, a coleta de dados e o apoio às ações táticas. Na Prefeitura, os alunos foram recebidos pelo prefeito Orvino Coelho de Ávila e pela secretária de Segurança, Defesa Social e Trânsito, Andrea Luiza Grando. O prefeito Orvino destacou o impacto do reforço no efetivo para o dia a dia dos cidadãos e o compromisso da gestão com a segurança. “Investir na Guarda Municipal é investir na tranquilidade das famílias josefenses. Ver de perto a dedicação desses novos agentes nos dá a certeza de que São José continuará avançando como uma cidade segura e monitorada”. A secretária Andrea ressaltou a importância de integrar os alunos à tecnologia que a inteligência da corporação utiliza atualmente. “A segurança moderna se faz com homens e mulheres bem treinados, mas também com o apoio estratégico da tecnologia. Essa visita é fundamental para que os futuros guardas entendam, desde já, como a nossa Central de Videomonitoramento e o NUINT funcionam como o ‘cérebro’ das operações, otimizando o tempo de resposta e garantindo um patrulhamento muito mais eficiente”. Preparação e capacitação A visita faz parte das atividades práticas do curso de formação dos novos guardas municipais, iniciado em 4 de maio, com duração de cinco meses. As aulas são realizadas na Academia de Polícia Civil de Santa Catarina (Acadepol). Ao final do período de formação, os 26 novos agentes estarão capacitados e diplomados para atuar nas ruas, reforçando o policiamento preventivo, a fiscalização de trânsito e as ações de proteção à população josefense.

  • Prefeitura de Palhoça participa de reunião com foco na habitação

    A Prefeitura de Palhoça participou de uma reunião na última quarta-feira (01) com foco na área de habitação. No encontro, que contou com a participação de uma equipe multidisciplinar da administração municipal sob a liderança da Secretaria de Habitação e Regularização Fundiária, foram realizados alinhamentos com a Secretaria Nacional de Periferias (SNP) e o Programa Periferia Viva, além da apresentação preliminar do diagnóstico da área e das primeiras discussões sobre o projeto de regularização fundiária. A reunião reforçou o compromisso das instituições envolvidas com um processo de planejamento participativo, transparente e voltado à construção de soluções que contribuam para a garantia do direito à moradia, o fortalecimento da política de regularização fundiária e o desenvolvimento sustentável dos territórios.

  • Ação integrada move operação de segurança e fiscalização em São José e Palhoça

    Guarda Municipal de São José, Guarda Municipal de Palhoça e Polícia Militar atuaram em duas frentes simultaneamente A manhã desta quarta-feira (1º) foi marcada pela movimentação das forças de segurança em uma ação conjunta na região. A operação contou com a participação das guardas municipais de São José e de Palhoça, do 7º Batalhão da Polícia Militar (São José), do 16º Batalhão da Polícia Militar (Palhoça), da Polícia Ambiental e do Canil da PM, Polícia Civil, além de equipes das secretarias municipais das duas cidades. As atividades ocorreram de forma simultânea. Em São José, a fiscalização focou na manutenção da ordem pública em áreas de divisa. Um dos pontos abordados foi a região entre os bairros Ponta de Baixo e Fazenda Santo Antônio, frequentemente utilizado para consumo de drogas, descarte irregular de lixo e queima de fios. Os agentes também vistoriaram a área sob a ponte que divide os municípios, onde os mesmos problemas são registrados. Devido à chuva, ninguém foi localizado na área de mata. Já embaixo da ponte, um homem foi abordado; a Guarda Municipal localizou um canivete com ele, que foi liberado em seguida. O secretário de Urbanismo e Serviços Públicos (Susp) de São José, Michael Rosanelli, destacou o caráter contínuo dessas intervenções: “Temos realizado cerca de 30 fiscalizações diárias nos locais com maior demanda. Nosso objetivo é manter a ordem na cidade e evitar o mau uso dos espaços públicos, como praças e pontos de ônibus, além de coibir o tráfico e o consumo de drogas. Nessas ações, recolhemos em média duas caçambas de lixo e materiais de descarte por dia”, explicou. Rosanelli acrescentou que a Guarda Municipal atua fortemente na verificação de mandados de prisão em aberto e na apreensão de armas brancas e ferramentas usadas no furto de fiação elétrica. Em Palhoça, a Guarda Municipal prestou apoio em uma operação de fiscalização em comércios de reciclagem (ferros-velhos), com o objetivo de identificar materiais sem procedência declarada. Cães farejadores do Canil da PM foram empenhados nas buscas pelos estabelecimentos. Em um dos locais vistoriados, as equipes apreenderam um revólver com a numeração raspada e munições, além de fios de cobre provenientes de furto.

  • São José terá Memorial “Cão Orelha” na Beira-Mar para conscientizar sobre proteção animal

    Lei sancionada pelo prefeito Orvino Coelho de Ávila autoriza a criação de um espaço educativo e simbólico de combate aos maus-tratos aos animais A Prefeitura de São José vai instituir o Memorial “Cão Orelha”, na Beira-Mar do município, como símbolo permanente de conscientização, prevenção e combate aos maus-tratos aos animais. A iniciativa foi autorizada pela Lei Municipal nº 6.596, de 24 de junho de 2026, sancionada pelo prefeito Orvino Coelho de Ávila e publicada nesta terça-feira (30) no Diário Oficial dos Municípios. O memorial terá caráter educativo, cultural e simbólico, com a missão de fortalecer a proteção e o bem-estar animal no município. Entre os objetivos da nova legislação estão promover a conscientização da população sobre os direitos dos animais, incentivar a denúncia de casos de maus-tratos, reforçar a importância da guarda responsável e estimular uma cultura permanente de respeito à vida animal. De acordo com a lei, o memorial poderá ser representado por uma escultura, estátua ou outra instalação artística, acompanhada de uma placa com mensagem educativa sobre a proteção dos animais. A legislação também prevê que a implantação poderá ocorrer por meio de doação da obra artística por pessoas físicas ou jurídicas, parcerias com a iniciativa privada, colaboração de entidades da sociedade civil e campanhas comunitárias de arrecadação, sem gerar obrigatoriedade de despesas ao Município. O local exato de instalação e os aspectos técnicos da implantação serão definidos pelo Poder Executivo, observando critérios urbanísticos, paisagísticos e ambientais. Com a criação do Memorial “Cão Orelha”, São José reforça seu compromisso com a causa animal, promovendo a conscientização da população e valorizando ações voltadas à proteção, ao respeito e ao bem-estar dos animais.

  • Câmara de São José celebra os 100 anos do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina

    Na noite desta terça-feira, 30, a Câmara Municipal de São José sediou Sessão Comemorativa em alusão aos 100 anos do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina. No ano de seu centenário, o CBMSC se consolida como uma corporação com maior prestígio e aprovação social, presente em 143 municípios, com 193 quartéis e um efetivo superior a 2.600 bombeiros militares, além de bombeiros comunitários e guarda-vidas civis voluntários. Representando a corporação, estiveram presentes a Comandante do 10º BPM, Tenente Coronel Isabel Ivanka Kretzer Santos e o sub-comandante Major Victor José Polli. Além deles, houve as presenças de vereadores, bem como bombeiros, familiares e representantes do Executivo e Legislativo.

  • Dólar supera R$ 5,20, e bolsa cai com expectativa por juros nos EUA

    Previsão de taxa se manter alta torna moeda americana mais forte © Valter Campanato/Agência Brasil O dólar voltou a fechar acima de R$ 5,20, e a bolsa de valores de São Paulo encerrou o primeiro pregão de julho em queda. Os mercados brasileiros foram pressionados principalmente pela expectativa de manutenção dos juros elevados nos Estados Unidos, fator que fortaleceu a moeda norte-americana e reduziu o apetite por ativos de risco. No cenário doméstico, investidores também acompanharam indicadores econômicos e notícias sobre o cenário eleitoral em 2026. O dólar comercial encerrou esta quarta-feira (1º) com alta de 0,92%, cotado a R$ 5,209. Durante o dia, a moeda chegou à máxima de R$ 5,219, depois de abrir próxima da estabilidade. A moeda estadunidense está no maior nível desde 30 de março, quando fechou vendida a R$ 5,24. No acumulado do ano, porém, acumula queda de 5,08%. O principal fator para a valorização da moeda foi o cenário externo. Investidores seguem ajustando posições diante da possibilidade de o Federal Reserve (Fed), Banco Central dos Estados Unidos, manter uma postura cautelosa antes de iniciar um ciclo de redução dos juros. Taxas elevadas tornam os títulos do Tesouro norte-americano mais atrativos, aumentando a demanda pelo dólar e reduzindo o fluxo de recursos para mercados emergentes, como o Brasil. Dados divulgados nesta quarta mostraram que o setor privado dos Estados Unidos criou 98 mil empregos em junho. O mercado agora aguarda o relatório oficial de emprego, o payroll, que será divulgado na quinta-feira (2) e pode influenciar os próximos passos da política monetária americana. No mercado doméstico, operadores também acompanharam a divulgação de pesquisas eleitorais e a notícia de que Michelle Bolsonaro deixou a presidência do PL Mulher, fatos que adicionaram cautela aos negócios. Bolsa recua O Ibovespa, principal índice da B3, fechou em queda de 0,20%, aos 171.688 pontos, após oscilar entre perdas superiores a 1% e uma breve alta durante a tarde. Foi o primeiro pregão do segundo semestre, período em que investidores costumam promover ajustes em suas carteiras, aumentando a volatilidade. O índice também refletiu a expectativa em torno da política monetária dos Estados Unidos, que reduz o interesse de investidores estrangeiros por ativos de risco. Em junho, o saldo líquido dos investimentos externos na B3 ficou negativo em R$ 8,7 bilhões, mantendo a tendência observada desde abril. Entre os destaques do dia, ações de bancos encerraram sem direção única, enquanto os papéis de petroleiras oscilaram em meio à queda do petróleo no mercado internacional. As ações de mineradoras terminaram próximas da estabilidade. Mercado atento Além do mercado de trabalho estadunidense, investidores acompanharam declarações de dirigentes do Fed e do Banco Central Europeu (BCE), que evitaram sinalizar quando poderá ocorrer uma redução dos juros. No Brasil, o Banco Central informou que o fluxo cambial do país ficou positivo em US$ 7,168 bilhões até 26 de junho, dado que teve impacto limitado sobre os mercados. A expectativa é que os próximos indicadores da economia norte-americana definam o comportamento dos juros nos Estados Unidos, fator considerado a principal baliza para o câmbio, a bolsa e o fluxo de investimentos para mercados emergentes nas próximas semanas. *com informações da Reuters.

  • Sesi completa 80 anos com rede de 468 escolas em todo Brasil

    Instituição nasceu logo depois da 2ª Guerra em período de urbanização Quando estava no sexto ano do ensino fundamental, Ana Carolina Gino se encantou em montar, com os colegas da aula de robótica, uma maquete móvel do sistema solar. Ela era bolsista na escola do Sesi (Serviço Social da Indústria) na região administrativa de Taguatinga (DF).Uma década depois, aos 23 anos, ela celebra que o mundo deu voltas em seu destino. “Trabalho hoje como coordenadora de suporte a sistemas da maior fintech e ecossistema voltado para a energia solar do Brasil”, disse à Agência Brasil. Ela lembra, naquela curiosa adolescência estudantil, ter feito o Sol e os planetas girando em velocidades diferentes no seu próprio eixo. Era uma realidade muito distante para crianças periféricas como ela. “Esse foi o impacto literalmente da minha vivência na escola do Sesi para a minha carreira e também para a escolha de ter ido para a área de tecnologia”. Histórias como a dela, de mudança de perspectivas, fazem parte de uma instituição que nasceu há exatos 80 anos (em 1º de julho de 1946) logo depois do final da 2ª Guerra Mundial. Atualmente, o Sesi conta com uma rede escolar com 468 unidades em 377 cidades, das quais 396 são de ensino regular, 71 são voltadas para Educação de Jovens e Adultos (EJA, que é gratuito) e uma de ensino superior. “Prioritariamente, a gente nunca deixou de atender o filho do trabalhador da indústria, inclusive com gratuidades e descontos de mensalidade”, destacou o presidente do Conselho Nacional do Sesi, Fausto Augusto Junior Ele explica que atualmente mais de 70% dos trabalhadores da indústria tem ensino médio completo. 390 mil matrículas Nas escolas do Sesi, no ano passado, foram registradas mais de 390 mil matrículas na educação básica. São nove mil alunos da educação infantil, 166 mil do fundamental, 85.2 mil do médio e 128,9 mil da EJA. O professor Paulo Freire (patrono da educação brasileira), por exemplo, foi funcionário efetivo do Sesi por 19 anos a partir de 1947. Ficou fora a serviço do governo federal para implementar o método revolucionário de alfabetização, que acabou sendo cancelado pelo golpe militar de 1964. História Segundo contextualiza o presidente do Conselho Nacional do Sesi, em 1946, a maior discussão era sobre como o país começaria um período de industrialização e urbanização. Fausto Augusto conta um pouco da história do Sesi- Paulo Pinto/Agência Brasil “Significava mudança do perfil do trabalhador, reorganização das relações de trabalho e nascia a ideia de que cada setor deveria ter um serviço social”, explica Fausto Augusto Junior. A ideia foi levantada por empresários liderados por Roberto Simonsen. O objetivo, segundo ele, era garantir melhorias nas condições de vida para o trabalhador da indústria. “Esse é um dos momentos em que o Brasil passa a ter um debate mais sério e efetivo sobre o que chamaremos depois de direitos sociais”, afirma. A ideia tinha apoio dos sindicatos patronais e dos trabalhadores. Entre os desafios daquele momento do pós-guerra estava o país ter mais da metade da população em situação de analfabetismo. Por isso, entre os programas que o Sesi passou a abraçar, o de formação de Educação de Jovens e Adultos (EJA) foi considerado fundamental. “Há desde as escolas de canteiro, ou dentro das empresas e também as chamadas unidades móveis”, afirma Fausto Augusto Junior. Com a Constituição de 1988, os direitos sociais passaram a ser de responsabilidade do Estado. O papel do Sesi passou a ser, de acordo com ele, de ações de complementariedade, tanto na educação como na saúde. Saúde Na área da saúde, o Sesi mantém tem estrutura de atendimento voltada ao trabalhador da indústria. São mais de 500 unidades próprias em todo o país. Em 2025, 76,2 mil empresas foram atendidas com serviços de saúde e beneficiaram diretamente 4,4 milhões de pessoas. Mais de 881 mil vacinas foram aplicadas em trabalhadores da indústria e seus dependentes. A instituição também se orgulha de ter promovido políticas de prevenção na área da saúde para os trabalhadores, incluindo segurança laboral (hoje há 222 centros para essa finalidade).“Não tinha SUS (Sistema Único de Saúde) até a década de 1980. Era muito comum a atenção básica ser oferecida por profissionais do Sesi”. A instituição criou também o Centro de Atendimento ao Trabalhador, envolvendo apoio de saúde e educação. Além disso, a instituição promove atividades culturais no país. Entre 2020 e 2025, o Sesi contou com 296 espaços culturais distribuídos por todos os estados brasileiros. Exposição Para celebrar os 80 anos da instituição, uma exposição no Sesi Lab, em Brasília, será aberta no próximo sábado (4) com mais de 400 imagens e materiais que trazem uma retrospectiva histórica da instituição. Os visitantes poderão conhecer, por exemplo, a Carta da Paz Social, documento fundador do Sesi. Elaborado na época da reconstrução democrática no pós-guerra, o texto defende a cooperação entre trabalhadores, empregadores e poder público como caminho para o desenvolvimento nacional. Outra atração para celebrar o aniversário do Sesi, também no sábado, é um show, com acesso gratuito, do cantor Zeca Baleiro, a partir das 18h.

  • BC endurece regras para empresas de ativos virtuais no Brasil

    Novas exigências entram em vigor em 2027 e atingem o setor cripto A partir de 2027, as sociedades prestadoras de serviços de ativos virtuais (SPSAVs) - empresas que atuam no mercado de criptomoedas e outros ativos digitais - terão que cumprir exigências de segurança financeira semelhantes às das corretoras e distribuidoras de valores mobiliários. O Banco Central (BC) aprovou nesta quarta-feira (1º) o endurecimento das regras para as prestadoras de serviços de ativos virtuais. Segundo o órgão, a medida pretende aumentar a segurança do sistema financeiro e reduzir riscos para clientes e para o mercado. As mudanças foram estabelecidas pela Resolução nº 580 e fazem parte do processo de regulamentação previsto no marco legal dos criptoativos. O que muda Em 1º de janeiro, as empresas de ativos virtuais passarão a cumprir uma série de exigências prudenciais, conjunto de regras que busca garantir a saúde financeira das instituições e reduzir o risco de problemas que possam afetar clientes ou o sistema financeiro. Entre as novas obrigações estão a adoção de políticas de gerenciamento de riscos, a manutenção de um capital mínimo para suportar eventuais perdas e a divulgação periódica de informações sobre sua situação financeira e operacional. Segundo o Banco Central, essas medidas seguem o mesmo modelo já aplicado a outras instituições do sistema financeiro. Empresas afetadas As sociedades prestadoras de serviços de ativos virtuais são empresas autorizadas a oferecer serviços relacionados a ativos digitais, como criptomoedas. Entre as atividades estão a intermediação de compra e venda, custódia de ativos e operações de transferência entre clientes. Com a nova regulamentação, essas empresas e os grupos econômicos liderados por elas passam a ser classificados como instituições do Tipo 3, categoria que possui regras semelhantes às aplicadas às corretoras e distribuidoras de títulos e valores mobiliários. Segundo o Banco Central, a mudança segue o princípio de que atividades com riscos semelhantes devem estar sujeitas ao mesmo nível de regulação. Transição gradual As empresas serão enquadradas no Segmento 4 (S4) da regulação bancária até 30 de junho de 2028, independentemente do porte. O S4 reúne instituições que precisam seguir um conjunto de regras prudenciais mais robusto, permitindo uma adaptação gradual até que todas as exigências passem a ser aplicadas integralmente. Ao mesmo tempo, o Banco Central proibiu que instituições enquadradas no Segmento 5 (S5), categoria destinada a instituições financeiras de menor porte e com regras simplificadas, prestem serviços relacionados a ativos virtuais. De acordo com a autoridade monetária, esse tipo de atividade exige um nível maior de controle e gestão de riscos, incompatível com o regime simplificado aplicado ao S5. Regulação ampliada A exigência faz parte de um pacote maior de regulamentação das plataformas de criptoativos no país. Em novembro do ano passado, o Banco Central publicou as primeiras regras para o funcionamento do mercado de ativos virtuais no Brasil. As normas formalizaram a criação das SPSAV e estabeleceram critérios para funcionamento, governança, combate à lavagem de dinheiro e atuação no mercado de câmbio. Em fevereiro deste ano, o Conselho Monetário Nacional (CMN) ampliou as exigências para o setor, ao determinar que as plataformas de cripto passassem a seguir regras semelhantes às das instituições financeiras tradicionais. Com isso, as empresas ficaram obrigadas a manter sigilo sobre dados e operações de clientes, seguindo a Lei Complementar 105, que trata do sigilo bancário. Em maio, o BC passou a exigir auditoria independente de empresas de criptoativos. O que são SPSAV As SPSAV são empresas autorizadas a prestar serviços relacionados a ativos virtuais, como intermediação, custódia e negociação de criptomoedas e tokens. A criação da categoria foi prevista pela Lei 14.478, de 2022, conhecida como marco legal dos criptoativos. Em 2023, decreto federal definiu o Banco Central como responsável pela regulação do setor no país.

  • Emprego formal na indústria de Santa Catarina cresce mais que o dobro da média nacional em 2026

    O trabalho formal no setor da Indústria em Santa Catarina cresceu 3,09% no acumulado de 2026, de janeiro a maio. Esse desempenho corresponde ao dobro do crescimento médio brasileiro, que foi de 1,43%. Os dados do Novo Cadastro de Empregados e Desempregados (Novo Caged) referentes ao mês de maio foram divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) nesta terça-feira, 30 de junho. O levantamento ainda mostrou que o saldo total no período de janeiro a maio de 2026 foi de 61.658 novas vagas, o terceiro maior do país. O estado ficou atrás apenas de São Paulo (215.924) e de Minas Gerais (87.375), conforme os dados do Novo Caged referentes a maio. Na Indústria, Santa Catarina gerou saldo acumulado de 24.527 novos empregos no período, enquanto o Brasil como um todo gerou saldo de 128.353 vagas. Quase 20% dos novos empregos da Indústria nacional foram gerados em solo catarinense, ou seja, um a cada cinco empregos formais gerados no setor em todo o território nacional. “O emprego é o melhor programa social que existe. E é por isso que apostamos tanto na parceria com o setor produtivo, que pode expandir seus negócios e gerar mais oportunidades. Temos uma indústria forte e o Governo do Estado oferece incentivos para que ela se fortaleça ainda mais”, disse o governador Jorginho Mello. Na comparação com o desempenho nacional no acumulado do ano, Santa Catarina apresentou resultados superiores em quatro dos cinco grandes grupamentos econômicos. Enquanto na Indústria o crescimento do emprego formal em 2026 foi superior ao dobro, na Construção o avanço foi de 7,76%, também acima do observado no país (5,23%). Em Serviços, o crescimento alcançou 2,52%, superando os 2,16% do Brasil. No Comércio, Santa Catarina registrou estabilidade, com leve variação negativa, de -0,08%, desempenho superior ao da média nacional, de -0,25%. A única exceção foi a Agropecuária, cujo crescimento de 0,89% ficou ligeiramente abaixo do registrado para o Brasil (0,93%). “Santa Catarina dobra o ritmo de geração de empregos na Indústria em relação à média do Brasil no acumulado de 2026. Alcançamos o terceiro maior saldo na geração de empregos formais, superados apenas por São Paulo e Minas Gerais, estados com populações e economias significativamente maiores. Os resultados mostram que Santa Catarina reúne um ambiente favorável para investir, empreender e gerar oportunidades. Quando o emprego cresce de forma consistente, a economia ganha dinamismo, a renda das famílias aumenta e a qualidade de vida da população avança”, afirmou o secretário de Estado do Planejamento, Arão Josino. Saldo acumuladoEm termos de crescimento do emprego formal, Santa Catarina apresentou a sexta maior variação relativa entre as unidades da Federação no acumulado de 2026, de 2,4%, superando a média nacional, que foi de 1,63%. O desempenho catarinense ficou acima, também, da média de crescimento da região Sul, de 1,88%. O município com o maior saldo acumulado de novas vagas em 2026 foi Joinville, com saldo de 7.208 novos postos de trabalho. O segundo melhor resultado foi de Itajaí, com 4.139. Blumenau e Chapecó apresentaram saldo de 2.636 e 2.632, respectivamente. Já no mês isolado de maio de 2026, o mercado de trabalho catarinense registrou saldo de -662 novos empregos. Os resultados foram puxados pelo município de Navegantes, com saldo de 578 novas posições, seguido por Brusque, com 411. Itajaí e Chapecó criaram 283 e 272 novas vagas no mês de referência, respectivamente.

  • Florianópolis leva a cultura manezinha para a primeira infância com experiências que unem crianças, famílias e tradições da Ilha

    Uma iniciativa desenvolvida no Núcleo de Educação Infantil Municipal (NEIM) Lausimar Maria Laus, no bairro Rio Vermelho, transformou a rotina escolar em uma verdadeira imersão na cultura manezinha. A proposta reuniu crianças de 1 a 2 anos, familiares e profissionais da unidade em uma programação que aproximou diferentes gerações das tradições que fazem parte da identidade de Florianópolis. Muito além das atividades em sala de aula, a ação proporcionou vivências que despertaram a curiosidade dos pequenos e fortaleceram o vínculo entre escola, comunidade e famílias. A programação foi pensada para apresentar, de forma lúdica e afetiva, costumes que marcaram a história da Ilha de Santa Catarina e continuam presentes na vida de muitos moradores. Um dos momentos mais aguardados foi o encontro com o personagem Vô Zeca, que compartilhou histórias, expressões populares e lembranças ligadas ao cotidiano dos antigos moradores da região. A atividade aproximou crianças e adultos da memória cultural da cidade por meio de uma linguagem simples e acolhedora. Na sequência, o pátio da unidade foi preparado para receber demonstrações de práticas tradicionais que fazem parte do patrimônio cultural catarinense. As famílias acompanharam uma apresentação de tarrafada, conheceram de perto o trabalho artesanal da renda de bilro, conduzido pelas rendeiras dona Alda e Fernanda, e participaram de uma tradicional Janta Raiz, que teve como destaque a tainha assada preparada pelo pescador Valdir Leandro Aguiar. As crianças também puderam explorar almofadas utilizadas na confecção da renda de bilro, em uma experiência sensorial adaptada à faixa etária. O contato com os materiais permitiu que os pequenos conhecessem, por meio do brincar, elementos importantes da cultura local. A iniciativa ganhou ainda mais significado pela diversidade das famílias atendidas pela unidade. Muitos pais vieram de outros estados e tiveram a oportunidade de conhecer, pela primeira vez, manifestações culturais que fazem parte da história de Florianópolis. A programação proporcionou momentos de descoberta compartilhados entre adultos e crianças, fortalecendo os laços entre a comunidade escolar e a identidade da cidade. A proposta pedagógica também buscou incentivar o sentimento de pertencimento desde os primeiros anos de vida. Ao vivenciar práticas ligadas à pesca artesanal, à renda de bilro, às histórias populares e à culinária típica, as crianças passam a construir referências sobre o lugar onde vivem e a reconhecer a importância das tradições que ajudaram a formar a cultura da Capital catarinense. Com atividades que envolveram aprendizado, convivência e memória afetiva, o NEIM Lausimar Maria Laus promoveu uma experiência que vai além da educação infantil. A iniciativa reforça a valorização da cultura manezinha, aproxima diferentes gerações e contribui para que as tradições da Ilha continuem sendo conhecidas e preservadas pelas futuras gerações de Florianópolis.

  • Krav Maga Mestre Kobi comemora 20 em Santa Catarina

    O Krav Maga Mestre Kobi está comemorando seus 20 anos no estado de Santa Catarina. Para isso, de 3 a 5 de julho, serão realizadas atividades práticas com as presenças da maior autoridade do Krav Maga na América Latina, Grão Mestre Kobi Lichtenstein e de dois dos únicos sete mestres brasileiros de Krav Maga, Mestre Marcio Hirszberg e Mestre Claudio Oliveira. O introdutor do Krav Maga na América Latina, Grão Mestre Kobi, estará em Florianópolis no dia 3 de julho, onde realizará pessoalmente os exames de graduação dos alunos da Federação Sul Americana de Krav Maga, entidade que preside. No mesmo dia, às 19h30, Grão Mestre Kobi fará palestra sobre o Krav Maga, na qual conta sobre sua experiência como aluno direto do criador da modalidade, Imi Lichtenfeld, fala da filosofia da modalidade, que não é um esporte e sim um caminho de vida em segurança, e sobre como o Krav Maga foi trazido por ele à América Latina, até sua chegada a Santa Catarina. No dia 4 de julho, Mestre Marcio Hirszberg realizará o workshop pratico com o tema “Circuito de Rua”, no qual os praticantes vivenciarão situações próximas à realidade e aprenderão a se defender das ameaças e ataques a que cotidianamente estão sujeitos nas ruas. Já no dia 5 de julho, Mestre Claudio Oliveira, ministrará o workshop “Técnicas de Combate”, no qual os praticantes vão vivenciar as defesas do Krav Maga em momentos de conflito direto. “Os eventos têm vagas limitadas, mas todos podem participar, mesmo não sendo aluno da Federação Sul Americana de Krav Maga”, explica o Professor Bruno Nobre, instrutor-chefe do Krav Maga de Santa Catarina. Ele completa: “nosso objetivo com esse grande evento é comemorar o crescimento constante da modalidade no estado e apresentar a técnica de defesa pessoal par amais pessoas interessadas”. Sobre o Krav Maga Criado na década de 40, por Imi Lichtenfeld, o Krav Maga tem o objetivo de possibilitar que qualquer pessoa, independente de sexo, idade ou porte físico possa se defender de um ou mais agressores. Não se trata de um esporte e sim de uma técnica de defesa pessoal simples, rápida, objetiva e se baseia nos movimentos naturais do corpo humano. Do ponto de vista físico, há o estímulo para que os alunos se exercitem diariamente, dentro de seus limites. Emocionalmente, o Krav Maga forma pessoas mais seguras e atentas. A prática também influencia no comportamento. Atenção, disciplina e seriedade, saber diferenciar o certo do errado, usar o autocontrole, tudo isso é praticado. O resultado de tudo extrapola os treinamentos e se reflete na qualidade de vida das pessoas. Hoje, homens e mulheres, civis e militares adotam o Krav Maga no mundo inteiro por sua eficiência. O Krav Maga Mestre Kobi chegou a SC em 2006, e hoje conta com unidades em Florianópolis, Balneário Camboriú, Blumenau, Itajaí, Jaraquá do Sul, Joinville, Palhoça, São Bento do Sul e São José.

Jornal impresso sobre o município de São José e região metropolitana Grande Florianópolis -
Santa Catarina - Brasil


Há 14 anos fazendo parte da história de São Jose  e Santa Catarina

Notícias sobre a cidade de São José, sobre a Câmara municipal de São José, sobre o esporte e lazer dos josefenses, sobre o estado de Santa Catarina e as últimas notícias sobre o Brasil.

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