Quinta-feira, 27 de agosto de 2026

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- Prefeitura de Florianópolis manifesta preocupação após encerramento da pesca da tainha por arrasto
A decisão do Governo Federal de encerrar a pesca da tainha na modalidade de arrasto de praia em Santa Catarina repercutiu diretamente em Florianópolis, cidade que tem na atividade uma de suas mais tradicionais manifestações culturais e econômicas. Por meio da subsecretaria de Pesca, Maricultura e Desenvolvimento Agroalimentar, a Prefeitura de Florianópolis divulgou um comunicado demonstrando preocupação com o encerramento da captura da espécie na modalidade de arrasto de praia, justamente em um ano marcado por uma das maiores safras das últimas décadas no litoral catarinense. A medida ocorre em função do sistema de cotas estabelecido para a safra de 2026. Pela regulamentação federal, a atividade deve ser interrompida quando atingir 90% do limite autorizado para a modalidade. Segundo o Ministério da Pesca e Aquicultura, o volume capturado já ultrapassou 80% da cota prevista e avançou rapidamente até alcançar o patamar que determina o encerramento das operações. Com a decisão, os pescadores que ainda estavam atuando no mar receberam prazo de até 24 horas para realizar o desembarque das embarcações e concluir a entrega do pescado já capturado. Tradição que movimenta Florianópolis Em Florianópolis, a pesca artesanal da tainha vai muito além da captura do peixe. A atividade faz parte da identidade cultural da cidade e mobiliza comunidades inteiras durante a temporada. Nos ranchos espalhados pelas praias da Capital, famílias acompanham diariamente a passagem dos cardumes. A vigília na beira do mar, o trabalho coletivo na puxada das redes e a divisão da produção fazem parte de uma tradição transmitida entre gerações. A atividade também possui forte impacto econômico. Estimativas apontam que cerca de 5 mil famílias dependem direta ou indiretamente da safra da tainha na região. Praias tradicionais como Pântano do Sul, Campeche, Barra da Lagoa, Santinho, Ingleses, Lagoinha do Norte, Praia Brava, Moçambique e Naufragados estão entre os principais pontos da pesca artesanal no município. Como funciona o sistema de cotas A temporada de 2026 começou com regras definidas por uma portaria conjunta dos Ministérios da Pesca e do Meio Ambiente. Para o arrasto de praia, modalidade ligada diretamente à pesca artesanal catarinense, foi estabelecida uma cota de 1.332 toneladas. A própria regulamentação prevê que a atividade seja encerrada antes do fim do calendário oficial caso seja alcançado 90% do limite autorizado. Embora a temporada estivesse originalmente liberada até 31 de dezembro, a rápida evolução das capturas fez com que a interrupção ocorresse ainda durante o período mais intenso da safra. Em todo o estado, foram autorizadas 419 embarcações para atuar na modalidade de arrasto de praia durante a temporada de 2026. O que explica a safra histórica O encerramento acontece justamente em um ano considerado excepcional para a pesca da tainha em Santa Catarina. Especialistas apontam que a combinação entre ciclones extratropicais, ventos persistentes do quadrante sul, sucessivas entradas de massas de ar frio e temperaturas mais baixas da água criou condições favoráveis para a migração dos cardumes em direção ao litoral catarinense. Esses fatores alteram correntes marítimas e favorecem a aproximação dos peixes da costa, aumentando as oportunidades de captura. Além das condições climáticas e oceanográficas, fatores como disponibilidade de alimento, preservação dos estoques pesqueiros e características biológicas da espécie também contribuíram para o desempenho da temporada. O resultado foi uma safra considerada histórica por representantes do setor pesqueiro, com registros de capturas expressivas em diversas comunidades tradicionais do litoral catarinense. Impacto direto nas praias da Capital Em Florianópolis, o encerramento da modalidade de arrasto de praia atinge justamente a forma mais tradicional de pesca da tainha. Durante os meses de safra, os ranchos se transformam em pontos de encontro para pescadores, moradores e visitantes, que acompanham a chegada dos cardumes e participam de um dos costumes mais característicos da cultura manezinha. Com o fechamento antecipado determinado pelo sistema de cotas, a temporada da pesca artesanal da tainha nas praias da Capital chega ao fim antes do previsto, encerrando um ciclo que, neste ano, ficou marcado pelo grande volume de peixes capturados e pela intensa movimentação nas comunidades pesqueiras de Florianópolis.
- Brasil quer convencer EUA de que acordo seria melhor que taxar em 25%
Por outro lado, governo avalia improvável acordo para tarifa de 12,5% © Alan Santos/PR O governo brasileiro está buscando um acordo tarifário com os Estados Unidos (EUA) que seja capaz de evitar que a Casa Branca adote a recomendação do Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR), que sugeriu a imposição de tarifa adicional de 25% sobre parte das importações oriundas do Brasil. O governo avalia que é possível, apesar de difícil, chegar a um acordo tarifário que seja mais vantajoso, para ambos os países, do que a sobretaxa de 25% sugerida pelo USTR. Isso porque, entre outros motivos, os EUA têm superávit comercial com o Brasil. A recomendação da USTR, tornada pública na última semana, é resultado de uma investigação baseada na Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA. O argumento usado é que o Brasil teria práticas “desleais” nas relações comerciais, o que incluiu ataques contra o Pix para favorecer empresas de pagamento estadunidenses. O Brasil rebateu que os argumentos não são legítimos e que a decisão parte de uma tentativa de ingerência em assuntos internos, além de expressar o protecionismo comercial unilateral de Washington. O governo vem questionando as tarifas adicionais dos EUA com o argumento de que a tarifa média aplicada pelo Brasil sobre as importações dos EUA é de 2,7%, o que não justificaria o argumento de que as empresas norte-americanas seriam prejudicadas no acesso ao mercado brasileiro. Novo prazo O Brasil agora trabalha com o prazo de 15 de julho para fechar um acordo tarifário. Essa foi a data fixada pela USTR para uma definição sobre o tema. Tal prazo ainda poderia, em tese, ser prorrogado. Com isso, os negociadores brasileiros esperam ter mais tempo para um acordo, uma vez que o prazo inicial estipulado após a reunião entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, em Washington, no mês passado, foi de 30 dias que terminam neste domingo (7). Dificuldades das negociações Entre as dificuldades da negociação, está o fato de os EUA estarem envolvidos em várias outras negociações tarifárias ao redor do mundo, além do conflito bélico que lidera no Oriente Médio contra o Irã. Enquanto isso, o governo brasileiro avalia a conveniência de um novo encontro de Trump e Lula. Existe a possibilidade de os dois se encontrarem no G7, na França, entre os dias 15 a 17 de junho. Porém, não há ainda confirmação de um encontro bilateral. Outra dificuldade para negociar com os EUA é que os norte-americanos costumam ter demandas muito amplas, o que abarcaria diversas reinvindicações em diferentes áreas. Porém, por enquanto, o Brasil busca um acordo especificamente sobre questões tarifárias e comerciais, sem outras pautas que poderiam interessar os norte-americanos, como terras raras. Ao mesmo tempo, o governo afirma que o Pix não entra em qualquer negociação com Washington. A tarifa de 12,5% Por outro lado, a taxação adicional de 10% ou 12,5% imposta a 60 países sob o argumento de que essas nações não combateriam, de forma eficiente, o trabalho análogo à escravidão é vista pelo governo brasileira como feita para não ser negociada. Como é uma taxação imposta a boa parte do planeta, ela teria mais o objetivo de recompor, sob novas bases legais e argumentativas, o tarifaço anterior derrubado pela Suprema Corte de Justiça dos EUA. A nova taxa afeta, além do Brasil, os aliados históricos de Washington, como Japão, União Europeia, Canadá e Índia, além da Argentina, presidida por Javier Milei, que tem se posicionado sempre ao lado de Donald Trump nas questões internacionais.
- Santa Catarina registra 22 homicídios em maio, o menor número do mês em 18 anos
Santa Catarina alcançou um resultado histórico na segurança pública ao registrar 22 homicídios em maio de 2026, o menor número para o mês desde o início da série histórica, em 2008. O resultado representa uma redução de 42,1% em relação a maio de 2025, quando foram contabilizados 38 casos, reforçando um cenário de estabilidade e controle da violência letal que vem se consolidando nos últimos anos. O dado ganha ainda mais relevância quando comparado ao período mais crítico da série histórica. Em maio de 2017, o Estado registrou 90 homicídios. Na comparação com 2026, a redução chega a 75,6%, o que significa que Santa Catarina registrou, neste ano, menos de um quarto dos homicídios contabilizados naquele período. Ao comentar os números, o governador Jorginho Mello destacou um fator que torna o desempenho ainda mais expressivo. Segundo ele, a população catarinense passou de cerca de 6 milhões de habitantes, em 2008, para mais de 8 milhões atualmente, um crescimento demográfico de aproximadamente 35%. “Mesmo com um número maior de pessoas vivendo, trabalhando e circulando em Santa Catarina, conseguimos preservar a tendência de redução das mortes violentas. Isso é resultado do comprometimento permanente das nossas forças de segurança e dos investimentos realizados pelo Estado”, disse o governador. A evolução recente dos indicadores demonstra a consistência desse processo. Em maio de 2024 foram registrados 39 homicídios. Em 2025, o número caiu para 38 e, agora, em 2026, atingiu 22 ocorrências, estabelecendo um novo patamar histórico para o quinto mês do ano. Segundo o secretário de Estado da Segurança Pública, coronel Flávio Graff, o desempenho reflete a eficiência das forças de segurança catarinenses, que combina planejamento estratégico, integração institucional e aprimoramento contínuo das ações de prevenção e enfrentamento à criminalidade. “Trata-se de um indicador que evidencia o fortalecimento das políticas públicas de segurança e a permanente busca pela preservação da vida. Com mais este resultado excepcional, Santa Catarina poderá encerrar o primeiro semestre de 2026 com números inéditos na redução da violência letal”, afirmou. Destaque nacional Os resultados estaduais também encontram respaldo nos levantamentos nacionais mais recentes. Dados divulgados pelo Atlas da Violência 2026 colocam Santa Catarina novamente na liderança entre os estados com os menores índices de homicídios do país. O estado catarinense segue na primeira posição do ranking nacional com taxa de 8,8 homicídios estimados por 100 mil habitantes. Na sequência aparecem o Distrito Federal, com taxa de 10,8, e São Paulo, com 12,8. A média nacional foi de 23,4 homicídios por 100 mil habitantes. O estudo, produzido pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), é baseado no Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde, referentes ao ano de 2024. A metodologia incorpora os chamados homicídios ocultos — mortes violentas classificadas inicialmente como de causa indeterminada — resultando no indicador denominado “homicídios estimados”. Entre as capitais brasileiras, Florianópolis manteve a liderança nacional com taxa de 9,7 homicídios estimados por 100 mil habitantes. Brasília aparece em segundo lugar, com 10,9, seguida por Curitiba, com 13,2. O destaque catarinense também se repete entre os municípios de grande porte. Jaraguá do Sul ocupa a primeira colocação nacional entre as cidades com mais de 100 mil habitantes, apresentando taxa de apenas 2,0 homicídios estimados por 100 mil habitantes. Brusque aparece logo na sequência, com índice de 2,6. Tubarão (11º) e Blumenau (14º) também figuram entre os municípios mais bem posicionados do país. Os resultados observados reforçam um cenário extremamente positivo em Santa Catarina, que combina crescimento econômico, expansão populacional e indicadores historicamente baixos de violência letal, consolidando-se como uma das referências nacionais em segurança pública. Rafael Pereira Cardoso Assessor de ComunicaçãoSecretaria de Estado da Segurança Pública
- Bobcats reforçam limpeza urbana e Operação Calçada Limpa amplia ações de manutenção em São José
Máquinas mecanizadas atuam no Real Parque e equipes intensificam higienização de calçadas em bairros estratégicos da cidade A Prefeitura de São José, por meio da Secretaria de Infraestrutura, intensifica nesta semana os trabalhos de limpeza urbana e manutenção no Bairro Real Parque. A equipe mecanizada está concentrada nesta segunda-feira (8) até sexta-feira (12) na Rua Carlos Drummond de Andrade, realizando serviços que visam melhorar as condições das vias e dos espaços públicos da região. O destaque da operação é a utilização das minicarregadeiras Bobcat, equipamentos que vêm transformando a rotina das equipes operacionais. Compactas, movidas a diesel e equipadas com cabine de design avançado para maior conforto dos operadores, as máquinas já passaram por praticamente todos os bairros do município desde sua aquisição. As três Bobcats trabalham simultaneamente utilizando diferentes implementos, como capinadeiras, vassouras de aço e caçambas, reforçando o serviço realizado pelos varredores e permitindo uma limpeza mais completa e ágil. Segundo o diretor operacional geral da Secretaria de Infraestrutura, Valdenir Israel da Cunha, conhecido como Lelo Guerreiro, a mecanização tem contribuído diretamente para o aumento da produtividade. “As Bobcats chegaram para auxiliar os varredores e otimizar o serviço”, destacou Lelo. Com os equipamentos, as equipes conseguem executar serviços de limpeza e capina em até 1,5 quilômetro por dia, alcançando também loteamentos e áreas de maior extensão. Um dos diferenciais é a vassoura rotativa, capaz de varrer, raspar e recolher resíduos com eficiência semelhante à de um aspirador industrial. Operação Calçada Limpa mantém cidade mais limpa e segura Paralelamente aos serviços mecanizados, a Prefeitura mantém em andamento a Operação Calçada Limpa, um trabalho contínuo voltado à limpeza urbana, saúde pública e valorização dos espaços de convivência. Coordenada pela Secretaria de Infraestrutura, a operação é realizada de segunda a sábado, das 4h às 10h, com foco especial nos bairros Kobrasol e Campinas. Embora aconteça nas primeiras horas da manhã, quando o fluxo de pessoas ainda é reduzido, a ação vem produzindo resultados visíveis para moradores, comerciantes e pedestres. Somente em uma manhã de trabalho, as equipes recolheram mais de três toneladas de resíduos das calçadas dessas regiões. Diariamente, entre 14 e 16 calçadas recebem serviços de lavação e higienização, utilizando aproximadamente 20 mil litros de água de reuso — não potável — além de detergentes e desinfetantes. A estrutura da operação inclui um caminhão hidrojato de grande porte, com capacidade superior a 20 mil litros, além das equipes de campo responsáveis pela limpeza e manutenção dos espaços públicos. De acordo com Lelo Guerreiro, a iniciativa vai muito além da questão estética. “Esse trabalho não é apenas de estética. É saúde, segurança e dignidade. As calçadas são locais de passagem, mas também de convívio, e precisam estar em boas condições para todos”, enfatizou.
- Programa “Você no Zap. A Prefeitura em Ação!” inicia força-tarefa na Região Norte de São José
Serviços de limpeza, roçada e manutenção urbana atendem seis bairros nesta semana e reforçam participação da comunidade por meio do WhatsApp A Prefeitura de São José, por meio da Secretaria de Infraestrutura, deu início nesta segunda-feira (8) a mais uma etapa do programa “Você no Zap. A Prefeitura em Ação!”. Nesta semana, os trabalhos estão concentrados na Região Norte do município, beneficiando os bairros Areias, Ipiranga, Jardim Santiago, Pedregal, Real Parque e Serraria. Entre os dias 8 e 12 de junho, a força-tarefa realiza serviços de manutenção urbana em importantes vias da região, como as ruas Fagundes Varela, Inácio Pereira Neves, José da Anchieta, Carlos Drumond, entre outras. As equipes atuam diariamente com roçada, recolhimento de entulhos, limpeza de ruas e manutenção de áreas verdes. A iniciativa faz parte do planejamento permanente da administração municipal para garantir a conservação dos espaços públicos, contribuindo para a mobilidade urbana, a prevenção de doenças e a melhoria da qualidade de vida da população. De acordo com o secretário de Infraestrutura, Nardi Arruda, as ações ocorrem de forma contínua em todas as regiões da cidade. “Embora as equipes realizem a limpeza das áreas públicas, a conservação das calçadas é responsabilidade dos proprietários. Quando necessário, a Prefeitura faz a intervenção e realiza as notificações por meio da Secretaria de Urbanismo e Serviços Públicos”, explicou. Além do trabalho realizado pelas equipes municipais, o programa também incentiva a participação dos moradores. As solicitações de limpeza e manutenção podem ser encaminhadas pelo WhatsApp (48) 98827-4447, canal criado para receber, organizar e direcionar os atendimentos conforme as necessidades de cada localidade. Outra ferramenta importante disponibilizada pela Prefeitura é o Ponto de Entrega Voluntária (PEV), localizado no bairro Potecas. O espaço recebe móveis e objetos inservíveis de segunda a sábado, das 8h às 16h20, promovendo o descarte correto de resíduos e ajudando a reduzir o descarte irregular em vias públicas. Cronograma do programa “Você no Zap. A Prefeitura em Ação!” 1ª semana – Região Norte Areias, Ipiranga, Jardim Santiago, Pedregal, Real Parque e Serraria. 2ª semana – Região Central Barreiros, Bela Vista, Jardim Cidade de Florianópolis, Nossa Senhora do Rosário, Campinas, Kobrasol e Roçado. 3ª semana – Região Sul Distrito Industrial, Centro Histórico, Fazenda Santo Antônio, Flor de Nápolis, Forquilhinha, Picadas do Sul, São Luiz, Ponta de Baixo e Praia Comprida. 4ª semana – Região Oeste Colônia Santana, Forquilhas, Potecas e Sertão do Maruim. Com o cronograma definido para todo o mês, o programa busca ampliar a eficiência dos serviços de manutenção urbana e aproximar a população das ações desenvolvidas pela Prefeitura de São José.
- Inscrições para o prêmio Paz nas Escolas vão até 30 de junho
Iniciativa, promovida pelo Comitê Integra propõe a produção de vídeos sobre prevenção da violência, combate ao bullying e promoção da cultura de paz nas escolas Estudantes e professores de Santa Catarina tem até o dia 30 de junho para participar do Prêmio Paz nas Escolas. A iniciativa, promovida pelo Comitê Integrado para Cidadania e Paz nas Escolas (Integra) propõe a produção de vídeos sobre prevenção da violência, combate ao bullying e promoção da cultura de paz no ambiente escolar. A alteração no cronograma de inscrições amplia a oportunidade para que mais escolas possam participar. O concurso é destinado a estudantes do ensino fundamental e médio das redes pública e privada de Santa Catarina. A proposta visa estimular a reflexão sobre temas como violência, bullying e outras formas de agressão no ambiente escolar por meio da produção audiovisual. Regras de participação e produção dos vídeos Para participar, os alunos devem formar grupos compostos por quatro estudantes e um professor orientador. Cada escola poderá inscrever apenas um vídeo por categoria: ensino fundamental (1) e ensino médio (1). As produções devem apresentar ações, reflexões, propostas ou experiências relacionadas ao enfrentamento da violência e à construção de ambientes escolares mais seguros, acolhedores e respeitosos. Premiação Paz nas Escolas O Prêmio Paz nas Escolas reconhecerá os melhores vídeos do estado nas categorias ensino fundamental e ensino médio, além das melhores produções de cada uma das 21 microrregiões catarinenses (associações de municípios), também divididas por nível de ensino. Os trabalhos vencedores receberão premiação e terão divulgação nos canais institucionais da Alesc, ampliando a visibilidade das iniciativas desenvolvidas pelas comunidades escolares. A cerimônia de entrega do prêmio será realizada na sede da Assembleia Legislativa, em data a ser divulgada posteriormente. Inscrições gratuitas por e-mail As inscrições são gratuitas e devem ser feitas exclusivamente pelo e-mail: paznasescolas@alesc.sc.gov.br. O regulamento completo, com todas as regras e critérios de participação, está disponível no edital do concurso, no portal da Assembleia Legislativa de Santa Catarina.
- Fraudes ligadas à Copa quase dobram e acendem alerta para 2026
Golpes crescem com IA e atingem 34% dos internautas As tentativas de fraude relacionadas ao futebol e à Copa do Mundo avançaram de forma significativa no ciclo que antecede o Mundial de 2026, que começa nesta semana. Levantamento da NordVPN, provedor de serviços de rede privada virtual, aponta que 34% dos brasileiros que utilizam internet relataram contato com golpes ligados ao tema em 2024 e 2025. O número representa quase o dobro dos 19% registrados antes da Copa de 2022. O aumento ocorre em um cenário de maior sofisticação dos ataques digitais, impulsionados principalmente pelo uso de inteligência artificial generativa, que reduziu drasticamente o tempo necessário para a criação de golpes e páginas falsas. Nos últimos três meses, as reclamações no Procon-SP relacionadas à Copa do Mundo multiplicaram-se por oito. Entre os principais indicadores do avanço das fraudes estão: 34% dos internautas tiveram contato com golpes ligados ao futebol em 2024 e 2025; 19% relataram situações semelhantes no ciclo da Copa de 2022; 238 reclamações foram registradas pelo Procon-SP entre março e maio de 2026; As queixas no órgão saltaram de 19 em março para 63 em abril e 156 em maio. Fraudes mais rápidas A principal diferença entre os cenários de 2022 e 2026 está na velocidade de execução dos golpes. Há quatro anos, criminosos precisavam de mais tempo e conhecimento técnico para montar sites fraudulentos e campanhas de phishing. Agora, com ferramentas de inteligência artificial amplamente disponíveis, esse processo passou a ser realizado em poucas horas. “Hoje, com ferramentas de inteligência artificial generativa acessíveis a qualquer pessoa, esse ciclo caiu para poucas horas”, afirma Marcelo Souza, vice-presidente de Produto da Certta, empresa de verificação inteligente que unifica soluções antifraude em uma única plataforma. Além da rapidez, os golpes se tornaram personalizados. Em vez de campanhas massificadas, criminosos utilizam dados vazados, como Cadastro de Pessoas Físicas (CPF), e-mail e histórico de compras, para criar abordagens direcionadas às vítimas. Pix muda cenário Outra transformação importante ocorreu nos meios de pagamento. Se em 2022, cartões e boletos ainda predominavam, em 2026, o Pix passou a ocupar posição central nas fraudes. Segundo Marcelo Souza, a instantaneidade das transferências dificulta a recuperação dos recursos após a concretização do golpe. “O Pix também muda a equação de forma bastante concreta. A instantaneidade e a irreversibilidade da transação eliminam a janela de reação”, destaca. Os criminosos também passaram a criar marcas fictícias que se apresentam como parceiras oficiais do evento e a infiltrar-se em grupos legítimos de colecionadores e torcedores para conquistar confiança antes de aplicar os golpes. Redes sociais Segundo o levantamento da NordVPN, as redes sociais seguem como principal porta de entrada para as fraudes relacionadas à Copa. Os canais mais utilizados pelos golpistas são: Instagram: 51% dos casos; WhatsApp: 48%; Facebook: 35%; TikTok: 26%. Entre as modalidades mais frequentes estão apostas ilegais, venda de ingressos falsos e comercialização de produtos falsificados. Mercado de figurinhas As fraudes relacionadas à Copa do Mundo não se limitam à internet, mas também abrangem o comércio real, como constatado pelo Procon-SP. As principais ocorrências registradas no órgão de março a maio foram: 115 casos de não entrega ou atraso; •34 casos de oferta não cumprida ou venda enganosa; 24 casos de produtos incompletos ou diferentes do anunciado. As reclamações específicas sobre figurinhas e álbuns da Copa saltaram de zero em março para 34 em abril e 109 registros em maio. As denúncias estão concentradas em anúncios enganosos e falsificações em marketplaces e grupos de mensagens. Crise de confiança Para Marcelo Souza, a popularização da inteligência artificial também criou um novo desafio para consumidores e empresas: a dificuldade em distinguir conteúdos autênticos de materiais manipulados. “Imagens, vídeos e documentos já não são sinônimo de verdade na internet, isso gera uma crise de confiança digital”, afirma. Segundo ele, a resposta passa pela adoção de sistemas mais avançados de autenticação e monitoramento de comportamento dos usuários. “Se os cibercriminosos alteram suas táticas em questão de horas, por que muitas companhias ainda levam semanas ou meses para atualizar regras de prevenção?”, questiona. Para o executivo, a proteção dependerá cada vez mais da verificação de identidade e da capacidade de detectar comportamentos fora do padrão em tempo real. “A confiança real se constrói na camada de identidade, no reconhecimento do usuário e na capacidade de reagir de forma proporcional quando algo foge do padrão”, conclui. Recomendações O Procon-SP elaborou as seguintes orientações aos consumidores para evitar cair em golpes: Pesquisar a reputação da loja ou vendedor; Desconfiar de ofertas com preços muito abaixo do mercado; Verificar informações como Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ), endereço e canais de atendimento; Guardar anúncios, comprovantes de pagamento e conversas realizadas; Conferir prazo de entrega, política de troca e condições da oferta; Em compras de figurinhas e produtos colecionáveis, verificar se o item é oficial e se há identificação clara do fornecedor. Registrar reclamação no Procon mais próximo. Em relação às compras via internet, Marcelo Souza, da Certta, recomenda estratégias adicionais: Ignorar gatilhos de "urgência", como contadores regressivos, e preços excessivamente abaixo do mercado; Checar se o CNPJ exibido no site condiz com o setor de varejo: evitar "CNPJs fantasmas" de consultoria ou construção civil; Verificar data de criação do domínio (por meio de serviços WHOIS): sites criados há menos de 30 dias são sinais fortíssimos de fraude; Evitar sites que só aceitam Pix: plataformas idôneas oferecem múltiplas formas de pagamento (cartão, boleto), que permitem contestação.
- Uso indiscriminado de corticoides pode causar glaucoma e cegueira
Especialistas alertam para riscos da automedicação © Arquivo/Marcello Casal Jr./Agência Brasil O uso de corticoides de forma inadequada e adquiridos sem receita médica pode levar ao desenvolvimento e aumento de casos de glaucoma. O alerta é do presidente da Sociedade Brasileira de Glaucoma (SBG), Roberto Murad Vessani. O glaucoma é uma doença que afeta o nervo óptico, provocada pela elevação da pressão ocular e não tem cura. Quando não é tratada, pode levar à cegueira. Estima-se que pelo menos 1,7 milhão de brasileiros convivam com a doença. Segundo Vessani, cerca de 2,5% a 3,5% dos indivíduos acima dos 40 anos já têm glaucoma. Tanto colírios usados para aliviar irritação ocular como outros medicamentos que contenham corticoides como pomadas ou comprimidos podem provocar glaucoma quando utilizados sem acompanhamento médico. Os corticoides são medicamentos usados para reduzir inflamações do organismo, como nos casos de irritações nos olhos, alergias, crises respiratórias, sinusites e dores inflamatórias. O alívio costuma ser rápido e isso faz com que muitas pessoas passem a reutilizar essas medicações por conta própria sempre que os sintomas reaparecem. Mas, com o uso prolongado, os corticoides também podem alterar o funcionamento natural dos olhos. Eles dificultam a drenagem do líquido que circula dentro do globo ocular, que acaba acumulando e aumentando a pressão intraocular. Quando essa pressão permanece elevada por muito tempo, pode provocar lesões irreversíveis no nervo óptico e levar ao glaucoma. A utilização indiscriminada dessas substâncias pode provocar outros problemas no organismo. Entre eles, aumento da glicose no sangue e descontrole do diabetes, ganho de peso, retenção de líquido, hipertensão, enfraquecimento dos ossos e maior risco de infecções e alterações hormonais. Alerta A SBG, em conjunto com o Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) e a Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica (SBOP) encaminharam uma nota pública à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), ao Ministério da Saúde, ao Congresso Nacional e a entidades médicas de diversas especialidades chamando a atenção para os perigos relacionados ao uso indiscriminado de fórmulas com corticoides pela população. “É muito grave. Na verdade, é um problema de saúde pública”, destacou Roberto Vessani. Além da discussão junto aos órgãos reguladores, foi feita uma reunião para tentar sensibilizar políticos em busca de solução. A ideia é buscar o mesmo caminho de rigor que existe atualmente para o antibiótico, mencionou Vessani. Vessani destacou que diversas especialidades médicas como ortopedia, reumatologia, pediatria e geriatria prescrevem corticoides para tratar o problema de um paciente que, eventualmente, já pode ter glaucoma. Sensibilidade O presidente da SBG lembrou que cerca de 90% dos pacientes que já têm glaucoma são sensíveis ao uso de corticoide e isso faz com que a pressão do olho suba de maneira significativa, “comprometendo mais ainda a situação do glaucoma desse paciente”. No caso de crianças alérgicas que, muitas vezes, têm história de alergia ocular, os pais, por falta de conhecimento, podem usar colírios com corticoides de forma crônica, o que pode levar ao aumento da pressão do olho ou ao desenvolvimento da catarata precocemente. Na área oftalmológica, Roberto Vessani esclareceu que o uso de colírio de antibiótico acaba sendo menos perigoso do que o de colírio de corticoide de forma indiscriminada. “Para nós, é muito importante que o uso de corticoides nas diversas formas tenha o mesmo rigor que ocorre em relação aos antibióticos”. Para os antibióticos, são exigidas duas vias da receita médica, uma que fica retida pela farmácia para informar os órgãos reguladores que aquela medicação foi prescrita para aquele paciente. “Tem um controle dessa prescrição médica. Esse seria um caminho para que a gente tenha um pouco mais de segurança na hora que isso seja prescrito pelo médico e, também, bloqueando as pessoas que compram essas medicações, fazendo um autotratamento sem passar por um médico”. Campanhas Por meio de campanhas de informação, a SBG, o CBO e a SBOP vêm buscando informar as outras especialidades médicas sobre o risco para os olhos do uso crônico de corticoides. “Isso ajuda a diminuir riscos e a evitar situações que possam causar problemas maiores para a visão das pessoas que estão sendo tratadas de condições crônicas de saúde das diferentes especialidades”. Ao fim de algumas semanas do uso crônico de corticoides, podem acontecer elevações na pressão dos olhos. “E essas pessoas, se continuarem usando essas medicações, podem acabar desenvolvendo o glaucoma e perder a visão”. Em muitos países desenvolvidos do mundo ocidental, o uso de corticoides tem um controle maior, disse Vessani. Existe, segundo ele, uma melhor troca de informações entre as várias especialidades médicas do que ocorre no Brasil. “A grande preocupação é com a informação e a conscientização da população e dos profissionais da área da saúde que prescrevem essas medicações”, reforçou. Grupos de risco Segundo Roberto Vessani, a partir dos 40 anos, a cada década, a prevalência de glaucoma quase dobra. “As pessoas têm outras condições de saúde que, frequentemente, podem precisar do uso crônico de corticoides. Há muitos pacientes de 70, 80 anos que, muitas vezes, têm glaucoma e, devido a um problema de saúde que exige o uso crônico de corticoides, estes medicamentos podem trazer problemas para os olhos dessas pessoas. São situações que acabam levando ao aumento do risco e do perigo”, apontou Vessani. As três entidades médicas do setor oftalmológico recomendam o monitoramento da pressão intraocular em pacientes que utilizam essas medicações com corticoides por períodos prolongados, especialmente crianças e grupos de risco.
- Programa de R$ 750 milhões prevê o fortalecimento da agricultura familiar em Santa Catarina
Em alusão ao Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado em 5 de junho, a Epagri reforça a importância de iniciativas que conciliam produção de alimentos com preservação ambiental. Em Santa Catarina, esse compromisso está entre os pilares do SC Rural 2, programa do Governo do Estado que prevê investimentos de US$150 milhões (cerca de R$ 750 mi na cotação atual) ao longo de seis anos para promover o desenvolvimento sustentável do espaço rural e pesqueiro catarinense. O programa foi lançado no dia 12 de maio e tem como meta beneficiar cerca de 145 mil pessoas, atendendo aproximadamente 48 mil famílias rurais e pesqueiras, com foco em agricultores familiares, pescadores artesanais, mulheres, jovens, povos e comunidades tradicionais. Dentre os resultados ambientais esperados pelo Programa, a meta é beneficiar 57 mil pessoas com ações voltadas a maior resiliência climática e melhoria ambiental, além da conservação e gestão sustentável de 42 mil hectares de paisagens rurais. O secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, Admir Dalla Cort, destaca que o SC Rural 2 fortalece o compromisso de Santa Catarina com o desenvolvimento sustentável no campo e na pesca. “Essas ações se somam a uma série de investimentos e programas que o Governo do Estado já vem realizando para apoiar os produtores rurais e pescadores, aliando produção, preservação ambiental, inovação e mais resiliência climática. O objetivo é garantir desenvolvimento com sustentabilidade e mais qualidade de vida para as famílias catarinenses”, afirma. O presidente da Epagri, Dirceu Leite, reforça que o SC Rural 2 consolida uma visão moderna, onde produtividade e preservação caminham juntas. “Nossa missão é transformar dados de pesquisa em soluções práticas dentro das propriedades rurais e pesqueiras. Ao proteger o solo, cuidar da água e adotar sistemas de baixo impacto, não estamos apenas combatendo os efeitos das mudanças climáticas, mas garantindo a sustentabilidade econômica e a segurança alimentar das próximas gerações de catarinenses”, afirma Dirceu. Para alcançar esses resultados, o SC Rural 2, através do apoio direto aos beneficiários, prevê o apoio financeiro na linha ambiental a 10 mil projetos de produção sustentável, proteção de nascentes e de mata ciliar, além de 1000 projetos de adoção de tecnologias ecoinovadoras e 800 planos de desenvolvimento de propriedades (PDP) localizadas em corredores ecológicos. Os PDPs têm a parceria do Instituto do Meio Ambiente (IMA), no sentido de apoiar produtores para a produção sustentável e colaborar com a conexão de remanescentes florestais em corredores ecológicos. OperacionalizaçãoO programa funciona em um modelo integrado de parceria interinstitucional. A coordenação geral e a implementação do SC Rural 2 são responsabilidade da Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (Sape), por meio da Diretoria Executiva do SC Rural (DESC), que atua como Unidade de Gestão do Programa. Para a execução das ações, o programa conta com as seguintes instituições coexecutoras: Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri); Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc); Instituto do Meio Ambiente (IMA) e Secretaria Executiva da Aquicultura e Pesca (SAQ). O diretor executivo do SC Rural 2, André Emiliano Uba, ressalta que o programa foi estruturado para integrar sustentabilidade, inclusão produtiva e melhoria da qualidade de vida no campo e nas comunidades pesqueiras. “O SC Rural 2 foi construído com foco no desenvolvimento sustentável, levando assistência técnica, tecnologia, adequação ambiental e oportunidades de mais renda para milhares de famílias catarinenses, fortalecendo a produção e a preservação ambiental de forma conjunta”, destaca.
- Pré-campanha de Salmir a deputado cresce com adesões em várias cidades
A pré-candidatura a deputado estadual do ex-prefeito de Biguaçu, Salmir da Silva (Republicanos), está em plena fase de crescimento para formação de grupo visando o pleito estadual de outubro próximo. Nas últimas semanas, o projeto para garantir uma das 40 vagas na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) ganhou adesão em várias cidades da Grande Florianópolis, no Vale do Rio Tijucas e em outras regiões do Estado. Na Grande Florianópolis, Salmir tem recebido forte apoio de empresários e lideranças comunitárias em Biguaçu. Também está conquistando a confiança e o compromisso de articuladores políticos em Florianópolis, São José, Governador Celso Ramos e em outras cidades da região metropolitana da capital. Durante o mês de maio, Salmir esteve em vários municípios do Vale do Tijucas, onde conquistou muitos apoios. O pré-candidato também visitou o Meio-Oeste, o Alto Vale do Itajaí e também a região de Blumenau, regiões onde tem estabelecido fortes parcerias com lideranças importantes dessas regiões. Salmir da Silva deixou o cargo de prefeito no final de março para iniciar a pré-campanha a deputado. Desde então, ele tem feito uma agenda de reuniões com lideranças políticas, empresariais e comunitárias em diversas regiões do estado, divulgando a pré-candidatura e buscando apoio para a campanha. Eleito prefeito de Biguaçu em 2020 e reeleito em 2024 com ampla aprovação popular (70%), Salmir construiu uma trajetória marcada por investimentos em áreas estratégicas e por uma gestão voltada à valorização dos serviços públicos. Durante os seus 5 anos e 3 meses de mandato, a Prefeitura avançou em obras de infraestrutura urbana, com pavimentação de vias, ampliação da mobilidade e melhorias no sistema viário em diversos bairros. Também fez grandes obras nas áreas da saúde, educação e esportes. Terminou prédios públicos que estavam abandonados há anos, como a nova sede da prefeitura e o ginásio no bairro Beira Rio. A gestão também foi reconhecida pela valorização dos servidores públicos e por ações que promovem o desenvolvimento da cidade, como a modernização da legislação municipal, que aumentou o número de empresas instaladas e a geração de emprego e renda. Diante da boa avaliação da gestão, Salmir da Silva foi instado pela comunidade a concorrer a deputado estadual nas eleições deste ano e aceitou o desafio. Com o destaque conquistado, Salmir foi convidado a se filiar ao Republicanos para disputar vaga na Assembleia Legislativa e assinou a ficha de filiação em ato realizado pelo partido em outubro de 2025.
- Liberação de duas pistas na Avenida Presidente Kennedy marca avanço das obras de macrodrenagem em Campinas
Primeira etapa da intervenção foi concluída em apenas sete dias, antecipando em quase duas semanas o prazo previsto A Prefeitura de São José libera, a partir das 19h desta sexta-feira (5), o trânsito em duas pistas da Avenida Presidente Kennedy, no bairro Campinas. A medida marca a conclusão da primeira etapa das obras de macrodrenagem do Quadrante Sul, considerada uma das mais complexas e importantes intervenções de infraestrutura urbana em andamento no município. Inicialmente prevista para ser executada em 20 dias, a etapa foi concluída em apenas sete dias graças ao trabalho integrado das equipes da Prefeitura de São José, Companhia Catarinense de Águas e Saneamento (Casan), Centrais Elétricas de Santa Catarina (Celesc), da empresa Conquistar, responsável pela execução da obra, além das operadoras de telefonia que acompanharam diariamente os trabalhos. A intervenção integra um amplo projeto de macrodrenagem destinado a ampliar a capacidade de escoamento das águas pluviais na região do bairro de Campinas, área historicamente afetada por alagamentos durante períodos de chuva intensa. A operação mobilizou diariamente equipes da Secretaria de Infraestrutura, da Secretaria de Segurança, Defesa Social e Trânsito e da Guarda Municipal, garantindo a execução dos serviços e a organização do fluxo de veículos durante as obras. O secretário de Infraestrutura, Nardi Arruda, destacou a importância do avanço da obra para o município. “Estamos concluindo a primeira etapa de uma obra que será executada em quatro fases ao longo de aproximadamente um ano. A segunda etapa prevê a implantação de mais 250 metros de galerias com dimensões de dois metros por dois metros, seguindo pela Avenida Marechal Castelo Branco até a Rua Margarida de Abreu. Na sequência, realizaremos a terceira etapa, com a instalação de tubulações de um metro de diâmetro na Rua Margarida de Abreu e vias do entorno. Já a quarta etapa avançará com novas tubulações até a Avenida Brigadeiro da Silva Paes e a Rua Osni João Vieira”, explicou. Apesar da liberação parcial da Avenida Presidente Kennedy, algumas alterações no trânsito permanecem em vigor. A secretária de Segurança, Defesa Social e Trânsito, Andrea Grando, informou que a faixa exclusiva para o transporte coletivo na Avenida Beira-Mar de São José será mantida pelo menos nesta sexta-feira. “Vamos avaliar durante o fim de semana a possibilidade de reversão dessa faixa exclusiva. O desvio pela Rua Altamiro Di Bernardi continua valendo e permanece como uma importante alternativa para os motoristas”, ressaltou. A Prefeitura orienta os condutores a manterem atenção à sinalização e reforça que os desvios pela Rua Altamiro Di Bernardi, Rua Margarida de Abreu e Avenida Vereador Walter Borges seguem disponíveis como rotas alternativas durante o andamento das próximas etapas da obra. Quando concluída, a macrodrenagem do Quadrante Sul deverá proporcionar maior eficiência ao sistema de drenagem urbana, reduzindo significativamente os riscos de alagamentos e melhorando a mobilidade e a qualidade de vida dos moradores da região.
- São José regulamenta serviços funerários e estabelece regras para atendimento à população
Decreto define padrões de serviços, preços máximos, funcionamento da Central de Óbitos, benefício funeral social e critérios para autorização de empresas funerárias no município A Prefeitura de São José publicou o Decreto nº 24.469/2026, que regulamenta a Lei Municipal nº 192/2026 e estabelece normas para o credenciamento e a exploração dos serviços funerários no município. A medida visa garantir maior transparência, qualidade no atendimento às famílias e fiscalização dos serviços prestados pelas empresas autorizadas. O decreto define padrões mínimos obrigatórios para os serviços funerários, incluindo urnas infantis, adultas e adultas extra grandes, além de estabelecer preços máximos para cada categoria. Os valores fixados são de R$ 940 para o padrão infantil, R$ 1.250 para o adulto simples e R$ 1.670 para o adulto extra grande. As funerárias também poderão oferecer serviços de padrão superior, desde que respeitem a livre escolha do consumidor e apresentem os preços de forma clara. Outro destaque da regulamentação é a criação e organização da Central de Atendimento de Óbitos, que funcionará ininterruptamente, 24 horas por dia, inclusive aos finais de semana e feriados. O órgão será responsável por orientar familiares, emitir autorizações para sepultamentos, administrar capelas mortuárias municipais, divulgar a relação de funerárias autorizadas e coordenar o sistema de rodízio do benefício funeral social. O decreto também disciplina a concessão do benefício funeral social destinado a famílias em situação de vulnerabilidade. O atendimento será realizado por meio de um sistema de rodízio entre as funerárias credenciadas, garantindo distribuição igualitária da prestação do serviço. O benefício deverá ser oferecido sem custos ao cidadão e contemplará os padrões mínimos estabelecidos pela legislação. Para assegurar maior organização do setor, a nova regulamentação estabelece critérios para a autorização anual das empresas funerárias. Entre as exigências estão a obtenção das licenças sanitárias e de funcionamento, o pagamento da guia anual de autorização e o cumprimento de regras de localização. As empresas não poderão se instalar a menos de 500 metros de hospitais, unidades de saúde, Instituto Médico Legal, delegacias ou de outras funerárias, além de respeitar distância mínima de um quilômetro da Central de Atendimento de Óbitos. A fiscalização e aplicação de penalidades em caso de descumprimento das normas seguirão as disposições da Lei Municipal nº 192/2026 e, de forma subsidiária, a legislação federal vigente. Segundo o secretário de Urbanismo e Serviços Públicos (Susp), Michael Rosanelli, a regulamentação busca modernizar e organizar a prestação dos serviços funerários em São José, assegurando atendimento humanizado, transparência nos preços, respeito aos consumidores e maior controle público sobre uma atividade considerada essencial para a população.











